SOCIEDADE DOS POETAS JANDAIENSES = SPJ

 

 

 

 

 

A POESIA SEMEANDO CULTURA

(10ª Coletânea)

 

 

 

 

Jandaia do Sul – Paraná

2011


 

 

 

A POESIA SEMEANDO CULTURA

(10ª Coletânea)


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A educação é a mais po-

derosa arma pela qual se

pode mudar o mundo.

 

Nelson Mandela.

 

 

 

 

Todos os direitos reservados à Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ. Esta obra não pode sofrer nenhuma alteração sem prévia autorização desta entidade – Lei nº 9.610, de 19/02/1998. Obs. Caso os co-autores deste livro pretendam organizar produções independentes, podem utilizar os textos de sua autoria deste mesmo livro, para as suas produções, desde que relatem que esses textos fazem parte dos livros desta referida entidade – citar o nome do livro. Os textos constantes neste livro são de inteira responsabilidade dos seus co-autores, das escolas e da Faculdade e de outras entidades.

 

 

SOCIEDADE DOS POETAS JANDAIENSES – SPJ

Fundação: 06/12/2002. CNPJ: 07.509.960/0001-20.

Utilidade Pública Municipal Lei nº 2.102, de 01/12/2005

Utilidade Pública Estadual Lei nº 15.253, de 11/09/2006

Utilidade Pública Federal: Portaria nº 193, de 09/02/2009.

 

 

ILUSTRAÇÃO DA CAPA:

Lourenço Ildefonso da Silva – Pres. da SPJ

Cesar Augusto Batista Ricciardi

Marlene Alves de Freitas Biazin

 

 

DIGITAÇÃO:

José Marcos Pinto, Ângelo Santo Sasso

 

 

 

FORMATAÇÃO:

José Marcos Pinto

 

 

 

 

 

SOCIEDADE DOS POETAS JANDAIENSES – SPJ

Endereço: Avenida Marechal Cândido Rondon - 957 – E–mail: spjpoesiasjandaiadosul@yahoo.com.br – fone: (43) 3432 – 6321 – Cep: 86.900 – 000 JANDAIA DO SUL PR. - 2011

 

 

 

 

 

 

 

 

REVISÃO FINAL:

Profª. Francismara Aparecida Faria

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ORGANIZAÇÃO GERAL:

SPJ. (Sociedade dos Poetas Jandaienses)

Pres: Prof. Lourenço Ildefonso da Silva.


 

 


 

AGRADECIMENTOS

 

Primeiramente a Deus, sem Ele não teríamos organizado este livro.

Aos Diretores, Equipe Pedagógica, Professores e alunos das escolas e colégios, por terem entendido o principal objetivo do nosso projeto, ou seja, o projeto da Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ, principalmente com respeito ao VI Concurso de Poesia nas Escolas “Cecília Meireles”, a todos o nosso muito obrigado por terem colaborado com esta grande jornada cultural.

Ainda com respeito às escolas, que são as protagonistas da cultura, através dos seus formadores de opiniões que são os Professores, queremos contemplá-las com o seguinte pensamento: “A escola é a luz que somente brilha e ilumina quando aquecida por um pensar coletivo”.

Este pensamento vem ao encontro da filosofia da Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ, que tem como objetivo básico a caça de talentos tanto no interior das escolas como dentro das comunidades e também a valorização do cidadão, principalmente o cidadão aluno.

A todos os Diretores desta entidade e seus membros, por estarem atentos ao desenvolvimento cultural de Jandaia do sul, “Cidade Simpatia” e região.

A todos os patrocinadores, mensalistas voluntários, Depto. de Educação de Jandaia do Sul e Núcleo Regional de Educação de Apucarana, através dos responsáveis, a nossa gratidão.

À comunidade jandaiense e a todos aqueles que direta ou indiretamente contribuíram para o êxito de nossa entidade e na organização desta obra.

 

O agradecimento é uma forma de gratidão

Relacionada com o nosso irmão

No que diz respeito à solidariedade.

Ser solidário é ter calor humano.

É não propor nenhum desabono

Em prol do amor e da verdade.

 

A sociedade dos poetas

Aspira por grandes metas

Dentro do cenário da cultura.

Ela é protagonista do saber

Propõe a sabedoria e o crescer

Do nosso irmão ou criatura.


