SOCIEDADE DOS POETAS JANDAIENSES = SPJ
A POESIA SEMEANDO CULTURA
(10ª Coletânea)
Jandaia do Sul – Paraná
2011
A POESIA SEMEANDO CULTURA
(10ª Coletânea)
A educação é a mais po-
derosa arma pela qual se
pode mudar o mundo.
Nelson Mandela.
Todos os direitos reservados à Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ. Esta obra não pode sofrer nenhuma alteração sem prévia autorização desta entidade – Lei nº 9.610, de 19/02/1998. Obs. Caso os co-autores deste livro pretendam organizar produções independentes, podem utilizar os textos de sua autoria deste mesmo livro, para as suas produções, desde que relatem que esses textos fazem parte dos livros desta referida entidade – citar o nome do livro. Os textos constantes neste livro são de inteira responsabilidade dos seus co-autores, das escolas e da Faculdade e de outras entidades.
SOCIEDADE DOS POETAS JANDAIENSES – SPJ
Fundação: 06/12/2002. CNPJ: 07.509.960/0001-20.
Utilidade Pública Municipal Lei nº 2.102, de 01/12/2005
Utilidade Pública Estadual Lei nº 15.253, de 11/09/2006
Utilidade Pública Federal: Portaria nº 193, de 09/02/2009.
ILUSTRAÇÃO DA CAPA:
Lourenço Ildefonso da Silva – Pres. da SPJ
Cesar Augusto Batista Ricciardi
Marlene Alves de Freitas Biazin
DIGITAÇÃO:
José Marcos Pinto, Ângelo Santo Sasso
FORMATAÇÃO:
José Marcos Pinto
Endereço: Avenida Marechal Cândido Rondon - 957 – E–mail: spjpoesiasjandaiadosul@yahoo.com.br – fone: (43) 3432 – 6321 – Cep: 86.900 – 000 JANDAIA DO SUL PR. - 2011
REVISÃO FINAL:
Profª. Francismara Aparecida Faria
ORGANIZAÇÃO GERAL:
SPJ. (Sociedade dos Poetas Jandaienses)
Pres: Prof. Lourenço Ildefonso da Silva.
AGRADECIMENTOS
Primeiramente a Deus, sem Ele não teríamos organizado este livro.
Aos Diretores, Equipe Pedagógica, Professores e alunos das escolas e colégios, por terem entendido o principal objetivo do nosso projeto, ou seja, o projeto da Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ, principalmente com respeito ao VI Concurso de Poesia nas Escolas “Cecília Meireles”, a todos o nosso muito obrigado por terem colaborado com esta grande jornada cultural.
Ainda com respeito às escolas, que são as protagonistas da cultura, através dos seus formadores de opiniões que são os Professores, queremos contemplá-las com o seguinte pensamento: “A escola é a luz que somente brilha e ilumina quando aquecida por um pensar coletivo”.
Este pensamento vem ao encontro da filosofia da Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ, que tem como objetivo básico a caça de talentos tanto no interior das escolas como dentro das comunidades e também a valorização do cidadão, principalmente o cidadão aluno.
A todos os Diretores desta entidade e seus membros, por estarem atentos ao desenvolvimento cultural de Jandaia do sul, “Cidade Simpatia” e região.
A todos os patrocinadores, mensalistas voluntários, Depto. de Educação de Jandaia do Sul e Núcleo Regional de Educação de Apucarana, através dos responsáveis, a nossa gratidão.
À comunidade jandaiense e a todos aqueles que direta ou indiretamente contribuíram para o êxito de nossa entidade e na organização desta obra.
O agradecimento é uma forma de gratidão
Relacionada com o nosso irmão
No que diz respeito à solidariedade.
Ser solidário é ter calor humano.
É não propor nenhum desabono
Em prol do amor e da verdade.
A sociedade dos poetas
Aspira por grandes metas
Dentro do cenário da cultura.
Ela é protagonista do saber
Propõe a sabedoria e o crescer
Do nosso irmão ou criatura.
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO.......................................................................................... 27
CAPÍTULO I
Colégio Estadual Alberto Santos Dumont – Apucarana – PR..... 31
Alef Deivid Costa Torquato.................................................................. 31
É tarde demais.................................................................................. 31
Alessandra Santos Souza................................................................... 32
Querer-te............................................................................................ 32
Elisangela Aparecida Correa.............................................................. 33
Amor.................................................................................................... 33
Elizabete Tereza de Souza.................................................................. 34
Longe de voe..................................................................................... 34
Flávia Suellen da Fonseca................................................................... 34
Vivo por você...................................................................................... 34
Franciele Antonieta da Silva................................................................ 35
Amor.................................................................................................... 35
Hellen Cris Fernandes.......................................................................... 36
O amor................................................................................................ 36
Jéssica Jennifer da Silva.................................................................... 37
Amizade.............................................................................................. 37
Jéssika Cristine da Cunha.................................................................. 37
Você..................................................................................................... 37
Josimara Fernanda Borges................................................................ 38
Meu amor........................................................................................... 38
Larissa Cristina R. Carneiro................................................................ 39
Amigo.................................................................................................. 39
Larissa Rocieli Dearo Bocardi............................................................ 40
O amor................................................................................................ 40
Pedro Fernando de Souza Nochi........................................................ 40
Saudade............................................................................................. 40
Tatiane Machado Franco..................................................................... 41
Amor.................................................................................................... 41
Tatiane Pereira da Silva....................................................................... 42
Meu amor........................................................................................... 42
Thais Bernardes.................................................................................... 43
Um mundo melhor........................................................................... 43
CAPÍTULO II
Escola Estadual Carlos de Campos – Jandaia do sul – Pr.......... 45
Aline Cristina Silveira............................................................................ 45
Viver é... .............................................................................................. 45
Angélica Maria da Rocha..................................................................... 46
Ah, como eu gosto... ........................................................................ 46
Elias Felipe de Moura............................................................................ 47
A vida no campo................................................................................ 47
Fabíola Aragão de Souza..................................................................... 47
Sem você... ........................................................................................ 47
Jennifer Milena da Silva....................................................................... 48
O sentido da vida.............................................................................. 48
Jéssica Adriela P. da Costa Gimenes.............................................. 48
Deus em nossas vidas!.................................................................. 48
Matheus Branco Bueno........................................................................ 49
As utilidades das árvores............................................................... 49
Regiane Luiza da Silva.......................................................................... 49
Simplesmente mulher!.................................................................... 49
Thamiles Cristina Tavares de Souza................................................ 50
Mulher: ser sublime e guerreiro!................................................... 50
Thiago Aparecido do Nascimento..................................................... 50
Ó tristeza minha!............................................................................... 50
CAPÍTULO III
Centro Educacional de Educação Básica para Jovens e Adultos “Cecília Meirelles” - CEEBJA – Jandaia do Sul – Pr 53
Andrea Regina Nulof............................................................................. 53
Esse meu Paraná............................................................................ 53
Mirian Bueno Camargo dos Passos................................................. 54
Professor, sublime missão............................................................ 54
Flor mulher......................................................................................... 57
Sebastião Claudemir da Silva............................................................. 58
Obrigado mulher............................................................................... 58
CAPÍTULO IV
Escola Estadual Cesar Lattes – Cambira – Pr............................... 61
Ana Caroline Verri................................................................................. 61
A cidade onde vivo............................................................................ 61
Andriele Mayara Pedro......................................................................... 62
Meu Cambira..................................................................................... 62
Hemily Fernanda Feitosa da Cunha................................................... 62
Cambira.............................................................................................. 62
Jenifer Lorrana Lazarini...................................................................... 63
Cambira, onde vivo........................................................................... 63
Larissa Gabriela da Silva..................................................................... 63
O meu Cambira................................................................................ 63
Thaila Rafaela Lopes............................................................................ 64
Cambira, meu lugar......................................................................... 64
CAPÍTULO V
Escola Estadual Humberto Alencar Castelo Branco – Distrito São José – Jandaia do Sul – Pr 65
Alberto dos Santos................................................................................ 65
A história de São José..................................................................... 65
Daniela de Souza Meira........................................................................ 66
O lugar onde vivemos – Vila Rural Paraíso................................. 66
Elém Leite Batista.................................................................................. 67
A seringueira..................................................................................... 67
Érica Moreno Cândido.......................................................................... 68
Meu lugarejo...................................................................................... 68
Gabriel de Souza Ribeiro...................................................................... 68
A árvore............................................................................................... 68
Jéssica Rita de Cássia Souza............................................................ 69
Meu lugar............................................................................................ 69
José Augusto Mateus Rezende......................................................... 70
Lá onde eu moro.............................................................................. 70
Lucas Henrique Fegueredo Rico........................................................ 70
Rima.................................................................................................... 70
CAPÍTULO VI
Colégio Estadual Jandaia do Sul – Jandaia do Sul – Pr............... 71
André Luis Vicente................................................................................ 71
O que é o amor?............................................................................... 71
Caroline de Oliveira Amaral................................................................ 71
Quando eu não mais existir........................................................... 71
Gabrielli Deosti....................................................................................... 72
Sustentabilidade e vida................................................................... 72
Lucas Galvão Porfiro da Rocha.......................................................... 73
Vampiros Bom Temps.................................................................... 73
Maria Gabrieli Rosa Jofri..................................................................... 75
O essencial........................................................................................ 75
Natália Cardoso de Castro.................................................................. 76
Somos todos da terra...................................................................... 76
Tatiana Cardoso de Moraes................................................................ 76
Lembranças de um amanhã......................................................... 76
CAPÍTULO VII
COLÉGIO Estadual João Paulo i – Bom Sucesso – Pr.................. 79
Alessandra Bonifácio dos Santos..................................................... 79
A lua..................................................................................................... 79
Amanda Caroline N. Gomes................................................................ 80
Poema de um amigo....................................................................... 80
Andressa Amâncio Paglianini............................................................ 80
Lembranças...................................................................................... 80
Andressa Rosa Carvalho..................................................................... 82
Mãe...................................................................................................... 82
Caroline Campos Vais.......................................................................... 83
Eu ainda não sei............................................................................... 83
Cassiano Antonio................................................................................... 83
Cavaleiro............................................................................................ 83
Chistian Willer Tonin............................................................................. 84
Amor.................................................................................................... 84
Daniara Aparecida de Souza Campos.............................................. 84
Caminhos do amor.......................................................................... 84
Denise Gomes dos Santos.................................................................. 85
Poesia por acaso............................................................................. 85
Divina Amância da Silva....................................................................... 86
Vidas, apenas vidas......................................................................... 86
Gabriela R. Simili.................................................................................... 86
E agora?............................................................................................. 86
Isabela Aparecida Raniero.................................................................. 87
Mãe...................................................................................................... 87
Isadora Ramos Cardoso...................................................................... 88
As borboletas eram azuis............................................................... 88
As rosas falam por si....................................................................... 89
Jaqueline Sansivirinati......................................................................... 90
Os olhos dizem................................................................................. 90
Jênifer Sthefany Ribeiro de Oliveira................................................. 91
Mãe natureza..................................................................................... 91
Josieli Pelati Hazelski........................................................................... 92
O amor e a dor.................................................................................. 92
Julia Maria Farias.................................................................................. 92
Amor.................................................................................................... 92
Juliana Bertolin...................................................................................... 93
Bilhete................................................................................................. 93
Katiane Aparecida Soaigher............................................................... 94
Ladrão de minha razão................................................................... 94
Larissa Fernanda Lopes...................................................................... 95
Sonhos............................................................................................... 95
Larissa Moraes Ramos........................................................................ 96
O sonho.............................................................................................. 96
Letícia Cristina Gasparelo................................................................... 97
O que eu quero................................................................................. 97
Letícia Paula dos Santos..................................................................... 97
Meu pensamento.............................................................................. 97
Marcos Evandro da Silva Braga......................................................... 98
Futebol................................................................................................ 98
Milena Faustino Ferreira dos Santos................................................ 99
Desilusão........................................................................................... 99
Moema Priciliana Pereira.................................................................... 99
Rosa atômica.................................................................................... 99
Neide Gonçalves de Oliveira............................................................... 100
Retratos e pensamentos................................................................ 100
Nilmara Duran......................................................................................... 101
As rosas falam por si....................................................................... 101
Otávio Augusto de Lima....................................................................... 102
Danilo Sanches Garcia......................................................................... 102
Recordação....................................................................................... 102
Patrícia Isabel Benedetti...................................................................... 103
Sonho.................................................................................................. 103
Pedro Gabriel Ramiro Simili................................................................ 103
Lugar abençoado............................................................................. 103
Ricardo Fernandes de Jesus.............................................................. 104
A vida tão sofrida............................................................................... 104
Rithielly Teixeira..................................................................................... 105
Sonho.................................................................................................. 105
Rhuan Edson Caldini Costa................................................................. 105
O que faz o homem?........................................................................ 105
Simone Lopes de Souza...................................................................... 106
Aquela noite....................................................................................... 106
Thayla Daiany Guimarães Cripaldi..................................................... 106
Pobre cultura..................................................................................... 106
Thayná Geyssi Caldini Costa............................................................... 107
Onde está o amor?.......................................................................... 107
Thais Gabriela Marques....................................................................... 108
Apaixonados... Separados.............................................................. 108
Thaís Karoline Gonçalves Lima.......................................................... 109
Família................................................................................................ 109
Viviane Bertolin...................................................................................... 110
Meu sonho......................................................................................... 110
CAPÍTULO VIII
Colégio Estadual de Marumbi – Marumbi – Pr............................... 111
Bruna de Souza...................................................................................... 111
Desvende........................................................................................... 111
Camila Maria Cividini Moreira............................................................. 112
Passarinho livre................................................................................ 112
Lorena Martins Bissoli......................................................................... 113
O sonho.............................................................................................. 113
Silmara Alves da Silva.......................................................................... 113
Amarga primavera............................................................................ 113
Silvia Alves da Silva............................................................................... 114
Saudades........................................................................................... 114
CAPÍTULO IX
Colégio Mater Dei – Apucarana – Pr................................................. 117
Gabriela Maria Carvalho Faria............................................................ 117
Poluindo e preservando.................................................................. 117
Gabriel de Oliveira Marques................................................................ 118
Lamento............................................................................................. 118
Giovana Duarte Reis.............................................................................. 118
O sentimento melhor e mais estranho........................................ 118
Giovana Karla Miranda Reis................................................................ 119
Um amor para sempre.................................................................... 119
Khiara Gabrielly Mendes Fontanini.................................................... 120
Lembrança......................................................................................... 120
Leandro Souza Nascimento................................................................ 121
Contando segredo........................................................................... 121
Letícia Garboni Barato.......................................................................... 121
Criança na escola............................................................................ 121
Elton Wagner Zabisch Junior............................................................. 122
Muita palavra e pouca ação............................................................ 122
CAPÍTULO X
Colégio Platão de Apucarana – Apucarana – Pr............................ 125
Ana Carolina Kuchpil de Souza Alves............................................... 125
Vida...................................................................................................... 125
Ana Luiza Matias.................................................................................... 126
Fases da vida.................................................................................... 126
Giulia Lenharo......................................................................................... 127
Um amor de coração....................................................................... 127
Gabriela Yumi Yamamoto Shiratori................................................... 127
Uma paixão errada........................................................................... 127
Luana Yuri Himawari............................................................................. 128
Felipe Alexandre Correa Garrilha...................................................... 128
Gabriela Machado da Silva.................................................................. 128
Hellen ukari Kitagawa........................................................................... 128
Classificado poético........................................................................ 128
Lucas Cayto Voltareli............................................................................ 128
Eleições 2010................................................................................... 128
Lucas Henrique Silva Bressan........................................................... 129
Rafaela Genitori...................................................................................... 129
Classificado poético........................................................................ 129
Gabriel Sorpile Kreb.............................................................................. 130
Victor Hugo da Cruz Silva.................................................................... 130
Classificado poético........................................................................ 130
Luiza Fajardo Spricigo.......................................................................... 130
A lua..................................................................................................... 130
Natália Rodrigues de Oliveira............................................................. 131
Novos tempos................................................................................... 131
CAPÍTULO XI
Colégio Estadual Rosa Delúcia Calsavara....................................... 133
Caio Renan Barlati................................................................................. 133
Noite triste de luar............................................................................ 133
Fabíola Pereira de Lima....................................................................... 133
Que tal................................................................................................. 133
Jaqueline Emitero dos Reis................................................................ 134
Que sentimentos são esses......................................................... 134
Lícia Maria Rosina................................................................................. 134
Acabou................................................................................................ 134
Pensando........................................................................................... 135
Luana Angélica dos Santos................................................................ 136
Por você.............................................................................................. 136
Nem sempre..................................................................................... 137
Patrícia Carolina Barlati....................................................................... 138
Te amar.............................................................................................. 138
A amizade........................................................................................... 138
O tempo.............................................................................................. 139
Quando chega o amor..................................................................... 140
Vinícius Francisco Crotti Fontana...................................................... 140
O sonho perfeito............................................................................... 140
CAPÍLTULO XII
Colégio Estadual Rui Barbosa............................................................ 143
Beatriz P. M. de Oliveira....................................................................... 143
O significado do amor..................................................................... 143
Carisa Cristina Navarro........................................................................ 144
Nossa atitudes.................................................................................. 144
Giovana Ramos Alves........................................................................... 144
Amor.................................................................................................... 144
Odeio................................................................................................... 145
Laís Priscila Miranda............................................................................ 146
Vida, um processo de eterno crescimento................................. 146
Lígia Cristina Degasperi....................................................................... 147
Amigo.................................................................................................. 147
Luana Gonçalves doa Santos............................................................. 147
?Quién somos?................................................................................ 147
Mariany Augusta de Lima Souza....................................................... 148
Ainda há tempo................................................................................. 148
Thayná Rafaela de Oliveira Boldrin................................................... 149
Coisas da vida.................................................................................. 149
Valdelei Peretti Filho............................................................................. 149
Mar rojo............................................................................................... 149
Willian Junior da Silva.......................................................................... 150
Brasil................................................................................................... 150
CAPÍTULO XIII
Colégio Passionista São José............................................................ 153
Ademir Faria Pires................................................................................. 153
Avanço da tecnologia x retrocesso dos valores......................... 153
Ana Carolina Bispo Pontara................................................................ 154
Século XXI.......................................................................................... 154
Ana Letícia Craco Nanuncio................................................................ 155
Luiz Otávio Rosina................................................................................. 155
Licença, Drummond........................................................................ 155
Caroline Teston Romagnolo................................................................ 156
O hoje de hoje................................................................................... 156
Fernanda Rafaela de Carvalho........................................................... 157
Maria Heloisa Raurentino Alves......................................................... 157
Nosso tempo..................................................................................... 157
Heloísa Maria Campaner Dias............................................................ 158
Wilson Samir Veroni Ismail................................................................. 158
Poema de sete focos 2.0 turbo....................................................... 158
Isabela Alencar Castanho................................................................... 159
Século XXI.......................................................................................... 159
Isadora Marcela de Campos............................................................... 160
Transformações............................................................................... 160
Jefferson de Melo Rosa....................................................................... 160
Leonardo Luiz Gonçalves Emerenciano.......................................... 160
Jogo feio... ......................................................................................... 160
Lucas Lopes Ricardo............................................................................ 161
A evolução dos tempos................................................................... 161
CAPÍTULO XIV
Colégio São Marcos.............................................................................. 163
Alice Fernando Raimundo da Silva.................................................... 163
Amores............................................................................................... 163
Fernando Augusto Bocchi Silveira.................................................... 163
Culturas antigas............................................................................... 163
Eduarna Letícia da Silva Burcko........................................................ 164
7 pecados.......................................................................................... 164
Camila Moraes Xavier.......................................................................... 165
Obrigado por existir.......................................................................... 165
Gabriella Ribeiro Checchia.................................................................. 166
Ele hipnotiza...................................................................................... 166
Isadora Cristina de Paula.................................................................... 167
O livro da ilusão................................................................................ 167
Jaqueline Lopes Evangelista.............................................................. 167
O amor................................................................................................ 167
Klisman Henrique Bueno Bayer......................................................... 168
Minha vida.......................................................................................... 168
Luana Gonçalves dos Santos............................................................. 169
Quem somos nós?.......................................................................... 169
Thiago Rafael de Lima.......................................................................... 169
Álbum.................................................................................................. 169
Nathália Maioli Crema........................................................................... 170
Leonardo Galvão Garcia....................................................................... 170
Sonhos!.............................................................................................. 170
CAPÍTULO XV
Colégio Estadual Unidade Polo........................................................... 171
Ranyris Agnes Soares da Silva.......................................................... 171
Gente garimpeira.............................................................................. 171
Iago Ruan Pereira.................................................................................. 172
Meu paraíso....................................................................................... 172
Adria Agatta da Silva Cambito............................................................ 173
Nossa sala........................................................................................ 173
Matheus José B. de Oliveira............................................................... 173
Jandaia do Sul.................................................................................. 173
Paulo César Sampaio........................................................................... 174
Cidade alegria................................................................................... 174
Lorena Eduarda Brunelli...................................................................... 175
Cidade poesia................................................................................... 175
Raísa Borelli Ferrareto......................................................................... 176
Cidade encantadora........................................................................ 176
CAPÍTULO XVI
Escola Estadual Vicente Machado.................................................... 177
Arielle Thainá Tito Pessoa................................................................... 177
São Pedro do Ivai.............................................................................. 177
Bruna Cristina Cardoso........................................................................ 177
São Pedro do Ivai.............................................................................. 177
Deborah Souza Vettor.......................................................................... 178
Uma Pequena Cidade..................................................................... 178
Eloah Fernanda Almeida da Costa..................................................... 179
São Pedro do Ivai.............................................................................. 179
Geferson Rodrigo Tito Aguiar............................................................. 179
São Pedro do Ivai, um diamante bruto......................................... 179
Laura Maria G. M. M. Navas................................................................. 180
São Pedro do Ivai.............................................................................. 180
Lívia Maria P. Thomaz........................................................................... 181
São Pedro do Ivai.............................................................................. 181
Mariana Taynara Martins..................................................................... 181
Uma pequena cidade...................................................................... 181
CAPÍTULO XVII
Academia de Letras, Artes e Ciências – Centro Norte do Paraná 183
Álvaro Eduardo Monteiro de Castro.................................................. 183
Para ti.................................................................................................. 183
Amizade.............................................................................................. 184
Alzira Francisca de Freitas Piloro...................................................... 185
Cartão de natal.................................................................................. 185
Sorrisos & o sorriso......................................................................... 186
Mulher................................................................................................. 187
Antonio Mandel Conceição.................................................................. 189
Ainda por nascer............................................................................... 189
Saudade............................................................................................. 190
Caminho das horas......................................................................... 192
Artur Palú Filho....................................................................................... 193
Quando canta a natureza................................................................ 193
Braz Miranda de Sá............................................................................... 194
Cantiga cabocla................................................................................ 194
Meditação........................................................................................... 195
Voz das coisas.................................................................................. 195
Edson Tavares........................................................................................ 196
O ser e o nada................................................................................... 196
Fahed Daher............................................................................................ 197
Encanto de viver................................................................................ 197
Francisco Soares Dias Sobrinho....................................................... 198
Ser ou não ser................................................................................... 198
Um olhar............................................................................................. 199
Monólogo............................................................................................ 200
Naici Vasconcelos de Souza.............................................................. 202
Nossa senhora................................................................................. 202
Espera................................................................................................ 203
Meu coração é azul e amarelo....................................................... 203
Marta Prates........................................................................................... 205
Mãe preta............................................................................................ 205
Abri a porta......................................................................................... 205
Dr. Oscar Ivan Prux............................................................................... 206
Quadrilhas à Mona Lisa.................................................................. 206
Poema................................................................................................ 207
Vai verso............................................................................................. 208
Walter Domingos................................................................................... 208
Psicocotovelite.................................................................................. 208
Minhas mãos..................................................................................... 209
Nada mais a dizer............................................................................ 210
CAPÍTULO XVIII
Elos Clube de Mandaguari................................................................... 213
Alzira Francisca de Freitas Piloro...................................................... 213
Tupi= a língua chã............................................................................ 213
Cidinha Frigeri......................................................................................... 214
A oração.............................................................................................. 214
Felicidade........................................................................................... 215
Lúcia Nice Orsi....................................................................................... 216
Tecelã................................................................................................. 216
Primavera inútil................................................................................. 216
Maria Aparecida Zanata Peres.......................................................... 217
Se me deixarem... ............................................................................ 217
Walter Domingues................................................................................. 218
Tentativa de explicar......................................................................... 218
CAPÍTULO XIX
FAFIJAN – (Faculdade de Jandaia do Sul)........................................ 221
Aline Janaína Quinhone da Silva........................................................ 221
Inesperado dia.................................................................................. 221
A solução............................................................................................ 221
Anderson Clayton Rodrigues Souza Santos................................... 222
Sem sentido...................................................................................... 222
A estrofe e não a vida....................................................................... 223
Diana Andrade dos Santos.................................................................. 224
Intimidade.......................................................................................... 224
Carlos Rodolfo Rigo............................................................................... 224
Deus.................................................................................................... 224
Um mundo imaginário.................................................................... 225
Daniele Fantini........................................................................................ 226
As grades no horizonte.................................................................... 226
Coisa mais linda.............................................................................. 226
Retrato jovem.................................................................................... 227
Eu queria............................................................................................ 227
Uma parte de mim (I)....................................................................... 228
Uma parte de mim (II)...................................................................... 228
Evenly Osti............................................................................................... 229
Na contra mão................................................................................... 229
Vídeo game........................................................................................ 230
Eleandro Fortunato................................................................................ 231
Acaso.................................................................................................. 231
Tarde fria............................................................................................ 231
Ausência e presença....................................................................... 232
Lábios e olhares............................................................................... 232
O tilintar das taças quebradas....................................................... 233
A beleza.............................................................................................. 234
Gustavo Moraes de Lima..................................................................... 235
Musa, musa minha.......................................................................... 235
Busca incessante............................................................................. 235
Jaqueline Andrade de Almeida.......................................................... 236
Memória.............................................................................................. 236
Jurema Rosa Martins men.................................................................. 236
Incógnita.............................................................................................. 236
Nayci Gavazza......................................................................................... 237
Lágrimas............................................................................................ 237
Eu conheço........................................................................................ 238
Vida...................................................................................................... 238
Neemias Dornelo................................................................................... 238
A formosura dos teus olhos........................................................... 238
Paulo Eduardo Lopes da Silva............................................................ 239
Felicidade........................................................................................... 239
Canção de Emílio............................................................................. 239
A magia do horizonte....................................................................... 240
Descoberta........................................................................................ 241
Rafaela Carolina Pichelli...................................................................... 241
Rimas vazias..................................................................................... 241
Vida...................................................................................................... 242
Regina Célia Martins Peretti............................................................... 242
Paródia: na rua do sabão para rua do Zé Melão........................ 242
Paródia do emburrilho..................................................................... 243
Solange Aparecida de Oliveira........................................................... 244
Faces.................................................................................................. 244
Felicidade........................................................................................... 244
Sueli Aparecida Teixeira...................................................................... 245
Natureza destruída........................................................................... 245
Compreensão de desigualdade................................................... 245
Taciana Virgínia Ramalho Pereira..................................................... 246
Auto-reflexão...................................................................................... 246
Welita Souza Lopes.............................................................................. 246
Ponto final.......................................................................................... 246
Vilma Batista Messias.......................................................................... 247
Sensato amor.................................................................................... 247
Rico e pobre...................................................................................... 248
Te amo, mãe..................................................................................... 248
Silêncio dos leões............................................................................ 249
Rosa.................................................................................................... 250
Weslei Coelho Barbosa........................................................................ 251
Novo soneto de infidelidade........................................................... 251
Lindo dia............................................................................................. 251
CAPÍTULO XX
Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ.................................... 253
Adiones Gomes da Silva...................................................................... 253
Carvãozinho – Cidadão honorário de Jandaia do Sul.............. 253
Walter Faria – O Vicentino e guarda-livros jandaiense............. 256
Andréia Regina Dias.............................................................................. 260
Esse meu Paraná............................................................................ 260
Belzair Sales de Jesus......................................................................... 261
Lamentos de atos insanos!........................................................... 261
Lamentos da natureza..................................................................... 262
Creusa da Anunciação Sasso............................................................ 262
A chuva................................................................................................ 262
O olhar................................................................................................ 263
A terra.................................................................................................. 264
A estrada............................................................................................ 264
Elizabeth Maria Costa........................................................................... 265
Planeta azul....................................................................................... 265
Meio ambiente e a vida.................................................................... 265
Paixão................................................................................................. 267
Vida, viva, Vivian (1).......................................................................... 268
Elvira Berti Tagliari................................................................................ 269
Estás triste? Triste por que?.......................................................... 269
Fábio Henrique Reis de Souza............................................................ 270
Brasil, pátria amada......................................................................... 270
Flávio Leandro Vilas Boas................................................................... 270
A imaginação e a educação........................................................... 270
Francismara Aparecida Faria............................................................. 271
Novos tempos................................................................................... 271
Sementes filosóficas....................................................................... 272
Revolução.......................................................................................... 273
Primaveril........................................................................................... 274
Sublimação........................................................................................ 274
Lamento............................................................................................. 275
Gisele Aparecida Bertoli...................................................................... 276
Meus olhos, nos teus olhos........................................................... 276
Mãe...................................................................................................... 277
Ivany Fulini Sversuti............................................................................... 277
Sinestesia.......................................................................................... 277
Flamboyant........................................................................................ 278
Janderson da Cunha............................................................................. 279
Professores....................................................................................... 279
João da Silva Alves............................................................................... 280
Saudades........................................................................................... 280
Matemática do amor........................................................................ 281
Eu, você e a chuva............................................................................ 281
José Marcos Pinto................................................................................ 282
Transformação.................................................................................. 282
Laura Craco Azolini............................................................................... 283
Minha história.................................................................................... 283
Saudades e lembranças................................................................ 284
Lourenço Ildefonso da Silva................................................................ 286
Um tributo aos meus netos – II..................................................... 286
Um suporte poético à teologia da espiritualidade..................... 288
Mariana Rodrigues................................................................................ 290
Amanhecer......................................................................................... 290
Mãe natureza..................................................................................... 291
Omar Barbosa Guimarães.................................................................. 292
Saudade............................................................................................. 292
Amante................................................................................................ 292
Pedro Cezar Ricciardi........................................................................... 293
Eu também sei falar!........................................................................ 293
Renato Tomazi........................................................................................ 305
A igreja abandonada........................................................................ 305
Terezinha Guimarães de Morais........................................................ 307
Acróstico – EDUCAÇÃO.................................................................. 307
Sueli Aparecida Ros Fajardo dos Santos........................................ 307
Retalhos............................................................................................. 307
Senha.................................................................................................. 308
Tua voz................................................................................................ 308
Badulaques....................................................................................... 309
A bruxa está solta............................................................................. 310
Considerações finais............................................................................ 313
INTRODUÇÃO
A POESIA SEMEANDO CULTURA, título deste livro, organizado pelos membros da Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ – 10ª Coletânea, reúne uma série de textos em prosa e verso, escritos por alunos de diversas escolas de Jandaia do Sul e região, como também de pessoas da comunidade local e de outras comunidades, inclusive a Academia de Letras, Artes e Ciências Centro Norte do Paraná de Apucarana, o Elos Clube de Mandaguari e a própria Faculdade de Jandaia do Sul, através dos seus alunos do curso de letras/espanhol/inglês.
Uma obra desta natureza requer muito empenho por parte dos seus organizadores, principalmente do seu organizador geral e presidente desta entidade, o professor Lourenço Ildefonso da Silva, que não medindo esforços para que esta mesma entidade alcance os seus reais objetivos.
É através da poesia que o ser humano extrapola suas emoções, tudo na direção do belo e da literatura, sendo esta a chave que abre as portas para aqueles que se dispõem a inovar e, ao mesmo tempo, criar algo sublime em prol de uma sociedade mais justa e mais humana.
Fazem parte desta obra 237 co-autores com 306 títulos básicos, os nomes dos co-autores estão dispostos em ordem alfabética dentro de cada capítulo, antes de seus respectivos textos.
Os nomes dos diretores e dos professores responsáveis pela correção dos referidos textos de cada escola, estão no final de cada capítulo, que são em número de 20 (vinte): sendo 18 referentes às escolas, inclusive a Faculdade de Jandaia do Sul – Fafijan e 2 (dois) referentes, um à Academia de Letras, Artes e Ciências Centro Norte do Paraná de Apucarana e o outro relativo ao Elos Clube de Mandaguari. Os alunos das escolas e da própria Faculdade de Jandaia do Sul fazem parte do VI Concurso de Poesia nas Escolas “Cecília Meireles”, lançado pela Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ, em Agosto e Setembro de 2010. Também dentro de alguns capítulos constam os nomes de alguns professores (as) responsáveis pela correção de alguns textos.
Outras publicações da Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ são as seguintes:
01 – Assim Nascem os Poetas – 30 integrantes
02 – Ousadia Poética – 65 integrantes
03 – A Poesia Interagindo na Aprendizagem do Aluno – 160 integrantes
04 – A Poesia Interagindo com a Comunidade – 189 integrantes
05 – A Poesia e o Pensar Coletivo - 230 integrantes
06 – Poesias, Verdades e Sonhos - 221 integrantes
07 – Singelas Poesias Jandaienses - 261 integrantes
08 – A Poesia como Fonte de Sabedoria e Cultura - 333 integrantes
09 – A Poesia sem Fronteiras - 286 integrantes
Este livro foi fruto de um trabalho sério
Que obedecendo alguns critérios
Chegou ao ápice do esplendor.
Juntou-se ideais e criatividades
Que para o bem da verdade
Chegou-se à consumação da fé e do amor.
O mundo está carente de cultura
Faltando a fé das criaturas
Para ultimar uma educação ideal.
Isto só acontecerá de verdade
Quando o homem propuser a verdade
Em prol do seu irmão e do existencial.
A poesia surge da vontade e do amor
E da inspiração do nosso Salvador
Que morreu por nós na cruz.
Ele nos deu inteligência e vontade
Nos ensinou os caminhos da verdade
Seu nome sagrado e divino é Jesus.
Obs. Estas estrofes são de autoria do Pres. desta entidade – Prof. Lourenço Ildefonso da Silva.
O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons – Martin Luther King.
CAPÍTULO I
Colégio Estadual Alberto Santos Dumont – Apucarana – Pr
Alunos deste colégio que participaram do VI Concurso de Poesia nas Escolas “Cecília Meirelles”, realizado pela Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ, em agosto e setembro de 2010.
Alef Deivid Costa Torquato – 3º Ano Ensino Médio A
É TARDE DEMAIS
Não te amo mais
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis
Tenho certeza
Que nada foi em vão
Sinto dentro de mim
Que você não significa nada
Não poderia dizer jamais
Que alimento um grande amor
Sinto cada vez mais
Que já te esqueci
E jamais usarei a frase
Eu te amo!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais.
Alessandra Santos Souza – 3º Ano Ensino Médio A
3º Lugar
QUERER-TE
Querer-te é como querer o sol
É como nunca poder tocá-lo
É como querer o mar
Sem aguentar suas ondas
Querer-te é como brincar com o fogo
Sabendo que vou me queimar
É brincar com a água
Sabendo que vou me molhar
Pois você é inalcançável
Nem se quer olha pra mim
Querer-te é viver em um sonho
Amargo, louco e sem fim
Mesmo assim quero querer-te
E sempre com você sonhar
Vou querer-te a vida inteira
Pois um dia vai me amar.
E quando esse dia chegar
Vou correr a seu encontro
E contar-lhe o meu querer-te
Só para você notar
Que eu nasci para querer-te
E a vida inteira te amar.
Elisangela Aparecida Correa – 3º Ano Ensino Médio A
AMOR
Amor
É paixão em forma de loucura,
À primeira vista devastador
Hoje amizade
Amanhã, amor.
Olhar o presente
Com os olhos da alma,
E ver o futuro
Buscando respostas
No fundo do coração.
Amor
É namoro de jovem e de adulto,
É jogo, mas sem regras.
Amor pode ser ainda
O encontro de almas gêmeas
Mesmo algumas tão diferentes.
Sensação
Que só quem vive sabe,
Deve ser maravilhosa.
O nosso coração ouve, mas não escuta,
Enxerga mas não vê, não estudou
Mas, com certeza, sabe de tudo.
Elizabete Tereza de Souza – 3º Ano Ensino Médio A
LONGE DE VOCÊ
Nunca poderia imaginar
Que um dia iria me apaixonar,
Um amor intenso e cheio
De emoções.
Mas inconsequentemente a tristeza
Veio à tona, levando você
Para longe e me deixando sozinha
No meio de mágoas e desilusões
Sofri tanto que quase nem
Tive forças para respirar
Pois quando você se foi metade
De mim estava junto, em outros braços
Tentei me reconfortar, mas só você
Poderia me salvar.
Encontrei-me em um labirinto sem
Saída, quando finalmente me deparei
Com um anjo e percebi que você
Não era tudo para mim, mas era
Um passado que nunca poderia apagar.
Flávia Suellen da Fonseca – 3º Ano Ensino Médio A
VIVO POR VOCÊ
Amor da minha vida, meu amor
Você me completa, você é tudo.
Mais que tudo,
Ao seu lado é uma imensa alegria.
Longe de você não conhecia o amor
Vivia na escuridão da vida.
Perto de ti descobri o que é amar,
E o sol novamente veio brilhar.
E as barreiras levantadas
Mesmo assim não conseguiram
Que de ti eu desanimasse,
E assim não conseguiram que nós desanimássemos.
O amor é belo
E te amo e vou gritar para o mundo.
Que nesta vida
Eu vivo somente para te amar!
Franciele Antonieta da Silva – 3º Ano Ensino Médio A
AMOR
Amor é uma flor que brota a cada olhar
Mais bela a cada segundo
Mais doce a cada olhar
Amor, paixão que arde sem se ver
É um sentimento tão profundo que queima sem querer.
O amor faz a gente sorrir, às vezes chorar.
E ao mesmo tempo se apaixonar
É algo que alegra o coração
E às vezes, é uma emoção
Que chega sem razão
Chega como a mágica,
E demoramos para perceber,
Purifica como a chuva
Mas é difícil de esquecer
Às vezes traz alegria
Bem como traz a dor
Quando sempre aperta o peito
Deciframos que é o amor
Nos dá inspiração para
Criar uma canção
Às vezes é para emoção
Para decifrar as coisas do coração.
Hellen Cris Fernandes – 3º Ano Ensino médio A
O AMOR
O amor é um sentimento tão lindo
Tão meigo e profundo
Faz qualquer um enlouquecer
Às vezes mata e
Começa a doer
O amor desperta a alegria
Faz sorrir todo dia
Quando uma pessoa se apaixona
Pula, canta e dança
Como faz uma criança
O amor não tem remédio
Pega de jeito
E não larga mais
Mas, às vezes para curar um coração entristecido
O amor é um remédio
Mas bem vindo
Quando conheci meu primeiro amor
Meu coração começou a incendiar
De tanto amar.
Hoje não vivo mais sem minha paixão
Sou louca por ti
E não te tiro do meu coração.
Jéssica Jennifer da Silva – 3º Ano Ensino Médio A
AMIZADE
Nossa amizade não tem fim,
Espero um dia encontrar você
Em um lindo jardim
Nunca poderia achar
Que uma pessoa especial como você
Poderia se tornar minha amiga
Quero ter nossa amizade para toda a vida
Sempre sonhei
Em ter uma amizade forte
Foi tudo questão de sorte
Você eu levarei no meu coração
Para toda eternidade
Terei você ao meu lado sempre
Pois a nossa amizade
É muito especial
Pois não há outra igual.
Jéssika Cristine da Cunha – 3º Ano Ensino médio A
1º Lugar
VOCÊ
Seus olhos são como a noite
Repletos de segredos e conquista,
E a cada olhar faz o corpo estremecer.
Sua boca é como mel
Doce, suave, que faz enlouquecer.
Sua mão é como seda
Que desliza suave,
E a cada toque
Me faz te querer
Cada vez mais.
Você é como sol
Único, indispensável, que aquece
Seu sorriso é como olhar para as estrelas
E ver a beleza e o brilho refletido nelas.
Seu sorriso deixa em mim sopros de esperança
Que me faz alegrar.
A luz de seus olhos me faz sonhar
E em meus sonhos
Te quero como realidade
E como tudo isso não bastasse,
Você além de lindo,
Simplesmente me seduz.
Josimara Fernanda Borges – 3º Ano Ensino Médio A
MEU AMOR
Se foi o tempo em que eu dava voltas
Hoje eu tenho que ser direto.
Pois encontrei você
Que me enlouquece
E me fez aprender a ser correto.
A maciez da sua boca
Ainda reconforta meu ser
Ao seu lado não consigo ficar são,
Porque longe de você fico sem razão.
O nosso primeiro encontro
Eu não me esqueço jamais.
Pois quando eu te vi
Com aquele brilho em seu olhar
Meu coração disparou
De tanto te amar.
Só de pensar
No sabor do seu beijo
Eu crio forças
Para viver a cada amanhecer
Só pra te ver
Linda como um ser.
Larissa Cristina R. Carneiro – 3º Ano Ensino Médio A
AMIGO
Amigo é para se guardar
Dentro do nosso peito,
Amigo é nosso irmão,
Dividimos o que é bom,
Chamamos sempre a atenção,
Para nunca haver a traição.
Às vezes choramos por ele,
Brigamos por ele,
E também sofremos por ele.
Como é triste perder um amigo,
Dá um aperto no peito,
Um sofrimento por dentro,
Como se fosse nosso irmão.
É verdade, é razão, sonho e sentimento,
Amigo é para sempre, mesmo
Que o sempre não exista...
As verdadeiras amizades são
Como estrelas:
_Não a vemos todo o tempo
Mas sabemos que elas existem!
Obrigado por você ser meu amigo.
Larissa Rocieli Dearo Bocardi – 3º Ano Ensino Médio A
O AMOR
No começo tudo são flores
Mas o amor engana o nosso coração
Como uma rosa vermelha
Cheia de espinhos
Ah! O doce carinho
Ah! Os beijos eternos
Que saudades de você
O que você me fez sentir!
Como esquecer por tudo o que passamos
O amor que compartilhamos
Antes eternos namorados
Agora apenas bons amigos.
Sei que será difícil te esquecer
Mas ninguém é perfeito
Te levarei nos meus pensamentos
Sempre sua!
Pedro Fernando de Souza Nochi – 3º Ano Ensino médio A
SAUDADE
É amizade perdida
É ter a pessoa amada distante
É a presença do ausente
É uma dor gostosa, dor alegre
Que vai direto ao coração
Sentir saudade
É querer a pessoa bem perto
O bem-querer
É pensar em ir
E querer voltar
É buscar ver o que não alcança a vista
Sentir saudades é mergulhar no infinito
E penetrar na solidão
Buscando a companhia
Imaginando sorrisos
Colorindo sonhos
Saudades é troca de sentimentos
É trocar carinhos
Carinhos que são inacabáveis
Saudade é alegria que machuca o coração
Tristeza que alivia
É dor que só se cura com um forte abraço.
Tatiane Machado franco – 3º Ano Ensino Médio A
2º Lugar
AMOR
Um amor verdadeiro
É muito bom recordar
As pessoas se entregam por inteiro
Como é bom amar.
Amor, simples palavra
Para tamanha emoção
De sentimentos entrelaçados
Unidos pelo coração.
Sentimentos perturbados
Entre sonhos de amor
Perdidos sem o seu beijo
Entre desejos e dor.
Ter amado você
Foi o melhor que me aconteceu
Por isso lhe digo, meu amor,
O meu amor é todo seu.
Tatiane Pereira da Silva – 3º Ano Ensino Médio A
MEU AMOR
Meu amor,
Foi no teu olhar
Que me encontrei
Como um rio que corre,
Corre para o mar.
Seu sorriso foi a alegria que procurei
E caminhando há muito tempo,
Em você hoje eu achei,
E nada neste mundo
Pode apagar.
Nossos caminhos se cruzaram
Foi o grande Deus que ordenou
Você é o meu presente,
Presente de valor
Você me fez acreditar
Você me fez entender.
Quero viver todos os dias
Na presença do meu senhor
Estar sempre ao teu lado,
Dividindo o nosso amor
Pode o mundo se levantar contra o nosso amor
Deus nos escolheu, abençoou nossa união!
Thais Bernardes – 3º Ano Ensino Médio A
UM MUNDO MELHOR
Como viver em um mundo
Cheio de ódio e violência?
Quem vive fazendo o mal
Não tem paz na consciência.
Quem vive na justiça
Sem cobiçar o poder
Fica com o coração mais puro
Faz a paz acontecer.
Fazer a paz ou a guerra?
Você pode escolher
Mas pense com muito amor
Só depende de você.
Deixe sair a violência
E entrar a compreensão
Pois quem distribui o amor
Leva Deus no coração.
Professoras responsáveis:
Kátia Cilene Oribes Pelissari
Diretora:
Mara Regina Titericz
CAPÍTULO II
Escola Estadual Carlos de Campos – Jandaia do Sul – Pr
Alunos desta escola que participaram do VI Concurso de Poesia nas Escolas “Cecília Meirelles”, realizado pela Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ, em agosto e setembro de 2010.
Aline Cristina Silveira – 7ª Série B
1ª Lugar
VIVER É...
Viver é lutar, cair,
Se machucar e levantar.
É renascer a cada amanhecer!
Viver é tentar, se arriscar, ousar,
Aprender com os erros,
Persistir e vencer!
Viver é muito mais que sonhar,
É realizar os sonhos!
Viver é agradecer constantemente a Deus
Pelo dom da vida!
Angélica Maria da Rocha – 7ª Série A
AH, COMO EU GOSTO...
Ah, como eu gosto de deitar sobre a rede
Na varanda da minha casa,
Nos dias ensolarados
E ficar por longas horas,
Observando os pássaros
Dançando sobre os galhos das árvores
E cantando lindas melodias!
Ah, como eu gosto de deitar sobre a rede
Na varanda da minha casa,
Nos dias ensolarados
E ficar por longas horas,
Lendo um bom livro
E viajando por meio das palavras!
Ah, como eu gosto de deitar sobre a rede
Na varanda da minha casa,
Nas noites enluaradas
E ficar por longas horas,
Vendo as estrelas brilharem no céu
E sentindo a brisa do vento
Afagar o meu rosto!
Ah, como eu gosto!
Elias Felipe de Moura – 6ª Série A
A VIDA NO CAMPO
Como é boa a vida no campo!
Adoro acordar de manhã
Com o cantar dos pássaros e dos galos!
Adoro ouvir os grilos cantarem
E os sapos coaxarem
Durante o silêncio da noite!
Adoro entrar na cachoeira
E me banhar naquelas águas cristalinas
Que caem sobre as pedras,
Entoando uma suave canção,
Que acalma o meu ser
E alegram o meu viver!
Ah, como é boa a vida no campo!
Fabíola Aragão de Souza – 6ª Série A
SEM VOCÊ...
Sem você, eu não vivo,
Apenas vegeto.
Sem você, eu vivo triste.
Os meus sonhos viram pesadelos,
Os meus dias são nublados
E no meu jardim não há flores
Nem pássaros cantando.
Sem você, o meu coração não se emociona,
Apenas bate por bater.
As estrelas do meu céu não brilham
E as noites são sempre frias.
Sem você, vou vivendo por aí
Simplesmente por viver!
Jennifer Milena da Silva – 6ª Série B
2º Lugar
O SENTIDO DA VIDA
Para que a nossa vida
Realmente tenha sentido neste mundo,
Precisamos ser sensíveis,
Tocar os corações das pessoas
E andar sempre de mãos dadas com Deus.
Precisamos ser o colo que acolhe,
A palavra que consola,
O silêncio que respeita,
A alegria que contagia
E o amor que transforma a vida das pessoas!
Jéssica Adriele P. da Costa Gimenes – 6ª Série B
3º Lugar
DEUS EM NOSSAS VIDAS!
Deus é amor, paz, esperança!
É a luz que ilumina as nossas vidas!
Independente das religiões,
Precisamos de Deus em nossas vidas,
Precisamos tê-lo em nossos corações
Para sermos felizes praticando o bem,
Pois o que levamos da vida,
É a vida que nós levamos!
Matheus Branco Bueno – 7ª Série A
AS UTILIDADES DAS ÁRVORES
Nós devemos preservar as árvores
Assim como zelamos pela nossa existência,
Porque preservá-las significa ter consciência
E compreender a vida.
Umas dão frutos para os seres vivos se alimentarem
E flores que enfeitam a paisagem
E perfumam o ar.
Outras, com suas flores e raízes,
Fornecem medicamentos e madeira para o homem.
As que nada produzem,
Assim mesmo são úteis,
Pois purificam o ar
E fertilizam o solo.
Regiane Luisa da Silva – 7ª Série B
SIMPLESMENTE MULHER!
Mulher criança,
Que vive no mundo da fantasia e da inocência.
Mulher moça,
Que desabrocha como um botão em flor.
Mulher adulta,
Que encanta o homem
E tem o dom de carregar a vida em seu ventre.
Mulher senhora,
Que ensina a todos com sua experiência e paciência.
Mulher criança, mulher moça,
Mulher adulta, mulher senhora,
Que a todos encanta
Por ser simplesmente mulher!
Thamiles Cristina Tavares de Souza – 7ª Série B
MULHER: SER SUBLIME E GUERREIRO!
Mulher: ser sublime,
Encantador e incrível,
Pois consegue resolver os seus problemas
De uma maneira especial
E na dosagem certa,
Porque além de agir com justiça e sensatez,
Ela é intuitiva e sensível!
Mulher: ser guerreiro,
Pois trabalha tanto no trabalho lá fora
Como dentro do seu lar.
É uma verdadeira vencedora
Na arte de trabalhar!
Thiago Aparecido do Nascimento – 6ª Série B
Ó, TRISTEZA MINHA!
Ó tristeza minha diga a ela
Que sem ela não consigo mais viver!
Ó, tristeza minha diga a ela
Para voltar logo para mim,
Pois não suporto mais sofrer tanto assim!
Ó, tristeza minha diga a ela
Que estou com saudades
E ansioso, esperando ela voltar,
Pois se isso não acontecer,
De tristeza eu vou morrer!
Professora responsável:
Maria Encarnacion Camacho dos Santos
Diretora:
Helena Maria Martins Maçal Fadul
CAPÍTULO III
Centro Educacional de Educação Básica para Jovens e Adultos “Cecília Meirelles” - CEEBJA – Jandaia do Sul – Pr
Alunos deste centro educacional que participaram do VI Concurso de Poesia nas Escolas “Cecília Meirelles”, realizado pela Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ, em agosto e setembro de 2010.
Andrea Regina Nulof – Ensino Médio
ESSE MEU PARANÁ
Meu belo Paraná,
Sem dúvida, és luzeiro,
Porém, talvez tenha brilhado
Mais em tua mocidade,
Quando havia flores pela estrada
Ao invés de crianças pela calçada.
Quem dera fosses ainda o panorama das florestas
E que tuas festas fossem tão belas quanto as do passado!
Hoje tuas florestas correm riscos e, em tuas festas,
Jovens perdem a vida em troca de prazeres desregrados.
Será esta a glória por ti almejada?
Meu idolatrado Paraná!
És rico em belezas, e cheio de riquezas,
Mas muitos filhos teus padecem é na pobreza.
Meu Paraná evoluiu, cresceu, mas junto cresceu também
A desigualdade e a violência
Porém, com tua inteligência e avidez
A evolução social um dia irás alcançar.
Estrela dessa pátria,
És o celeiro do país.
Teu povo é forte, corajoso e altivo
E pela vitória não desiste de lutar.
Tudo o que queremos é contigo também brilhar
Meu belo Paraná!
Mirian Bueno Camargo dos Passos – Ensino Fundamental
PROFESSOR, SUBLIME MISSÃO
Professor, mestre, alguém que ensina,
Ensina muito mais do que se possa imaginar.
Ensina não apenas a ler, escrever, contar, pensar...
Ensina também a sonhar e até a amar.
Pense uma vez apenas, por alguns instantes,
Que seria do mundo sem essa peça tão importante,
Nosso querido professor?
Que sentimento poderia transmitir a mais bela poesia,
Se ninguém soubesse ler?
Que seriam das valorosas letras do nosso alfabeto,
Se ninguém soubesse combiná-las, com elas formar frases
E transformá-las em escritas?
Que valor teriam os muitos números, se não houvesse
Quem os soubesse calcular, contar, dividir, multiplicar?
Que seria da própria história do homem,
Sem este importante instrumento humano?
Importante sim, mas muitas vezes desvalorizado
Pelo não reconhecimento, pelo salário muitas vezes injusto,
Pelo reconhecimento de muitos que um dia já precisaram dele...
Os famosos computadores já tentam tomar o lugar
Desse importante personagem da educação.
Até conseguem ensinar!
Mas onde está o calor humano, tão essencial
E tão em falta em nossos dias?
Onde fica aquele carinho todo especial
Entre dois seres, professor e aluno?
Aquele vínculo criado no convívio,
Chamado amor?
O professor é alguém que não se contenta
Em andar à nossa frente, nem atrás de nós
Mas se satisfaz andando ao nosso lado,
Quer antes de tudo ser nosso amigo.
Professor, sublime missão!
Missão que ele transforma em prazer
Para transmitir aos outros o saber.
Missão desempenhada com dedicação,
Paciência, submissão, alegria e muito amor...
Uma flor, palavras bonitas,
Um presente, até mesmo esta poesia
Seria pouco, quase nada,
Para dizer ao nosso querido professor
Do seu real valor, de sua importância
E de tudo aquilo que representa...
Mas, se oferecido com amor,
Gratidão e reconhecimento,
Certamente será recebido com um belo sorriso,
O coração a cantar e a alma a lhe dizer
Que “vale a pena ser professor”.
Muitas vezes se preocupa, sorri,
Chora, sonha, reclama, espera,
Mas nunca deixa de desempenhar
Seu papel de “educador”.
Numa sala de aula, faz dos filhos alheios
Seus pequeninos, seus próprios filhos.
Faz de analfabetos grandes homens e grandes mulheres.
Quer numa simples escola primária ou numa grande universidade,
Sua missão e seus firmes propósitos são sempre os mesmos:
Ensinar com amor, viver para ser um instrumento do saber.
Professor, que um dia já foi criança, já brincou,
Já teve seus sonhos infantis...
Hoje, professor que muitas vezes se coloca
No lugar de seu aluno.
Faz de conta que é criança,
Brinca, sorri, conta histórias,
Algumas vezes até esquece que é adulto.
Mais do que ninguém ele sabe imitar o palhaço,
Ser um pouco pai e mãe,
Fazer-se cúmplice de um menino travesso.
Mas nunca se esquece de ser amigo,
Um amigo autêntico, sem máscaras, sem fingimento.
Um amigo leal e real...
Querido mestre, professor, amigo, companheiro...
Hoje é seu dia!
E nesse dia, quisera eu, apenas por uns poucos minutos,
Ser você para poder ensinar a todos a melhor coisa:
Respeitá-lo e amá-lo...
Quisera eu, seu nome eternizar
Não no frio cimento ou no mármore,
Mas sim, no coração de todos os que são
Ou já foram seus alunos,
Também os que virão a ser
Aluno como hoje eu sou,
Aluno que, amanhã talvez, será também um professor...
FLOR MULHER
Mulher: ser humano do sexo feminino.
É assim que o dicionário define a palavra mulher.
Mas será isso mesmo? Só isso?!
Sim, mas não só isso.
É mais, muito mais!
A mulher é o mais sublime presente
Que Deus deu ao mundo, depois de si mesmo...
E com ela veio também mais carinho,
Mais compreensão, mais vida, mais amor...
A mulher é a flor sem a qual
O mundo não estaria completo.
É a estrela que brilha mesmo na noite mais escura.
É o calor que aquece o mais frio inverno.
É a força que desafia a própria força.
É a esperança última a morrer...
É a mulher que mais sonha, mais dá carinho,
Mais ama, seja sua idade qual for...
Menina, moça, mulher...
É a mulher que nunca deixa de ser heroína, seja ela pobre, de classe média,
Vivendo no campo ou na cidade,
Analfabeta ou acadêmica,
Ela vai à luta, nunca desiste, guerreira eterna...
Mulher que passo a passo conquista seu espaço.
Mulher que muitas vezes não tem tempo
Para se arrumar, passear, sonhar...
Mas nunca deixa de ter a sensibilidade de mulher...
Mulher que, em favor dos filhos, aborta os próprios sonhos...
Mulher que sabe sorrir, mesmo na hora de chorar.
Mulher que se cala quando deveria falar.
Mulher que sempre encontra uma solução
Para os problemas do marido, dos filhos, do irmão
Ou mesmo de uma amiga,
Muitas vezes esquecendo suas próprias dúvidas,
Medos e anseios...
Mulher amiga, companheira, amante,
Amada ou desprezada, mas sempre mulher...
Que seria do mundo sem a mulher,
Ser insubstituível, necessário, imprescindível...
Mulher, o amor de uma forma toda simples,
Mas toda especial...
Mulher, ser humano sim,
Mas que nunca nos deixa esquecer
O quanto é divina.
Mulher mãe, mulher filha, mulher avó, mulher amiga...
Mulher flor, flor mulher...
Sebastião Claudemir da Silva
OBRIGADO MULHER
Obrigado, mulher, por dar sentido às nossas vidas,
Por seu amor, sua dedicação, seu incentivo.
Obrigado por nos abrir os olhos e nos fazer ver
Que vocês são nossa razão de viver,
Por nos dar a felicidade de ter vocês ao nosso lado,
Não só como nosso braço direito, mas como nossa metade,
Pois vocês nos completam.
Obrigado a vocês, mulheres trabalhadoras,
Que conquistaram e estão conquistando seu espaço
Em todas as profissões, sempre lutando por uma vida melhor
Por um futuro melhor, por um país melhor,
Enfrentando todas as dificuldades e barreiras
E derrubando qualquer preconceito.
Mulher amada, amiga, namorada, esposa, mulher mãe,
Obrigado por tanto amor dedicado.
Obrigado por sua paciência conosco
E nos desculpe por nossa falta de compreensão.
Mas fiquem sabendo que é um imenso prazer
Ter vocês assim, bem pertinho, do nosso ladinho,
Mesmo às vezes não dizendo isso a vocês,
Mas no fundo é isso que sentimos.
Se somos felizes, é porque vocês são a nossa felicidade.
Se temos sucesso, conquistas, sonhos, emoções,
É porque vocês são a nossa inspiração.
Obrigado, mulheres, muito obrigado, de coração!
E lembrem-se sempre: todos os dias é sempre o seu dia!
Professora responsável:
Francismara Aparecida Faria
Diretor:
Ruberley Rojo
CAPÍTULO IV
Escola Estadual Cesar Lattes – Cambira – Pr
Alunos desta escola que participaram do VI Concurso de Poesia nas Escolas “Cecília Meirelles”, realizado pela Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ, em agosto e setembro de 2010.
Ana Caroline Verri – 5ª Série B
3º Lugar
A CIDADE ONDE VIVO
A cidade onde vivo,
Nem sei como falar,
É uma cidade maravilhosa,
Que todos ouvem falar.
A cidade onde vivo,
Cambira, como disse, todos ouvem falar,
Cambira é o amor, paz
Cambira é o nosso lugar.
A cidade onde vivo
Quem vem passear encanta-se
E sempre quer voltar
Isso é um pouco da cidade onde vivo.
O povo de Cambira é muito tranquilo
Todos que moram aqui
Nunca pensam em se mudar
Cidade maravilhosa
Cambira é o meu lugar.
Andriele Mayara Pedro – 5ª Série B
MEU CAMBIRA
Meu Cambira,
Cambirão.
Oh... minha cidade do coração
Como é bom morar aqui
Porque todo o mundo
Gosta de mim.
Hemily Fernanda Feitosa da Cunha – 5ª Série B
2º Lugar
CAMBIRA
De Cambira vou falar
Se você visitar
Com certeza vai querer ficar
Nesta cidade vou morar
Você não precisa se preocupar
Porque nesta cidade vou sempre
Querer ficar
Cambira é nosso lugar
Cambira é uma cidade
Onde tem muitas pessoas
Cambira é muito alegre
Cambira é só harmonia
Cambira é só alegria
Quando você se muda
Com certeza vai querer voltar
Porque esta cidade é nosso lugar
Quando você chora
As lágrimas caem ao chão
Cambira sente saudade
Do nosso coração
Jenifer Lorrana Lazarini – 5ª Série B
CAMBIRA, ONDE VIVO
Aqui é meu lugar
Onde eu sempre vou morar
De noite eu olho para o céu e vejo o luar
Aí sim me dá vontade de voar.
Pelo meu Cambira eu sempre vou lutar
Lutar pela bondade e humildade
Olha que coisa bonita de se ver
Cambira inteiro lutando
Pelas Olimpíadas
O povo de Cambira é merecedor
Mesmo não ganhando
Estaremos juntos em 2012.
Larissa Gabriela da Silva – 5ª Série B
O MEU CAMBIRA
Em Cambira,
Tem crianças sorrindo
Tem gente boa
Cambira,
Aqui é muito bom
Se você vem pra passear
Você vai querer morar.
Thaila Rafaela Lopes – 5ª Série B
1º Lugar
CAMBIRA, MEU LUGAR
Cambira, lugar onde vivo
Fica aqui no Paraná
No sul do Brasil
Quem vive aqui nunca se esquecerá
Cambira, lugar lindo
Cheio de encantos
Aqui todo mundo é simpático
Ninguém fica te maltratando
Quem vem para Cambira
Nunca se esquece
Cidade bonita
Do sul ao leste
Eu vou para a escola
Sem minha mãe se preocupar
Pois se eu cair aqui ou ali
Sempre alguém vem me ajudar.
Professoras responsáveis:
Márcia Aparecida Locomann
Diretor:
João Vamberto Bonfin
CAPÍTULO V
Escola Estadual Humberto Alencar Castelo Branco – Distrito São José – Jandaia do Sul – Pr
Alunos desta escola que participaram do VI Concurso de Poesia nas Escolas “Cecília Meirelles”, realizado pela Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ, em agosto e setembro de 2010.
Alberto dos Santos – 6ª Série
2º Lugar
A HISTÓRIA DE SÃO JOSÉ
Há mais ou menos setenta anos, meu bisavô, João da Costa chegou aqui, vindo de Portugal. Antigamente, aqui era só mata fechada. Ele e sua família fizeram uma cabana debaixo de uma árvore com capim. Depois de um tempo, fizeram uma casa de palmito coberta de capim e começaram a desbravar a mata para plantar cereais. Aqui havia muitos animais e aves.
Depois de muito tempo, meu bisavô, junto com um engenheiro, dividiu o terreno em datas e chácaras para vendê-las e assim foram surgindo famílias e foi criada uma comunidade, a qual deram o nome de Treze, por estar a treze quilômetros de Jandaia do Sul. A comunidade foi crescendo e surgiu a primeira capela com o nome de: “Capela de São José”. O nome foi dado pela minha bisavó Maria, que era bastante religiosa e devota de São José.
Mais tarde, por volta do ano de 1965, tornou-se distrito de São José, por causa do nome da capela e passou a pertencer à cidade de Jandaia do Sul, e foram sempre aumentando as moradias da comunidade. Também foi construída a primeira escola de 1ª à 4ª série. Após, construíram uma nova escola e uma igreja um pouco maior, que é a atual, e que foi por diversas vezes reformada. Hoje está sendo construído o novo posto de saúde.
E assim se formou o Distrito de São José, que foi crescendo até hoje e tudo ficou melhor.
Daniela de Souza Meira – 7ª Série
1º Lugar
O LUGAR ONDE VIVEMOS – VILA RURAL PARAÍSO
Nasci em 28 de maio de 1997 e não me lembro de nada, pois eu era um bebezinho com apenas dois meses, mas minha família me contou toda essa história, principalmente minha irmã que me contou coisas da sua infância aqui.
Ela me disse que na Vila Rural Paraíso não havia água encanada e as coisas eram bem difíceis. No começo, tinham que buscar água na mina do sítio vizinho e lavar as roupas no rio. Quando chegou a encanar água na vila, a caixa d’água era lá no campinho, onde hoje vamos pra lá brincar, e quando a caixa enchia muito e derramava, a molecada ia pra lá tomar banho e brincar de “bolo de barro”, fazendo muita bagunça.
A rua era feia e quando chovia inundava tudo. Não havia árvores, só as casinhas no meio do nada. Era muito difícil até pra pegar ônibus para ir a Jandaia ou ir à escola, pois tinha que pegar lá na placa da entrada da vila, porque não tinham os pontos para a circular e para o ônibus escolar passarem por dentro da Vila. O nosso salão comunitário, onde realizamos nossas festas, era menor. Depois, aumentaram. E não existia o nosso outro salão ao lado, que hoje foi transformado na nossa igreja.
A Vila era bem despovoada, até que foram construindo outras casas, dando lugar para que várias outras famílias pudessem morar. E assim a Vila foi se expandindo e se colorindo com belas paisagens; agora até um orelhão nós temos.
Enfim, acho que termino aqui contando como era o lugar onde vivo e onde muitos outros já viveram e puderam apreciar todo esse trabalho. É claro que agora está tudo mudado, mas sempre é bom resgatar nossas memórias.
Elém Leite Batista – 8ª Série
A SERINGUEIRA
Lá na minha terra, há uma seringueira que guarda bons momentos de alegria. Foi lá que eu passei a minha infância e onde brinquei muito com meus amigos.
Ela é enorme, no outono fica meio seca, mas na primavera ela floresce e esbanja charme e beleza.
Um dia, tentaram cortar a seringueira, mas por ela ser tão querida, todos nós reunimos nossas forças para evitar esse incidente, então não foi cortada.
Subíamos na seringueira para brincar de esconde-esconde e muitas outras brincadeiras.
Ela era usada também para os seringueiros fazerem o látex.
Essa árvore era muito especial, causava sensação de alegria para quem chegava perto dela. Quando descobri que aquela árvore não era só especial para mim, tomei certas providências.
Cuidava muito mais dela. Pedi para alguém pegar algumas mudas. Plantei, reguei e elas cresceram e hoje estou aqui para contar para vocês essas histórias das seringueiras...
Érica Moreno Cândido – 5ª Série
3º Lugar
MEU LUGAREJO
Meu lugarejo
Tão pequenino
Quando o vejo
Ele está quase sumindo.
Meu lugarejo
Todo acabado
Quando o vejo
Ele está abandonado.
Meu lugarejo
Sempre vai ser assim
E eu nunca achei
Ele ruim.
Gabriel de Souza Ribeiro – 8ª Série
A ÁRVORE
Já contei a vários amigos, diversas vezes, mas só agora eu entendi.
Faz pouco mais de seis anos que saí da cidade e vim para o meio rural; quando me mudei, senti a diferença no silêncio, que era quase absoluto; era, comparado à cidade, um santuário. Mas na verdade, não é sobre isso que quero falar, é sobre o caso que envolve um pouco de tudo: curiosidade, mistério e até acaba sendo inusitado.
Quando me mudei, eu vi, ou melhor, eu conheci algo que não se vê na cidade: uma árvore muito alta e de um tronco tão grosso que, sozinho, não conseguia abraçar por inteiro. Ela era como um cartão postal: no verão, no inverno, em qualquer estação, ela nunca perdia aquela coisa, aquele algo a mais que encantava a quem a via. Ela ficava em frente à janela da cozinha da minha casa. Todos os dias, eu e todos de casa a víamos, e isso virou uma rotina, era inevitável.
Num dia comum de chuva, estava à mesa fazendo um simples dever de casa, quando, do nada, um raio caiu sobre aquela árvore. Estava apenas chuviscando, e todos naquela hora se assustaram. A árvore ficou ferida e depois de um tempo secou, parecendo morta. E agora eu entendo, hoje eu compreendo, que aquela árvore, aquela simples peroba, foi como uma pessoa que de tanto que você conhece, acaba virando e sendo como se fosse da família. Depois daquilo, parecia que alguém querido havia falecido; mas eu sei e tenho certeza que dentro de cada um ela continua estando lá e abrilhantando aquela paisagem.
Jéssica Rita de Cássia Souza – 5ª Série
MEU LUGAR
Cidadezinha onde moro,
Quero viver eternamente, seja feliz ou não.
São José, cidadezinha pequena,
Mas somos todos felizes.
São José, São José, belo tu és.
Aqui nasci, cresci; aqui quero morrer, porque belo tu és.
São José, cidadezinha pequenina, tu és,
Pode não ser grande no tamanho,
Mas enorme no aconchego.
São José,
Minha paixão, você é.
José Augusto Mateus Rezende – 5ª Série
LÁ ONDE EU MORO
Vi uma pomba em um galho.
A pomba rola cantando
Despertava tanta saudade
Que mais parecia chorando
No templo das solidariedades.
Lucas Henrique Fegueredo Rico – 5ª Série
RIMA
O sol vai nascendo,
A lua vai sumindo
E o dia vai amanhecendo.
Significa que o Brasil
Vai surgindo no mundo
Em que vivemos.
Professora responsável:
Isabel Bedeti de Carvalho Germuzesque
Diretora:
Lucyene Aparecida Azoni de Carvalho Azolin
CAPÍTULO VI
Colégio Estadual Jandaia do Sul – Jandaia do Sul – Pr
Alunos deste colégio que participaram do VI Concurso de Poesia nas Escolas “Cecília Meirelles”, realizado pela Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ, em agosto e setembro de 2010.
André Luis Vicente – 8ª Série
O QUE É O AMOR?
É um sentimento que
Mexe com a gente em qualquer momento.
É um sentimento de paixão
Que liga dois corações.
Quando estamos amando,
Esquecemos de tudo
É como se o mundo
Parasse e ficasse mudo.
O amor é como
Se fosse uma flor,
Feia quando fechada
Mas, linda quando se abre.
Caroline de Oliveira Amaral – 8ª Série
QUANDO EU NÃO MAIS EXISTIR
Quando eu não mais existir
Procura-me nas flores
Serei o perfume daquela que você toca.
Quando eu não mais existir
Procura-me nas noites frias,
E eu serei a brisa que beija teus lábios.
Quando eu não mais existir
Procura-me nas estrelas,
Eu estarei em uma delas
Para te dizer boa noite.
Quando eu não mais existir
Procura-me no lago,
Eu estarei na tua própria imagem,
Só para completar...
Gabrielle Deosti – 6ª Série A
3º Lugar
SUSTENTABILIDADE E VIDA
Quando falamos em preservação do meio ambiente, consideramos apenas a preservação da natureza, aliás, imprescindível.
Porém, não é apenas a preservação da natureza que garantirá a continuidade da vida, mas a promoção de tudo o que puder trazer a qualidade de vida a todos os seres, incluindo o ser humano.
Portanto, precisamos entender que não salvaremos a humanidade se, além de evitarmos as queimadas, as fumaças das chaminés das indústrias, a morte dos animais, a poluição dos rios e mares, também não cuidarmos de nós mesmos, da sociedade em que vivemos, garantindo, a todos, os recursos que sustentam a dignidade.
Nesse momento, encontramos a sustentabilidade, que, com o trabalho individual e coletivo, garantirá a nossa existência neste planeta, por meio da busca de soluções que não prejudiquem nosso progresso, mas que também possa conduzi-lo com ética e bom senso.
Cabe a cada um de nós, a toda a sociedade e aos governantes do mundo inteiro, por meio de pesquisas de tecnologias sustentáveis e ações concretas, realizarmos essa importante mudança de atitude, de comportamento, que nos tornará mais solidários, menos egoístas, para que possamos continuar a existir.
Lucas Galvão Porfiro da Rocha – 2ª Série
VAMPIROS BON TEMPS
Dias de verão e noites de inverno, era esse o clima de Bon Temps, quando era dia, era quente, quando era noite, era frio.
Bon Temps era uma cidade calma e pacata, até a chegada de Eric, um vampiro perseguido por William, mais conhecido como Bill.
Essa perseguição começou por conta de uma garota, Sookie.
Sookie estava sendo disputada, por dois vampiros, pois era uma garota especial, não era humana e sim uma telepata, mas não sabia o que realmente era.
Ela havia herdado de seu bisavô este dom, mas não sabia que era procurada por vampiros.
Ao chegar ao bar em que trabalhava, Sookie se depara com Eric, e ao mesmo tempo fica intrigada, pois não consegue ler os seus pensamentos. Sookie vai até à mesa e logo percebe que Eric é um vampiro e resolve querer saber mais sobre ele.
A telepata se senta junto com o vampiro e pergunta a ele porque não consegue ler os seus pensamentos. Eric explica que isso não é possível, porque já está morto. E a garota fica apaixonada.
Sookie que nunca se envolveu com homem algum, pois toda vez que tinha um encontro já sabia o que o pretendente realmente queria com ela e nunca conseguirá, fortalecer uma relação.
A conversa acaba e Eric vai embora, quando Eric sai do bar Sookie tem uma sensação estranha e resolve ir atrás dele. Ao sair se depara com uma briga, era entre Eric e Bill. O vampiro Bill ficou irado ao saber que Eric conheceu Sookie.
Bill não queria esta aproximação, pois sabia que Eric trabalhava para forças obscuras e perigosas. Ao ver Sookie chegar, Bill se sentiu estranho como nunca se sentiu, era como se voltasse a ser um humano e ficasse apaixonado. Foi isso que aconteceu. A briga acabou e Bill ficou extremamente ferido, Sookie foi ajudá-lo e se sentiu atraída.
Bill precisava de sangue e Sookie deixou que ele a mordesse e Bill voltou ao normal, pois Sookie tinha um sangue poderoso, por conta do seu dom.
Sookie e Bill se tornaram amigos. E Sookie não consegue ter algo mais com Bill, pois ainda se sentia atraída por Eric, mesmo sabendo que ele na verdade era um mau caráter.
Os dois amigos bolam um plano contra Eric, para matá-lo, o que era quase impossível, pois Eric era 200 anos mais velho que Bill. Mesmo assim tentam o plano, que consistia em matar Pam, uma outra vampira que havia sido criada por Eric. Quando Pam morresse, Eric se sentiria mais fraco e eles teriam uma única chance.
Bill telefonou para Pam dizendo que Eric estava morrendo e ela precisaria ir o mais rápido possível para o Molloter, o bar onde Sookie trabalhava.
Ao chegar Pam é surpreendida por Bill, e é logo golpeada no coração, por uma estaca de madeira. Eric sente e vai correndo para lá e vê que Bill mata sua filha.
Eric vai para cima de Bill e o vampiro Bill não tem chance alguma. Sokie fica desesperada e surgem em suas mãos novos poderes. Poderes raros que só poderiam ser utilizados por descendentes de fadas. O poder era forte, em um piscar de olhos, Sookie poderia matar Eric, e não pensa duas vezes.
Sookie soltava raios de fogo pelas mãos e ataca Eric no coração. Bill ferido precisa se alimentar de Sookie. Com um sangue saboroso e diferente, Bill perde o controle e quase mata Sookie.
Após recuperados, passam a morar juntos e o amor entre os dois se torna mais intenso a cada dia.
Quando a história é contada as pessoas, e acham que Sookie está louca, pois ninguém viu nada. Sookie falava a verdade ou não passava de um sonho.
Obs. Inspirado na série de TV “True Blood”
Maria Gabrieli Rosa Jofre – 6ª Série B
O ESSENCIAL
A evolução das tecnologias e o progresso trouxeram mais que conforto ao ser humano. Trouxeram também a destruição, com a ganância de se produzir mais, o desperdício de não se reaproveitar ou reciclar o que se usa e o consuma sem a necessidade.
Com o tempo, o mundo se tornou mercado e tudo, inclusive a vida, tornou-se mercadoria de consumo e, portanto, descartável.
Por causa do nosso egoísmo, poluímos rios, mares, nossas ruas, nossas cidades, nosso ar, destruímos florestas, matamos animais e, o pior, nem olhamos para os que caminham ao nosso lado, para as suas necessidades vitais, seus problemas, ignorando todo mal que praticamos a nós mesmos e a todo o planeta. Ignoramos, inclusive, que tudo isso resultará num retorno que poderá nos destruir completamente.
Temos tempo, ainda, para reverter todo esse mal. Porém, se nós recusarmos a melhorar nossas práticas no Planeta Terra, não será o fim do mundo. Será o nosso fim.
Natália Cardoso de Castro – 5ª Série B
2ª Lugar
SOMOS TODOS DA TERRA
A natureza e a vida estão interligadas. Para que possamos preservar a vida, precisamos preservar a natureza, porque é por meio dela que toda a vida se multiplica e se propaga.
Não somos os únicos a fazer parte da natureza, portanto, o respeito com todas as outras formas de vida ou aquelas que as mantém, como a água, por exemplo, é essencial.
Se um dia nossa irresponsabilidade, nossa ganância e nosso egoísmo nos destruir, mesmo debilitada, a natureza ressurgirá e nós seremos apenas pó.
Tudo o que fizermos para preservar os recursos naturais, o ecossistema, o meio ambiente, é a nossa própria existência que estaremos garantindo.
Por isso, cabe a nós, por meio de tecnologias sustentáveis e conscientização, a preservação da nossa casa, pois somos todos da Terra.
Tainara Cardoso de Moraes – 8ª Série
1º Lugar
LEMBRANÇAS DE UM AMANHÃ
Os pássaros cantando
Lembram-me o dia que amanheceu,
O dia é tão grande!
Mas de que adianta
Se você me esqueceu?
O dia e a noite tão distantes,
Como eu e você.
O nosso “pra sempre” durou pouco,
Mas prometo que jamais vou te esquecer.
E no meio de tudo, e entre
Você e eu existe algo,
Algo que não podemos esquecer.
É o amor!
O amor que já existiu entre você e eu.
Professores responsáveis:
Ivo Pescaroli
Sueli Aparecida Ros Fajardo dos Santos
Diretor:
Vladimir Matioli Arcarde
CAPÍTULO VII
Colégio Estadual João Paulo I – Bom Sucesso – Pr
Alunos deste colégio que participaram do VI Concurso de Poesia nas Escolas “Cecília Meirelles”, realizado pela Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ, em agosto e setembro de 2010.
Alessandra Bonifácio dos Santos – 2º Ensino Médio A
A LUA
A lua é tão bela para se observar
Nossa contemplação a ela, todas as noites a olhar
No céu ela se exibe, como uma flor a perfumar
Ah! Meu Deus como me encanta esse luar!
As estrelas a ela reverenciam
Como uma moça mimosa a bailar
O sol por ela se apaixonaria
Se assim a pudesse encontrar.
Todas as noites me encanto observando-a
Como pode seu raio de luz ser tão brilhante
E assim em meus sonhos vou ao seu encontro
Com seu esplendor ela me envolve e me deixa cativante.
Nas noites nubladas me pergunto:
Onde está minha amada?
E assim adormeço
Esperando o próximo luar para ver minha adorada
Oh Lua! Oh Lua! Como és especial!
Até as pedras preciosas de ti tem inveja
Pois teu refletir sobre a terra é fenomenal
E graças a ele aqui festejas.
Amanda Caroline N. Gomes – 1º Ensino Médio
POEMA DE UM AMIGO
Quero ser teu amigo
Nem demais, nem de menos,
Nem tão longe, nem tão perto
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida
E ficar na tua vida
Na maneira mais discreta
Que eu souber
Sem tirar tua liberdade
Sem jamais te sufocar
Sem falar quando for hora de acabar,
Sem calar, quando for hora de falar
Nem ausente, nem presente,
Simplesmente, calmamente, sentir paz...
É bom ser amigo, mas confesso
É tão fácil aprender, e por isso
Eu te suplico paciência.
Vou encher esse teu peito
De lembranças!
Dá-me tempo
De acertar nossas distâncias.
Andressa Amâncio Paglianini – 8ª Série B
LEMBRANÇAS
Lembranças...
De quando éramos crianças...
E acreditávamos na velha esperança...
Lembranças...
De sonhos inacabados,
Sonhos não realizados,
Querendo ser ilustrados...
Nuvens de lembranças nos rodeiam,
Lembranças de amores, de sonhos,
De desejos...
Lembranças da vida,
Lembranças sofridas...
Lembranças vividas,
Que nunca mais serão esquecidas...
Coisas passadas,
Que não precisam ser lembradas...
Lembranças da vida vivida,
Paixões da vida sofrida...
Só me resta lembranças,
De um dia que tudo foi lindo,
E o mundo era muito mais colorido...
Lembranças,
Não são sonhos de criança...
Para amar precisamos lembrar
Das lembranças passadas...
Lembranças é vida que pode
Ser sofrida, mas nunca esquecida...
Lembranças devem ser compreendidas...
Andressa Rosa Carvalho – 6ª Série B
2º Lugar
MÃE
Eu amo minha mãe
Não sei o que ela sente por mim
Só sei que vou amá-la
Intensamente até o fim
Oh, Mãe querida!
És a flor do meu jardim!
Mãe é amor,
É minha melhor amiga
É o anjo do meu céu
É a guardiã da minha vida!
Mãe é assim, é tudo
Ela quebra todas as barreiras
Ela é tudo em meu mundo
Ela é minha guerreira.
Tudo que aqui escrevo
Não é imitação
Eu só escrevo as coisas
Que vem do meu coração
Sabe por quê?
Porque mamãe me deu a vida
Por isso que lhe dou valor
Por isso eu lhe agradeço
Com todo o meu amor.
Caroline Campos Vais – 2º Ensino Médio B
EU AINDA NÃO SEI
Se for para me encontrar
Que seja pra vir sozinho
Que pegue uma flor
Que encontrar no caminho
E à noite ao dormir
Sonhe comigo ao luar
Dançando à meia noite
Eu e você a namorar
Eu preciso lhe dizer
Algo que ainda não sei
Na memória sua voz
Na boca o beijo que eu não lhe dei.
Cassiano Antonio – 3º Ensino Médio A
CAVALEIRO
Eu sou o cavaleiro de Fenícia
O orvalho dos vales de Daron
A crina como manto de linho
Tão fino! Tão fino! O cavalo de shalon
Dos altos montes de Daron
Me sinto no seguro do meu coração
Não me venha a luz até que queira
De maneira que vou na cavalgada da lua cheia
Bem quer cavaleiro das marchas
Do bem ou do mal prefiro os roseirais da Fenícia
Importa-me agora na vida que levo
Que meu cavalo me leve onde quer que queira.
Chistian Willer Tonin – 3º Ensino Médio B
AMOR
Você foi o melhor presente que Deus mandou para mim
Eu não sei o que você tem que me fez tão bem assim
Deve ser o seu carinho e também seu coração
Que invadiu o meu peito e me deu tanta paixão
Eu não sei o que vai ser de mim, se um dia te perder
Sem poder te tocar e muito menos poder te ver
Eu não tenho nem ideia do que irá acontecer
Acho até que meu coração vai parar de bater.
Daniara Aparecida de Souza Campos – 3º Ensino Médio A
2º Lugar
CAMINHOS DO AMOR
Ah! O amor que surge de uma amizade
Que transborda em nosso coração
E traz felicidade
O amor que não pensa com a razão
O amor que faz crescer e amadurecer
Que faz voltar a ser criança
Que faz renascer
E viver em meio de cores e sabores
Amor que traz lágrimas
Mas alegria sempre ao seu lado
Como companheira do dia a dia
Vem para iluminar nossa vida
Amor de amigo, irmão, pai e mãe
Há vários tipos de amores
Mas nenhum encanta mais
Que uma linda paixão.
Denise Gomes dos Santos – 3º Ensino Médio B
POESIA POR ACASO
Sem inspiração
Estou agora
Tento a imaginação instigar
Mas ela demora...
Não consigo em algo pensar
Com a flecha apontada para cima
Não encontro um bom assunto
Que se organize bem
Acredito que no fundo
Há mil assuntos diversos e juntos
Que coisa chata!
Não consigo nada imaginar
Isso quase me mata
É horrível
A palavra certa não encontrar
Mas... espere um pouco...
Mesmo não tendo um tema
Estas frases vou relendo
Nossa! Não é que eu fiz um poema!
Divina Amância da Silva – 3º Ensino Médio A
3º Lugar
VIDAS, APENAS VIDAS
Vidas que se foram
Vidas que não voltam mais
Sonhos inacabados
Que jamais serão realizados
Vidas, vividas
Vidas, sofridas
Vidas, interrompidas
Vidas que jamais serão concretizadas
Vidas passadas
Sonhos isolados
Vidas que não foram abençoadas
Vidas que foram atormentadas
Vida, simplesmente vida!
Que um dia não pode ser vivida
Vidas simplesmente vidas
Que não teve alegria
De um dia viver a vida.
Gabriela R. Simili – 2º Ensino Médio B
E AGORA?
Sem direção eu te procuro
Atormentado de desejo
Ao mesmo tempo em que tenho raiva
Desejo e imploro por um beijo
E feito louco não esqueço
Das promessas de amor
Eu, viver sem ti
De certo morrerei de dor
Meu coração desenganado
Que murcha feito velhas flores
Procura pelos jardins
A cura para essas dores
Assim me prendo em meus lençóis
Para nos meus sonhos te encontrar
Perdido no silêncio de teus passos
Confuso, sem caminho para voltar!
Isabela Aparecida Raniero – 6ª Série B
MÃE
Mãe!
Palavra querida que significa tanto
Mãe me cobre com o seu manto
Me ensina se eu não sei amar
Me consola para eu não chorar!
São só três palavras especiais:
Te amo mãe!
Ainda quer escutar mais?
Pois falando dessa pessoa;
Que dá um nó nas cordas vocais...
Porque é a pessoa que sofre
Mas está sempre lutando
E todos os dias me diz:
_Filha, te amo tanto!
Palavras que saem da sua boca
São sentimentos verdadeiros
Que me animam, me confortam
E se tornam meus companheiros
No coração não há mais lugar, não
Pois a mãe já o habita todinho
Com amor, alegria, admiração
Com seu gesto de carinho!
Isadora Ramos Cardoso – 8ª Série A
AS BORBOLETAS ERAM AZUIS
As borboletas são a doçura
São o amor, são a ternura
A beleza em um olhar
É o mundo com um leve tocar.
Uma vez em um lugar
Onde nunca imaginei estar
Borboletas me cobriam
Como um toque de mágica.
Em um lugar perfeito
Na floresta ventava
E lá eu estava sozinha
Esperando alguém me buscar...
Borboletas surgiram
Sem eu esperar
Com o poder que paira no ar
Vi as borboletas meu amor relembrar.
Elas eram azuis
Luz da vida que conduz
Nas trevas resplandece o luar
Lá no céu as borboletas vão reinar.
No céu da noite vão estar
Com as estrelas se juntar
Muitos rodopios vão dar
Oh! Borboletas, venham me salvar.
AS ROSAS FALAM POR SI
As rosas falam por si
E não falam por todos
Elas são caladas, serenas
Assim como as pedras de gelo.
Durante o inverno encantada
É como a geada calada
Ela é serena e sensata
Ela é abstrata e escassa.
As rosas não precisam falar
É só seu encanto mostrar
Para a humanidade fascinar
E as mulheres apaixonar.
O dourado desse dia
Me exalta de alegria
No véu das folhas se excede a melodia
As rosas são as flores da alegria.
No amanhecer de um olhar
Elas, com certeza, vão brilhar
Pra no mundo desabrochar
E a humanidade se calar.
Às vezes fico a imaginar
Como é lindo o luar
E as rosas a encantar
Por que será que elas não nascem no mar?
O fascínio das rosas
É motivo de versos e prosas
Em lindo e magnífico jardim
As rosas são o amor sem fim.
Nos olhos da humanidade
Elas vão brilhar de verdade
Tanta delicadeza em uma só flor
Sem as rosas não existe o amor.
Sonho em ter um jardim
Muito lindo de se olhar
Na minha alma sementes vou plantar
E dentro de mim muitas rosas desabrochar.
Jaqueline Sansivirinati – 3º Ensino Médio A
OS OLHOS DIZEM
Os olhos dizem
O que a alma realmente sente
O brilho do olhar mostra o sentimento
E como lidar com isso?
Cada gesto de um olhar
Provoca amor, ódio, desprezo
Quando a rejeição torna-se maior,
O ódio avança dentro do coração,
Dos olhos uma lágrima cai,
Isso é a mais pura e verdadeira rejeição.
Os olhos dizem o que realmente
A alma sente
Brevemente, num instante
Em um coração descontente
Em um coração ardente
Um amor floresce,
Dentro de cada amante
E os olhos irradiam
O brilho mais cintilante
Há quem diz por aí
Que os olhos são a alma do corpo
São, não são?
Jênifer Sthefany Ribeiro de Oliveira – 6ª Série C
MÃE NATUREZA
A mãe natureza pede socorro
Será que alguém pode ajudar?
Ela está pedindo:
_Parem de me matar!
Se pararmos com a poluição
Ajudaremos na preservação
Criando um mundo melhor
Antes que aconteça o pior.
A vegetação está se acabando
A água está secando
Esse é o mundo que queremos
Sem futuro, sem vida alguma?
Nesta terra, o que seremos?
Para nós, não há chance nenhuma.
Acorde! É hora de rever suas ações
É hora de pensar nas futuras gerações
Já pensou em um mundo cinzento,
Sem água, sem ar puro, sem vento?
Mas tem solução, é bom você saber
Ainda dá tempo de a poluição combater.
A mãe natureza vai te agradecer
Se você respeitar o meio ambiente
Qualidade de vida, ela vai te oferecer
Basta ser um cidadão consciente.
Josieli Pelati Hazelski – 6ª Série C
O AMOR E A DOR
Dor é sofrer sozinho, calado
Sem ter ninguém por perto
Tudo fica tão pesado
Uma vida de dor
É amar e não ser amado
Queria um amor verdadeiro
Não queria sentir dor
Que esse amor fosse por inteiro
E soubesse me dar valor
Queria sentir a emoção
De ter uma grande paixão
Levando-me a sonhar
Tendo em quem acreditar
Espero que exista um amor
Sem que haja sofrimentos
Sem desilusão, sem lamentos
Vivendo uma doce companhia
Em paz e cheia de alegria.
Julia Maria Farias – 6ª Série C
AMOR
O amor não tem fronteiras
Mas assim mesmo, existem barreiras
Porque amar não é só gostar
É ser capaz de doar-se por inteiro
Para com a pessoa amada ficar
O amor também tem dor
Quando amamos alguém
Mas esse alguém nos ignora
Finge que não somos ninguém
Sentir, chorar, amar...
Sinto amor,
Choro uma desilusão...
Amo intensamente
Perco até a razão
Amar é uma palavra linda
Amar não é caminhar sozinho
É caminhar lado a lado
É ficar assim: bem juntinho.
Juliana Bertolin – 2º Ensino Médio B
BILHETE
Com o vento lá de fora
Sinto-te no coração
Teu sopro me consome
No calor dessa paixão
Sozinho à noite eu te procuro
Junto às estrelas lá do céu
E peço à lua que entregue
Meu bilhete de papel
Amanheço então na rua
Com você a me olhar
Explodindo de alegria
Enfim, você veio me encontrar.
Katiane Aparecida Soaigher – 3º Ensino Médio A
LADRÃO DE MINHA RAZÃO
Fazer o que, se sempre fui assim?
Qualquer sentimento me toca
Um sofrimento sem fim...
Essa dor que vem no coração
Tem autor, consequência, ladrão...
Autor do amor
Consequência de pensar em você
De te amar e sofrer.
Ladrão da minha razão
Se for embora e roubar meu coração
Que não seja passageiro
Que seja forte paixão
Eu não quero mais sofrer
É difícil esquecer
Aquela noite em que te conheci
Foi uma noite inesquecível pra mim
Será que com você também foi assim?
Eu só queria saber
Porque mesmo te odiando
Eu ainda amo você
Espero que no dia em que isso tiver fim
Mesmo que não esteja comigo
Eu tenha como sorrir
Para fechar os olhos e conseguir dormir.
Larissa Fernanda Lopes – 8ª Série A
SONHOS
Sonhos são como a brisa do vento,
Que não é só por um momento
Como o sereno da noite cai
Os sonhos ficam e não voltam mais.
Num lugar distante
Brilha mais que um diamante
Mesmo loucura ou coisa do além
Mesmo acordado sonho também.
O sonho é tão grande
Vivemos um perigo constante
Sem pensar o que fazer
Sonhei com você.
Com o tempo nublado
Um sonho espantado
Asas que nos deixam voar
O quarto gira e tudo sai do lugar.
Meu coração está a mil
No fogo eu sinto frio
Noite sem luar
Sem você para amar.
Uma semente sem terra
Sonho sozinha, na guerra
Feito um bicho acuado
Corro toda espantada...
Larissa Moraes Ramos – 7ª Série A
O SONHO
Essa noite tive um sonho
Um sonho muito bom
Eu andava nas estrelas
Ao som de um acordeom.
Dançava feito uma bailarina
Era um sonho de menina
Cantava ao som do céu
E as estrelas pareciam de papel.
Escutava os sons do vento
Pensava coisas boas, a cada momento
Sonhar é uma ousadia
De se afogar a cada alegria.
Parecia que estava deitada na lua
Insinuando que o céu é uma luxúria
Queria voar ao longo da vida
E relembrar as coisas jamais esquecidas.
O sonho é uma poesia
Lembrando de tudo que a gente não vivia
Achamos que o sol à noite brilha
É a estrela cadente vindo na trilha.
Achei que o sonho não ia acabar
Que ainda faltou um lugar
O sonho que está no coração
Que não deixamos acabar.
Letícia Cristina Gasparelo – 2º Ensino Médio A
O QUE EU QUERO
Quero uma realidade inventada
Com gosto de vida passada
Tornar-me uma aliada
E quem sabe me sentir realizada.
Quero voltar a ser criança
Para não perder a esperança
Quero lutar contra a diferença
E vencer alguma doença.
Não quero mais chorar
Apenas quero sorrir e cantar.
Quero também amar
E jamais me calar.
Quero sair gritando
Que eu amo tanto
Simplesmente, irei me libertando
E pouco a pouca vou me achando.
Letícia Paula dos Santos – 3º Ensino Médio B
MEU PENSAMENTO
Como saber que existimos
Sem nos beliscar?
Sabemos que sentimos
Porque podemos pensar!
Como saber que pensamos
Se não há como explicar?
Sabemos porque falamos
O que na cabeça pomos a pensar.
Como saber que estou certa
Se nada eu posso provar?
Só tem maneira correta
E porque consigo acreditar!!!
Esta poesia explica
Um pouco o pensamento
Deus nos deu a sabedoria
Para pensar a todo o momento.
Marcos Evandro da Silva Braga - 6ª Série B
FUTEBOL
Lá em casa tem uma grama
Nela eu fiz um campinho
Todo dia jogo com meus amigos
É um jogo bem organizadinho.
Futebol é um esporte legal
É bom até demais
Se você jogar uma vez
Não vai parar nunca mais
Futebol não é droga
Mas, às vezes vicia
Comecei uma vez
E agora é todo dia
Futebol não é amor
Futebol é paixão
No futebol tem briga
E tem também confusão
Futebol é meu esporte favorito
Não tem classe social
Faça sol ou faça chuva
Se joga até no quintal.
Milena Faustino Ferreira dos Santos – 2º Ensino Médio A
DESILUSÃO
Ao cair de uma lágrima
Vi meu olhar frio
E olhando mais a fundo
Vi meu coração dilacerado
Tenho medo do hoje
E mais ainda do amanhã
Ontem foi um sonho
Que eu jamais esquecerei
A ilusão do amanhã
Me assombra noite e dia
O medo de ver mais lágrimas
Me arrepia.
Você é minha vida
Minha maior ilusão
A minha face querida
A minha verdadeira paixão.
Moema Priciliana Pereira – 2º Ensino Médio A
ROSA ATÔMICA
Dia 6 de agosto de 1945
Parecia um dia normal
Mas para toda Hiroshima
Esse dia se tornou fatal
Um luar rosa pálido
Um tremor sobrenatural
Pessoas gritando e morrendo
Num calor tão infernal.
A vegetação não foi poupada
Uma grande tristeza
Todas as árvores incineradas
Lá ia toda a flora japonesa.
Para além da zona da morte
Todos se tornaram fracos
Aquele, não era um dia de sorte
Pois não havia homens bravos.
Os que estavam no interior
Foram mortos ou feridos
Um dia de total terror,
Tiveram seus sonhos destruídos.
E os poucos que restaram
Hoje sofrem com sequelas
Pessoas mudas, telepáticas
Algumas sem braços e sem pernas.
Neide Gonçalves de Oliveira – 3º Ensino Médio B
RETRATOS E PENSAMENTOS
Quero simplesmente sem saber
O que os sábios devem entender
Às vezes entendo, às vezes não
E vejo a sabedoria escorrer pelo chão.
Sozinha num canto, pensando num fato
Somente não esqueço daquele retrato
Imagem, lembrança... ou seria um engano
Daquilo que reflete bem o meu cotidiano?
Devo registrar o que me interessa
Para que tudo fique guardado
Tendo o que recordar, talvez eu peça
Sente-se aqui ao meu lado
Será o pensamento que vem e retrata
Aquilo que no vento escapa?
Vento que vai e vem sem se sentir
Que entra sem nenhuma janela se abrir
Quem tem guardado na memória
Momentos deste mundo vividos
Não estão sozinhos nem esquecidos
Sempre terão instantes de glória.
Nilmara Duran – 8ª Série A
AS ROSAS FALAM POR SI
Em um jardim de diamante
Rosa cintilante
No inverno congelado
Intactas e encantadas.
Na primavera a resplandecer
As rosas vão aparecer
Para o seu fascínio ninguém esquecer
Ao encanto do amanhecer.
As rosas não precisam falar
Mas simplesmente reinar
E o seu amor expressar
E meus olhos hipnotizar.
As escolhas certas a realizar
As rosas podem solucionar
Na aurora do amanhecer
A suavidade nelas ascender.
Rosas farsantes vigaristas mascaradas
Faces desconcertantes e apaixonadas
Rosas, brilho sobrenatural
Solene, enfático e abstrato.
O róseo no vento do mar
O infinito ela pode perfumar
E ainda por si falar
Que o mundo sem elas pode se deflagrar.
No texto da vida, as rosas vão aparecer dizendo:
Ó minha querida, como tu podes esquecer
Que o mundo é tão belo
E que as rosas compõe um canto tão singelo.
Então as rosas por si podem falar
E com elas o mundo vai se expressar
Dizendo que o amor pode existir
E que as rosas em si nunca vão se ferir.
Otávio Augusto de Lima
Danilo Sanches Garcia – 3º Ensino Médio A
RECORDAÇÃO
Lembro-me de minha mocidade
Quando a felicidade acompanhava os ponteiros
A solidão e a tristeza eram mitos
Quando a alegria surgia com a luz do sol.
Recordo-me dos meus bons tempos enamorados
Onde a lua e as estrelas eram minhas companheiras
Aos sons tristes dos acordes consolavam-me a noite inteira
Ao meu momento de reflexão
Pude entender, mas nunca compreender
A felicidade e o amor são dons divinos
E somente você sabe onde estão, basta apenas recordar.
Patrícia Isabel Benedetti – 2º Ensino médio B
SONHO
Encontrei-te junto à lua
Em uma noite de calor
Escrevendo nas estrelas:
“É você o meu amor”!
Sua voz então cantava
E dizia me querer
Senti no peito uma saudade
Coração clamava por te ver!
E nessa loucura proibida
Entreguei-me em seu olhar
Joguei-me em seus abraços
Julguei-me então sonhar!
Pedro Gabriel Ramiro Simili – 6ª Série B
3º Lugar
LUGAR ABENÇOADO
Sou uma pessoa que gosta de sonhar
E acredita que o mundo vai melhorar
Terá valor quem tiver emoção e liberdade
Sem distinção de cor, raça, religião ou idade
Somos o futuro, devemos confiar
Em um Brasil mais forte capaz de lutar
De lutar contra a injustiça, desigualdade e opressão
Por uma vida diferente, respeitando a razão
De lutar por um lugar abençoado
Em que haja muita felicidade
De lutar por um futuro melhor tão sonhado
Onde juntos damos as mãos
Numa grande ciranda de amizade
O amanhã nos espera sem rumo e direção
Mas nos resta ainda a esperança
Presente no sorriso de uma criança
De ter orgulho desta imensa nação!
Ricardo Fernandes de Jesus – 8ª Série D
A VIDA TÃO SOFRIDA
Quem vê minha botina velha
Não vê o calo do meu pé
Quem vê meu chapéu velho
Não sabe a marca que ele é
Quem me vê chorando assim
Não sabe que é por mulher
Seu moço já fui peão
Naquele grande sertão
Eu fui um pioneiro
Sem vaidade, eu confesso
Do nosso grande progresso
Fui muito matreiro
Viola chegou ao mundo
Solteiro sem descrição
Veio para matar saudade
De grande e velho peão
A viola é verdadeira
Ela consola e judia
Traz de volta um grande amor
Que o tempo levou um dia.
Rithielly Teixeira – 2º Ensino médio C
SONHO
Sonho um dia abrir os meus olhos
Num lugar onde tudo é perfeito e tem luz
Onde palavras como sombra e escuridão
Serão memórias de um passado
Sem nenhum perdão.
Sonho um dia olhar para a fonte desta luz
Pois sei que não e ela que causa as sombras
Mas os obstáculos que já não mais haverá.
Sonho um dia que a terra será bela
O mal que um dia houve
Não mais existirá.
Rhuan Edson Caldini Costa – 3º Ensino Médio A
O QUE FAZ O HOMEM?
Ondas verdes
Que já não ressoam mais
Antes tão frondosas
Hoje mal nos satisfaz
O que era abundante
Como planos de um rapaz
Agora faz-nos preocupar
Com o que diz o cartaz...
O verde tão intenso
Que em amarelo se desfaz
É alvo da ganância
Do homem que se diz sagaz...
Simone Lopes de Souza – 3º Ensino Médio A
AQUELA NOITE
Naquela linda noite
A luz daquele luar
Foi o cenário perfeito
Para a gente se apaixonar
No momento exato
Em que sua mão na minha tocou
Senti um calafrio
Meu coração acelerou
Seu olhar no meu olhar
E o beijo aconteceu
Então senti naquele instante
Que o resto do mundo desapareceu
As horas que passei com você
Pareceram voar
Queria que fossem eternas
Para a gente sempre se amar.
Thayla Daiany Guimarães Cripaldi – 3º Ensino Médio A
POBRE CULTURA
Venere os deuses do antigo
Abra seus olhos, e veja...
O quanto o mundo hoje
Ficou colorido.
Letras que se deslancham
Sem nenhum sentido
Como queria que renascessem
Os belos deuses do antigo
Belos deuses renasçam, por favor!
O mundo já está estafado
De músicas que tentam...
Falar do amor.
Thayná Geyssi Caldini Costa – 1º Ensino Médio A
1º Lugar
ONDE ESTÁ O AMOR?
Vida...
Intervalo de tempo que passo na terra.
Estou de visita
Neste mundo louco,
De inveja, de ódio, de guerra
A vida vale ouro
Cada dia deve ser um recomeço
Mas nunca dou o devido valor
Hoje estou, mas, qualquer dia, me vou
Dias de choro, dias de riso
Sinto um vazio, angústia, medo.
Preciso de alguém em quem confiar,
Compartilhar um segredo
Caminho nas ruas deste mundo
Ao meu redor várias pessoas,
Frias, calculistas, cheias de rancor
Onde está o amor?
Pergunto-me se a vida,
Ainda faz algum sentido.
Ninguém mais se ama,
Ninguém mais se respeita
Isso não é vida!
Onde está o amor?
Onde está a verdadeira vida?
Um dia espero encontrar,
Mas, pode ser que seja tarde demais!
Thais Gabriela Marques – 3º Ensino Médio A
1º Lugar
APAIXONADOS... SEPARADOS
Foi como mágica
Que você apareceu,
Apareceu no momento certo
Quando tudo parecia acabado
Quando o sonho havia terminado;
Foi mágica, foi perfeito
Você chegou
Chegou e a tristeza acabou
Foi de repente que tudo mudou,
Você com seu jeito meigo
E eu com esse jeito atrapalhado
Tudo parecia perfeito
A gente se amava
E achava que esse amor era pra sempre
Mas tudo que é pra sempre
Sempre acaba; e acabou;
Você se foi e me deixou
Não esqueceu o que aconteceu
Nem me esqueceu,
Seu amor por mim não acabou
Mas se transformou em algo inexplicável;
Agora o amor
Virou amizade
A mais bela e verdadeira amizade.
Amor, um dia
Nos encontraremos
E poderemos nos amar
O amor mais puro e bonito
Que alguém possa imaginar.
Thaís Karoline Gonçalves Lima – 6ª Série B
FAMÍLIA
De todas as coisas da vida
Uma é essencial
É a minha família,
Pois ela é muito legal
A família é fundamental
Quando a gente precisa,
Ela nos dá moral
Família tira a nossa dor
Porque em todos os momentos
Ela nos dá muito amor
Família, te amo de paixão
Porque você está presente
Em todos os momentos vividos
Dentro do meu coração.
Viviane Bertolin – 6ª Série B
MEU SONHO
De olhos bem fechados
Imagino um sol feito de mel
Com chuvas de chocolate
Caindo lentamente lá do céu.
As ruas são de caramelo
Flores são de beijinho,
Árvores são de brigadeiro
Encontradas pelo caminho
Posso dizer que minha diversão
É nadar na coca-cola.
Balas, bombons e pirulitos
Me esperam do lado de fora
De repente abro meus olhos
Com minha mãe me chamando
Que pena! Descobri na verdade
Que eu estava era sonhando.
Professoras responsáveis:
Vânia Maria Glatz Tonin
Neide Aparecida Dias Nogueira
Diretor:
Enival Gonçalves da Silva
CAPÍTULO VIII
Colégio Estadual de Marumbi – Marumbi – Pr
Alunos deste colégio que participaram do VI Concurso de Poesia nas Escolas “Cecília Meirelles”, realizado pela Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ, em agosto e setembro de 2010.
Bruna de Souza – 2ª Série A
2º Lugar
DESVENDE
Um caso sério
Olhares com mistério
Coração pela
Respiração apressa
Culpa do cupido
Ele espia escondido
Os olhos se apaixonam
Enfim... Se fecham.
Larápio!
Dolente...
Desbravador...
Insolente!
Dono de Os Lusíadas, Camões
Nele só encontrou contradições.
Dom Casmurro
Já o tivera com grandeza
Capitu por quê? Já que foste riqueza...
Tão claro enigma
Como olhos escuros que conheço
O perigo não imagina:
Sorrateiro cuidado!
Pode-se ferir
Relva-se...
Deus não “me” fez para compreender
E sim para sentir.
Descrição que formulei
Estenda a mim sua mão
Apresse-me: O amor.
Camila Maria Cividini Moreira – 2ª Série A
PASSARINHO LIVRE
De onde vem o passarinho?
Que vive livre para voar,
Neste céu azul tão lindo
Que foi se apaixonar.
Então fiquei feliz
Por ser um passarinho
Que vive cantando
Para todos escutar.
Estava muito chateado
Ferido e machucado
Para voar e cantar
Não podia mais assim ficar.
Mas um dia entristeci
E fiquei infeliz
Minhas mágoas tomaram
Conta do meu ser e morri.
Lorena Martins Bissoli – 2ª Série A
O SONHO
Esta noite sonhei com você
Com tantas aventuras e
Noites de amor
Mas alguém me acordou
E o sonho acabou.
Por muito tempo eu chorei e
Sem você eu fiquei.
Mesmo que você me esqueça
Ainda vou te amar
Trazendo você no coração
Para uma eterna ilusão.
A brisa da manhã é o meu entristecer
Mesmo assim não me faz esquecer.
O possível e o impossível vão acontecer,
Você voltando para o meu querer.
Silmara Alves da Silva – 2ª Série A
3º Lugar
AMARGA PRIMAVERA
Oh! Quão doce era aquela primavera
Em que seus olhos se encontravam com os meus
Debaixo de um ipê nosso amor pôs-se a crescer
As flores vieram em nossos pés repousar
As borboletas o nosso amor contemplar.
Em plena alvorada um dia te esperei
Mas tu não vieste, esperei, esperei...
Adormeci debaixo daquele ipê que testemunha o nosso amor
Quando despertei lágrimas cobriam o meu rosto
Descobri que me deixara.
Foste repousar longe de mim, naquele céu
Que tantas vezes contemplei
O que sobrou do nosso amor?
Apenas uma flor que fiz repousar nas raízes de um ipê.
Em plena tarde daquela amarga primavera.
Silvia Alves da Silva – 2ª Série A
1º Lugar
SAUDADES
Oh! Alvorada que repousa entre os montes
Traga-me de volta o amor que se foi
Diga-me onde estás, pois necessito de ti
Venha se acolher em meus braços.
É com anseio que te espero
Venha, brisa, traga a alegria que um dia se foi
Traga a felicidade que está por se acabar.
Amor que talvez nunca tenha sido verdadeiro
Mas que trouxe a esperança
Para aquele que nada tem.
Espero-te de volta, quero que retorne para mim
Necessito do teu brilho e guia para minha tristeza,
Para que quando encontrar-te, faça-me feliz.
Estou definhando, a cada dia foste e me deixaste
Alegro-me por não estar sozinha
Apenas a solidão me acompanha todos os dias.
Esperarei até o fim desta amarga vida,
Saiba que não irei sem ti
E repousará junto de mim.
Professora responsável:
Doralice Cividini Glória
Diretora:
Renata Mário
CAPÍTULO IX
Colégio Mater Dei – Apucarana – Pr
Alunos deste colégio que participaram do VI Concurso de Poesia nas Escolas “Cecília Meirelles”, realizado pela Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ, em agosto e setembro de 2010.
Gabriela Maria Carvalho Faria – 5ª Série B
POLUINDO E PRESERVANDO
Hoje existe gente
Querendo acabar com a natureza.
Mas se cuidarmos do meio ambiente,
Tudo ficará uma beleza.
Tem poluição nos rios,
Mares e oceanos também.
Mas se acabarmos com tudo isso,
Ficará tudo bem.
Hoje existe gente
Querendo salvar a natureza.
Cuidando de florestas, rios e mares,
Olha só que beleza!
Então aqui deixo o meu recado:
Cuide bem da natureza,
Pois é isso que vocês fazem,
Disso tenho certeza.
Gabriel de Oliveira Marques – 8ª Série A
1º Lugar
LAMENTO
Pessoas morrendo, bombas estourando
Mais uma vez a desgraça chegando
Uma atitude sem inteligência nem amor
Causando em um clique, um completo rancor.
A violência vem cada vez mais acontecendo
Será que as pessoas não veem que é errado?
Basta só um pouco de sabedoria
Para imaginar no futuro um mundo acabado.
A vida dos afetados é muito prejudicada
Porque uma atitude boba faz perder uma pessoa amada
Vamos fazer com que a guerra vire paz
Para que essa atitude não se veja mais.
Na história antiga, guerra era sinônimo de poder
Quem pensa assim hoje, leva muitos a morrer.
Sentimento de angústia e muita dor,
Desejo que um dia finalize esse horror.
Giovana Duarte Reis – 6ª Série B
O SENTIMENTO MELHOR E MAIS ESTRANHO
O amor é um sentimento inexplicável
Um sentimento muito bom também
Uma coisa muito forte
Quem sente isso tem muita sorte.
Mas amor também rima com dor
E dor todo mundo sente
Mas a dor de quem se apaixona
É forte demais, mexe com a gente.
Os sentimentos de quem está apaixonado são simples:
A cada conversa, a pessoa pensa meia hora como foi
Quando vê a pessoa, o rosto cora
Fica gaguejando, não consegue nem dizer “oi”.
Quando está apaixonado
Sonha acordado com esta pessoa
E se a outra pessoa não corresponde o amor
Fica muito mal, muda até de cor.
Mas amor não é ruim
Tem gente que fica cinquenta anos com a mesma pessoa
Tem gente que não fica uma semana
Mas estar apaixonado não significa que você gosta da outra pessoa,
Significa que você ama.
Giovana Karla Miranda Reis – 6ª Série A
2º Lugar
UM AMOR PARA SEMPRE
A pessoa que eu amo é muito linda
Eu penso nela todos os dias
Dos meus amigos é a mais querida
Tem cheiro de rosas, violetas e orquídeas.
Do meu jardim é a mais linda flor
A mais delicada e bonita da cidade
Nela eu penso com muito amor
Ela me traz muita felicidade
Seus cabelos são castanhos e cacheados
E seus olhos escuros e puxados
Seu sorriso, pra mim, não tem igual
Ela é uma mulher sensacional
Ela está sempre comigo
O seu abraço é meu abrigo
Seu carinho minha proteção
Ela mora no meu coração
Esses versos que escrevo agora
São para a mamãe que tanto me adora
Ela está em minha mente
Por isso vivo sempre contente.
Khyara Gabrielly Mendes Fontanini – 8ª Série B
LEMBRANÇA
Sentia o calor de sua mão
E seu perfume ficou marcado
Suave era a sua respiração
Enquanto o filme era passado
Era quente como vulcão
E cheiroso como campo desabrochado
Teus olhos eram clarão
Enquanto os meus estavam fechados
Esse minuto nunca passou
Pois em mim nunca irá apagar
As lembranças de quando se amou
E ainda se quer amar!
Leandro Souza Nascimento – 8ª Série B
CONTANDO SEGREDO
Antes de te conhecer, meu mundo não tinha cor.
Vivia nesse preto e branco sem o seu amor
Agora que a conquistei, a minha vida mudou
Longe de você, nada eu sou.
Você fez de mim o seu prisioneiro, o seu refém
O meu amor é seu e de mais ninguém
Queria que soubesse o quanto me faz bem
E o seu amor, não consigo ficar sem.
Com você queria ser feliz
Um amor igual é o que eu sempre quis
E desse amor tantas vezes fui aprendiz
Todo dia eu penso em você
Cada vez mais a te querer:
Eu amo você!
Letícia Garboni Barato – 5ª Série A
CRIANÇA NA ESCOLA
Quando eu chego à escola,
Vejo os meninos jogando bola.
As meninas tomando coca-cola
E a menina nova estudando para prova.
As professoras tratam a gente com tanto amor
Que nos sentimos como uma flor.
Na hora do recreio
A hora do passeio.
No momento de passar a nota.
A criança...
Com aquela esperança
Se tira 100, pula, pula, até balança.
Todos lamentam
O terror.
A tarefa de casa.
Pois é fogo na brasa.
Na hora de ir embora,
Tem criança até que chora.
A despedida demora
E todos vão embora.
Elton Wagner Zabisch Junior – 7ª Série A
3º Lugar
MUITA PALAVRA E POUCA AÇÃO
As pessoas precisam de várias coisas
Comer, dormir, se limpar, trabalhar
Mas antes de qualquer coisa
O mais importante é o lar.
Vários políticos prometem isso
Que vão lutar, fazer, ajudar
Mas só de conseguirem o poder
Percebem que nada vai melhorar.
Eles nunca se contentam
Podem ser vereadores
Mas querem ser senadores
Deputados federais ou estaduais
O que importa é sempre ganhar mais.
Dizem que faltam verbas
Mas não pensam e gastam milhões em campanha
E quando é para ajudar o povo
Pensam duas vezes e ficam cheios de manha.
Professoras responsáveis:
Mariza Leciuk
Elizete Zanutto
Diretor:
Osvaldo Massaji Ohya
CAPÍTULO X
Colégio Platão de Apucarana – Apucarana – Pr
Alunos deste colégio que participaram do VI Concurso de Poesia nas Escolas “Cecília Meirelles”, realizado pela Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ, em agosto e setembro de 2010.
Ana Carolina Kuchpil de Souza Alves – 7ª Série 2
1º Lugar
VIDA
A vida é uma corrida
Cheia de amores
Cada curva é uma subida
Pode nos trazer dores
Cada obstáculo da vida
Deve ser prestigiado
Na hora da despedida
Um amor é deixado
O tempo vai passando
As coisas vão mudando
A cada dia e a cada hora
A vida vou aproveitando
O amor é doce
Com ele vou sofrendo
Mesmo com as desavenças
Continuo querendo
Deus é meu amigo
Com ele a vida vou levar
Sempre que estiver comigo
Protegido vou estar.
Ana Luisa Matias – 6ª Série
FASES DA VIDA
A criança sorri
A criança chora
A criança corre
A criança dança
Mas sempre leva bronca.
O jovem vai à escola
O jovem vai à balada
O jovem briga
E leva uma vida descolada.
O adulto reclama
O adulto trabalha
O adulto é cavalheiro
Mas, às vezes, perde a honra.
O idoso tem dor
O idoso é triste
O idoso é careca
Mas a criança ainda existe.
Giulia Lenharo – 6ª Série
UM AMOR DE CORAÇÃO
Toda noite eu olhava pela janela
E lá estava ela, com a luz de sua vela.
Um homem de sorte vou ser
Se um dia ela me perceber.
No shopping a vejo, linda demais
Com tantas sacolas, cada vez mais!
Depois de tudo, um sorvete ela vai saborear
Sem ao menos me notar.
Na escola, tento com ela falar
Porém, ao olhar pra mim
Fica toda envergonhada.
Em seus olhos vejo paixão
Um amor de coração.
Gabriela Yumi Yamamoto Shiratori – 6ª Série
UMA PAIXÃO ERRADA
Só penso em você
E você só pensa nela.
Como amiga você me vê
Me conta tudo sobre ela.
Tentei conversar
E você mudou de assunto,
Me disse que poderia dar
Por ela, o mundo.
Então eu percebi,
Ele nunca vai me amar.
A partir disso resolvi
Nunca mais me apaixonar.
Luana Yuri Himawari
Felipe Alexandre Correia Guarilha
Gabriela Machado da Silva
Hellen Yukari Kitagawa – 5ª Série
CLASSIFICADO POÉTICO
Vende-se residência na Rua dos Sonhos.
Com três quartos para sonhar,
Uma cozinha bem grande para se alimentar
E uma sala de estar.
Também tem um banheiro bonitinho
E um jardim florido
Nessa casa cabe tudo:
Cabem sonhos,
Cabe alegria,
Cabe amor
E gente amiga.
Lucas Cayto Voltareli – 8ª Série 2
3º Lugar
ELEIÇÕES 2010
Mais uma vez, como acontece a cada quatro anos, acabamos de ter em nosso país as eleições para Presidente de República, Governadores, Senadores e Deputados. Uma eleição marcada por muitas peculiaridades.
Como de costume, a eleição foi polarizada entre o partido de situação e o de oposição, além da presença de um partido preocupado com desenvolvimento sustentável. Muitas polêmicas surgiram durante o período eleitoral do 1º turno: Legalização do aborto, vazamento do valor do imposto de renda da filha de um candidato e inúmeros escândalos de corrupção envolvendo a ex-secretária da candidata da situação. Durante o horário eleitoral, acusações para todo lado e aquela mesmice de mostrar os benefícios do governo atual.
Os debates na TV não tiveram toda aquela estrondosa audiência, devido à falta de discussão de ideias e sempre a insistência dos candidatos em apresentar as mesmas ideias em todas as emissoras. As pesquisas mostravam a vitória do PT no 1º turno, o que não aconteceu, a diferença entre os principais partidos não foi tão grande e a votação expressiva da candidata do PV foi o que surpreendeu.
Outro fato importante foi a presença de humoristas, jogadores de futebol e até a onda de salada de frutas do mundo funk. Campanhas de humor debochadas e até as com muito erotismo. O resultado foi a eleição expressiva de um desses candidatos, o que mostra que os brasileiros cansaram da velha figura política sempre envolvida em corrupção.
A política brasileira está cada vez mais vergonhosa, agora vamos para o segundo turno e tomara que os brasileiros tomem sua decisão de voto de forma muito bem pensada, analisando a situação real de cada candidato, só dessa forma podemos mudar o futuro da nação.
Lucas Henrique Silva Bressan
Rafaela Genitori – 5ª Série
CLASSIFICADO POÉTICO
Troco um fusca branco
Por um cavalo negrão
Porque estou cansado
De andar no meu fuscão
Mas o fusca
Sempre ficará no meu coração
Troco meu fusca
Com uma condição:
Andar a pé
Não dá não
Queria ficar com o cavalo e o fusca
E todo dia ir jogar sinuca
Com o cavalo ou com o fusca
Tenho uns amigos legais
Mas no fusca
Não vão andar mais.
Gabriel Sorpile Kreb
Victor Hugo da Cruz Silva – 5ª Série
CLASSIFICADO POÉTICO
Vendo uma casa azul turquesa
De muita beleza
Onde há uma sala
Feita de goiabada
E muita marmelada
De sobremesa
Luiza Fajardo Spricigo – 6ª Série
A LUA
Lua cheia
Cheia de amor
Cheia de paixão
Talvez ódio
Esconde a beleza oculta
Do perfeito e do natural
É lua-de-mel?
Ou será de fel?
Não sei dizer
Não sei como descrever
Esse sentimento louco
Que tomou conta de mim
A lua me ensinou a amar.
Natália Rodrigues de Oliveira – 8ª Série 2
2º Lugar
NOVOS TEMPOS
Oh! Que bons tempos
Aqueles em que brincávamos
Cabelos soltos ao vento
Ecos de muitas risadas
Agora este tempo não volta jamais
Tornamo-nos adultos
E hoje somos pais
Vivemos numa brincadeira real
Na qual somos casados de verdade
Onde o filho é a boneca principal
Mas não temos mais cinco anos de idade
Tardes inteiras perdidas
Mamãe a nos chamar
Diversas frutas comidas
E nada de se cansar
Não posso voltar
Mas se pudesse o faria
Pra poder reviver
Aquela infância já vivida.
Professora responsável:
Luísa Coelho da Silva
Diretor:
Osvaldo Massaji Ohya
CAPÍTULO XI
Colégio Est. Rosa Delúcia Calsavara - Cambira - PR
Alunos deste colégio que participaram do VI Concurso de Poesia nas Escolas “Cecília Meirelles”, realizado pela Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ, em agosto e setembro de 2010.
Caio Renan Barlati – 3º Ensino Médio A
NOITE TRISTE DE LUAR
Em uma linda noite de luar
Olho pela janela
E vejo estrelas a brilhar.
Ouço barulho do vento,
Que alivia meu pensamento,
Levando minha tristeza embora.
Vejo uma estrela cadente,
Que me chama a atenção,
Faço um pedido,
Do fundo do meu coração.
Traga meu amor de volta,
Antes que eu morra de paixão.
Fabíola Pereira de Lima – 3º Ensino Médio A
3º Lugar
QUE TAL
Que tal viver;
Que tal sentir;
Que tal sentir você em mim!
Que tal pensar;
Que tal amar;
Que tal saber;
Que tal amar você até o fim...
Que tal ter e desistir;
Que tal sobreviver sem ter;
Que tal viver eternamente pra você...
Jaqueline Emitero dos Reis – 3º Ensino Médio A
QUE SENTIMENTOS SÃO ESSES
Ser eu! Talvez
Amar! Sempre que puder
Sofrer! Jamais
Que sentimentos são esses?
Que não posso controlar.
Mudar! Nunca
Mas quem sabe;
Chorar! Apenas por amor
Um sorriso! O mais sincero possível;
São sentimentos que me fazem te amar;
E principalmente a minha vida.
Lícia Maria Rosina – 3º Ensino Médio A
1º Lugar
ACABOU
Ele tinha cinco sorrisos;
Sorria feliz, triste, abatido,
Quando me via,
E um “sorrir” escondido.
Naquele dia ele sorriu triste,
Disse que me amava,
E que nunca iria me esquecer,
Deu-me um beijo demorado e saiu sem mais dizer.
Passei longos anos a esmo,
Esperando que voltasse,
E que me desse o “sorriso feliz”,
Mas quando o vi!
Ah! Quando o vi...
Quando vi aquele rosto sujo,
Suado, ferido e ensanguentado,
Quando cheirei suas roupas e senti,
O perfume da pólvora impregnado,
E quando olhei suas mãos,
Calejadas de tanto atirar.
Percebi a fúria da guerra,
Que ao menos um inocente ele quis poupar!
Não havia mais tempo!
Não iríamos mais ser os “felizes para sempre”.
Não havia mais por que sorrir.
Acabou!
A noite surgiu,
E junto com ela uma imensa escuridão,
Parei de sonhar, pois o único sonho que tinha,
Foi trancado dentro de um caixão!
PENSANDO
Abro a janela e me pergunto:
Onde estou?
Como vim parar aqui?
Será que por aqui alguém já passou?
Quem sou eu?
Uma mera mortal à procura
De respostas para perguntas que não tem lógica?
Mas o que é lógica?
Nascer, crescer,
Reproduzir e morrer?
E seus filhos fazerem o mesmo?
Talvez lógica fosse sermos os únicos
Seres vivos a pensar?
Ou seria pensar,
Que existe vida em outro lugar?
O universo não é lógico!
Ou é?
O que dizer?
Sim ou não?
Qual resposta seria mais lógica?
Ser ou não ser?
Falar ou calar?
Ficar ou partir?
Perguntas sem respostas.
Ou respostas sem perguntas?
Parei de pensar! Cansa!
Fecho a janela e apenas continuo vivendo...
Luana Angélica dos Santos – 2º Ensino Médio B
POR VOCÊ
De repente uma lágrima
Em minha face rola
Uma inundação de sentimentos
Em um peito explode,
A saudade já não quer me deixar.
Não seu como
Ainda penso em você
Tenho todos os motivos
Para te odiar... odiar demais
Mas parece que meu coração
Não se lembra...
Ou não quer se lembrar
Então, em lágrimas me encontro
Escrevendo para você,
Que talvez...
Nunca irá ler.
Não sei onde estás,
Nem com quem,
Mas sempre estarei com você
Em meu pensamento...
E em meu coração.
NEM SEMPRE
Nem sempre...
O sorriso
É alegria.
Nem sempre...
A lágrima
É tristeza.
Nem sempre...
A solidão
É estar sozinho.
Nem sempre...
O que queremos
É o que precisamos.
Nem sempre...
Patrícia Carolina Barlati – 1º Ensino Médio A
TE AMAR
Nunca me imaginei,
Amando alguém assim.
Nunca pensei que te amar,
Fosse tão bom pra mim.
Mas descobri
Que estava errada, e sei
Que quando eu cair
Você estará ali para me levantar
Que todas as lágrimas
Que eu derrubar,
Você enxugará, pois
No fundo você me ama.
Mesmo que esse amor
Não seja grande o bastante
Não me causa tristeza ou dor,
E sim uma alegria constante.
A AMIZADE
2º Lugar
Muitos dizem que
Amizade é bobagem
Ou então, que ela é
Uma tremenda sacanagem.
Mas com você vivi momentos
De tristezas e alegrias,
Lágrimas e sorrisos,
Solidão e companhias.
Com você aprendi o significado
Da palavra amizade,
Que não é o que muitos dizem,
Mas sim, um simples carinho de verdade.
Ao teu lado enfrentei barreiras,
Derrubei altos muros,
E descobri que
Não preciso ter medo do escuro.
Você, minha amiga
É como uma companheira
Que está comigo,
Nos meus dias de sofrimento.
Amiga, pra mim você é
Uma irmã e uma grande companheira.
O TEMPO
O tempo passou,
Mas deixou comigo a saudade,
Deixou-me lembranças de amor
E não de felicidade.
Eu queria estar contigo,
Te dar amor e carinho.
Mas pensando bem, é melhor
Eu ficar aqui no meu cantinho.
Relembrando aqueles dias,
Em que você dizia que me amava,
E depois ia embora e eu,
Bem, eu apenas chorava.
Um dia você se foi
E nunca mais voltou,
Eu perdi o rumo da vida
E meu coração despedaçou.
Mas quando quiser voltar,
Eu estarei te esperando
Para vivermos uma vida
Que um dia, nós começamos.
QUANDO CHEGA O AMOR
Como pode o amor
Chegar assim de vagarinho,
Vai mudando sua mente
Despertando seu carinho.
Você não sabe ao certo
O que é certo ou errado,
O coração que antes falava
De repente fica calado.
A sua alma canta
Como se estivesse te avisando
Que isso tudo acontece
Porque o amor está chegando.
E quando ele chega,
Vem trazendo a alegria,
Às vezes até parece
Que você está vivendo uma grande fantasia.
Vinícius Francisco Crotti Fontana – 3º Ensino Médio A
O SONHO PERFEITO
Esse sonho passava
Passava sem pensar
Passava em montanhas
E em alto mar
De repente estava ali
Uma menina linda
Pele branca
Cabelos pretos
E um olhar perfeito
Sempre que a via
Meus lábios tremiam
Minhas mãos suavam
E eu ficava cheio de alegria!
Professora responsável:
Regina Maria Fernandes Stuani
Diretora:
Rosana Meire Casadei Resende
CAPÍTULO XII
Colégio Estadual Rui Barbosa – Jandaia do Sul - PR
Alunos deste colégio que participaram do VI Concurso de Poesia nas Escolas “Cecília Meirelles”, realizado pela Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ, em agosto e setembro de 2010.
Beatriz P. M. de Oliveira – 8ª Série B
1º Lugar
O SIGNIFICADO DO AMOR
O amor é algo especial;
Que nasce no coração,
É um sentimento sem igual
Que nos tira a razão...
Quando encontramos um amor
A vida passa rapidamente
O amor verdadeiro não traz dor,
Apenas a realidade presente
Precisamos deste sentimento
Pra bem longe solidão
O amor não sai do pensamento
Muito menos do coração
O caminho é ser feliz
Feliz do nosso jeito
Tudo que sempre quis
Encontrei um amor perfeito.
Carisa Cristina Navarro – 7ª Série C
NOSSAS ATITUDES
Agir respeitando a tudo e a todos é fruto da evolução, fruto da compreensão, fruto do reconhecimento da importância de tudo e de todos, aprendendo a respeitar as diferenças e os diferentes, ciente de que tudo faz parte de um padrão de crescimento, desenvolvimento, evolução. Saber respeitar e compreender mostra a sensibilidade daquele que sabe a importância de cada atitude, de cada passo, e sabe que a sua atitude também influenciará toda a evolução.
Nossas atitudes podem determinar os nossos sucessos e nossos fracassos, por isso que temos que pensar sempre no que falar, agir, ser, enfim pensar em tudo, para que sempre possamos estar em busca do melhor, para garantir nosso futuro, que pode ser correspondido pelos nossos atos diários.
Para cada fase de nossa vida existem vária barreiras, mas com determinação ultrapassaremos cada uma delas.
Giovana Ramos Alves – 6ª Série B
AMOR
O amor é uma pequena explicação do que é viver;
Um pequeno lembrete de como é respirar.
Não consigo viver sem você,
Mas se acaso tiver que viver
Será como respirar sem pulmões,
E viver sem vida.
ODEIO
Odeio seu jeito de chorar,
Odeio seu jeito de sorrir,
Odeio seu jeito de falar,
Odeio seu jeito de mentir.
Odeio quando me olha,
Quando me olha e não me vê
Odeio tanto que até acho
Que amo você
Odeio tanto sua roupa,
Que chego a desenhá-la,
Odeio tanto seu cheiro,
Que com ele vou sonhar.
Odeio tanto te olhar
E não poder falar o que sinto
Te odeio, porque te amo
E assim eu vivo
Te amando e odiando
Até quando estou te olhando
Vendo você chorar, sorrir
Falar e mentir
Mas saiba,
Assim vou te amar e odiar
Por toda a minha vida.
Laís Priscila Miranda – 7ª Série D
2º Lugar
VIDA, UM PROCESSO DE ETERNO CRESCIMENTO
A partir da nossa concepção, as mudanças em nosso ser vão acontecendo, de forma surpreendente, tanto em nosso físico como em nosso comportamento. Elas farão parte do nosso crescimento exterior, até certa idade, e interior, para o resto de nossas vidas. Viver é só reinventar, como disse a poetisa Cecília Meireles. E todas as fases, que fazem parte dessas mudanças, são importantes e maravilhosas, porém, uma das mais significativas e marcantes é, sem dúvidas, a da adolescência.
A adolescência é uma extraordinária fase da vida em que as descobertas e as transformações marcarão a nossa identidade, a nossa personalidade de uma forma definitiva.
É nessa fase que mais precisamos de informações corretas sobre o que está acontecendo com o nosso corpo e com a nossa mente. É o momento que mais precisamos das pessoas que fazem parte da nossa vida, como a família. Precisamos do diálogo, da paciência e do respeito de todos. É nessa fase, também, que precisamos aprender o valor da liberdade e as responsabilidades inerentes a ela, para que possamos nos tornar adultos equilibrados e felizes, prontos para enfrentar as adversidades e contribuir para um mundo melhor.
Lígia Cristina Degasperi – 1º Ano CELEM
1º Lugar
AMIGO
Un buen amigo...
Un buen amigo es aquél que hace ver la verdad.
Es aquél que te ayuda cuando estás enfermo.
Es aquél que te defiende cuando hablan mal de ti.
Un buen amigo es aquél que llega cuando todos se han ido.
Es aquél que Dios selecciona para ser hermano.
Es aquél que ofrece la mano.
Un buen amigo es aquél que conoce nos ajos cuando estás triste amargurado.
Es aquél que te escucha con el corazón.
Es aquella persona maravillosa y especial que estás a su alrededor.
Un buen amigo es un ser formidable que calienta su vida con su amistad.
Luana Gonçalves dos Santos – 1º Ano CELEM
2º Lugar
?QUIÉN SOMOS?
Somos sola almas
Qué amam
Qué desean
Qué lloran
Qué rien
Qué apasionan
Y qué sienten rúbia...
Pero, La verdad es, ?quién somos?, cuando...
Sentimos miedo,
Quedamos delante de una humillación
Quedamos delante de una injusticiá
Necesitamosn perdonar...
!Ah´´´´í, que est´s! Quién somos?
Mariany Augusta de Lima Souza – 5ª Série C
AINDA HÁ TEMPO
Houve um tempo em que desbravar florestas, derrubar árvores, matando animais selvagens, era sinal de progresso. Ver fumaça saindo das fábricas, automóveis circulando pelas ruas significava riqueza. Foram décadas e décadas com esse pensamento fazendo parte do senso comum.
Pensar em meio ambiente, ecologia, desenvolvimento sustentável era loucura. Ninguém poderia imaginar que nós mesmos chegaríamos tão longe quanto ao progresso, a tecnologia. E ninguém imaginou o estrago que faríamos também.
Por ganância e egoísmo, estamos transformando nosso lar em um lugar impróprio para a vida, especialmente a vida humana, tão frágil e com um poder de destruição imenso. Porém, ainda há tempo e temos de mudar tudo isso.
A elaboração de tecnologias para o desenvolvimento sustentável, governos dispostos a investir na preservação da vida e uma sociedade mais humana, solidária e conscientizada, com toda certeza, salvarão a nossa existência na Terra.
Thayná Rafaela de Oliveira Boldrin – 8ª Série C
3º Lugar
COISAS DA VIDA
No livro da vida,
Vou vivendo e aprendendo
Na página que foi lida
Não vejo sofrimento.
Percebo que vale a pena viver
A cada frase que sai
Descubro o que é vencer
No ritmo que o amor vai.
O amor é uma semente,
Que brota no coração
Quando toma conta da gente
Não tem mais solução.
Sou aprendiz na vida
Não sei tanto sobre ela
Prefiro viver a certeza
E não ficar à espera.
Valdelei Peretti Filho – CELEM Aprimoramento
MAR ROJO
Armas, en el poder,
!Es sinónimo de mudos, ciegos, sordos!
Con Tropicalismo o revueltas,
La certeza es exilio o El Fusilamiento.
!Derechas ya, “Good-bye” cárcel!!!
Collor en la Unión,
Senãl de Sextillas en Suiza.
“Caras Pintadas”, senador en 2005.
Marcos Valério compañeros,
Llegada del “Período Pizzozóico”.
Representan nuestros intereses: “sientan, relajan y gozan,”
Promoviendo el “Congresso de la Pizza”
En la ideología de “liberté, fraternité, igualité”.
En Hiroshima y Nagasaki,
Khafka Rojo alastrase,
Dizimando trabajadores, corazones.
!Perdón! !Perdón...!
mi reelección,
su extinción.
Willian Junior da Silva – 2ª Série B
3º Lugar
BRASIL
Brasil dos filhos teus,
Que sofrem com problemas seus.
Grande produção de alimentos,
Mas que deixa muitos famintos.
A fome gera tristeza,
Deito a cabeça sobre a mesa,
Penso na produção de alimento,
E eu nesse sofrimento.
Brasil dos grandes campos,
Que plantam para outros,
E deixam os filhos teus,
Na fome e na miséria.
A bandeira sobre a mesa,
No lugar de uma toalha,
Serve também como lenço,
Para enxugar minhas lágrimas.
Lágrimas que caem de tristeza,
Porque não tenho alimento na mesa,
Então me lembro das grandes produções,
Que vão para as populações de outros países.
Professores responsáveis:
Willian Aparecido da Cruz
Silvana Delli Colli Morales
Lucilene Maria de Oliveira Boldrin
Sueli Aparecida Ros Fajardo dos Santos
Anadélia Hauser Marconi
José Marciano Ferreira
Luzia Aparecida Borges Ravaneli
Sandra Proenci Silva
Diretor:
Sebastião Sérgio Fabrício
CAPÍTULO XIII
Colégio Passionista São José – Jandaia do Sul - PR
Alunos deste colégio que participaram do VI Concurso de Poesia nas Escolas “Cecília Meirelles”, realizado pela Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ, em agosto e setembro de 2010.
Ademir Faria Pires – 1º Ano Ensino Médio
1º Lugar
AVANÇO DA TECNOLOGIA X RETROCESSO DOS VALORES
Vivemos na era da informação
Tudo está a um clique,
Basta apertar um botão.
A tecnologia avança,
Numa velocidade assombrosa,
O ser humano nunca se cansa
De realizar descobertas
E sensacionais inovações
Que facilitam a nossa vida
E dão acesso às comunicações.
Porém, não podemos nos esquecer
De valorizar nosso semelhante
E não ficar apenas no virtual.
Necessitamos de amizades reais,
De amores reais,
De família real.
A tecnologia é imprescindível,
Mas o toque, o abraço, o carinho,
Não podem ser substituídos
Por sites de relacionamento
Ou chats de bate-papo.
Neste mundo globalizado,
Nunca podemos deixar de lado
O contato entre as pessoas.
Um gesto de solidariedade,
Uma mão estendida, um colo de mãe,
Uma palavra amiga,
Fazem toda a diferença.
Nesta época em que
A violência domina
Os meios de comunicação
E é banalizada
Por toda a nação.
Saibamos dar a devida importância
Aos valores humanos,
Sobrepondo-os aos avanços
E aos recursos tecnológicos,
Que devem apenas nos auxiliar
E não nossas vidas dominar.
Ana Carolina Bispo Pontara – 5ª série B
SÉCULO XXI
Tem tudo a ver...
Samba com carnaval,
Futebol com televisão,
Flores com a primavera e
Calor com o verão.
Mas, nada tem a ver...
Matança e poluição,
Queimada e desmatamento,
Dor e sofrimento,
Sangue e destruição
Em todo lugar existe a natureza,
Mas nem todos os lugares
Estão com sua beleza.
Ela está destruída
Feia e sem vida.
Fazemos parte
Do meio ambiente
Se o destruirmos
Também seremos destruídos.
Não desmatar, não poluir,
Um pouco dessa dor
Teremos que sentir.
Se quisermos sobreviver
O meio ambiente,
Teremos que proteger!
Ana Letícia Craco Nanuncio
Luiz Otávio Rosina – 8ª série A
LICENÇA, DRUMMOND
Quando nasci, um cara me disse:
_Criança, te cuida!
Esse mundo está cheio de perigos
A fim de acabar com sua raça.
As câmeras espiam as pessoas
Tentando captar algo
Para ser notícia num site
Dez segundos depois.
O metrô passa lotado,
Cheio de câmeras, porém cheio de inseguranças
As pessoas não se importam umas com as outras
Você não conhece quem está ao seu lado
E eles só se importam com sua aparência, não com o que você é.
O homem atrás dos óculos escuros
Deve ser empresário
Porém, você não pode nele acreditar
Não tem cara de muitos amigos
Finge ser casado com a mulher atrás da maquiagem.
Mundo, mundo maldito mundo,
Se eu tivesse chance de mudá-lo,
Te transformaria num lugar melhor
Porém, não consigo, sozinho não.
E as pessoas só pensam em si mesmas.
Meu Deus, eu não devia te dizer,
O mundo está perdido,
Não há nada o que fazer,
Mas continuarei tentando...
Caroline Teston Romagnolo – 8ª Série A
O HOJE DE HOJE
Espero cada minuto se passar, na ânsia de meus doces e cruéis devaneios se idealizarem, sendo que talvez, não seja assim tão difícil, se é fato que pequenos sonhadores conquistaram vitórias tão grandiosas.
Assim como Thomas Edson lutou pela lâmpada, assim como a formiga luta por seu formigueiro, assim como luto, justamente no ato de não lutar. Mas, quanto tempo perdemos esperando o tempo que uma criança nasce, em meio às injustiças, que o relógio cumpre sua volta, que alguém inventa algo novo... como num ciclo onde quanto mais se cria, mais se quer criar! Talvez essa ganância humana de sempre buscar mais, esteja refletido na tecnologia, atualmente.
Incrível como se estabeleceu tão grande contradição, buscando através da dificuldade as facilidades da vida contemporânea. Talvez, isso tudo sirva para tentar suprir a solidão que por muitas vezes passamos, estando acompanhados de pares de amigos virtuais, e ao mesmo tempo, sozinhos em casa... Quando não uma prisão, onde nos isolamos com medo do semelhante! Mas, que semelhante? Aquele que discriminamos por não poder ter as mesmas modernidades que temos.
Como já foi dito pelo compositor “você que tem ideias tão modernas, é o mesmo homem que vivia nas cavernas”.
Fernanda Rafaela de Carvalho
Maria Heloisa Laurentino Alves – 8ª série A
NOSSO TEMPO
2º Lugar
Crianças mal nascem e já caem nas tentações
De um mundo de pouco valor.
Crianças usadas, influenciadas e torturadas pela tecnologia.
Os olhos que não conseguem enxergar e diferenciar
Mau de ruim, já sabem tudo sobre malícias.
Talvez se não fôssemos tão liberais com as crianças
Não haveria tantos desejos.
Na cabeça pequena e influenciada
Por tanta coisa no mundo atual.
Crianças que nascem anjos inocentes
Viram coisas maliciosas.
Já não sei o que pensar.
Sempre por trás da tecnologia
Ofuscando seu ser
Ficando isolado, no mundo virtual
Com raros verdadeiros amigos
Calado, mudo, abandonado.
Meu Deus! Estamos regredindo,
Não era para acontecer isso.
Ajuda-nos.
Num mundo cheio de maravilhas
Na qual há coisas e lugares para aproveitar
Ficamos dependentes
Sem solução e força de vontade
Num vazio profundo.
Nessas ilusões de um mundo fantasioso
Ficamos iludidos, envolvidos
E levando a vida como se não houvesse amanhã.
E se parar para pensar, na verdade não há.
Heloísa Maria Campaner Dias
Wilson Samir Veroni Ismail – 8ª série A
POEMA DE SETE FOCOS 2.0 TURBO
Quando nasci um anjo sedentário,
Desses que ficam no computador tuitou:
“Antes as árvores do que eu”
Coisa fácil de se fazer.
Essa espécie anda ameaçada
Acaba a cada dia mais
Sem precisar mentir.
“Não sou tão mau como ele, penso na natureza”
Foi o que o anjo dedicado tuitou.
Às vezes penso na vida sem dor.
Mas o que sinto eu “tuíto”:
Planto árvores e reciclo
Desmatamento é amargura.
Minha natureza é a cidade.
Já a minha é a vontade de viver.
Você vai se dar mal na vida e eu
Ao contrário de você, vou preservar.
Isabela Alencar Castanho – 6ª série B
SÉCULO XXI
Hoje, todos nós
Temos uma coisa em comum.
Nascemos no século vinte e um
E vivemos no século vinte e um.
Precisamos pensar no futuro
E saber o que faremos.
Se hoje somos crianças,
Amanhã adultos seremos.
A natureza depende de nós
Preservá-la é preciso.
Escute o que lhe digo
E tenha bastante respeito.
Cuide bem do que é seu
Para que as próximas gerações
Possam ver no futuro
A nossa contribuição.
Isadora Marcela de Campos - 6ª série B
TRANSFORMAÇÕES
3º Lugar
O mundo está mudado
O planeta transformado.
A ciência avançou
A tecnologia se transformou
Olha o mundo que gerou
Os avanços vão surgindo
As ideias vão sumindo
Olha a angústia que está vindo.
Nada mais é colorido
Ninguém mais pensa no amor
E sim no rancor.
E o meu coração, como está em vão.
O que você pode fazer para ajudar?
É só parar de inventar.
Se a tecnologia não avançar
Não sei por que desmatar
Não vai haver poluição
Para gerar destruição
E o planeta vai agradecer
Pelo apoio e conscientização.
Jefferson de Melo Rosa
Leonardo Luiz Gonçalves Emerenciano – 8ª Série A
JOGO FEIO...
As crianças de hoje em dia
Não querem mais telefone
Querem tecnologia, querem o iphone
A mídia espreita os homens,
Que querem apenas bens materiais
Não se preocupam com o planeta,
Aumenta a ambição cada vez mais.
O carro está andando,
A fumaça sobe, o homem destrói
Tenho a impressão de estar ouvindo vozes.
Paro na estrada e fico pensando:
Será que é o planeta que está chorando?
Lucas Lopes Ricardo - 8ª série A
A EVOLUÇÃO DOS TEMPOS
Nada é como antes
Tudo mudou, tudo passa
A memória se esqueceu.
As horas contradizem os minutos
Só se vê tristeza junto de falhas
Um mundo sem expressão
Realmente, os tempos evoluem.
Somos únicos, insubstituíveis, distintos
Respondemos por atos
Livres e conscientes.
Pelo pensamento nos identificamos
Como pessoa humana
Seres socializados, forma de nos
Recebermos, darmo-nos a conhecer.
Mera hipocrisia
O imprevisível é formidável
Assim, segue-se a vida
Uma verdadeira ilusão.
Miséria, fome, pobreza,
Guerras, terrorismos, disputas,
Exploração, injustiças, desigualdades...
Onde está a essência
E a razão do “homem”?
É, talvez escondida nesta
civilização frenética.
Caráter, sensibilidade,
Princípios da vida humana,
Verdades fundamentais e
Perspectivas...
Acredito que inexistentes.
É esta incessante vontade de escrever
Que me fortalece, me derroga
Século XXI... Nostalgia? Utopia, talvez?
Não, finalizo com realismo, serve?
Professora responsável:
Taciana Virginia Ramalho Pereira
Renata Mantelo
Diretora:
Ir. Rosana Bertachi
CAPÍTULO XIV
Colégio São Marcos – Jandaia do Sul - PR
Alunos deste colégio que participaram do VI Concurso de Poesia nas Escolas “Cecília Meirelles”, realizado pela Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ, em agosto e setembro de 2010.
Alice Fernanda Raimundo da Silva – 8ª Série A
AMORES
Amor, um sentimento
Será apenas de momento?
Amor com felicidade
Será uma verdade?
Com o amor vem a paixão
Será uma ilusão?
Amor, um sentimento tão normal,
Amor que nos deixa mal.
Sem o amor não há vida
Existe outra saída?
Amores vêm e vão
Amores de verão.
Fernando Augusto Bocchi Silveira – 6ª Série B
CULTURAS ANTIGAS
Retumbante muralha da China
Grandeza será sempre sua sina
Guerreiro de Xiam triunfante
Seu legado é relevante
Em Roma, gladiadores lutam por sua liberdade
Para restaurar sua dignidade
Pão e circo oferenda do imperador
Político para amenizar dor.
No Egito, a crença da vida após a morte
Buscamos na pirâmide guardar a sua sorte
Perturbas no faraó o sono eterno
Era o medo da maldição do inferno.
Fatos históricos aqui citados
Pela história abordada
Renovo nossa fé nisto
O único Salvador, Jesus Cristo.
Eduarda Letícia da Silva Burcko – 6ª Série B
2º Lugar
7 PECADOS
Todas as pessoas têm pecados
Existem sete pecados: ira, gula,
Luxúria, inveja, avareza,
Preguiça e vaidade.
A ira pode acabar com vidas
E machucar pessoas queridas.
A gula um dos pecados mais perigosos
É cometido pelos gulosos.
Luxúria, um pecado perigoso
E também muito espantoso.
Inveja, um pecado que pode destruir
E ninguém pode nos impedir.
Avareza nunca se sabe quem tem
Pode ser tão perigoso que prejudica alguém.
Preguiça todos nós temos um pouco
Mas não nos leva ao topo.
Tanta vaidade pode destruir
Uma amizade.
“Lembre-se: Cuidado com os pecados.
Um dia eles podem dominar você”.
Camila Moraes Xavier – 3º Ano Ensino Médio A
1º Lugar
OBRIGADO POR EXISTIR
Como posso ser capaz de amar
Incondicionalmente uma pessoa
A qual só tive a imensa honra
De olhar nos seus olhos uma única vez?
Amá-la todos os segundos
Da minha vida e até mesmo perder o ar
Só de imaginar a inconsiderável hipótese
De nunca mais ouvir sua voz.
Mesmo sabendo que as demais pessoas
Ao meu redor me julgam, devido a minha dedicação
Não me deixo cair; pois sua voz
Acalma meu coração de tal forma,
Que nem mesmo o mais sábio dos filósofos
Saberia explicar!
Eu adoro ver você sorrindo
E o seu sorriso faz de tudo eu me esquecer
Mesmo que pra você eu seja apenas mais uma gota
Nesse oceano de adoradores,
E que você nunca chegue ao menos
A se importar com a minha existência
Pode ter certeza de uma única coisa:
Dedicarei cada respirar meu a você.
Pois mesmo não sabendo
Você é meu amigo e confidente
A quem eu sei que posso recorrer
Quando em momentos de exaustão
Nada mais me faz sentido.
Se um dia eu te encontrar
Peço-te encarecidamente que não repare
Em meu coração acelerado ou minhas mãos trêmulas
Pois esses são sinais da imensa
Veneração que eu tenho por você
E tudo que sinto por você
Será totalmente recompensado
Quando minhas singelas palavras:
Eu te amo, forem retribuídas.
Mesmo que seja por um: muito obrigado, seu.
Gabriella Ribeiro Checchia – 8ª Série A
ELE HIPNOTIZA
Um rosto lindo que hipnotiza quem olhar
E um sorriso que qualquer um queria ganhar
Seus olhos dizem tudo mesmo sem ele falar
E ele é tão lindo que eu nem sei como te explicar
Ele tem tudo que você possa imaginar
Inteligente, extrovertido ele te faz sonhar
Não fala muito, mas domina a mesa em que sentar
Ele é o rei da beleza em qualquer lugar
Ele dança e nunca se cansa
Ele chega, ele pode, ele faz, ele manda
É discreto, mas todo mundo sempre o vê
Porque é muita beleza pra se esconder!
Isadora Cristina de Paula – 6ª Série B
O LIVRO DA ILUSÃO
Tenho um livro que é muito bom
Quando começo a ler, caio na paixão
Com este livro conheci meu alemão
Com ele tenho um futuro nas mãos.
Fico logo com a ilusão do meu alemão
Como é bom aquele livrão
Com ele vou tê-lo no meu coração
Repleto de emoção.
Li este livro milhões de vezes
Mas não consigo tirar meu alemão
Da minha imaginação
Fico na escuridão sem ele no meu coração.
Como queria que este sonho
Um dia se realizasse
Tenho a esperança de tê-lo
E lhe dar um imenso
E grande abraço.
Jaqueline Lopes Evangelista – 6ª Série B
3º Lugar
O AMOR
...É como a flor que murcha na escuridão
Também é como o sol que nasce e se põe sem deixar rastro
O amor... é como a noite que é escura e dá medo no começo
Mas depois se acostuma e contempla suas estrelas.
O amor... é lindo como um sonho encantado, como a lua brilhando,
Como o céu em um crepúsculo.
O amor... é como o vidro, é lindo, é transparente,
Mas quando quebra vira caco e pode machucar.
O amor... é como um caminho sem fim que quando nós entramos
E sempre saímos sozinhos.
O amor... é como um inimigo, primeiro conhecemos,
Talvez gostamos, e depois que acaba odiamos.
O amor... também pode ser o sorriso de uma criança feliz,
É como choro de bebê com fome.
O amor... é encontrado, todos precisamos dele para vivermos
Bem e feliz.
Klisman Henrique Bueno Bayer – 5ª Série C
MINHA VIDA
Quando nasci,
Era pequeno demais
Quando fiz três anos
Cresci mais
Quando fiz sete anos
Me acharam um mocinho
Mas não era
E por isso digo:
Antes era sonho
Hoje sou realidade
E há onze anos
Trago felicidade.
Luana Gonçalves dos Santos – 6ª Série B
QUEM SOMOS NÓS?
Nós apenas somos almas:
Que amam
Que desejam
Que choram
Que riem
Que se apaixonam
Que sentem raiva...
Mas na verdade mesmo, quem somos nós
Quando sentimos medo?
Ficamos perante a humilhação,
Ficamos perante a injustiça,
Ficamos perante desafios e
Precisamos perdoar.
Aí que está! Quem somos nós?
Thiago Rafael de Lima – 5ª Série C
ÁLBUM
Tem time da série A
Tem time da série B
Tem figura repetida
Tem figura cromada
Tem até mascote
Que vem dois repetidos
Para lá na escola
Trocar com os amigos
É isso que forma
Os times cariocas
Também os paulistas
Só não tem o mundo inteiro
Tudo isso tem no álbum do brasileiro.
Nathália Maioli Crema
Leonardo Galvão Garcia – 6ª Série B
SONHOS!
Os sonhos que se realizam
Levam as pessoas ao paraíso
Sonhos possuem seus tipos
E pessoas seus estilos
Não se tem idade para sonhar
Pode ser novo até idoso
Mas cada um
Tem seu jeito de pensar
Cada um tem seu jeito de sonhar
Basta imaginar
Se fé você tiver
Seu sonho irá se realizar
Seus sonhos podem virar pesadelos
Se você estiver com muito medo
Você deve confiar em seus objetivos
Para não ter seus sonhos destruídos.
Professoras responsáveis:
Elaine Tavares
Fabiana Marcela da Silva Leite
Diretor:
Marcos Antonio Camini
CAPÍTULO XV
Colégio Est. Unidade Pólo – Jandaia do Sul - PR
Alunos deste colégio que participaram do VI Concurso de Poesia nas Escolas “Cecília Meirelles”, realizado pela Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ, em agosto e setembro de 2010.
Ranyris Agnes Soares da Silva – 6ª Série B
2º Lugar
GENTE GARIMPEIRA
Sentados numa rede
Debaixo de uma oliveira
Matando a nossa sede
De gente garimpeira
Aqui o tempo tudo leva
Leva nossa vida
Leva nossa morte
Leva nossa ira
Leva nossa sorte
Vejo andorinhas a voar
Vejo o tempo passar
Procurando a famosa sorte.
Mas tudo que eu queria
Era ser alguém na vida
Ao invés de garimpeira.
Gostaria de ser uma senhorita
Uma moça bem de vida
Com sapatos de couro e
Luvas de pelica.
Iago Ruan Pereira – 5ª Série A
1º Lugar
MEU PARAÍSO
Fazer poema do lugar onde vivo
Tem que ser com gosto, alegria, magia
Para no final ler o poema
E ver nele pura poesia.
Bem perto da minha casa tem uma cachoeira
Suas águas mais parecem poeira
Caindo encantadas do céu
Cobrindo a relva com seu véu.
A noite é toda magia
O sapo coaxa, a coruja pia
O céu entre estrelas cadentes
Traz paz e sossego para gente.
O amanhecer na roça, nossa!
O sol nascendo rindo, lindo!
A passarada voa, desperta
Anunciando vida, labuta certa!
Esse lugar que parece pintado no quadro
É o lugar onde vivo e sou feliz
É Jandaia do Sul – Paraná
A melhor cidade do meu país.
Adria Agatta da Silva Cambito – 5ª Série A
NOSSA SALA
Nossa sala é uma delícia
Todos brincam sem malícia
Mas quando chega a professora de português
A bagunça acaba de vez
Quando chega a de história
Eu saio lá pra fora
Quando chega a de matemática
Esqueci a tarefa em casa
Quando chega a de ciência
Ela tem muita paciência
Quando chega a Tereza
Todo mundo fica com a mente acesa
Quando chega o diretor
A poesia acabou.
Matheus José B. de Oliveira – 5ª Série A
JANDAIA DO SUL
Jandaia do Sul é o lugar onde vivo
Um lugar que todo mundo aprecia
Aqui as pessoas são solidárias
É conhecida como cidade simpatia
Jandaia é o meu lar
Aqui eu vou morar
Com muito trabalho e alegria
Nesta cidade simpatia
Em minha rua tem um buraco
Todos reclamam ao senhor prefeito
Já que foi eleito
Tem que fazer bem feito
O seu ar é puro
Suas mulheres são lindas
Seus homens são gentis
Suas crianças são felizes.
Paulo César Sampaio – 5ª Série A
CIDADE ALEGRIA
Jandaia do Sul é o lugar onde vivo
Um lugar que todo mundo aprecia
Aqui as pessoas são solidárias
É conhecida como cidade simpatia
A andorinha sempre vivinha
E cantando fazia a alegria
Dos pioneiros que aqui chegaram
E nossa cidade começaram
Sua beleza se assemelhava
Com as cores da natureza
E seu encanto e vivacidade
Tornou-se nome da nossa cidade
E desde então quem aqui chega
Para neste lugar morar
Encontra amigos, paz e dinheiro
E faz de Jandaia o seu lar.
Lorena Eduarda Brunelli – 5ª Série A
3º Lugar
CIDADE POESIA
Essa nossa sociedade
Vem crescendo a cada dia!
Se firmando na amizade
No talento... na poesia...
Vem trabalhando as pessoas
Que de arte, tem pra dar
Pessoas que na simplicidade
A tudo conseguem rimar
Fazendo da “cultura”
Embora algumas delas
Nem conheçam “fortuna”
A tudo vemos “colorido”!
Em tudo vemos “sentido”
Só não gostamos de sair do escuro
E como estrelas brilhamos
Alimentando a fantasia
Que Jandaia venha a ser
Nossa cidade simpatia
Dando asas ao romantismo!
Jandaia seja também
“Cidade poesia”
Raísa Borelli Ferrareto – 5ª Série A
CIDADE ENCANTADORA
Jandaia do Sul
Minha cidade atual
Beleza esplendorosa
Encanto sem igual
Nas festanças da cidade
Na praça do café
Há felicidade, amor e união
E principalmente muita fé
Na Avenida Getúlio Vargas
Os sorrisos contagiam
O belo lugar
Que todos imaginam
Jandaia do Sul
Pode ser um pequena cidade
Mas quem viveu aqui
Irá sentir grande saudade
Na Rua Castelo Branco
A vizinhança é um amor
Todos querem a felicidade
Não importa como for
Professora responsável:
Clélia Aparecida da Silva Ceciliano
Diretor:
Alessandro Cristiano Garbelim
CAPÍTULO XVI
Esc. Est. Vicente Machado – São Pedro do Ivaí - PR
Alunos desta escola que participaram do VI Concurso de Poesia nas Escolas “Cecília Meirelles”, realizado pela Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ, em agosto e setembro de 2010.
Arielle Thainá Tito Pessoa – 8ª Série A
1º Lugar
SÃO PEDRO DO IVAÍ
Pelas ruas que andei
E cidades que passei
SÃO PEDRO DO IVAÍ é uma cidade
Que jamais esquecerei
O Rio Ivaí tem águas cintilantes
Brilham mais que o sol,
Mais que o diamante, nem as estrelas
Do céu tem tanto brilho.
Procurei todas as palavras para falar
Dessa cidade, mas confesso:
SÃO PEDRO DO IVAÍ é tudo aquilo
Que as palavras não podem dizer.
Bruna Cristina Cardoso – 7ª Série A
SÃO PEDRO DO IVAÍ
São Pedro do Ivaí
Eu não nasci aqui
Mas tenho São Pedro no meu peito
É um lugar perfeito
Terra de pessoas trabalhadoras
Terra de gente boa
Terra de cor vermelha
Terra boa de colheita
São Pedro do Ivaí
Lugar que não para de produzir
Com pessoas a sorrir
Sempre a conseguir
Bonita terra
Com nome de santo
Protege tanto com amor
E em troca só louvor
Na educação
Com emoção
Que faz da cidade
Um lugar sem corrupção.
Deborah Souza Vettor – 7ª Série C
3º Lugar
UMA PEQUENA CIDADE
Nasci numa pequena cidade,
Onde não há tanta violência
E nem tanta destruição, e sim
Muita paz e união
Onde todos são bem vindos
Sem discriminação,
Onde as pessoas comemoram
Sem medo, violência ou outro mal
Pessoas humildes e simples
Sem nem mesmo um lugar para morar
Mas mesmo assim,
Tem seu sorriso a esbanjar.
Lugar de paz,
Que um outro lugar jamais tem
Eu amo minha pequena cidade,
Não a troco por nada neste mundo.
Eloah Fernanda Almeida da Costa – 7ª Série A
SÃO PEDRO DO IVAÍ
Moro num lugar lindo
Onde todos vivem felizes
Aqui não há discriminação
Esse é um lugar de união.
Cidade acolhedora,
Povo batalhador
Agradeço todos os dias
Por esse lindo presente do Criador.
Geferson Rodrigo Tito Aguiar – 7ª Série C
SÃO PEDRO DO IVAÍ, UM DIAMANTE BRUTO
Sempre vivi em um lugar que toca meu coração
São Pedro sempre foi minha grande paixão
Cidade acolhedora que nos traz satisfação
E de uma grande urbanização
São Pedro sempre foi minha grande inspiração
Levo comigo um pedaço do seu chão
Uma cidade acolhedora, de grande emoção
Banhado pelos seus rios, de imensa cristalização
Um diamante bruto,
Difícil de lapidar
São Pedro sempre foi uma cidade
Muito boa de morar.
Laura Maria G. M. M. Navas – 7ª Série A
2º Lugar
SÃO PEDRO DO IVAÍ
São Pedro do Ivaí
Num passado não distante
Era uma imensa área verde
Num cantinho do horizonte
Em busca de terras férteis e produtivas
Foram chegando de toda parte, comitivas
Por um pedaço de chão
Aqui no nosso sertão
Assim foi formando
Uma nova comunidade
Com trabalhadores corajosos
Foi nascendo nossa cidade
Com desbravadores
Sedentos pela riqueza
Foi abrindo-se espaço
Transformando a natureza
Com os anos se passando
O progresso aqui chegou
Hoje somos filhos de pioneiros
Salve nossos altaneiros.
Lívia Maria P. Thomaz – 5ª Série A
SÃO PEDRO DO IVAÍ
São Pedro do Ivaí
É uma terra hospitaleira
De pessoas educadas e bondosas
Porém, muito guerreiras.
Aqui várias pessoas
De diferentes raças e culturas
Todas lutando por ideal
Procurando ser a melhor das criaturas.
Mariana Taynara Martins – 7ª Série C
UMA PEQUENA CIDADE
São Pedro do Ivaí
Sinônimo de felicidade e harmonia
São Pedro do Ivaí
Minha cidade, minha alegria.
Como eu sempre digo
Lugar bom de viver é aqui
Maravilhosa e encantadora
São Pedro do Ivaí
Jovens, adultos e crianças
Todos contentes por residirem ali
Porque realmente não existe
Lugar melhor que aqui
É a cidade que eu vivo
E é aqui que irei ficar
Porque creio eu
Que lugar melhor que aqui, não há.
Responsáveis pela correção dos textos:
Isabel Roberto Dias
Concessio Firmino de Andrade
Diretor:
Célio Brugnolo
CAPÍTULO XVII
Academia de Letras, Artes e Ciências – Centro Norte do Paraná – Apucarana – PR
Membros desta entidade que participaram do VI Concurso de Poesia nas Escolas “Cecília Meirelles”, realizado pela Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ, em agosto e setembro de 2010.
Álvaro Eduardo Monteiro de Castro
PARA TI
Passe uma borracha e apague tudo
Que na tua vida você não gostou.
Pode neste gesto incluir pessoas,
Datas, acontecimentos, o que você quiser.
A partir disto,
Escolha tudo o que gostou.
Ainda se quiser, apague, corrija,
Modifique, fique com o que escolheu.
Para ti somente sorrisos, satisfação em ver-te feliz.
Para ti o universo de presente,
Um gesto amigo,
Meus ouvidos apostos, pra ti escutar.
Para ti minhas mãos estendidas, meu tempo disponível,
Meu abraço amigo, minha compreensão.
Para ti uma vida longa, uma estrada curta,
Entre o desejo e a realização.
AMIZADE
Final de tarde!
Daquelas gostosas pra se observar.
Parar no tempo, sentar,
E as belezas da vida contemplar.
Sentado sobre uma árvore caída,
Alguém acompanha tranquilo
Suas poucas ovelhas a pastar,
Quando dele se aproxima um menino a perguntar:
Poderia me dizer o que é amizade
Que tanto escuto falar?
Meio que surpreso, reviu suas experiências passadas,
Pondo-se a falar:
A amizade é um tesouro que todos procuram
Pelo seu imenso valor.
Poucos encontram e quando isso ocorre,
Consideram-se as pessoas mais ricas no mundo.
Este tesouro que lhe digo,
Não é prata, nem ouro.
Na vida, quem tiver um amigo
Saberá que nunca estará sozinho.
Ser amigo é querer vê-lo sempre sorrindo, feliz.
Desejar-lhe conquistas, vitórias, caminhos seguros a percorrer.
É sofrer quando ele sofre, é sorrir quando ele sorri,
É viver a vida sempre lhe desejando o bem.
A tarde caía, o sol se punha e a noite
Ia chegando de mansinho.
A amizade não é uma mercadoria que se compra,
Não somos amigos porque desejamos.
A amizade nasce de maneira natural,
Sem que se perceba ela se estabelece.
Vem depois de muitos encontros,
De muitas palavras trocadas e experiências vivenciadas.
Supera qualquer outro sentimento,
Até mesmo o amor.
Ela é superior ao amor, pois quando se ama,
Achamos que somos donos de alguém, não o dividimos com ninguém.
Ao contrário, quando somos amigos de alguém,
Nosso amigo é livre e não nos pertence.
A única coisa que se deseja,
É que com ele vá tudo bem.
Se de nós precisar, estaremos presentes,
Mesmo que fisicamente ausentes,
Ser amigo é como se fossemos um anjo da guarda.
Guardamos, cuidamos como se fôssemos seu protetor.
E assim, vamos vivendo tranquilos,
Cada um a sua vida, fazendo a sua parte,
Sabendo que somos ricos porque temos
Ao menos um amigo.
Alzira Francisca de Freitas Pirolo
CARTÃO DE NATAL
Vivos, claros, lindos símbolos:
A árvore da alegria:
De Belém o meigo sino
O presépio de São Francisco
De Gruber a “Noite Feliz”!
Ora fitas, estrelas, velas
Ora Magos, ora bolas
Bom Noel, o saco cheio
Todos adoram vê-los.
E tem a missa do galo...
Ornamento, brilho, flores
Multicores
O verde e o vermelho
Do bico-de-papagaio
Nada se compara ou iguala
Ao raio
De esplendor, aroma, encanto
Que emana do alado Ser.
Angelu de língua-mater
Do grego aggelos
(ânguelos – Pela Igreja introduzido).
Ângio, ângeo do arcaico português
Deus o fez
“Mensageiro” do Livro sacro:
anjo de bondade
sem face, só luz
anjo da paz
sem igual!
FELIZ NATAL!
SORRISOS & O SORRISO
Sorrir...
Uma arte, um engenho ou um dote natural?
Sorriso ligeiro, brejeiro
Sorriso aberto no ar
Sorriso amarelo, tristonho
Sorriso branco dental
Expressão que transparece
As mil maneiras de ser...
A boca entre parênteses
Com pose dizendo “giz”
O sorriso amostra grátis
Serve-se dos olhos, nariz
Que desdenha e quer comprar...
Há o sorrir que diz “sim”, assim,
De muita gente inocente
E os que queimam como fel, cruel...
É o sorriso de jacaré, não é?
Quanto vale um sorriso?
O peso de uma paixão?
O prazer da glória ou fama
A alegria da vida sentida
Um prêmio, um bofetão?
Sorriso maior, divino
Um arco-íris de encanto
É você que de repente
Apenas me olha e sorri!...
MULHER
Disse o senhor um dia:
“É bom que o homem não esteja só”
Assim foi criada a primeira –
Eva – a mulher companheira!
Mas, corrompe-se o gênero humano
E nascem formosas filhas
Multiplicam-se na terra
E sobrevivem na Arca Noé
Sal mulher e as mulheres de seus filhos.
Depois vem Sara, Rebeca, Débora, a serviçal;
Raquel, que se extingue a dar a luz;
Maria – a bendita entre as mulheres
A escolhida – Mãe de Jesus!
E a mulher de Cananéia?
-Vela e suplica pela saúde da filha,
Cheia de dor, fé e esperança,
Mulher aflita – guardiã Mãe de família!
Mulher presente no Universo
No infinito, nas constelações
Nas águas, nos furacões, nos versos
Na natureza, que também é feminina
Rosa, perpétua, hortênsia...
Mulher – inspiração e potência!
(ou simples bem-me-quer).
Mulher do labor, comprometida,
Altiva ou submissa, fatal,
Religiosa, mestra mal compreendida,
Mãe-solteira, sofrida pelo que é desigual.
Injustiçada, com medo da vida
Mulher chorona, mas forte, vaidosa quando quer
E linda- simplesmente por ser mulher!
Da costela às constituições
Galga espaços lentamente
Ora mártir de seus ideais,
Ora vitoriosa no seu afã...
Ao assegurar seus direitos
Leva o mundo a um novo milênio
Mulher maravilha – cidadã!
Mulher de vários matizes
Às vezes só, no zelo aos que são seus
No seu dia¹ – uma história que ainda recusam ouvidos...
Deve haver um anjo ao seu lado a orientar os seus pisos
Mulher – imagem de Deus!
¹ Dia internacional da mulher – 8 de março
Antonio Mandel Conceição
AINDA POR NASCER
Prefiro você sem nome
Sem rosto, sem corpo
Sem nenhuma forma
Prefiro você na minha imaginação
Onde construo a cada dia um detalhe
E quando a completo
Mudo o traço dos lábios
O canto da boca
A linha dos seios
E lhe dou novamente o sopro da vida
Desfazendo e refazendo
Viro-a do avesso
E com as mãos espalmadas
Concedo-lhe nova existência
Porque quando teima
Em sair dos meus sonhos
Torna-se um vaso que quebra
E desaparece da minha paixão
Como se o amor fosse
Uma página a ser explicada
Um rio a ser contido
Um desejo que pode sumir
E a cada nova solidão
Também eu morro e renasço
Como as fontes próprias da alma
Que secam nesses confrontos
Entre o céu e o inferno
De todos os dias
E brotam quase silenciosas
Durante um espaço perdido da noite
Quando nos tornamos mares, lagos, inundações
Objetos escusos de desejos inconfessáveis
No extremo momento de uma tarde vadia
Traço a fogo com a pena manchada de sêmen
De novo o que desfiz na noite anterior
E estabeleço a natureza selvagem do seu sexo irreverente
Assim, brincando com o poder de criar
Desço até as extremidades de suas pernas
Deslizando entre espaços e curvas
Com as mãos cheias de profundas marcas
Acumuladas durante anos por amores e ódio
Prefiro você eternamente assim
Como um desenho rabiscado
No muro de minha inconsciência
Quase localizada entre a vida e a morte
De um cérebro em infinita gestação
Que pulsa tal qual estrelas
Buscando no espaço
Um centímetro de eternidade
Uma dose de esperança,
Um resto de vela que tremula
Um beijo talvez
Uma música
Ou quem sabe a própria negação da morte.
SAUDADE
A olhos vistos
Pessoas foram desaparecendo
Como se fossem gravetos em uma fogueira,
E de repente minhas orações
Ficaram cheias de mortos
A solidão é algo que se constrói com o tempo
É feita de pequenos vazios
Que juntos formam o abismo
Onde os pensamentos incomodam
Nos momentos de silêncio
Todo artifício é passageiro
E quando as luzes diminuem
Não há olhos que suportem
O escuro destino das mãos
Procurando por cartas
Que não serão jogadas
Os copos estão vazios
As mesas em abandono
As ruas desertas
E os ombros vestidos de roupas escuras
Há certo medo nas palavras
Uma proximidade do desconhecido
Na memória um desfile
De doenças incuráveis
De grotescas deformidades
Demonstrações de uma natureza
Que eu não consigo entender
Então a saudade chega
Sem intenção de fazer amizade
Simplesmente para machucar
Rude e direta
Como um soco no estômago
Determina suas condições
Frágil coração que não aprendeu a morrer
Bate como se fosse eterno
Embora conheça o seu destino
O sol está prestes a se pôr
Já pressinto a noite que se avizinha
E minhas orações estão repletas de mortos.
CAMINHO DAS HORAS
As horas caminham tristes
Pelos ponteiros do relógio
Procurando no tic-tac
Incessante da máquina
A paz que falta no silêncio absoluto
As horas caminham lentas
Infiltram-se pelos poros
Mudam a constituição da pele,
Fazem envelhecer
O coração,
Como um cachorro sem dono
Acompanha o desenrolar do tempo
E espera
As virtudes tornam-se crimes
De tão misturados o amor e o ódio
Tingem-se de cores passionais
E entregam-se a uma metáfora indistinta
Amargo, doce, amargo, doce, amargo
Credos, episódios, sentenças
Detrás da cortina, o pudor
Na mente a falta de vergonha
E escondidos desejos obscuros
As horas, exímias torturadoras,
Esquecem a piedade,
Caminham lentas e regulares
Marcando um compasso impessoal
Asfixiando todas as ilusões
E nos fazem caminhar também tristes
Por ruas desertas e bares perdidos
Acompanhados pelos miseráveis da noite
Sentindo o cheiro de um prazer sem dono
Que sobem dos becos imundos
Abraçados a uma pureza
Que não nos permite ser hipócritas
Colorimos de mágoas
A madrugada vazia
Cantando um hino
À liberdade de sonhar
Com invencíveis sentimentos de amores eternos.
Artur Palú Filho
QUANDO CANTA A NATUREZA
(A CANÇÃO DA NATUREZA)
Quando canta a natureza,
Até o rio olha pro céu.
Correm os bichos, gritam as aves
No maior dos escarcéus.
Foi o Deus que fez tudinho,
Cada coisa em seu lugá.
Lá nos galhos fez os ninhos
Pr’elas terem onde morá.
Esta coisa mais bonita,
Que dá gosto até de ver!
Cada bicho em sua toca
Pr’eles terem onde vivê.
O caboclo, que coitado!
Pita quieto e só espia;
Pega cedo lá na roça
Pra pará co’a Ave Maria.
Risca a viola, rasga a terra
Canta as mágoas, que tristeza!
É feliz que nem só ele,
Quando canta a natureza.
Braz Miranda de Sá
CANTIGA CABOCLA
E quando chega a madrugada,
Lá no alto da floresta,
A passarada alegremente faz a festa.
E o caboclo da casinha pequenina,
Lá no alto da colina,
Sai pr’a roça trabalhar.
E a família, cantando alegremente,
Co’a enxada, segue em frente,
Vai com ele capinar.
E à tardinha quando volta
Do trabalho tão cansado,
Pega a viola e vai cantar todo animado.
Relembra as mágoas e a saudade de tão distante
De outros tempos tão errantes,
Na vida de um rapaz.
E, na cantiga, o roceiro apaixonado
Canta versos, animado,
A nostalgia o satisfaz.
E quando chega a madrugada,
Lá no alto da floresta,
A passarada alegremente faz a festa.
MEDITAÇÃO
Terra girando no espaço!
Astros todos no infinito!
Céu aberto, sol muito além,
Iluminando o mundo!
Árvores, flores num sorriso...
Brisa mansa refrescando o rosto!
Calado, fico imaginando...
Quanta coisa bonita!
Na admiração, medito...
No questionamento, reflito...
Quem criou esse paraíso?
Concluo, nos sentidos meus:
Quem fez tudo isso,
Só pode ser Deus!
VOZ DAS COISAS
Que te diz
O sol ardente ao surgir na serra,
As aves no gorjear sonoro,
As formigas perfurando a terra,
E as florinhas cujo encanto adoro?
Que te diz
A borboleta esvoaçando ao léu
P’ra sugar da rosa delicioso mel?
E a doce brisa baloiçando a rama
E a tênue relva em esmaiada chama?
Que te diz
O riacho a murmurar de leve?
E o poeta a suspirar em breve?
E o céu; todo esse céu em festa?
O mar, os campos, montes e florestas?
Que te diz
O colibri que agora pousa?
Tudo canta a Deus na voz das coisas!
Edson Tavares
O SER E O NADA
Cruza o céu intenso,
Imponente companheiro!
Mergulha nesse mar de rebeldia,
Dilacerando sonhos!
Renasça com o vigor do sol,
De tuas Asas, de tuas Cores!
Nova estrela a brilhar,
Essência de eternidade.
Soberbo sereno.
Inato temor.
Carrasco do não,
Impiedoso majesto.
Que te reverenciem,
Do rosto ao chão,
Todas as nações,
Num súbito suplicar.
Ignora seus clamores,
Que soe o aço de teu saber!
Sê o que és, o sim e o não,
Nada mais que o absoluto,
O próprio Ser e o Nada.
Fahed Daher
ENCANTO DE VIVER
Quando tiveres entrado
Pelos túneis das idades,
Com certeza mais saudades
Te ligarão ao passado.
Se, no entanto teu pesar
Te roubar a luz do amanhã,
Tua vida será vão
Sem o encanto de sonhar.
Se teu ânimo persiste
Saudades serão cativas
Pois manterás sempre vivas
As lutas nas quais insistes.
Cultivarás, por certo, algum objetivo
Por todo tempo, esposa, filhos, netos, mais
Trabalhos, estudos e os sonhos bem reais
E lutarás com fé, de um ideal cativo.
Não! Não penses que a idade simbolize o velho,
Nem aceites a tese da terceira idade;
Terceira juventude, esta é na verdade
A imagem que acharás olhando-te ao espelho.
Se aquela que encontraste estiver contigo
Beija-lhe a boca, assim, com todo teu ardor.
Toma-lhe a mão e vão passear por onde for
No frenesi de amar, erótico e amigo.
Pois ela estando aqui, tratá-la com ternura,
Tomando seu afeto com modéstia linda,
Fazendo cada dia uma existência infinda
De paz, entendimento e da maior ventura.
Se acaso ela se foi hás de guardar saudade.
Em nome do que foi comum em suas vidas
Hás de viver lutando sem deixar perdidas
As marcas que ficaram através da idade.
As lágrimas, por certo, banharão teu rosto.
Teus netos não verão o pranto do teu sonho.
Abraçarás feliz, no teu chorar risonho
Os frutos que criaste no ideal proposto.
Se ela se foi... Por certo há de chamar-te um dia,
Mais tempo ou menos tempo, não importa a espera,
E atenderás, e de mãos dadas, noutra esfera
Hão de seguir a luz de encanto e de alegria.
Francisco Soares Dias Sobrinho
SER OU NÃO SER
“O homem perfeito
É o homem imperfeito”
Contradição?
_ Não.
Julgando-se perfeito.
O homem fica satisfeito.
Julgando-se imperfeito
Ele fica insatisfeito
E dá um jeito
Da história ser sujeito.
O perfeito
Nada cria
Pois não tem a primazia
Da imaginação.
O imperfeito
Quer se fazer
Para a humanidade trazer
Sua contribuição.
O perfeito
Se satisfaz
E por isso nada faz
Para o mundo melhorar.
O imperfeito
Aspira ser perfeito
E por isso ele luta
Com vontade resoluta
Para o mundo prosperar.
O perfeito
É comodista
É alienado
É resignado
Não tem dado
Por julgar tudo acabado.
O imperfeito
É idealista
É altruísta
E não um acomodado.
O perfeito
Repete
Não investe
Quer apenas figurar.
O imperfeito
Tem ação
Usa a Razão
Aos seus atos dá significação
Para se dignificar.
Ser ou não ser
_Eis a grande indagação
Que cabe a você responder
E fazer sua opção.
UM OLHAR
Veja o velhinho
Que ali vai
Vagarosamente,
Sozinho
Tristemente,
Seguindo o seu caminho.
Vergado para o chão,
Esfarrapado
Pelo peso dos anos
E maltratado pelos desenganos.
Com a bengala na mão
Anda devagarinho
Para não tropeçar
Nas ilusões passadas
Que ficaram gravadas
E que detesta recordar.
Demos-lhe
Compreensão,
Carinho.
Coitadinho,
Ele também é nosso irmão!
MONÓLOGO
_Senta aqui. Assim
Bem pertinho de mim.
Barba branca, qual algodão
Transmite profunda lição.
Rosto enrugado
Reflete uma fase do passado.
Voz trêmula e macia traduz
Uma mensagem enraizada na luz.
Vejo-o diariamente
Sorriso aberto, alegremente.
Quero ouvi-lo atentamente
E senti-lo interiormente.
O peso dos anos é importante
Pois retrata uma luta incessante.
A propósito, disse-lhe logo
Que seria um monólogo.
Nada lhe queria falar
Mas apenas escutar.
_E fala-me francamente – enfatizei
Para me ensinar o que não sei
Quero aprender, absorver
As normas de bem viver.
_Puxando, então, a recordação
Falou-me com emoção.
Reviveu seu sonho de criança
Que ainda cultua com esperança.
Falou-me, com gestos largos, do destino
Que lhe marcou os sonhos de menino
Ora docemente.
Ora amargamente.
Seu semblante transparecia
Momentos de tristeza e de alegria.
Seu coração mais forte batia
Pela saudade que sentia.
Reflexos da vida, do mundo
E de um viver profundo
Porém, o relógio nada entendia
E caminhava em demasia.
_Vil metal: Exclamei! Interrompeu
E o monólogo se arrefeceu.
Desculpou-se cortesmente – partiu
E o relógio nada pressentiu.
_Intruso! Disse-lhe. Ninguém lhe clamou
E o monólogo acabou.
Fiquei a fitá-lo até desaparecer
Com a alma impregnada de saber...
Barba branca, rosto enrugado
Bengala na mão, coração abençoado...
_Senta aqui. Diga você também
E ouça a voz da experiência
A embalar igualmente tua existência.
Naici Vasconcelos de Souza
NOSSA SENHORA
Eu te permito entrar
Na minha casa
No meu quarto
E ficar a noite inteira
Ao meu lado
Zelando pelo meu sono
E abençoando meu dia de trabalho
Eu te permito entrar
No meu carro e me acompanhar no meu dia a dia
Orientando-me quando a seguir
E quando parar peço guiar meus passos
Meus gestos e ações...
Fazer-me repensar decisões e com sua luz iluminar minhas dúvidas e incertezas
Permito-te que me receite um remédio e amenizar minha dor
Sem ter a bula
Sem ter a contra indicação
Agradeço as tantas vezes que te chamei e a senhora me atendeu
Passando-me as santas mãos pelos cabelos e como mãe que é me colocando
Em seu colo e me fazendo uma cantiga de ninar
Consolando-me a princípio e depois tomando água benta e me fortalecendo
Num sonho de reforço espiritual acordei e te agradeci e me agradeci por ter
Permitido que a senhora entrasse em minha vida.
ESPERA
Coragem me falta
Para o meu amor declarar
Espero há tantos anos
E quando te vejo não consigo uma palavra pronunciar
Quero falar de sua boca
E a vontade de te beijar
Encostar sua cabeça em meu peito
E te fazer sonhar
Delicadamente suas mãos
No meu rosto passar
Para sentir sua suavidade
Como a brisa e o luar
Quero ser seu ideal
Ser tudo aquilo que espera
Fazer você feliz e ser feliz
Oh! Quem me dera.
Mas tenho paciência
E saberei esperar
O dia em que com certeza virá
Para a minha vida transformar
Até lá, só me resta esperar...
MEU CORAÇÃO É AZUL E AMARELO
Meu coração é colorido como as cores
Da bandeira de Arapongas
Quando em seu mastro balança
Meu coração palpita reforçando esperança
Esperança como dos pioneiros
Que estas terras desbravaram
Unidos e em alto e firme som
Cantando com o pássaro Araponga
Cores que reanimam minha alma
No azul a imensidão do céu
No amarelo a força do sol
No branco paz e a rede do véu
Cidade dos passarinhos
És orgulho do sertão
És orgulho do nosso povo ordeiro
És orgulho do nosso cidadão
Pássaro com som estridente
Os filhos desta terra a reanimar
Vamos em frente jovens atuantes
Como os pioneiros, nunca desanimar
Como um pássaro a voar
Grande na sua imaginação
Sobrevoe esta cidade
Liberte o gênio que tem no coração,
Liberte sua criação
Nas asas da Araponga
Pegue carona e de perto veja
O pôr do sol irradiante
E liberte esse gênio criador
Bandeira de Arapongas
Bandeira do meu coração
Pássaro araponga
Pássaro que inspirou a mais bela canção...
Cidade dos passarinhos,
ÉS ORGULHO DO SERTÃO.
Marta Prates
MÃE PRETA
Mãe preta...
Que amamentava
Os filhos dos seus senhores
Com seu leite branco
Que os acalentavam
Com doces canções
Que cansada e cheia de dor
Dormia em seu cativeiro
Onde se perdia em pensamentos dolorosos
Sabendo que de branco
Só tinha o leite que matava a fome
Daqueles que seriam
Senhores de seus filhos
Mãe preta...
Pedia liberdade a seus filhos
E que descobrissem o valor do negro
Mãe preta...
Sabia que aquele que amamentava
Só lhe daria...
Um cativeiro...
Uma corrente...
E um chicote para morrer
Mãe preta.
ABRI A PORTA
Abri a porta
E recomecei
Pouco me importa
Os outros...
As dores...
As promessas...
Os sonhos perdidos
Contei até dez
E procurei o que estava sumido
Abri a porta
Me senti meio viva
E meio morta
Mas não desistia
E abri a porta
Descobri que existia
Que o meu eu
Era profundo
Precisava ser feliz
Conscientizar do meu mundo
Que estava ali
Diante do meu nariz
Novamente abri a porta
E me vi feliz.
Dr. Oscar Ivan Prux
QUADRILHAS A MONA LISA
De nada me adianta
Ter tudo comigo,
Se meu coração,
Está preso é contigo!
De todas que tenho.
Não quero um momento,
Pois é todo teu,
O meu sentimento!
Sei que ao pensares,
Não contas comigo,
Que pra você eu não passo,
De um simples amigo!
Sei que tê-la não posso,
Nunca vou te tocar,
Mas eu recebo carinhos,
No seu sorriso e no olhar!
Seu mundo é completo,
Não tenho lugar,
E tudo que posso,
É contigo sonhar!
Eu não chorarei,
Nem direi palavra,
Espero para sempre,
Não lhe dizer nada!
Mas, se um dia receberes,
De mim uma flor,
Te peço não ligues,
São coisas do amor!
POEMA
Certo dia me pediste,
Que te fizesse um poema,
Deixando apenas que a visse,
Para que servisse de tema!
Começo um pouco sem jeito,
Confesso não ter nem esquema,
Mas tento tornar perfeito,
Aquele que é seu poema!
Espero que leias contente,
Prometo que pra você eu não minto.
Não me disseste o que sentes,
Mas vou te dizer o que sinto!
“Se teus olhos fossem meus
Haveriam de ser assim:
Fechados para todos,
Abertos só para mim!”
VAI VERSO
Vai verso. Vai ligeiro!
Vai revelar sorrateiro,
O que não consigo expressar.
Vai! Me revela por dentro,
Retira de meu pensamento,
O que hesito em falar.
Mas traga ao menos um momento,
Que mesmo fugaz como vento,
Seja contigo, de todo gostoso passar.
Walter Domingos
PSICOCOTOVELITE
Minha profissão é viver.
Meu vício é amar...
Sou um romântico assumido.
Não aprendi a ser assim.
Nasci deste jeito,
Não fui condicionado a isso.
Está em mim ser sincero,
Expressar com transparência,
Tudo que sinto.
Sou tímido e reconheço.
Porém, não sou falso...
Sou corajoso diante da vida
E otimista, apesar de tudo e tantos.
Não sou um acomodado
Que espera acontecer.
Vou à luta, dispostamente,
Vencendo ou sendo vencido,
Com plena normalidade.
Pois a vitória e a derrota
São partes integrantes
Da mesma arte de viver bem,
Que não é um jogo,
Como muitos imaginam.
Luto por um mundo melhor
Participo pela certeza
De esta tarefa fazer parte
De minha profissão.
Não tenho nenhuma ambição de poder,
Para influenciar alguém,
Satisfazer vaidades,
Impor minhas ideias.
Mas foi nesta lida constante,
Na busca de cumprir meu dever
E construir minha parte no mundo,
Que encontrei esses maus, perversos,
Ciumentos, invejosos, frustrados...
Doentes, contaminados por um mal
Terrível, incurável, a “inveja”,
Que é o complexo de enfermidade,
Que denominei PSICOCOTOVELITE
MINHAS MÃOS
Começo por contemplá-las.
Ainda não havia feito isso.
Olho-as por instantes com admiração.
Sem nenhuma característica narcisista.
Penso no que já fizeram e que ainda farão...
Por tanto tempo manejaram ferramentas,
Para lavrar a terra, plantar, cultivar, colher...
Para cortar madeira, serrar, pregar...
Medir defuntos e fazer esquifes,
Que foram a última morada de muitos.
Estas mesmas mãos já acariciaram.
Mostraram-se solidárias com os aflitos,
Apertaram outras com carinho...
Foram elas que pegaram livros,
Que se tornaram meus mestres,
Desenvolvendo minha inteligência.
Depois tomaram giz e apagador,
Colocando-me diante de alunos a ensinar.
Deram-me condições de pegar uma caneta,
Para transferir ao papel,
Versos, estrofe, prosa, livros, cartas...
Traduzindo sentimentos em ideias e ideais,
Mensagens... textos contendo
Conhecimento, emoções e reflexões...
Tudo, todas as ações foram possíveis,
Menos os atos que caracterizam a violência.
Graças ao trabalho de minhas mãos,
Conjugadas com a inteligência,
A coragem, a determinação, o AMOR,
Os sonhos, os ideais... posso contribuir
Para a construção de um mundo
Melhor, mais humano, mais justo...
NADA MAIS A DIZER
Digo-te apenas que és a mais bela
Que um dia na minha vida encontrei
Sua imagem inconfundível e singela
É uma realidade que sempre sonhei.
Revitalizou-me todos os sentidos
Despertou-me até sonhos não sonhados.
Ao lado de tantos outros já esquecidos,
Fez com que muitos fossem realizados.
Vê-la é uma indescritível fascinação
Que me transporta para outros mundos.
Conhecê-la é uma sublime emoção
Com sentimentos ternos e profundos.
Contemplá-la faz-me perder a razão
Estar a seu lado sem poder tocá-la,
É uma violência imposta ao meu coração
Principalmente se impedir-me de beijá-la.
Comunicar-lhe estes meus encantamentos
Sem lhe fazer de meu AMOR a confissão,
É privar-me de viver os melhores sentimentos,
É impedir em nós o deleite da realização.
Mas isso não é tudo o que quero lhe falar...
“Passar por aqui sem totalmente lhe pertencer,
É caminhar pela vida sem ter a quem amar...
É, portanto, nada mais precisar dizer”.
CAPÍTULO XVIII
Elos Clube de Mandaguari – Mandaguari - PR
Membros desta entidade que participaram do VI Concurso de Poesia nas Escolas “Cecília Meirelles”, realizado pela Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ, em agosto e setembro de 2010.
Alzira Francisca de Freitas Pirolo
TUPI = A LÍNGUA CHÃ
Surgiu o primeiro – jepé
Com o segundo – mocõi
E assim a dois ou três, pardos, nus,
Dezoito ou vinte chegaram.
“Ali não se pôde (...) haver fala
nem entendimento de proveito”
Com a benção de Tupã
Anchieta a engenhou
E a comunicação se fez
Com o que de pronto encontrou
_Que nome tem essa fonte onde o branco foi beber?
Poti, Moema, Bartira, Caramuru,
Curumim, Cacique, saci, curió, tatu?
_Onde está essa pedra bruta
Que vive nos quatros cantos,
mas poucos ousam explorar?
_Nas ocas, nas pororocas,
Nas arapucas e em Jaci,
Na cuia de tapioca, canjica,
Nos lábios de Iracema,
Nos conselhos do pagé,
No envergar do tacape,
Na sombra do jequitibá
E no Vale do Ivaí
Onde está Mandaguari.
_O que é esse eco louco que faz os ouvidos moucos?
_Tal qual um grito de guerra
Sufocado em peito aberto
Ressoando a cem e a mil
É o sinal rubro do acorde,
O alerta à língua prima
Que mescla a voz do Brasil!
Cidinha Frigeri – Diretora Internacional de Cultura do Elos Internacional
A ORAÇÃO
A prece ou a oração
É uma experiência que sai
De Deus em nosso interior.
A cura que almejamos,
As conquistas que desejamos,
Não necessitam de milagres...
Basta entendermos o processo.
O grande universo não tem,
Nem permite segredos...
Tudo o que fazemos, pensamos,
É registrado no Cosmos e dará
Seus frutos no devido tempo.
Não há engano!
Esse é o grande poder
E a enorme responsabilidade
Do pensamento humano.
FELICIDADE
Quero extrair de dentro,
Do fundo do coração,
Um grande e profundo amor,
Que seja a medida certa
Das carências do mundo.
Quero abraçar toda criança,
Com carinha de esperança
E sorriso iluminado.
Quero beijar as flores
Que se perfumam de amores
Enfeitando a natureza.
Quero sorrir ao mundo
E agradecer ao meu Deus,
Sob o céu azul profundo,
Pelo muito que me tem dado,
Permitindo crescer assim,
Um coração divinizado.
Quero entregar a todos
Os que pensam na bondade,
No altruísmo e desejo de amor,
A sutil felicidade!
Lúcia Nice Orsi – Presidente do Elos Clube de Mandaguari
TECELÃ
Teço meus versos com as linhas
Que o tempo joga em minhas mãos,
Com os fatos que a vida joga em meu cotidiano.
E enlaço nos laços
Sentimentos ocultos – ou explícitos.
Emoções contidas – ou vazadas.
Teço meus versos na tela dos sonhos,
Crio em meus versos
Um mundo mais novo,
Um verso em reverso.
Teço meus versos em tecido de dor,
Em tecido de amor.
Tecidos meus versos,
Tecida está a vida.
PRIMAVERA INÚTIL
O campo se cobriu de flores
E as árvores brilham em verde festa.
Os pássaros cantam alegres e ruidosas melodias,
As crianças sorriem e correm, brincam.
O céu está mais azul.
A primavera se faz presente
Mas é-me inútil.
Não sinto o doce aroma da brisa
Nem danço a música dos pássaros.
Estou sem você
E os minutos parecem anos de ausência e dor,
Os segundos são séculos de saudades incontidas.
E as noites, essas são viagens de desejos reprimidos,
Barcos de gemidos sufocados.
A alma chora embrulhada na dor.
Primavera inútil esta:
Não floresci, não renasci.
Continuo morrendo
Por você.
Maria Aparecida Zanata Peres – Colaboradora
SE ME DEIXAREM...
De me perguntarem a quem desejo louvar,
Certamente a minha escolha cairia
Sobre quem a vida, a história e o poeta se encarregaram de falar.
É a este ser que para a humanidade
É condição especial de crescimento
A quem dirijo a atenção
E por quê?
É simples:
Falo de um ser
Cuja vida é condutora de viagens e sonhos,
Mas tem os pés plantados no chão.
Ser que oscila entre a força e o cansaço
Que é a busca e o encontro de emoções e motivos.
Que é o silêncio e a rebeldia entre as imposições e as escolhas.
Que é a decisão e a dúvida frente aos caminhos e o caos.
É o passado e o futuro na convergência presente
A criação e a criatura – fonte e leito de águas regeneradoras.
Falo de quem
Tendo sido esmagada, faz-se grande;
E faz-se de tímida para não amedrontar;
Se oculta para realçar.
Falo daquela que é limite e ruptura
E, na fé ou na descrença, é gente, tão gente, gente que entre os pólos se equilibra;
Entre o bem e o mal se faz altiva e entre o ser e o ter se estabelece.
Se me deixarem falar...
Louvarei o misto de pranto e cantos, de ponte e separação,
De lutas e de conquistas.
Se me deixarem falar...
Lembrarei quem caminha,
Acerta e erra e não para.
Se me deixarem cantar
Serei a voz que propaga a vida,
Que conta a história
E, como poeta, louvarei a você – MULHER.
Walter Domingues – Escritor, sócio fundador do Elos Clube de Mandaguari e da Academia de Letras, Artes e Ciência Centro – Norte do Paraná
TENTATIVA DE EXPLICAR
Grande parte da tentativa de explicar
Fundamenta-se na necessidade de justificar
Ato que limita a capacidade de pensar
E remete à esperança do outro perdoar.
Frágil ser que necessita se educar
Em seu físico de bípede só para caminhar
Deixa sem saber a capacidade de raciocinar
Perde o sentido de viver também para amar.
Foge da capacidade de se relacionar
E adota a banal expressão de se entregar
Cantando como o poeta “deixa a vida me levar”
Que é o começo do fim para se banalizar.
Decide por livre arbítrio, não viver e sim, vegetar.
Vê, ouve, age, comporta apenas em copiar
Isso lhe parece mais fácil que seus atos encarar
Pensa que pode fazer tudo sem se responsabilizar.
Perde na vida as oportunidades de se realizar
Sem saber que pode com coragem tudo enfrentar
Escolher estratégias para os problemas solucionar
Ao invés de perder tempo na tentativa de se explicar.
CAPÍTULO XIX
FAFIJAN – Fac. de Jandaia do Sul
Jandaia do Sul - PR
Alunos desta instituição que participaram do VI Concurso de Poesia nas Escolas “Cecília Meirelles”, realizado pela Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ, em agosto e setembro de 2010.
Aline Janaína Quinhone da Silva – 6º Período Letras/Inglês
INESPERADO DIA
Repentinamente encontrei a amiga felicidade
Nossa emoção transformou-se em amizade
A alegria contagiava o nosso viver
E desejávamos uma outra em bem querer
E da maneira que chegou
Foi embora sem demonstrar razão
Meu carinho por você não mudou
Mas, será que a saudade toca seu coração?
A SOLUÇÃO
Viver na solidão
É estar na escuridão
Viver na amargura
É a dor da tortura
Viver na tristeza
É o resultado da frieza
Viver no medo
É estar em segredo
Viver na esperança
É apagar essas más lembranças.
Anderson Clayton Rodrigues Souza Santos – Pós Graduação em Literatura, Leitura e Produção Textual - Fafijan
SEM SENTIDO
3º Lugar
Onde está a beleza
Por que vejo artes sem vida?
Onde estão as palavras que deslumbraram,
Os versos que nos prendem,
Onde está a poesia que nos surpreende?
Será que não compreende
A alma de um poeta?
Que se deslumbra em noites clássicas
Para fazer acontecer sua mágica.
Para onde foram
As rimas que nos empolgam
Por que me sufoca?
Poemas que nada se enfoca.
Cadê o sentimento?
O que fez pensar
Que algumas rimas
Seguidas de palavra vazia
Poderia se tornar plena poesia?
Onde está o orgulho
A vida de poeta?
Vejo horrorizado
A arte que não é arte
Apenas emaranhados
Que à força foram criados.
Por que sinto tristeza na leitura,
Das “poesias” que estão expostas?
Estas tão vagas
Pobre ser
Que um dia acreditou que para ser poeta
Basta escrever.
À ESTROFE E NÃO À VIDA
Em uma estrofe vazia
Um homem dizia
Que não mais sentia
Nem prazer, nem alegria.
Em uma estrofe vazia
Então afirmaria
Que não mais sorria
Pois ainda nesta estrofe
Sua biografia.
Como esta estrofe vazia
Uma forma de existir
E não querendo persistir
Apenas ficaria num vazio
Pois ainda tem como elemento
Seus versos que um dia foram vistos
Citados e declamados.
Nesta estrofe
Uma vida vazia
Mas cheia de conteúdo
Quando quem viveu
Soube aproveitar
Soube perceber
E aprender muito
Mas além de tudo pode conhecer
Que há muitas formas de se viver.
Diana Andrade dos Santos – Pós Graduação em Literatura, Leitura e Produção Textual - Fafijan
INTIMIDADE
Uma parte de mim é o agora;
Outra parte é o depois.
Uma parte de mim sofre e chora;
Outra parte congela e disfarça.
Uma parte de mim ama;
Outra parte ignora.
Uma parte de mim é verão;
Outra parte é sombra e mistério.
Uma parte de mim reflete;
Outra parte age.
Uma parte de mim sonha;
Outra parte viaja.
Uma parte de mim colabora;
E a outra parte não vai embora.
Carlos Rodolfo Rigo – 2º Período Letras/Inglês - Fafijan
DEUS
Ser perfeito, soberano, todo poderoso.
Ser que ama todos os seus filhos incondicionalmente.
Não importa se é negro, branco, pardo, deficiente físico,
Deficiente mental.
Não importa
Um ser que ama...
Mas abomina o pecado.
Alguns seres ultimamente estão cometendo
Muitos pecados desmedidos.
Estão matando, roubando, adulterando, se prostituindo...
Quem será perdoado?
O pecado...
O pecador...
Mas Deus é correto e justo!
UM MUNDO IMAGINÁRIO
Lugar onde todos queriam morar
Onde tudo que é real se transforma no
Imaginário, onde as pessoas podem viver do
Jeito que quiserem.
Neste mundo não existe preconceito, violência,
Guerras, discriminação em geral.
As pessoas são amigas umas das outras, aqui
Ninguém é melhor do que ninguém e todos têm
Os mesmos direitos.
O amor é contraditório
Mas, reúne as diferenças.
Negros, brancos, índios, japoneses...
Todos emanados numa única emoção, ditoso coração
És dono do amor!
Daniele Fantini – Pós-graduação em Literatura, Leitura e Produção de Textual - Fafijan
AS GRADES NO HORIZONTE
2º Lugar
Grades e ferrolhos
Cardos e abrolhos
Em lugar sombrio
O amor brotou não frio.
Ao longe tenho o horizonte
Vejo céus, monte
Ele traz consigo esperança
Assim como o sorriso da criança
Apesar de tão distante
Tem sido a cada instante
Amor proibido?
Talvez, apenas escondido
Se não houvesse próximo dia
Minha luta acabaria
Mas é a luz do coração
Que ajuda o dominar da emoção
Por dias de vitória
Derruba as grades com glória
A esperança agora não mais fria
Real paz hoje aqui, você, minha alegria!
COISA MAIS LINDA
Coisa mais linda na vida é o amor;
Onde existe frio, produz calor;
Se há tristeza, traz alegria,
Se turbulências, a calmaria.
Coisa mais linda é ver o marido;
Em seus olhos, a esposa nele refletido;
Prova maior desse sentimento;
Que um pelo outro tem, sublime encantamento.
Coisa mais linda é afagar uma criança;
Filhos, sobrinhos, em todas há esperança;
Esperança de vida, de paz;
Que só o Amor Paternal ensina e traz.
Coisa mais linda é a sabedoria ante a vida;
Faz a mesma ser suave, colorida;
A fé, o amor, completa a harmonia;
Ingredientes especiais para eternal alegria.
RETRATO JOVEM
Ó jovem, cheia de formosura;
Repleta de energia;
Traz no rosto a alegria;
E no coração a fidelidade.
No amor, busca cumplicidade;
Sendo este cativante;
Necessitando de muita dedicação;
A palavra deve ser carinhosa;
E o gesto, com delicadeza;
É o amor, a vida, a luz, a esperança.
EU QUERIA
Queria ter poder de transformar situações em bênçãos;
Dirimir sofrimentos em alívio;
Tristeza em alegrias;
Desalento em vitória.
Queria ter o poder de dar vida nova ao enfermo;
Emprego ao desempregado;
Amor ao desprezado;
Paz ao desesperado.
Não tenho o poder, mas tenho a Fé;
A Fé ao Criador e Poderoso;
Que tudo transforma;
Que tudo pode e que está ao seu lado
Te dando o poder para ser vencedor!
UMA PARTE DE MIM (I)
Uma parte de mim
É coração;
Outra parte de mim
É decepção.
Uma parte de mim
É sorriso;
Outra parte de mim
É teatro, tristeza.
Uma parte de mim
É conquista;
Outra parte de mim
É fracasso.
Uma parte de mim
É amor;
Outra parte de mim
É solidão.
Porque falar de mim
Se uma parte
Parte que parte de mim
Não sou eu de verdade!
UMA PARTE DE MIM (II)
Sou quem eu sou,
Parte coração;
Mas ao mesmo tempo
Decepção.
No rosto brota
Sorrisos
Enquanto a alma
Chora, grita enferma, implora.
Canto o mundo,
Falo da conquista,
Mas olhando bem
No fundo essa conquista é fracasso.
Um cálido sentimento
Está pulsando nas veias: o amor.
Mas dentro das mesmas veias
Sangue gélido, frio, solidão.
Para que falar de mim
Se nem consigo ser quem sou
Sou eu?
Não, sou eu de verdade.
Evenly Osti – 2º Período Letras/Inglês - Fafijan
NA CONTRA MÃO
2º Lugar
Uma bela manhã ensolarada
É fácil passar despercebida
Na carreira da vida
Com o tempo escasso dividido entre
Trabalho, filhos e amigos
No trabalho a cada dia é exigido
Maior qualificação
Melhores resultados
Ou senão, adeus, meu amigão
Os filhos requerem total atenção
Não que isso implique em gratidão
É mãe pra lá, mãe pra cá
E o homem na contra mão
Sem dar explicação
Só quer mais atenção
E nem sequer saber da educação
O pouco de tempo restante
Seria para os amigos que coitados
Mal conseguem um oi desabafar
Porque você está sempre a trabalhar
Enfim, tudo é passageiro
Mas o amor é verdadeiro
Muito intenso
Por estas maravilhas que a vida nos proporciona
Se não fosse esta carreira
Que graça teria?
VÍDEO GAME
Deixando o jogo de lado
Que os dois amigos brincavam
Correram depressa ao vídeo game
Que no quarto ficava
Um dizia: Eu sou primeiro!
_”Não, é minha vez”. O outro retrucava
Como se não bastasse
Queriam no mesmo lugar se sentar
Com tudo isso
O coitado do vídeo game
Já tinha um dos seus fios
Todo desconectado
Tanto lutaram por ele
Que o controle caiu ao chão
Ao invés de dois
Agora era só um
No final de tanta confusão
Que só rendeu tapas e beliscão
Ambos fizeram as pazes
E voltaram ao jogo de botão.
Eleandro Fortunato – 2º Período Letras/Espanhol - Fafijan
ACASO
Se gostares, conquistais
Se conquistares, quereis
Se quiseres, lutais
Se lutares, vencereis
Se venceres, abraçais
Se abraçares, beijais
Se beijares, entregais
Se entregares, voltais
Se voltares, ficais
Se ficares, pousais
Se pousares, voais
Se voares, regressais
Se regressares, amais...
Se amares, ora amais...
TARDE FRIA
Fria estava a tarde
Sentada ao sol meu amor estava
Aquecia seu corpo
Pensamentos perdidos, confusos
Tão bela estava
Seus cabelos cobriam sua face morena
O sol penetrava por entre eles
Fazendo seus olhos negros brilharem
Mas, tristeza havia em seu coração
Nem um beijo apaziguava
Apenas o tempo
Relativo ou absoluto
Estou presente
Neste teu momento de ausência.
AUSÊNCIA E PRESENÇA
O quão longe estás
Deste que vos ama?
Não de corpo ausente
Mas de coração presente.
Por que te ocultas de desculpas,
Teus olhos azuis perderam o brilho
Do sonho do amor acordaste
Sonhando ainda estou
Com amor deixaste de olhar-me
Ao vê-la, meu amor, renova-se
A paixão de teus lábios desapareceu
Os meus ainda dizem que te amo
Sei, é difícil dizer...
Fazer palavras duras, suaves...
Lábios sim, olhos não mentem jamais
E os teus não brilham mais quando me veem
LÁBIOS E OLHARES
Estivesse a rosa sem perfume
Perder-se-ia a razão das pétalas.
Se dos olhos estás distante,
Do coração não se ausenta jamais.
Por mais teimar negar-me amor,
Ainda choro quando te vejo partir.
Ao chão as pétalas caírem,
Seu perfume adoçaria os ares que respiro.
Por mais que a tarde leve a rosa,
Na roseira fica a desabrochar outra.
Em por lábios negar-me amor,
Por teus olhos resplandecem paixão.
Entre ventos e tardes,
Que da rosa roubam a beleza;
E de teus lábios e olhares,
Que me confundem os sentimentos;
Da roseira ficou a esperar
Uma rosa da manhã desabrochar.
De ti, entre um beijo e um olhar,
Do teu coração espero fiel amor.
O TILINTAR DAS TAÇAS QUEBRADAS
O tilintar das taças quebradas,
Canção de dor e ardor.
Duas almas entrecortadas,
Com emoção sem frescor.
Os lençóis arrumados,
Janelas fechadas.
Todos em pé, admirados,
Frustração, comoção variadas.
Olhos em brasa,
Lágrimas que não refrescam.
Tempestade que passa,
Amargas palavras que secam.
Tudo consumado.
Dizem que não há perdão.
Só resta o quarto perfumado,
Esperando, quem sabe, a reconciliação.
A BELEZA
Dá-me tua mão, bela morena
Para caminhar às estrelas
Dá-me teu coração, morena bela
Para nele eu habitar
Deixa-me embalar teu sono
E adentrar em teus sonhos
Deixa-me desnudar teu corpo
E envolver de amor tua alma
Quero-te livre pensante
Amando a verdade
Quero-te em meus braços
Beijando meus lábios
Morena bela
De olhos castanhos amendoados
Bela morena
De cabelos negros coruscantes
Amo-te simples e pura
Quero-te sempre e agora
Amo-te somente e pra sempre
Quero-te nua e oculta
Vem morena bela
Fica bela morena
Vem para meus braços
Fica em meu colo
Recebe meu coração
Puro e simples
Dá-me teu coração
Sensível e profundo.
Gustavo Moraes de Lima – 2º Período Letras/Inglês - Fafijan
MUSA, MUSA MINHA
3º Lugar
Aquela que eu adoro não foi feita nem de lírios, rosas, purpurinas...
Muito menos de espinhos
Não tem as formas lânguidas, singelas, divinas.
Da antiga musa, a cintura estreita apenas o combate do tempo insatisfeito
a mim mesmo pergunto e não atino com o nome
que dê a essa visão do tempo eleito.
Que ora mostra, ora recorda, ora esconde o meu fado,
É como miragem do Olimpo que entrevejo a memória, meu desatino
O ideal nasceu no escuro da solidão, nuvem nebulosa em torpe sonho
Impalpável musa do desejo.
BUSCA INCESSANTE
Tua frieza aumenta o meu desejo
Fecho os meus olhos para te esquecer
Mas quanto mais procuro não te ver
Tanto mais cerrados os olhos, mais te vejo
Esperançoso, atrás de ti rastejo
Humildemente, sem te convencer
Sei que jamais hei de te possuir
Sei que outro, ditoso como um rei,
Enlaçará teu virgem corpo em rosas
Meu coração, no entanto, não se cansa.
Amam metade, os que amam com esperança
Amar de verdade, os que sem esperança têm amor.
Jaqueline Andrade de Almeida – 4º Período de Letras/Espanhol - Fafijan
MEMÓRIA
O que seria simples
Torna-se difícil
Será que estou na hora
Será que estou no tempo
Ou isso é um mero esquecimento?
Mas nem todos esquecem
Tão facilmente
Isso é um imprevisto
Que acontece com toda gente
Que se vê diante às horas
Infeliz e descontente
Desanimado
Sem entusiasmo
Passamos por dificuldades
Que nem mesmo a gente entende.
Jurema Rosa Martins Men – 4º Período de Letra/Espanhol - Fafijan
INCÓGNITA
O que acontece comigo?
Sinto dor, sinto alegria
Amor e apatia
Tenho medo e coragem
Às vezes só faço bobagem.
Não consigo me entender
Sinto falta de um querer
Hoje chorei e sorri
Amei e parti
Andei e parei
Penso tudo e em nada
Minha vida está parada
Vivo numa encruzilhada
Tenho uma longa caminhada
Minha mente está confusa
O corpo uma dor acusa
Dói a alma e o coração
Quero arrancar a dor com as mãos
O que tenho, não sei
Afinal, como diz o filósofo
Só sei que nada sei
Nayci Gavazza – 2º Período de Letras/Inglês - Fafijan
LÁGRIMAS
Lagos de lágrimas frias
Que me gelam o coração
Que botam na minha alma
E dançam na palma da mão
Lágrimas de amargura,
Lágrimas de dor,
Lágrimas de tristeza pura
Que balam com ardor
Lágrimas que dançam
Rodopiam e caem
De repente assim, como
Gente
EU CONHEÇO
Eu conheço pessoas pobres que, apesar de tudo, distribuem sorrisos
Eu conheço pessoas ricas, que dividem seu pão.
Eu conheço pessoas sábias, que levam o ontem a toda vida.
Eu conheço pessoas bondosas, que a todos tem o que dar.
Eu conheço pessoas injustiçadas que souberam perdoar.
Eu conheço essas pessoas, seu segredo é o amor.
VIDA
Minha vida é um país... cheio de estados
Abandonados, cidades ateadas, bairros desconhecidos.
Ruas sem saídas e encruzilhadas onde me perco a te procurar
Sei que se esconde de mim por isso decidi
Deixar-te livre, pode até parecer covardia,
Mas foi pena a forma que encontrei,
De voltar à minha casa com sabedoria.
Neemias Dornelo – Pós-graduação em Literatura, Leitura e Produção Textual - Fafijan
A FORMOSURA DOS TEUS OLHOS
A formosura dos teus olhos
É a luz do horizonte
Com braços dados
No caminho da alegria
Caminhamos na fidelidade
E na cumplicidade edificamos o nosso amor
Cativante e longânime
E nesta construção o que não falta é dedicação
Carinhosa, cativa e formosa
Aspiro na sua delicadeza
A esperança que é a minha
Maior felicidade
Paulo Eduardo Lopes da Silva – Pós-graduação em Literatura, Leitura e Produção Textual - Fafijan
FELICIDADE
Brasileiro de casa ao sair cedo
Em pouco novidava sua rotina
Persignava-se em cruz elevando os dedos
Transpunha o portão para inaugurar sua sina
Ganhava a rua e ia questionando
Exercitava-se em profunda contemplação
Sorria do belo da vida, amando
Sabia de sua pequenez ante a criação
O céu, o sol, as nuvens, árvores, o reluzente
A estética da beleza natural
Terapia fascinante à mente
E espontâneo ria gutural
Não todos compreendiam o segredo de sua alegria
Tampouco que amar tem seus graus.
CANÇÃO DE EMÍLIO
Minha terra tem o palmeiras
Pra domingo jogar;
O povo que aqui sorri
Não sorri como lá.
Nosso céu tem mais azul
Nossas matas têm mais verde,
Nossa gente tem mais alegria,
Para a todos hospedar.
Um país grande, imenso
O agreste, as serranas, o pantanal
O Amazonas, Brasília e São Paulo
Causa da saudade sempre os penso,
E sei que não há igual!
Minha terra tem amores
Que não os tenho cá;
Por mais que mude todas as noites
O prazer é lá estar;
Tem mulher, carnaval, praia e sol
E a cada quadriênio, o melhor do futebol.
“Não permita Deus que eu morra”
Antes de pra lá regressar;
Onde novamente serei feliz
Como não sou por cá;
Quero inda ver a Bahia, o meu Rio Grande,
O tri-angu-legal, o Rio e o meu Paraná.
À MAGIA DO HORIZONTE
Com todos os meus sentidos
O mais nobre é que pode tê-lo
Nenhum outro o afirma conhecido...
Um ponto, uma divisa, uma linha é sê-lo.
Sua estética e estática
Rico, belo, formidável
Permeado de natureza calma e enfática
Só longe pode com ele ser amigável.
Sol, nuvens, pessoas e casas
Florestas, animais e morros
Pássaros, carros, aviões e asas
Chuvas, edifícios, lavouras
Ecos de paz, alegria e socorro
Magia, ternura, dura e doura.
DESCOBERTA
Quis alguém descobrir toda a formosura
E reunir toda a sua energia
E nesse gesto se viu com muita alegria
Viu-se um ser de fidelidade
E também de rara cumplicidade
Estava feliz, estava cativante
Se enternecia com tamanha dedicação...
Uma pessoa branda, carinhosa
Tinha a delicadeza como qualidade
E a esperança como sinônimo
Para a felicidade.
Rafaela Carolina Pichelli – 4º Período de Letras/Espanhol-
Fafijan
RIMAS VAZIAS
Amor sem Paixão
Amizade sem Carinho
Raiva sem Ódio
Lamento sem Dor
Risada sem Riso
Felicidade sem Alegria
Choro sem Lágrima
Chuva sem Água
Eu sem Você
VIDA
Já sorri
Já chorei
Já briguei
Já brinquei
Já fui amada
Já fui querida
Já fui rejeitada
Já fui esquecida
De alegrias e tristezas
Vou vivendo
Sempre aprendendo
Em todo momento
O real sentido
Da vida!
Regina Célia Martins Peretti – 2º Período de Letras/Espanhol - Fafijan
PARÓDIA: NA RUA DO SABÃO PARA RUA DO ZÉ MELÃO
Cai cai rojão
Na rua do Zé melão
O que custou comprar aquela caixinha de rojão
Quem soltou foi filho da varredeira.
Um que trabalhava na catação de reciclável e tosse muito.
Comprou a caixa de rojões, arrumou algumas varinhas.
Depois fincou-as no chão e colocou os rojões.
Eis que riscou o fósforo e acendeu um a um.
Levou tempo para estourar.
Buum, Buum, Buum...
A molecada da rua do Zé Melão
Gritava com emoção.
Cai cai rojão!
De repente, ouve-se uma grande explosão.
E foi zunindo.
Bem distante.
Rapidamente.
Como se rompesse os tímpanos do seu Mané.
Cai cai rojão!
A molecada correu.
Com medo das bombas que estouravam.
Cai cai rojão!
Um senhor advertiu que rojões são proibidos no meio de aglomerações.
Eles foram subindo... e estourando.
Muito longe.
Não caiu na Rua do Zé melão.
Estourou muito longe, perto das estrelas do sertão.
PARÓDIA DO EMBURRILHO
Um burro
Tem que ter concentração,
É um bicho empacador
Não cabe no caldeirão.
Se esticam suas orelhas
Parece um coelhão
Marchando no quartel
É um grande bobão.
E se você imaginar
Que parece bom
Falar assim deste burrão
Pode prestar atenção.
Ele é melhor que o cão.
Solange Aparecida de Oliveira – Pós-graduação em Literatura, Leitura e Produção Textual - Fafijan
FACES
Sou em parte amor
Movida pela emoção
E em parte o rancor
Movida pela razão
De um lado sou medo
Movida pela insegurança
De outro lado a coragem
Que brota da esperança
Sou de um lado a tristeza
Fruto da decepção
Mas se surge a batalha
Jamais digo que não
No fundo sou menina
Inocência de criança
Mas também sou mulher
Que batalha e que alcança.
FELICIDADE
Encanta-me a formosura
E me encho de energia
Quando vejo a dedicação
E ao mesmo tempo a alegria
Traz consigo a fidelidade
Sem dispensar a delicadeza
Pois nisto há cumplicidade
E a esperança que é riqueza
Com sorriso cativante
Tu és sempre carinhosa
Ao teu lado, só sorriso,
É felicidade constante.
Sueli Aparecida Teixeira – 2º Período de Letras/ Inglês - Fafijan
NATUREZA DESTRUÍDA
1º Lugar
Deus fez com muita beleza
Mas o homem não deu valor
É a pobre da natureza.
Acabada sua cor
Árvores caem sem parar
Pássaros não podem mais voar
A liberdade se findou
Pois o homem as desmatou!...
Quanta beleza e perfeição
Cores e harmonias que alegram o coração
Pássaros cantam suaves melodias
Onde alegram a noite e o raiar do dia
O galo canta ao amanhecer.
Para avisar que o sol está para nascer
Um silêncio enorme paira por lá.
O sítio não troco por nada, pois é
O melhor lugar para se viver.
COMPREENSÃO DA DESIGUALDADE
A vida é difícil de entender
Tantas pessoas a nascer, e
Muitas mais a morrer,
Pessoas ricas e poderosas,
Outras pedindo esmolas
Corações despedaçados
Outras nunca apaixonadas
A vida é difícil de entender:
Pessoas precisando de amizades
Algumas sofrendo de saudades
Outras necessitam de caridade
Como podemos entender,
Se a vida não é capaz de nos surpreender.
Taciana Virgínia Ramalho Pereira – Pós-graduação em Literatura, Leitura e Formação Textual - Fafijan
AUTO-REFLEXÃO
Um quarto de mim é razão
Mas três quartos é emoção
Uma parte de mim é coragem e determinação
Outra parte é medo e confusão
Metade de mim é sonho, desejos, utopia
A outra metade busca realizar os ideais com alegria
Um pouco de mim quer renovar e surpreender
Outro pouco tem medo do novo e quer correr
Um ponto meu é ser destaque, espírito de liderança
Outro ponto é ser moleca, espírito de criança
Uma parte de mim quer que aconteça
Outra parte faz acontecer.
Welita Souza Lopes – 2º Período de Letras/Inglês - Fafijan
PONTO FINAL
Uma pulga
Tem que ter atenção
É um bicho pequeno
Que não se vê no chão
Ela se estica e roda
Parece um peão
Deitado no chão
É um pequeno botão
E se você julga
A pulga parece mal
Falar assim deste animal
Pode por a pulga
Como ponto final.
Vilma Batista Messias – 2º Período de Letras/Inglês - Fafijan
SENSATO AMOR
1º Lugar
chora minha alma em lágrima
dói no meu peito a dor
essa febre que queima e não passa
tresloucado e sensato amor
no deserto o barulho não passa
na folia domina a solidão
na tristeza a alegria acalma
e no dia brilha a escuridão
então corro e o tempo para
na pressa da lentidão
num instante esqueço a lembrança
que adoece meu coração
volta pra mim e não pensa
nos enganos e erros meus
e acaba de vez com essa angústia
de ver outra nos braços teus
RICO E POBRE
Na miséria vive o rico
Mais infeliz que o pobre
Vê no belo o que é feio
Na ilusão se descobre
Busca do corpo a alegria
Enquanto na alma fere a dor
Mendiga cobrando uma mixaria
O que lhe é dado de graça, o Amor.
Injustiçado o pobre acredita
E espera um amanhã melhor
Na batalha do seu dia a dia
Reza pra não ficar pior
E lutando ele sofre
E sofrendo ainda sorri
Então dorme e se esquece
Que sua alma padece
TE AMO, MÃE
Traz no olhar a beleza dos anjos
Doce ternura no jeito de falar
Quando me embala a um doce sonho
Mãe, pra sempre vou te amar
Quando criança ensinou-me a vida
Falar, rezar e também sonhar
Esse poema é pra ti mãe querida
Quis meu amor por ti expressar
Cantava então canções, bem baixinho
A ninar-me nos braços teus
Nem o oceano é maior que o carinho
Que o amor que sinto no peito meu
Hoje só tenho a agradecer
Pela tua vida que me acolheu
Rezo e suplico desde o amanhecer
Proteja minha mãe querida, ó Deus.
SILÊNCIO DOS LEÕES
Os leões parados
Em meio à selva
Rugindo em silêncio
Sobre o frio da relva
Na quieta alcateia
O silêncio é assim:
Escuta a plateia
Escapa o guaxinim
Guaxinim caminha
Estrada afora
E os leões observando
Comendo amora
Quem anima a alcateia
É a falante joaninha
E os leões escutando
O guaxinim que caminha
O sabiá
Vai embora voando
E as asas batendo
Saiu arrasando
Com pés descalços
O tatu vem
Olhando o espaço
Com ar de desdém
Um olhar pra cá
O outro pra lá
São leões se olhando
Na noite escura
Aqui...
Tão perto
A sombra
Da noite
Escurece...
Chuva chega no jardim.
Molha as roupas de Joaquim
ROSA
Entre a lua e o sol existe uma rosa
Com o mais doce e sublime olhar
Que só de ver faz-me arrepiar
Sua delicada lágrima dolorosa
Traz nas pétalas gotas de orvalho
Ensanguentado perfume de jasmim
Jamais antes vi algo lindo assim
A firmar-se sobre um liso galho
Por que choras ó bela flor?
Espera, o jardineiro já vem
A borrifar-nos o seu amor
Meu pranto é de tanta dor
De tristeza meu coração se definha
Pois se esqueceram do Criador
Weslei Coelho Barbosa – 2º Período Letras/Espanhol - Fafijan
NOVO SONETO DE INFIDELIDADE
De certa forma no amor não sou atento
Antes, sem zelo, sem encanto.
Trago a face do descontentamento
O desencanto do meu pensamento
O amor jamais vivê-lo em cada momento
Em meu louvor hei de espalhar o meu encanto
E rir sem derramar nenhuma lágrima
Para minha alegria, para seu pranto.
Assim quanto mais cedo me procure
Quem sabe mais rápido rompemos
A solidão não é o fim de quem ama
Amar é fogo que queima e apaga
No primeiro desencanto termina
Sem a menor preocupação
LINDO DIA
Lindo dia amanhecer
Logo anoitecer
As belezas se transformaram
A calma e a paz
Agora ficaram para trás
Isto tudo nos faz
Refletir e pensar
O que fazer para mudar
Para tudo se acalmar?
Bastaria olhar o céu e rezar.
Professora responsável:
Claudinette Gabarron Meggiato
Diretor:
Maria Gertrudes Gonçalves de Souza Guimarães
CAPÍTULO XX
SOCIEDADE DOS POETAS JANDAIENSES – SPJ
“A SERVIÇO DA EDUCAÇÃO, DA CULTURA E DAS ARTES”
Membros desta entidade, Diretores, Colaboradores e outras pessoas da comunidade que fazem parte deste livro
Adiones Gomes da Silva – Vice-Presidente da SPJ.
CARVÃOZINHO – CIDADÃO HONORÁRIO DE JANDAIA DO SUL
Já dizia um dos filósofos contemporâneos, o Bruno Boszczovski, preto é branco às avessas e vice-versa, ou ainda, o branco é preto por dentro e, preto é branco, idem. É sabido que no Brasil, segundo o IBGE, existem cinco cores ou raças: Branca (descendentes de europeus, norte americanos e países baixos); Preta ou Negra (descendentes de africanos); Parda (cruzamento da branca com a negra, também chamados morenos); Amarela (descendentes asiáticos como o chinês, o coreano e o japonês, etc.) e a Indígena (os índios brasileiros).
Dito isso, iremos ao que interessa! Fica aqui uma singela homenagem ao “Carvãozinho”, o verdadeiro e autêntico confrade vicentino, o senhor Antonio Rodrigues da Silva, que quase ninguém o conhece pelo nome, o nosso Cidadão Honorário, título este lhe outorgado pela Câmara de Vereadores de Jandaia do Sul, em 1996, pelos relevantes serviços prestados ao Asilo São Vicente de Paulo, desde 1968. Portanto, hoje com 38 anos, carregando, dando banho, dando remédios, brincando, dançando, com os idosos, inclusive interagindo com a comunidade local e circunvizinha. No seu talonário de cheques, também consta a alcunha “Carvãozinho”, por exigência própria. O Carvãozinho é mineiro de Curvelo, no centro de Minas e ao norte de Belo Horizonte, cerca de 140 km e gentílico curvelense, nascido em 06/09/1931, filho de Guilherme Ferreira da Silva e de Jorgina Vieira Rodrigues, casou em Assaí - Pr com a dona Maria Mendes, em 1961 e veio para Jandaia do Sul em 1962, vindo a trabalhar nos cafezais da Chácara dos Mikza, Estrada Velha para Cambira, km 1, até 1968, quando foi convidado pelo presidente do asilo, na época, o senhor João Lopes de Oliveira, que era bancário. Em 1963, nasceu a sua única filha natural com a Maria, a Renilda da Silva, hoje com 43 anos e solteira. O seu filho adotivo, mas como natural fosse e por isso foi registrado no seu nome, o Givanildo Rodrigues da Silva, nascido em 26/02/1977. Da união deste filho com a sua nora Gisele Ravanelli da Silva, 22 anos, nasceu Isabela Rodrigues da Silva, em 15/03/2001, com cinco aninhos.
Não aprofundei muito na pesquisa sobre o nosso homenageado, a não ser alguma coisa que já discorri no Boletim Informativo Jandaiense, de minha autoria. Vale lembrar, e o confrade Orozimbo de Freitas é testemunha ocular, que certa feita uma pessoa anônima de Londrina veio passear aqui em Jandaia, veio ao Asilo e entregou como doação uma quantia alta, cerca de R$ 1.000,00 (um mil reais). E o que fez o nosso Cidadão Honorário? Entregou-o ao presidente, me parece que era o confrade Nélio da Silva, o qual fez constar em Ata. Mais uma vez, este nobre ser, fez jus ao título. O Orozimbo, quando ouviu esse relato na época, fortaleceu-lhe ainda mais o espírito vicentino, com certeza, pois o anônimo é seu amigo. Posso contar outra. O meu segundo pai, ex-chefe e colega de serviço, o senhor Antonio Jorge de Azambuja e Souza, não era de doar dinheiro ou ajudar qualquer entidade beneficente, mas nas décadas de 70 e 80, testemunhei por muitas vezes o Carvãozinho subir a escadaria do prédio do Mauro Hattori, o Mauro do Foto Brasil, à Rua dos Patriotas, 454 – salas 1 e 2, com seus carnês mensais de contribuição para um papo com o “Véio”. No outro dia, o Zamba trazia na sua Variant e da sua Chácara Jaraguá, hoje do Donizetti, o “Irmão”, Bairro Marumbizinho, município de Cambira, um saco de feijão, ou um saco de arroz, e sacos de mandioca e frutas e os entregava no Asilo. Que ímã! Que beleza! O coitadinho do Ponga era no carnê mesmo, CR$5,00/10,00 (cinco/dez cruzeiros), era pouco, mas como amor, pois a “pingaiada” não deixava doar mais. Só sei dizer que o “Véio” tinha cascavéis nos bolsos, mas para o pedido do Carvãozinho era “pá-puf”. Carvãozinho, meu irmão, já diziam os nossos confrades, consocias e pessoas do meio, tempos atrás: o Nelson Mecânico carrega o padre (Duílio); o Ponga carrega o Carvãozinho! Continuo te carregando no meu “pé-de-bode”, com muito prazer e honra, porque na realidade o automóvel não é meu e sim Dele, o nosso Deus, que só o emprestou. Tenho uma das maiores recompensas, quando dizes ao bateres a porta: vai com Deus e São Vicente de Paulo te acompanhe e que esteja sempre sorrindo pra você. Te retruco na mesma medida, é claro, e você é testemunha. Amigo e irmão, venha cá e fique aí mesmo, conte sempre comigo, compartilhando dos mesmos ideais, discernindo o que é certo e errado. Obrigado dos seus elogios à minha pessoa, apesar de achar que não os mereço. Quero conviver contigo pelo menos por mais uns 50 anos (pois só tens 75), se Deus quiser, para terminar de aprender a ser humilde, calmo e benevolente. Ah, sim, te ver sempre de indumentária branca, sandálias de couro, sua sacolinha de bilhetes, etc..
A consocia Maria te deixa ir aos bailinhos em Jandaia, principalmente os do Pelé, Celso Germano de Oliveira, na AMPAC, porque sabe que vais também para beber umas duas ou três cervejinhas com os amigos, jogar conversa fora e pedir e ganhar sempre, em nome do asilo, um ou mais garrotes, porcos, patos, galinhas, jumentos, carneiros, para os tradicionais leilões e bingos. Não é e nunca foi pecado, mas tem que ser à vista, como sempre diz o confrade Hermínio Vinholi! E perguntar não ofende: o senhor Antonio em alguma oportunidade já foi proclamado vicentino, apesar da prática ser maior que todos nós juntos?
Para finalizar, segue em anexo e de presente um disquete com dados da População Brasileira, em nível de município, estimativa de 1º/07/2006-IBGE, e dados históricos e slides de Curvelo-MG, bem como está gravada esta biografia.
Companheiro, se ao final desta estiveres com um nó na garganta ou chorando, tenha calma e sorria, sorria, sorria..., pois as tuas lágrimas com certeza estarão lavando os pés dos nossos assistidos com muito amor e carinho.
Feliz Natal 2006 à você e família e, nossa gratidão e abraços da família vicentina.
Louvado seja o Nosso Senhor Jesus Cristo... Para sempre seja louvado.
WALTER FARIA – O VICENTINO E GUARDA-LIVROS JANDAIENSE
Estou começando a digitar esta singela homenagem a um dos homens mais honestos e corretos de nossa Cidade Simpatia, Jandaia do Sul - Pr, exatamente às 05:13 horas, de um domingo, 17/12/2006, último dia dos festejos na Praça do Café, do aniversário desta linda cidade norte paranaense com 20.641 habitantes e 191 km2 (7.892 alq. paul. ou 19.100 ha), daí a sua densidade demográfica ser 108 hab/km2. É sabido que o Walter nasceu no município de Pouso Alegre-MG, no dia 23/05/1922, filho de Benedito Faria e Júlia Pagalharine Faria. Para uma melhor localização aproximada, Pouso Alegre fica ao sul de Minas, a mais ou menos 320 km de Belo Horizonte, 80 km da divisa com o Estado de São Paulo e uns 60 com o do Rio de Janeiro. Possui 125.209 hab.e uma grande área territorial, ou seja, o triplo de Jandaia e semelhante à de Apucarana, 544 km2 (11.240 alq. min. ou 22.480 alq. Paulistas, ou 54.400 ha), e densidade demográfica 230 hab/km2. O Walter é pouso-alegrense. Dito isto, sabe-se também que veio moço para Santos-SP e trabalhou de enfermeiro prático num hospital. Já tinha o dom de cuidar de doentes e necessitados, por conseguinte. Na época da 2ª Grande Guerra namorava e só não foi para a Itália, porque casou-se com Tereza do Carmo Moraes em 19/12/1944, mas logo, um mês depois, acabou a guerra. Mas, mesmo assim, ressente-se até hoje de não ter ido ajudar a FEB. Estaria hoje vivo, estaria morto? Mas com toda a certeza, seria o mesmo herói.
Melhor para Jandaia, que ganhou um filho adotivo e dos mais ilustres! Nesse ínterim, o sogro do Walter, sr. Domiciano Alves de Moraes, comprou umas terras na região de Jussiara, distrito judiciário de Kaloré - PR, a uma distância de 50 km da propriedade até Jandaia, na década de 40/50, e chamou intimando o genro para vir para o Paraná. Segundo o próprio depoimento do homenageado, ele, o Walter, não veio de Santos para as terras do sogro e, sim, para a cidade de Jandaia, em 1949. Morou na antiga Rua Guarujá, atual Sen.Souza Naves, 630-Fundos e na casada frente, o sogro; depois à Rua Sarcedas, atual Dr. Clementino S. Puppi, 605, depois à Rua dos Patriotas, 340; depois à Rua Plácido Caldas, 588 e atualmente, à Rua dos Patriotas, 985. Aqui trabalhou e montou o Escritório Jandaiense, de contabilidade, e naquele tempo esse pessoal era denominado Guarda-Livro.
O 1º escritório foi à Rua Sen.Souza Naves, 495, defronte ao Cine Guarujá; o 2º, á Rua dos Patriotas, 399, hoje é o confrade Toninho Sapateiro; o 3º, de volta Rua Sen. Souza Naves,614, atual Esc. Rabassi - Processamento de Dados. Foi neste último que em, 1981, vendeu o “Esc.Jandaiense” para o sr. Domingos da Silveira, que trocou o nome para DALSIL. Parece-me que o confrade Áureo Segantini e o seu sobrinho Claudemir trabalharam para o Walter e sei da história (e não estória) de um Relógio de Paredes com Corda: o Walter dava cordas, todas às 2ª Feiras, às 10 horas em ponto; se não fosse assim o relógio pararia e ficaria sem dar as horas até a outra semana. Uma manhã o Walter foi ao Banco ou a Receita Estadual, sei lá, passou das 10 horas e o Áureo mexeu no Relógio e quando nosso amigo chegou foi um fuzuê danado. Mas...
Já na época do primeiro presidente do Asilo, o saudoso confrade Dante Ferronato em 1961/62, o Walter Faria ingressou à Família Vicentina e de 1963 a 1964 foi presidente, assim como em 1989 a 2000, portanto 14 anos só na presidência e 44 ou 45 de vicentino. È um exemplo vivo, de dedicação e amor aos necessitados, graças a Deus.
Fui atrás da história e fiquei sabendo que o Walter tinha e tem muitos amigos, entre eles os saudosos Dalmon Reis, cartorário; Osni Junqueira, eletricista; Joaquim José de Almeida Filho, o quinzinho da farmácia, O Azambuja, o Tonico – Antonio do Cinema , o Guiné Garcia, professor, entre outros. E mais o Darcy Junqueira e o Moacir Junqueira, o Tigrão, aposentados; o Damásio Gomes de Brito; farmacêutico aposentado; o Isauro e Orlando Azolini, todos os vicentinos e tantos mais. Sei de uma vaquinha preta que vocês iam a pé na chácara do Orlando, na Estrada Velha para Cambira, só para tomar leite quente, retirado na hora. Sei que todos os anos, no aniversário do Darci Junqueira, cedinho o Walter vai à sua casa dar os parabéns e se o Darci não estiver, deixa com alguém a mesma lembrancinha e, por ser final de ano, a Folhinha do Sagrado Coração de Jesus.
Sei que uma vez, confrade Walter, você estacionou o seu Passat bordô, ano 1978, em um lugar não costumeiro e quando foi sair não o achou. Foi à Delegacia, deu queixa de roubo, a polícia fez ligações para as cidades vizinhas, fizeram cerco, nada.
O “tomóvel” estava quietinho, quietinho onde você o deixou.
Sei também, que você ainda faz contabilidade e imposto de renda para várias pessoas e amigos, ou pelo menos os orienta. Se falta um centavo de real, fica sem comer, sem dormir, até descobrir onde está o erro.
Sei e todos que ainda não sabem, irão saber: O Walter Faria, apesar de seu grande amor pela Tereza, que ainda estão juntos apesar da breve separação em 08/06/1989 e a qual o espera junto de Deus, que não tiveram filhos naturais, mas criaram duas filhas adotivas.
A 1ª, a Terezinha Moraes Faria, registrada em seus nomes, casou-se e reside no Rio de Janeiro, com o marido e a neta desse confrade, a Aleciane que também já lhe deu um bisneto, o João Pedro, com 6 anos. A 2ª, criou por pouco tempo uma sobrinha, a Salete Faria, filha da sua falecida irmã Maria, a qual casou com Augusto Bacarin. Parabéns por mais estes dois grandes gestos de humanidade, confrade.
No I ENCICON, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Jandaia do Sul, dia 24/08/2005, o Walter Faria foi homenageado pelo Departamento de Ciências Contábeis, pela organização, pelo modelo de atuação “politicamente correto” e trabalho responsável, se destacando ao longo do tempo, não somente no desenvolvimento da Ciência Contábil, mas também para o desenvolvimento do município de Jandaia do Sul e região.
Parabéns, confrade Faria, porque você é o campeão de angariar amizades e trazer novos vicentinos para uma renovação permanente dos nossos vicentinos locais, apesar de que, uma vez vicentino, sempre vicentino. Não há meio, ou quase ou ex- vicentino. Ou é ou não é, vicentino. Sei e tenho consciência que não é fácil escrever mesmo sendo uma mini biografia da vida do Walter Faria, mas às 07:30 horas, deste domingo, 17, a estou terminando, com as graças de Deus e com a luz do Espírito Santo, esperando que ele tão somente me inclua nas suas orações, pois o considero meu 4º Pai, depois do Manoel, natural; Azambuja – no trabalho profissional, Ágide – no Mov.Casais e Cursilho e Walter- na família vicentina e respeito mútuo.Segue, em anexo, um disquete sobre Pouso Alegre-MG e explore-o e imprima sobre a sua história, povos, economia, costumes, folclore, inclusive as congadas, etc. Gravei, também, a População Brasileira-2006, estimada pelo IBGE e esta simples homenagem fica em disquete. Espero que goste, uai. Uai é uai, uai.
E para finalizar, ai se o Brasil tivesse pelo menos 50% de habitantes dos moldes do Walter Faria, seriamos hoje o país mais desenvolvido do mundo e olhe que estou falando do relógio demográfico POPCLOK, população esta estimada neste momento em 187.778.980, para o nosso grandioso Brasil. Segue um comprovante impresso online dessa população.
Obrigado confrade, por nos aturar, os polêmicos, mas deveras honestos.Louvado seja NSJC
Andréia Regina Dias
ESSE MEU PARANÁ
Meu belo Paraná, sem dúvida, és luzeiro, porém talvez,
tenhas brilhado mais em tua mocidade,
quando havia flores pela estrada, ao invés de crianças pela calçada.
Quem dera fosse ainda o panorama das florestas e que suas festas fossem tão belas quanto as do passado!
Hoje tuas florestas correm riscos e, em tuas festas, jovens perdem a vida em prazeres desregrados.
Será esta a glória por ti almejada?
Meu idolatrado Paraná, és rico em beleza e cheio de riquezas, mas muitos filhos teus padecem na pobreza.
Meu Paraná evoluiu, cresceu, mas cresceu junto à desigualdade e à violência, porém, com tua inteligência e avidez, a evolução social irás alcançar.
Estrela dessa pátria, és o celeiro deste país. Teu povo é forte, é corajoso e pela vitória não desiste de lutar, tudo o que queremos é contigo também brilhar, meu belo Paraná!
Belzair Sales de Jesus
LAMENTOS DE ATOS INSANOS!
Não viste perto de ti
Um rio sendo poluído?
Por que ficaste calado,
Não ouviste o gemido?
Por que ficaste calado,
Diante deste homicídio?
Vidas sendo destruídas,
E tu dizes, não é comigo!
Quando chegar o futuro,
A Deus pedirás perdão!
Pedindo um pouco de chuva,
Pra molhar o nosso chão.
Alguém vai te perguntar:
Por acaso não sabias
Que estavas poluindo
A água que tu bebias?
Vamos tomar providência
E cuidar de nosso chão,
Usando a força da alma
E também do coração.
LAMENTOS DA NATUREZA
Saindo da grande cidade
Encontra-se um grande rio.
Todo sujo e mal cheiroso,
Que o povo poluiu.
A natureza tão triste,
Tenta sua água limpar.
Mas é uma luta inútil,
Se o homem não ajudar.
Toneladas de esgoto,
Vivem no rio a jogar.
Pobre rio agonizante,
Chora e polui o ar.
Eu vejo tudo e lamento,
Pelos homens em geral.
A natureza tão triste,
Da terra tenta cuidar.
Quando o homem aprender
A respeitar seus semelhantes
A amar a natureza
Não deixá-la agonizante.
Só assim será feliz!!!
Creusa da Anunciação Sasso
A CHUVA
Está chovendo de mansinho,
E a terra recebe com carinho,
Os verdes se alegram
A cidade está em alerta,
Porque a chuva desperta
A lavoura adormecida.
Porque sem a chuva não há vida,
Tudo fica carente,
Porque somente com o sol e a chuva
Tudo se transforma,
E renova a vida na terra.
E as plantas crescem
E até adormecem esperando florescer
Depois os frutos virão
E daí alimentos terão os viventes
Que aqui habitam,
Este lindo planeta.
O OLHAR
Parado à beira da estrada,
Olhando para a mata
Contemplo as formas das folhas
E observo como é sábia a natureza
E quem as criou.
O colorido das folhas me encanta,
Porque o verde gera a esperança
Harmonia e energia.
Olho para cima e vejo
Nuvens brancas trazendo paz,
Um céu azul que emana mansidão e
Esplendor, agradecendo ao Criador.
Logo à frente observo as montanhas
E vejo a união, as pedras, o poder,
A força do amor.
A TERRA
Como a terra é mãe natureza,
Mãe que tudo nela semeamos,
Colhemos e desfrutamos do seu amor por nós.
Toda semente que nela é colocada,
Responde-nos com as flores, com os frutos
E com a água que dela brota
E corre para os rios
Assim formando cachoeiras, lagos e lagoas.
Dá os peixes que nos sustenta,
Dá forças e gera rendas também,
Se cuidarmos com carinho e amor.
Por isso quem desfruta de um pedacinho de terra
Cuide muito bem, pois ela lhe devolverá
Bem suave e de mansinho
O que nela você depositou.
A ESTRADA
Passando por uma estrada curva e bem estreita,
Vejo o quanto é arriscado passar por ali.
O penhasco é muito alto,
Os desfiladeiros, as montanhas, as pontes estreitas,
Aqueles córregos lá embaixo cheios de árvores à sua volta,
As flores e passarinhos, as névoas que cobrem as rochas e arvoredos.
Observo como a serra é maravilhosa
Dádiva de um criador a nós.
Tudo é muito lindo, precioso e glamoroso,
Deixado para a humanidade e, alguém
Sem coração destrói por ambição,
Nem pensa nos que ainda virão
E ao chegarem não terão nada para se alegrarem
E sim entristecerão.
Elizabeth Maria Costa
PLANETA AZUL
Planeta azul, planeta água
Onde está seu esplendor?
Já não existe mais esperança
A água daqui se esgotou
Pelos caminhos, seres andantes
Imploram o pão do amanhã
Na terra seca, imensas crateras
De cascatas e rios
Que por ali passaram
A luz do sol reflete seus seixos
Terras ricas em ouro
Que a cobiça despertou
O homem com suas máquinas
O seu leito desviou
Formando dunas de areia
Suas águas envenenou
Matou peixes e animais
E a água em lodo sujo tornou.
Planeta água, onde está seu esplendor?
Esplendor não existe mais,
Porque o homem com sua ganância
Destruiu e o matou.
MEIO AMBIENTE E A VIDA
Escolhe, pois, a vida.
A vida é uma jóia rara
A mais brilhante estrela
Criação inteligente
Que a Deus se assemelhou
Seres de mentes brilhantes
Homens de vidas inconstantes
Quiseram a Deus se igualar
Com sua ambição pelo ouro
Construiu grandes tesouros
Desmatou e poluiu.
No laboratório criou vidas
Criou células embrionárias
Para a vida salvar.
Inventou remédio para a cura
Mas a vida desrespeitou
Aprovou o aborto livre
Esquecendo que a vida
É um grande dom de Deus
Construiu a bomba atômica
Que o terror veio ao mundo trazer
Em Hiroshima e Nagasaki
Fez milhões de vidas perecer
Criou o homem bomba
Ser fanático e, mortal
Tira vidas inocentes
Apenas por um ideal
Enquanto balas perdidas
Tiram vidas inocentes
Por ações de homens inconseqüentes
Nos palácios há riqueza
Tomam vinho e comem caviar
Enquanto nossos irmãos no Quênia
Morrem de fome e de pobreza
Sem ter pão e casa pra morar
Falta amor no coração;
Dos mandamentos o homem se esqueceu!
Não matar e não roubar
Saibamos a vida respeitar
“Escolhe, pois, a vida”
E a vida, vamos salvar
Com muita paz, fraternidade e amor
Um novo mundo vamos criar.
PAIXÃO
A paixão é uma faísca
Que incendeia o coração
Mas aos poucos vai se apagando
E machuca a razão
A paixão é um sentimento
Que transforma o vento
Percorre montanhas e trilhas
Abre caminhos profundos e incertos
Às vezes traz paz e felicidade
Mas se desfaz com o tempo
Como nuvens que se transformam
Através da imaginação
Sonhos em castelos e flores
Mas vão embora com o vento
Destruindo sentimentos
E ferindo o coração
Paixão são crisântemos na primavera
Que abrem seus cachos floridos
Grande inimigo do tempo
Suas pétalas vão morrendo
E com elas os sentimentos
A paixão é um cristal
Belo que impressiona muita gente
Mas se quebra como o vidro
Se estilhaça em sofrimento
A paixão são nuvens falsas
Que dissolvem como fumaça
E pelo o ar vai se espalhando
Aos poucos vai sumindo
Como o amor de dois destinos
A paixão é sol ardente
Que depois que queima a gente
Se apaga com água fria
E deixa a vida vazia
VIDA, VIVA, VIVIAN (1)
Vida, viva, Vivian
Ideal adolescente
Viver é sua alegria
Ilha cheia de fantasia
Ama a vida, viva, Vivian
Linda rosa a florir
Coração independente
Ama todos sem distinção
Ri e chora ao mesmo tempo
Ódio não possui no coração
Lindo é o teu corpinho
Imagem de jovem virtual
Amo o belo sem maldade
Antítese de tristeza
Alegria e sorriso
Viva, vida, Vivian
Antítese da dor
Coragem e timidez
O rostinho é de criança
É sol no dia chuvoso
Tem na vida, brilho e esperança
Ausência e presença sempre
Riso, sorriso, e paz
O teu eu é forte e gentil
Teu ego sempre carinho e amigo
Hoje vive a vida, Vivian
Antítese da tristeza
Tua vida, viva Vivian Obs. (1) A Vivian é filha da autora
Elvira Berti Tagliari
ESTÁS TRISTE? TRISTE POR QUÊ?
Não te sintas pequeno e inútil
Porque a maior montanha do mundo
Foi feita por pequenos grãos de areia.
Estás triste? Triste por quê?
Contempla o céu,
Veja como é belo o sol nascer.
Estás triste? Triste por quê?
Contempla a natureza,
Veja quanta beleza ela tem a oferecer.
Estás triste ou simplesmente preocupado?
Para um pouco, medita e vê
Quanta coisa boa tem ao teu lado.
Estás triste?
A razão dessa tristeza, por quê?
Por favor, manda embora –
E sorri, por alegria.
Viva a vida feliz, sorri sempre.
Sorri.
Fábio Henrique Reis de Souza – 4ª Série B – Escola Municipal John Kennedy –
Jandaia do Sul - 2010
BRASIL, PÁTRIA AMADA
(Acróstico)
Brasil
TeRra
LindA de
Superação, de
Iguladade e
Liberdade.
Paz
E Amor
Tem que ser para a vida toda
Riquezas
LIndas de uma terra
MAravilhosa.
TrAbalhando, todos podemos
Melhorar nosso país
PAra sempre nosso
AmaDo e querido
PAís.
Flávio Leandro Vilas Boas
A IMAGINAÇÃO E A EDUCAÇÃO
A imaginação é o motor que o move o ser humano, a vida, a educação e é o combustível da evolução do ser humano. As escolas estão impedindo este motor funcionar, acabando com esse combustível.
A imaginação é o motor que move o ser humano e a vida, porque o ser humano sonha, o ser humano imagina e vai para a vida em busca de seus ideais, assim também são os alunos, que vão para a escola em busca do saber, do aprender, para na vida realizar os seus sonhos.
A educação é o combustível da evolução do ser humano, é com ela que enxergamos a vida de outra maneira, mais críticos, avaliando muito bem os fatos, tendo consciência que de dois em dois anos, usamos uma arma poderosíssima, que é o nosso voto, pois com ele podemos mudar tudo.
As escolas estão impedindo este motor funcionar, acabando com o combustível, pois elas somente querem preparar os alunos para o ENEM, para o vestibular, nunca os prepara para a vida e para o sucesso. Jim Rohn, filósofo de negócios nos diz que: “Tudo que você precisa para ter sucesso está ao seu alcance”. Mark Hughes, fundador da Herbalife diz: “Seu sucesso é limitado apenas pela sua própria imaginação e depende de trabalho árduo”. Theodore Roosevelt, 26º presidente dos Estados Unidos nos fala: “Com autodisciplina quase tudo é possível”.
Então, os alunos não podem deixar as escolas parar o seu motor chamado “imaginação”, pois é com ela que nasce o espírito empreendedor.
Francismara Aparecida Faria – 1ª Secretária da SPJ
NOVOS TEMPOS
Houve um tempo em que fui tua
E os desejos me tocavam,
E seu amor me aliviava.
Tempestades me assolavam
E, junto com o medo, a dor também partia.
E meu corpo se dobrava aos raios
De teus encantos, que me fulminavam
E eu ardia à luz de tuas palavras
E me incendiava com o fogo dos teus braços.
Houve um tempo em que provei da alegria
De ser tua, de estar nua
Na alma, na pele, na emoção.
Houve um tempo em que me deste os teus encantos
E sonhei que me abrigavas em teu coração.
Hoje, é tudo novo nesse meu existir
Novo é o tempo, novas são as palavras
O amor é sempre novo e pode ser ouvido
Por toda a imensidão
Pois o vento do silêncio não cala o coração...
SEMENTES FILOSÓFICAS
Confundo minha mente
Com tanta loucura iminente
Relapsas crenças, desejos superficiais
O mundo sendo governado
Por seres (quase) irracionais.
Ao interrogar meu entendimento
Busquei respostas que não encontrei
Para dirimir minhas dúvidas
Que me atormentam
Desde como gente me entendo.
Quero aprender com a lógica
Prefiro ser amiga da didática
Quero estabelecer um vínculo
Entre os meus silogismos e a sua dialética.
Venha, com sua erudição,
Engravidar minhas ideias
E me esclarecer uma questão:
Quem produz o conhecimento
É autor ou senhor da razão?
REVOLUÇÃO
Por falta de espaço
já não cabia mais em mim,
a vida me parecia apertada.
Então, em um canto qualquer
acomodei minha dança,
meus sonhos,
minha esperança.
Quando já não procurava mais
pude enfim ver nos olhos teus
a chuva que caía sobre os meus,
os desejos que a mim oferecia...
E assim, em tua vida
eu fui paixão,
fui alegria,
fui afeto,
fui tesão...
Senti teu gosto em minha boca,
senti tua mão
na minha mão...
Vesti-me de teu corpo,
jeito bom de se despir...
Atrevi-me a ser tua,
jeito bom de se viver...
Porém, nada do que fui
me veste agora.
Vejo teu olhar triste
quando sei que vai embora.
Sou toda gota
que escorre por teu rosto
e só sossega
quando morre em tua boca.
Sou encontro e despedida.
E, mesmo que eu me perca
nunca mais terei uma vida seca
porque por mim passou o teu amor...
PRIMAVERIL
Suavemente
o dia se tinge
de belas nuances
de suaves cores
o amor experimenta
novos e doces sabores
há vida que transborda
nas árvores, nos pássaros, nas flores
e nas asas das borboletas
pintadas de todas as cores...
SUBLIMAÇÃO
"E, ao despedir-se da tristeza,
cortou os pulsos, mas, ao invés de
sangue, jorraram rosas – O Amor havia
transformado sua natureza."
(Franklin Maciel)
Assim se desfez da dor,
Da amargura, da agonia,
da existência que tanto a afligia.
Um corte profundo
do tamanho do mundo
agora lhe preenchia.
A alma, absorta e leve
nem se contorceu
nem se atreveu a reclamar,
de tão breve aquele instante.
Parecia levitar
após o ato sublime,
nem se lembrava mais
da tristeza e da dor
que habitavam seu interior.
Adeus aos pais, adeus ao amor...
Sonhos interrompidos,
talvez nunca se realizariam!?
Deveria ter se libertado antes,
não ter se deixado dominar
pelo desejo dos amantes
de se aglutinar a outro ser
como amálgama
e nunca mais se desprender.
Amor de verdade pode nunca acontecer.
Por ora, sentia-se feliz
ao perceber na pele a maciez
das pétalas de rosas que brotavam de seus cortes,
pétalas aveludadas e reais,
anunciando com ternura sua morte
e exalando ao longe um doce aroma
envolvendo-a por inteiro,
interrompendo de vez o pesadelo
de uma alma que agora só quer paz...
LAMENTO
"A poesia tem comunicação secreta
com o sofrimento dos homens."
Pablo Neruda
Faltam-me os versos
faltam-me os sonhos.
Há tempos morro de amor,
de falta de amor...
Morro ao escrever
Morro porque sei
que viver sem amor
não é viver.
Escrevo porque sofro
e sofrer é estar distante de ti.
Arrasto minhas horas
pensando na ausência tua.
Morro absurdamente
de forma desmedida
descompassada, desiludida.
Mas que importa para ti esse lamento?
Se sou eu que me derreto,
me atormento, me desterro
e morro a cada dia, sem amor e sem alento?
Gisele Aparecida Bertoli – 2ª Tesoureira da SPJ
MEUS OLHOS, NOS TEUS OLHOS
Ainda sinto teu perfume em minha pele
Teus lábios tocando os meus
Aquecendo meu corpo, como o sol derrete a neve
Meus olhos estão fitos nos seus.
Nosso amor, benção de Deus sob a luz do luar
Enfeitiçou-me, tocou-me profundamente no coração
Uma estrela cadente corta o céu a nos abençoar
Lágrimas brotam de nosso olhar, de tamanha emoção.
Em seus braços você me acolhe
Sinto-me amada e do mundo protegida
Um sentimento que ninguém escolhe
Você é o amor da minha vida!
Tão infinito quanto o oceano
E tão puro como uma criança a brincar
Nesses versos venho, portanto,
Esse sentimento a você declarar.
MÃE
Benção de Deus
Rainha do lar
Zela pelo bem dos filhos teus
Sinônimo do verbo amar.
Carinhosa e bondosa
É o colo perfeito
Que afaga e consola
E pra tudo sempre tem um jeito.
Neste dia em tua homenagem
Escreve-se com emoção
Através destes versos, uma mensagem
Mãe, a melodia perfeita, a mais bela canção!
Ivany Fulini Sversuti
SINESTESIA
Ouvindo a cor da minha música
Sou atraída vendo o som!
Busco o belo na tristeza
Romantismo na pobreza...
Sem que haja uma razão.
Vivencio fora do corpo
Tal sensação deslumbrante
Percepção sinestética...
Às vezes em outro mundo...
Bem fora da nossa métrica!
Sentimos tudo diferente!
Por isso, somos felizes!
Sensações fora do corpo...
E não nos olhos da mente,
Embora deixem cicatrizes.
Rodopiamos felizes
Buscando em nossas raízes
Motivos, por ser assim...
Privilégio maravilhoso!
O mundo canta pra mim!
FLAMBOYANT
Ah! Meu pé de flamboyant
Que plantei na juventude
Em homenagem ao Roberto
Hoje, tem a plenitude, com seus
Galhos tão abertos! Revelando...
Para o mundo, os meus momentos incertos!
Suas sombras trazem lembranças
Das canções que eu mais gostava...
E do garoto que eu amava!
E se foi, com o momento...
Hoje, ficou só um lamento...
Lembrando que “aqui” me amava!
Restam agora, suas flores!
Porque foram os amores...
Ficando grande solidão...
Com a tão linda canção, que
Perdura em minha vida, e tem tanta
Importância, quanto tem meu coração!
Janderson da Cunha
PROFESSORES
Professor.
Queria eu que nós, cá das carteiras.
Honrássemos o valor de seu labor,
Com respeito e amor.
Que nunca mais haja dias,
Em que esse, DIAS, seja inquilino do Iguaçu.
Dias em que macacos a cavalo,
Castigavam as mãos dos formadores de cidadãos.
Ai de ti, trinta de Agosto, dia de desgosto.
Dia em que quartos de milha e mangas largas
Pisavam a carne humana como se fosse grama.
Cartazes, faixas, gritos, idéias e direitos.
Essas eram as armas da legião.
Massacradas por um lapso de Napoleão
Curitiba tem essa ferida.
Ferida cicatrizada, sarada.
Mas que sempre será lembrada,
Como dia de luta e luto da educação.
Herança do dia em que os mestres paranaenses,
Fizeram-se exemplos para a nação.
Sócrates, Aristóteles, Platão.
Somos todos trabalhadores,
Somos também educadores
Somos todos irmãos,
A glória dessa profissão
Está, em por um tempo, preparar o futuro da nação.
OBs.: Este poema faz parte do livro “ O perfume da
pedra”, pág.55, edição 2010, do mesmo autor.
João da Silva Alves
SAUDADES
Mergulhado na penumbra da solidão
Recordo dos dias que passei a seu lado
Ah! Como foram dias lindos!
Ah! Como foram momentos felizes!
De alegrias exaltadas que vivi em meu coração.
Hoje vivo de recordações
Mil recordações hoje tenho para viver
E isso é o que resta de você.
Vida vazia...
Que outro alguém não preenche o seu lugar
O vazio que me encontro nele.
E não tem o meu coração
Nem mesmo o meu sorriso
Não sei por que viver
Se não tenho você.
Ah! Como era lindo quando juntos víamos o nascer do Sol
O chegar do luar que
Restaurava-o nos Horizontes
Com brilhos de amor que
Retribuíam do seu olhar.
O ano era como um mês
O mês uma semana
A semana como um dia.
Só um minuto transformava-se em um ano
Quando eu não te via.
Não compreendo por não viver o amor
Amo a pessoa errada?
Creio negativo...
Senão amar-te-ia
Pela volta de seu sorriso
Seu calor e amor vivo a esperá-lo.
Que no seu coração estejam abertas as portas.
MATEMÁTICA DO AMOR
Eu tenho um amor
Um milhão de saudades
Enumeradas séries de palavras de ardor
Um mil e tantas lembranças de prazeres
Muitos motivos para compor
Amor no meu peito de felicidades
Paixões com pavor
Lágrimas confiantes.
De emoção e desejos para expor
Esperanças de regressos de corpos presentes.
Tanto a amo como o beija-flor à flor
Quero te ver antes dos três meses
Após serei outro jovem talvez, de mal humor.
Perdoe-me, se estamos somente
Se não sabemos de um amor.
E minha memória de lembrantes.
Para sempre te querer mesmo, por favor.
Não te esqueço nem por segundos seqüentes.
Muito menos na minha vida de calor.
Orgulho por amarmos até eternamente.
De um amor
Duas felicidades
Sorriso de calor
União de amizades
De paz e amor
A cada dia mais saudades
Das palavras do autor.
EU, VOCÊ E A CHUVA
Era tarde e chovia
Que o céu se nublava
As saudades eu sentia
De quanto te abraçava.
Vi os pingos caindo
A flor a molhar
Sonhos apagados
Por tanto te esperar.
Pensava em você
No vento e no trovão
Querendo te ver
Respeitando meu coração.
Sonhava com você
Na chuva a se molhar
Brincar com você
E novamente te abraçar.
Em mim nascia uma poesia
Como novos botões na flor
Era lindo o que sentia
Porque tudo falava de amor.
Vi as nuvens passando
E o céu a limpar
Eu nos pingos te procurando
Que vontade de chorar.
Sua imagem se apagando
Com a chuva que se ia
Terminei escrevendo
Só pra você essa poesia.
José Marcos Pinto
TRANSFORMAÇÃO
Tudo nesta vida certamente vai passar,
Nada resiste ao sequencial poente,
Desde a ameba mais indiferente
Ao mais complexo conjunto celular.
Por mais que o homem queira se eternizar,
Desde o mendigo mais faminto e miserento,
Ao milionário mais mesquinho e avarento,
Quem vem do pó ao pó tem que voltar.
Não restam dúvidas que todos são iguais
Ser bactéria ou seres racionais
É apenas um estado momentâneo.
“Nada se perde nem se cria, se transforma”.
Ao reagir o elemento muda a forma
E o conhecido, até então, fica estranho.
Laura Craco Azolini
MINHA HISTÓRIA
Não tive jardim de infância
Nem tão pouco uma babá,
Fui à escola descalça
A lição não podia errar.
Os cadernos eram sem pautas,
Borracha não podia usar,
O papel ruim e escuro
O erro não podia apagar.
Tudo por causa da guerra,
Que os homens fizeram acolá,
Aqui a gente sofria
E não podia reclamar.
Papai que era estrangeiro,
Não podia se expressar,
Falar da Pátria distante
Sempre tinha alguém a espiar.
Sofremos e vencemos em paz
Agora posso dizer
As dificuldades passaram
Deus nos ajudou a vencer.
Viemos para o Paraná
Distante do nosso rincão
Enfrentar dificuldades
Pra desbravar o sertão.
Agora estamos cansados
Carcomido pelo tempo
Posso dizer orgulhosa
O que estava preso aqui dentro.
Aqui dentro deste peito
Ainda há uma criança a sonhar
Não esquecendo o passado
Que a saudade nos faz lembrar.
Lembrar dos tempos de outrora
Sofrido mas sempre contente
Não como hoje em dia
Que a vida é tão diferente.
Diferente porque éramos crianças
Dos tempos que longe vai,
As brincadeiras da infância,
Com saudades, ficaram para trás.
SAUDADES E LEMBRANÇAS
Num porta-jóias, num baú, num cofrezinho
Guardam moedas, selos, fotos e alianças
Cartas antigas, bibelôs e bilhetinhos
Que revisitam quando querem ser crianças.
No coração guardam saudades e lembranças
Tempos felizes e, quando querem sonhar
Fecham os olhos, sorriem, entram na dança
De um velho tempo que não pode mais voltar.
Quando estão tristes, basta só, que um dos netinhos
Pequeninos venham com eles brincar
Trocando doces travessuras por carinho
Que eles voltam a sorrir e a sonhar.
Há tanta história na vida desses avós
Que se a gente pudesse ouvir e contar
Perceberíamos que nós, sim estamos sós
Quando não temos nem tempo para escutar.
Quanto mistério há em cada coração
De cada avô, de cada avó e nós nem sabemos
Tanta aventura, tanto amor, tanta paixão
Vivemos tanto... e, diante deles, o que temos?
São tão sozinhos, mas guardam tantas lembranças
E o que querem de nós, senão o respeito?
Ah! Meus avôs, que quando a dor nos faz crianças
Que bom seria apertá-los contra o peito.
Avôs queridos, sempre fostes nosso exemplo
São professores, educadores e nós aprendizes
Será que nós alcançaremos tanto tempo
Para fazer nossos netinhos também felizes.
Lourenço Ildefonso da Silva – Presidente da SPJ
UM TRIBUTO AOS MEUS NETOS – II
RENATA
Se apegue na sua competência
E acima de tudo na sua decência
Para vencer os obstáculos da vida.
Uma luz brilhará no seu caminho
Isto pelo seu enorme carinho
Por isso será sempre protegida.
JÉSSICA
Encare tudo com coragem
Preserve sempre a sua imagem
No desenrolar das dificuldades.
Use como meta o amor
Assim você atingirá o esplendor
O discernimento e a verdade.
THIAGO
Aspire por boas metas
Seja humilde e atleta
Com o objetivo de vencer.
Use a humildade como alento
Esteja sempre atento
Aos dotes do crescer.
ALISSON
Seja apto e organizado
Almeje grandes significados
Seja um protetor da natureza.
Prime pela solidariedade
Use com garra a verdade
Se alicerce na virtude e na grandeza.
AMANDA
Você será uma pessoa feliz
Isto porque Deus sempre quis
Almeje o amor e a plenitude.
Seja amante da cultura
Respeite os ideais das criaturas
Alimente a importância das virtudes.
FELIPE
A peraltice é o seu esplendor
Você será um atleta vencedor
Em todas as etapas da vida.
Seja amante das crianças
Opte pela paz e pela esperança
E pela sua família querida.
VINÍCIUS
Um presente do Criador
E um exemplo de amor
No lar da sua família querida.
Uma vida em ascensão
Uma vida com emoção
Uma criança protegida.
VITÓRIA
Uma flor em botão
Uma vida e um coração
No espaço da natureza.
Uma obra cristalina
Uma linda menina
Um lírio e uma grandeza.
MURILO
Um presente dado pela Providência
Um ser repleto de decência
Um lírio desabrochando.
Um ser muito vigoroso
De um coração terno e vigoroso
Que muitas vezes acorda chorando.
JOÃO VITOR
Deus nos deu um presente
E mesmo uma grande semente
João Vitor, uma criança iluminada.
Que essa criança cresça na bondade
E também no amor e na verdade
Tornando-se sempre aclamada.
01 – Renata Máximo Oribes da Silva – Nascimento: 04/02/1987
02 – Jéssica Oribes da Silva Pelissari – Nascimento: 07/05/1990
03 – Thiago Alexandre de Araújo Oribes da Silva – Nascimento: 02/07/1992
04 – Alisson Oribes Pelissari – Nascimento: 02/01/1994
05 – Amanda de Araújo Oribes da Silva – Nascimento: 25/09/2000
06 – Felipe Augusto Oribes Pereira – Nascimento: 09/04/2002
07 – Vitória Oribes Rabassi – Nascimento: 01/06/2007
08 – Vinícius Oribes Rabassi – Nascimento: 01/06/2007
09 – Murilo Henrique Oribes Pereira – Nascimento: 13/09/2007
10 – João Vitor Oribes Rabassi – Nascimento: 19/05/2010
UM SUPORTE POÉTICO À TEOLOGIA DA ESPIRITUALIDADE
A espiritualidade propõe a oração e a ação
Isto depende exclusivamente de cada cristão
Discernir o que é obvio e necessário.
As exigências da espiritualidade
Estão relacionadas à fraternidade
E do que são registrados nos nossos diários.
As nossas relações com os seres humanos
Não devem sofrer de desabonos
Dentro do campo lógico do existencial.
A consciência é parte integrante
A qual faz com que sejamos importantes
E usemos o amor como essencial.
Ser misericordioso, ser verdade
Faz com que sejamos bondade
E sigamos a meta do perdão.
Para assumirmos a nossa responsabilidade
Devemos usar sobre tudo a verdade
E as forças do nosso coração.
Enalteça sempre o Espírito Santo
Ele é o nosso verdadeiro encanto
Dentro de todos os espaços cristãos.
Ele é também o embasador da vida
Protege todas as pessoas queridas
E todos aqueles que são verdadeiros irmãos.
O pensar coletivo é algo ideal
Porque atinge o fundamental
Da conversão cristã do irmão.
Chegaremos ao ápice da felicidade
Se propusermos com ênfase a bondade
Em prol daquele que vive na imensidão.
Deus não discrimina nenhum semelhante
Ele age de forma solidária e vibrante
Em prol do homem, o grande pecador.
O orar e o agir cristão
Doutrinam-nos para o perdão
E para o verdadeiro amor.
Deus ilumina a humanidade
E a direciona para a verdade
Dotando o homem para o amor e o servir.
Ser solidário e ser santo
É propor amizades e encantos
Para alguém que prima pelo porvir.
Os grandes gestos de Jesus
Que morreu por nós na cruz
Nos deixou exemplos de divindade.
Ele nos propôs a benevolência
E também a grande decência
Na direção da justiça e da santidade.
Mariana Rodrigues
AMANHECER
Como é lindo o amanhecer
No meu querido rincão
Ouvindo o canto da passarada
Me comove o coração.
Ouvindo o canto da passarada
Na mais perfeita harmonia
É muito bom despertar
Com essa linda sinfonia.
Na minha choupana amada
Vivo feliz e sorridente
Apreciar nas colinas a mata verde
Que o Criador nos deu de presente.
Já ouço o carro de boi
No alto do chapadão
Cantarolando pelas estradas
Para alegrar meu rincão.
O amanhecer no meu rincão
É uma obra divina
O sol já vem despontando
Para iluminar esses rios de águas cristalinas.
MÃE NATUREZA
Como é bela a mãe natureza
Que o Criador nos deu de presente
A rica Floresta Amazônica
É o baluarte deste planeta.
Na nossa Floresta Amazônica
A flora é muita rica e também variada
Predomina uma fauna gigantesca
Na qual está incluído o Uirapuru
O talismã da natureza.
As espécies de aves; são maravilhas
Neste reino em que vivemos
O bico de um pássaro chamado Tucano
Nos dá a impressão que foi pintado a pincel
Essa beleza inigualável; sem dúvida
É produto da mãe natureza.
Oceanos, mares, rios, cachoeiras...
Com certeza são obras divinas
A água potável; que maravilha
Líquido precioso e também delicioso
Que mata nossa sede todos os dias.
Falar dos minérios em nosso planeta
Que riqueza incalculável!
Ouro, diamante, pedras preciosas...
Resumindo: os metais em geral
É uma herança deixada
Pela Providência Divina
Que jamais poderá se acabar.
O Criador lançou as sementes
Nasceram árvores, flores e frutos
Mas o homem está destruindo
O que é de mais sagrado neste mundo
Portanto, precisamos ter consciência
Porque a Mãe Natureza não tem escudo.
Omar Barbosa Guimarães - Arquiteto
SAUDADE
Ah, a saudade...
Palavra ingrata
Que fere o íntimo
E amarga o momento.
A mão que acaricia
O corpo que tremula
O rosto que sua
O sorriso que se apaga.
Ah, essa saudade
Que nos agride
E nos faz fantoches
De momentos que não temos certeza
Foram bons ou não.
Os minutos congelados
As tardes longas e tórridas
Perfeitas formas imperfeitas
De agirmos movidos pela
SAUDADE!...
AMANTE
Mas que maravilha
Teu despertar de mulher
Teu sorriso e jeito de musa.
Arrebatado pela volúpia
Puxo-te até mim
Através de sua boca
Ardente, pecaminosa e sensual.
Imaculada beleza
Física, moral e natural.
Suor que arde pelo corpo
Arfante e trêmulo de desejo.
Amante e namorado de cabeceira
Tu és orgulho de colecionador
Com teu sorriso destruidor
E olhar anil, alegre e gelado
Que diz mais que mil bocas
E colore mais que as asas
De uma linda borboleta.
Pedro Cezar Ricciardi – Bacharel em Ciências Econômicas, Pós Graduado em Fundamentos da Educação e Pós Graduado em Psicopedagogia Institucional
EU TAMBÉM SEI FALAR!
Escrevo esta história ilustrando os fatos daqui pra lá
Mas você pode tranquilamente ler de lá pra cá
Vou falar do tempo presente para do passado poder contar
Entoando o passado para o presente contemplar
E com expectativas promissoras o futuro poder almejar
Não é uma autobiografia, mas são vivências que posso relatar
Quando eu tinha quatro anos de idade com a minha família
Viemos todos para Jandaia do Sul morar
Nos idos anos da década de 60
O primeiro trecho de asfalto nesta cidade
Fui eu o primeiro a inaugurar
Ali na avenida Dr. Getúlio Vargas
No quarteirão entre o que é hoje compreendido
A lanchonete modelo até o Banco do Brasil
Que no passado era a Prefeitura até os armazéns de construção civil
Uma corrida de bicicleta tico-tico, no meio de uns quarenta meninos
O colega Ademir Calixto conquistou por segundo a chegar
Eu corri mais que todos e cheguei em primeiro lugar
Muito antes da lama negra no chão fixar
Sem este asfalto ainda na avenida chegar
Era comum, aqui do alto da avenida se avistar
A boiada que vinha do vale do ivaí, para o destino encontrar
Por onde os cavaleiros as nelores branquinhas podiam tocar
Conduzidas para os frigoríficos de Apucarana, Arapongas, Londrina ou Maringá, que no estalar do chicote tinham que chegar
Numa sina já prescrita a boiada já entregue para o abate já se fazia fechar
Das mãos hábeis dos homens, cada rês, suas partes divididas e comercializadas pelo transporte se faziam chegar
As salsichas, mortadelas, os demais embutidos e a carne de charquear
Assim, a população das cidades do norte do Paraná podia da carne transformada poder se alimentar
As charretes e carroças que todo dia passavam a desfilar
Eram o meio mais comum de transporte popular
Quando chovia, muito barro se podia amassar
Mas quando era seca, muita poeira se podia respirar
O comércio pujante fazia as portas escancarar, mas por volta do meio dia se fechava para todo mundo ir almoçar
Atendendo todo o Vale do Ivaí, nosso povo de tudo podia comprar
De roupas a calçados, nos armazéns a fartura se podia encontrar
Dos portugueses atacadistas, as variedades de mercadorias para toda a região se podia esparramar
Dos libaneses até tapetes persas legítimos se podia apreciar
E os mascates de roupas, com suas malas grandes que nos sítios iam visitar
Por vezes era comum, o freguês no momento desprovido de dinheiro, mercadorias podia trocar
O trabalho em abundância para todos se podia avistar
Já o dinheiro quando apurado, era fácil de guardar
Nos bancos que se tinha, eram tantos que gerentes por vezes pareciam se trombar
As casas de tecidos não podemos negar
Tinha a Pernambucanas, A Riachuelo, a Loja dos Retalhos e a Loja Buri, que ali na esquina da avenida sempre esteve o freguês a esperar
E o tempo foi passando e muitas coisas vieram a mudar
Me lembro muito bem que em 1968 a beleza de Wilza Rainato no Brasil veio a reinar
Eleita miss Paraná e depois no cenário nacional pôde brilhar
A mulher mais linda nesta época
Era então de Jandaia do Sul, norte do Paraná
Corre o tempo e bem antes do vendaval
Aquela chuva de granizo que veio do céu a nos maltratar
Nosso povo valente com muito sacrifício
Tudo conseguiu recuperar
Não esqueço também do posto de telefone que veio se instalar
Aqui no alto da avenida, bem na esquina com suas três cabinas
No comando da Dona Matilde, da Vera e da Elza os cabos operar
Quando se pedia uma ligação para São Paulo, mais ou menos três dias ia demorar
Quando se conseguia a ligação, o Eurico saia correndo para o interessado chamar
No esporte não podemos deixar de registrar, os idos tempos se pode marcar
O amarelinho do Vale na primeira divisão fez se destacar
Com seus famosos jogadores, entre outros, Kosilek, fazendo gols
Toda a torcida, com gritos e aplausos sempre fizeram vibrar
No estádio Hermínio Vinholi, certa vez de tanta alegria
Entre preocupações, espanto e gritaria uma arquibancada de madeira com mais de 200 torcedores se fez tombar
Um professor de educação física, seu nome é preciso destacar
Osmar Panício, que também foi Diretor do Country Club,
sempre dedicado ao esporte, no anonimato pode se consagrar
Orgulhosamente o nome de Jandaia no ranque nacional ele sem nenhum apoio conseguiu levar
É merecida a homenagem do seu nome, mesmo sem nenhuma foto a estampar
No Ginásio Municipal de Esportes, seu nome sempre deverá estar
Nos tempos verdejantes e áureos do café
Onde o nosso povo pode plantar
Pode colher, e a família criar
Contando com vinte e duas maquinas para os grãos beneficiar
A pujança de nossa cidade foi propagada nos quatro cantos para que empresas aqui viessem a se instalar
Jandaia do Sul foi colocada como um grande portal
Com muita devoção e fé no santo padroeiro da cidade, São João Batista
Da pequenina igreja de madeira, pela fé e vontade popular puderam criar
Assim a Igreja Matriz fizeram edificar
Com um grande sino, que no alto da torre o som por toda cidade pudesse ecoar
Gravado no seu bronze os nomes dos seus patrocinadores para a eternidade ficar
E quem não acredita, que suba na torre da Igreja e vá verificar
O barracão de madeira, ao lado da igreja a festança ia começar
Ainda nem se falava em piso, era mesmo no chão
Nos dias de festas e no dia do padroeiro
Se ouvia os gritos do leiloeiro
Das prendas que eram pelas famílias ofertadas
Muito frango, leitoas e bolos para ser arrematados
Logo em frente se podia ouvir a música ao vivo fora do salão
Lá no coreto estava o maestro Seu Borim com o violino na mão
Com os seus músicos afinados, sanfona, trombone, clarinete e violão
Tocavam músicas da época como a saudade do matão
O marco maior dos áureos tempos do café se pode configurar
O nome de Jandaia do Sul, na famosa enciclopédia Barsa lá está a destacar
Com a foto do antigo IBC de Jandaia para todos poderem apreciar
Em plena ditadura militar, a ousadia do nosso povo se pode avistar
através da construção da mais moderna praça popular
Sua fonte luminosa, com suas águas coloridas a bailar
Pelas mãos hábeis do Horizontino que sempre soube trabalhar
Muita gente, nos finais de semana na nossa praça vinham namorar
Quantos casamentos foram oriundos de lá e que pudemos apreciar
O romantismo, o encantamento da beleza deste espaço ficou em nós para sempre a marcar
Desde então a Praça do Café, com o busto em bronze do governador Paulo Pimentel, que na época veio inaugurar
Mas que nos tempos de outrora tinha apenas um parque infantil
Onde nós ainda criança pelos cuidados do seu Benedito da Rosa íamos brincar
Muita gente em nossa cidade o nome de algumas praças públicas não é sabedor
Mas por merecimento, a justa homenagem se fez a rigor
É a praça Juvenal Dias de Souza, que pelo seu ato de bravura
No episódio quando o fogo veio a consumir a estrutura
Toda em madeira do antigo Colégio Estadual
Foi este homem, que perdeu a vida, o seu Juvenal
Sem esquecer que ainda pequeno, muitos sapatos e botas
Na porta do antigo Dingo Bar, nós estávamos sempre a engraxar
Apurando um dinheirinho, que nas matinês do nosso cinema,
Para ver os filmes do Mazzaropi nós podíamos entrar
E os sorvetes de groselha, que nossos pais só nos dias de domingo iam comprar
E quando na segunda feira na escola Rui Barbosa, nossos colegas a encontrar, eles passavam a comentar
Apontando para mim com o dedo, rindo e dizendo, que eu tinha chupado sorvete de groselha
Hoje percebo que tinham razão, pois na nossa cara eles podiam avistar
No redor da nossa boca o corante vermelho a se espalhar
Muitas vezes neste grupão, tendo como uniforme o guarda-pó branco
nós sem querer íamos sujar
Nos jogos de pião e bolinhas de vidro, nossa principal brincadeira
que no chão sempre estávamos a jogar
Quando tínhamos o nosso castigo, as professoras nos mandavam
atrás das portas em pé ficar
Mas era bem melhor, do que se isolar no quartinho escuro da secretaria
até a sineta tocar para nos soltar
Nos livros, na literatura e na poesia
Na música com seus hinos, na escola e no viver
Foi para o nosso povo exemplo no saber
O mestre João Welter Junior já conduzia
Desde a década de 50, o Colégio Estadual e depois a Faculdade de Filosofia
Por onde passaram milhares de alunos conduzidos pela sua maestria
A fanfarra do Colégio Estadual que se fez brotar
Com seu uniforme verde e branco o orgulho no peito era salutar
Nas alvoradas que tocávamos toda a cidade podia acordar
Ouvindo nossas batidas nos surdos, repiques e tambores a zoar
Pelo som das cornetas em si e fá
Da tuba do cantineiro Mané
Concursos sempre estávamos a participar
Para as comemorações do dia da Pátria, semanas antes sempre estávamos a ensaiar
Milhares de alunos, no dia 7 de setembro,
fazíamos com nosso encantado som, todos marchar
Desde o primário até o secundário, com cadência e ordem,
respeito à nossa Pátria, perfilados com garbo, todos tinham o prazer em desfilar
Buscando o saudosismo desta terra que sempre tivemos a pisar
Desde pequenos e passando pela idade de rapaz a se formar
Nos rios de nosso município, Keller, Marumbizinho e Cambará,
Nós podíamos ir pescar
Apreciando neste tempo a diversidade da Fauna e da Flora,
que hoje veio a acabar, pelo desvairado progresso
que dado pelo desmatamento se pode hoje as consequências muito bem observar
As viagens que ora por outra nossos pais tinham que empreitar
Se não era pela jardineira, que carregava engradados de galinhas em cima do teto para as aves arejar
Era pelo trem que vinha de Maringá até Curitiba chegar
Parando de estação em estação, naquele seu balanço da composição a poeira que subia dos trilhos pelas frestas do assoalho nos vagões era quase que obrigação ter que respirar
Mas como era bom e divertido nestas viagens, pois ligava
a nossa gloriosa Capital às cidades do norte do Paraná
O Instituto São José, o colégio das freiras que veio se instalar
A pedido do padre da época, numa pequena sala de madeira
Atrás do salão de teatro que existia no lugar
Eu e mais dez crianças no jardim da infância fomos nos matricular
Aí começou nossas atividades para aprender e estudar
modelando com as mãos massas de cores, em mesas e cadeiras verdes ficávamos por horas a sentar
De tijolo em tijolo o novo Colégio São José nossas famílias contribuíram para com sua grandeza de ensinamentos aqui se fixar
Nosso prêmio, na época foi uma excursão para o horto florestal na cidade de Maringá, onde fomos de ônibus passear
Eu nunca poderia esquecer do seu Antonio Português
O vendedor de frangos, que todo sábado eu era freguês
Meu pai me dava “umzão”, dinheiro da época que nem sei se era o cruzeiro ou tinha outra nominação;
Só sei que o seu Antonio e eu entrávamos no galinheiro e entre centenas de frangos carijós, índios e galinhas gordas eu escolhia meu frangão que no domingo nós comeríamos com macarrão
Hoje não temos mais a fartura do frango caipira
Temos os de granja que o sabor pouco nos inspira
Mas se é o que temos para comer
Ficamos contente por ainda estes mesmos a gente ter
Não passando despercebido a banca do Juventino sempre lá na esquina da avenida Getúlio Vargas a ficar
Mais de cinquenta anos atrás, no ponto de ônibus do Vavá se fez
pela primeira vez instalar
Tempos depois, a mudança podemos presenciar, e há muito na esquina do Fifa Tintas esta a trabalhar
Foi nos idos tempos de criança, que as figurinhas de álbuns e gibis nesta banca, nós íamos comprar
Muita gente precisa saber que há 55 anos uma grande devoção
na nossa cidade se faz permanecer
É o terço a Santos Reis, que todo dia 6 de janeiro na casa da família Assunção,
lá na Vila Rica vem acontecer
Passando de pai para filhos, do saudoso seu Albino,
carroceiro que perdura a devoção nesta reza a todos enaltecer
Esta tradição que tem o firme propósito dos filhos Ilza, Archimedes e Joãzinho nunca deixar perecer
Pedindo na fé e na devoção, proteção às famílias jandaienses, para que todos com saúde, paz, amor, harmonia e prosperidade possam sempre ter
Se é o passado aqui querer registrar para a história poder contar
Falo das famílias Zeferino, Maranho e Peres que no km 03 e 06
às beiras do rio Marumbizinho vieram entrar
Do também esquecido Marcolino, que a família Raimundo podia se relacionar, estes que no ano de 1938 vieram para cá fincar o pé e desbravar
Foram estes os primeiros em Jandaia do Sul na mata fechada a chegar
A perda que sentimos é que pelo vento da verdadeira história
ninguém pode acompanhar
Onde para se empreitar busca de mantimentos na cidade de Apucarana
um grande picadão de carroça se tinha que enfrentar
Na mata virgem nos anos de 1942, 1943, 1944 até 1945 até a 2ª guerra mundial acabar
Havia a falta do sal, açúcar ou querosene para poder a alimentação fabricar e não tinha o combustível para o candeeiro poder iluminar
Tantas coisas poderia ainda retratar
Mas é de bom tamanho para outros também deixar
Cada jandaiense tem sua própria história de vida a contar
Nesta cidade querida, onde tantos prefeitos nós vimos passar
Cada um fez sua marca por todos os cantos a deixar
Nas glebas do nosso município, e em todos os bairros podemos notar
Dando suas contribuições para o crescimento do município acelerar
Tivemos por primeiro o Lino Marqueti, o Zito, o Valera. João Pagliarine, Hermínio Vinholi, Perseu, Neco, Biral, Moacir e o José Borba, que atualmente com habilidade e competência na Prefeitura está
Agora, deste momento por diante vamos todos contribuir e aguardar
Que o desenvolvimento possa com otimismo e vontade chegar
Resgatando valores, desde a nossa Praça do Café até a rodoviária para o bem estar
Que volte a ser um espaço saudável para a nossa gente poder usar
Com lanchonetes descentes, e as salas de cultura, que seja o cartão de visita de Jandaia para nosso povo se orgulhar
É por ali que devemos com vontade começar
Quantos trabalhos de artistas jandaienses nós poderíamos apreciar
Em salas e oficinas de artes culturais, onde, por exemplo, podemos citar
O seu Cláudio Raimundo, no alto dos seus 85 anos,
suas esculturas em madeira poderia ali apresentar
E tantos outros, que ainda estão no anonimato
e que uma grande lista poderíamos formar
Um passo inicial já se pode notar, com a construção do anfiteatro Municipal,
ali mesmo onde no passado muitos circos para nossa alegria se faziam instalar
Hoje com a retirada dos quiosques de lanches para outro lugar
Sentimos que Jandaia do Sul, para melhor vai mudar
Agora é a vez do sistema de trânsito que urgentemente se precisa reformular
Onde no comércio local, todos possam seus veículos estacionar para comprar
Produzindo maior segurança aos visitantes de outras cidades, de outros estados e também ao povo deste rincão do Vale do Ivaí, que o nosso município tem que receber bem e agradar
Finalizando não posso deixar, de um colega estimado falar
É o professor Lourenço Ildefonso da Silva
Que na sua vida de magistério, educador sempre será
Com seus companheiros da Sociedade dos Poetas Jandaienses
Vem com luta aguerrida a nossa cultura preservar
Nossa cidade simpatia, que em seu hino vem a pregoar
“Jandaia do Sul, no altar da pátria deve estar”
Ainda gostaria de ver, através de Lei, a Câmara Municipal aprovar,
e a Prefeitura concretizar
Para o nosso grande potencial estudantil, o espaço botânico e o mini-zoológico, onde nossas crianças pudessem ir visitar e estudar
Se não tivermos ousadia, e vontade de projetos a edificar
Futuramente nossas crianças só conhecerão a fauna e a flora pela televisão e na internet a olhar
Jandaienses!
Não podemos perder o registro do passado
Ainda gostaria de visitar o Museu Histórico de Jandaia
Para as futuras gerações nossa trajetória poder mostrar
Neste momento presente, é tempo de despertar
Para que possamos com orgulho um belo futuro às gerações vindouras deixar!
Renato Tomazi
A IGREJA ABANDONADA
Lá na beira da estrada
Pertinho da encruzilhada
Lá no alto do espigão
Tem uma igreja abandonada
Que vive ali desprezada
Cercada de colonião
É lembrança do passado
Era ali que o povoado
Fazia sua oração.
Tinha festa e quermesse
Tinha missa, tinha prece
Tinha grande devoção
Se levantar a bandeira
Se acendia a fogueira
Nas festas de São João
Mas o tempo bom se passou
Hoje tudo se acabou
Só ficou recordação.
Naquela igreja largada
Quase toda destelhada
Lá dentro mora um cristão
Que vive ali sem guarida
Me contou a sua vida
Que doeu meu coração
Ele dormia num canto jogado
Lá na parede encostado
No lugar do São Cristão.
Trabalhei pro fazendeiro
Fui peão, fui retireiro
Já tive muitos patrão
Ajudei abrir fazenda
Hoje de mim ninguém se lembra
Nem se quer me dá estrada
Com uma vergonha danada
Pra alguém que me dê o pão.
A minha esposa querida
Me deixou aqui nesta vida
Se tornou uma perdida
E vive de mão em mão
Dos meus cinco filhos queridos
Dois se tornaram bandidos
Assaltante e ladrão
Eu vivo nesta igreja jogado
Só saio daqui carregado
O dia que estiver deitado
Dentro do meu caixão.
Obs.: Da SPJ: digitação quase fiel do original: 1º. Deixamos “patrão” no terceiro verso da quarta estrofe para rimar com “pão”, do oitavo verso da mesma estrofe.
2º. Deixamos “Assaltante e ladrão”no sétimo verso da quinta estrofe, pois achamos que são qualificações de cada um dos dois filhos bandidos e também por rimar com “caixão” no onésimo verso dessa mesma estrofe.
Terezinha Guimarães de Morais
ACRÓSTICO – EDUCAÇÃO
Educação, para a sociedade é a melhor solução
Devemos sempre atualizar
Uma nova escola, uma nova emoção
Capacidade temos e, para isso devemos trabalhar
Amanhã depende de nós, tudo pode mudar
Crianças felizes e todas nas escolas
Amadas e aprendendo amar e não nas ruas pedindo esmolas
O amor de Cristo, tudo pode superar e transformar.
Sueli Aparecida Ros Fajardo dos Santos
RETALHOS
A ti, os versos mais puros,
Brotos da minha emoção,
Juntaram-se um a um
Em tua caminhada.
Das minhas carnes,
Teu pulsar e teus suspiros
Se fartaram em gozo
E lágrimas.
Ruínas de mim
Construíram tua morada
E eu agora, desabrigada,
Recolho-me assim, em mim...
SENHA
Não cisme com meu olhar
Que lhe queima a alma,
Que lhe ferve o sangue,
Te atiça, te assanha.
Recolha a minha verdade,
Metade do que for inteiro,
Inteiro do que for partido,
Ajuste tua superfície às minhas entranhas.
Já é hora das horas em liberdade,
Do suor insano, contemplando gozo,
Já é hora dos gemidos soltos,
Venha!
Ajuste teu tempo com minha memória,
Com a nossa história, saliência notória,
E seja único a desvendar meus segredos,
A arriscar sequências, a descobrir minha senha.
TUA VOZ
Ah, essa voz que se faz presente e agora,
Com calma, na alma, tece alegrias e esperança,
Dilata o coração num suspiro longo de fé
Para quem a vida proverá belas lembranças!
A angústia se dissipa nos teus belos versos
Que insinuam novos dias, flores a encantar
A estrada, muitas vezes íngreme, débil e escarpada,
Com tua renascente canção a abrigar meus passos.
Já não me sinto tão solitária neste triste desafio
De viver a eterna e entediante busca por respostas,
Quase me bastam tuas vindas rarefeitas e tímidas,
Para que haja serenidade nesta alma tão exposta.
BADULAQUES
Quando, enfim,
Da minha existência me for,
Que fiquem espalhados
Todos os meus pertences,
Apegos desapegos,
Soltos, não camuflados,
Provas da minha vivência.
Serão apenas
Meus badulaques,
Disformes, angulosos,
Desajustados,
A preencher vazios,
A explodir lembranças.
Espero que
Estando espalhados,
Alguém os recolha
Em algum canto
Abandonado,
Esquecido,
Perdido no coração.
Na pior das hipóteses,
Que continuem assim
Espalhando...
Espraiando...
Espalhando...
Restos do meu ser
Inacabado,
Pedaços de mim.
A BRUXA ESTÁ SOLTA
Lembro-me bem de algumas traquinagens da infância. Eu e meu irmão tínhamos uma imaginação de fazer inveja a qualquer Mark Twain. Isso muito preocupava nossa mãe, que vivia nos vigiando. Éramos piratas e subíamos no mais alto ponto do mastro do navio, que
Nada mais era do que o final da copa de uma bela mangueira, que havia no nosso quintal, aliás, nosso parque de diversões.
Certa vez, o mastro quebrou e lá fui eu para o chão. Cinco pontos bem no meio do queixo foi tudo, além de um medo danado de altura, que cultuo até hoje. Anjos também nos vigiavam o tempo todo é o que chego a pensar assim hoje, quando me lembro da queda.
Quando não queríamos almoçar, escorregávamos pelos vãos dos olhos da sentinela Antônia e íamos parar na casa dos vizinhos, aos quais chamávamos de avós. Ela, quando descobria nossa fuga, ficava aterrorizada. Havia, na casa desses mesmos vizinhos, um cachorro muito mau chamado Pelé, que deu conta de um gato muito estimado, da vizinha do outro lado, quando minha mãe o tocou, pois estava sujando a calçada que ela tinha acabado de limpar, e ele foi dar de cara com o cachorro. Pensou no possível castigo dos céus, pelo descuido de enviar o gato à bocarra do Pelé. Corria nos buscar e nos prometia sempre uma surra com varinha de macieira.
O que fez, certa vez, nossa mãe quase enfartar, foi, sem dúvida, nossa briga com os “irmãos selvagens”, vizinhos da casa que fazia fundos com o nosso quintal. Eram sanguinários e saíram atrás de nós com uma faquinha de cozinha. Eu havia acabado de me deliciar com um suco de morango pura-tinta, daqueles de rodoviária, mas que nos chamavam atenção pelas formas das embalagens. Havia, também, escorrido suco e parado na minha blusa branca. Quando minha mãe me viu, pensou logo numa tragédia. Os olhos delas viam sangue, onde, em mim, era apenas suco de morango pura-tinta, desespero total... Foi então que ela teve a idéia...
- De agora em diante vocês vão brincar apenas aqui na calçada que rodeia a casa, não vão mais brincar com aqueles meninos que só gostam de briga e não vão mais para a casa dos vizinhos, porque eu soube que há uma bruxa nas vizinhanças, esperando o momento certo, num descuido, para levar embora as crianças que ela encontrar.
Nossa!!! Uma bruxa por ali...!!! Como seria uma bruxa? Teria a tal verruga? Seria desdentada e descabelada? Voaria com uma vassoura e um gato preto de carona? Ah, mas quanto ao gato preto, o Pelé dá jeito...
- Mãe, bruxas não existem. – Ah não? Pois abusem, para ver.
O fato é que, para corroborar, mesmo sem querer, para a tal história de dona Antônia, nossa mãe, o locutor de uma emissora de rádio, que ouvíamos, por acaso, finaliza, após ter noticiado a morte de uma criança e outros fatos fatídicos, que, já naquela época, davam ibope: A bruxa está solta! Foi o bastante... pelo menos, para o sossego da nossa pobre mãe, durante umas duas semanas, creio. Depois, por conveniência nossa (minha e do meu irmão) que já estávamos morrendo de saudades dos “irmãos selvagens”, dos nossos avós vizinhos e do nosso quintal mágico, achamos que a dita bruxa tinha ido procurar crianças em outros lugares. Afinal, ficar em uma cidade pequena, por muito tempo, não era bom negócio. Poderia ser pega e seria o fim dela...
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Esperamos que com esta obra estejamos contribuindo para o desenvolvimento cultural do nosso país. O Brasil dentro do cenário mundial está deixando muito a desejar com respeito a sua educação, perdendo até para muitos países considerados 3º mundo, isto é lastimável, pois o potencial de um país se mede através da cultura do seu povo.
Que cada co-autor deste livro continue semeando cultura e esperanças nos corações de todos aqueles que tentam criar algo novo em prol do próprio homem e da humanidade.
Que os poderosos tentem não só multiplicar as suas riquezas, mas sim a cultura de todos os povos, algo tão saudável para cada país e, principalmente para cada criança que é o futuro de cada país. Que este homem poderoso veja no outro homem a imagem e semelhança de Deus.
Que cada leitor desta mesma obra entenda que para se chegar até aqui, foi preciso muito sacrifício por parte dos seus organizadores e co-autores.
FAZENDO AS MALAS
Se você tem coisas boas para encher as malas do seu espírito, vai perceber que quanto mais cheia, mais leve ela fica. Lena Gino
FIQUE SABENDO QUE...
Jamais uma nação será forte
Nunca um povo será feliz...
Se a ignorância for sua sorte
E se o analfabetismo for seu juiz.
“Antonio Fernando”