 

SUMÁRIO

 

INTRODUÇÃO.......................................................................................... 27

 

CAPÍTULO I

Colégio Estadual Alberto Santos Dumont – Apucarana – PR..... 31

 

Alef Deivid Costa Torquato.................................................................. 31

      É tarde demais.................................................................................. 31

Alessandra Santos Souza................................................................... 32

      Querer-te............................................................................................ 32

Elisangela Aparecida Correa.............................................................. 33

      Amor.................................................................................................... 33

Elizabete Tereza de Souza.................................................................. 34

      Longe de voe..................................................................................... 34

Flávia Suellen da Fonseca................................................................... 34

      Vivo por você...................................................................................... 34

Franciele Antonieta da Silva................................................................ 35

      Amor.................................................................................................... 35

Hellen Cris Fernandes.......................................................................... 36

      O amor................................................................................................ 36

Jéssica Jennifer da Silva.................................................................... 37

      Amizade.............................................................................................. 37

Jéssika Cristine da Cunha.................................................................. 37

      Você..................................................................................................... 37

Josimara Fernanda Borges................................................................ 38

      Meu amor........................................................................................... 38

Larissa Cristina R. Carneiro................................................................ 39

      Amigo.................................................................................................. 39

Larissa Rocieli Dearo Bocardi............................................................ 40

      O amor................................................................................................ 40

Pedro Fernando de Souza Nochi........................................................ 40

      Saudade............................................................................................. 40

Tatiane Machado Franco..................................................................... 41

      Amor.................................................................................................... 41

Tatiane Pereira da Silva....................................................................... 42

      Meu amor........................................................................................... 42

Thais Bernardes.................................................................................... 43

      Um mundo melhor........................................................................... 43

 

 

 

 

CAPÍTULO II

Escola Estadual Carlos de Campos – Jandaia do sul – Pr.......... 45

 

Aline Cristina Silveira............................................................................ 45

      Viver é... .............................................................................................. 45

Angélica Maria da Rocha..................................................................... 46

      Ah, como eu gosto... ........................................................................ 46

Elias Felipe de Moura............................................................................ 47

      A vida no campo................................................................................ 47

Fabíola Aragão de Souza..................................................................... 47

      Sem você... ........................................................................................ 47

Jennifer Milena da Silva....................................................................... 48

      O sentido da vida.............................................................................. 48

Jéssica Adriela P. da Costa Gimenes.............................................. 48

      Deus em nossas vidas!.................................................................. 48

Matheus Branco Bueno........................................................................ 49

      As utilidades das árvores............................................................... 49

Regiane Luiza da Silva.......................................................................... 49

      Simplesmente mulher!.................................................................... 49

Thamiles Cristina Tavares de Souza................................................ 50

      Mulher: ser sublime e guerreiro!................................................... 50

Thiago Aparecido do Nascimento..................................................... 50

      Ó tristeza minha!............................................................................... 50

 

CAPÍTULO III

Centro Educacional de Educação Básica para Jovens e Adultos “Cecília Meirelles” - CEEBJA – Jandaia do Sul – Pr            53

 

Andrea Regina Nulof............................................................................. 53

      Esse meu Paraná............................................................................ 53

Mirian Bueno Camargo dos Passos................................................. 54

      Professor, sublime missão............................................................ 54

      Flor mulher......................................................................................... 57

Sebastião Claudemir da Silva............................................................. 58

      Obrigado mulher............................................................................... 58

 

CAPÍTULO IV

Escola Estadual Cesar Lattes – Cambira – Pr............................... 61

 

Ana Caroline Verri................................................................................. 61

      A cidade onde vivo............................................................................ 61

Andriele Mayara Pedro......................................................................... 62

      Meu Cambira..................................................................................... 62

Hemily Fernanda Feitosa da Cunha................................................... 62

      Cambira.............................................................................................. 62

Jenifer Lorrana Lazarini...................................................................... 63

      Cambira, onde vivo........................................................................... 63

Larissa Gabriela da Silva..................................................................... 63

      O meu Cambira................................................................................ 63

Thaila Rafaela Lopes............................................................................ 64

      Cambira, meu lugar......................................................................... 64

 

CAPÍTULO V

Escola Estadual Humberto Alencar Castelo Branco – Distrito São José – Jandaia do Sul – Pr      65

 

Alberto dos Santos................................................................................ 65

      A história de São José..................................................................... 65

Daniela de Souza Meira........................................................................ 66

      O lugar onde vivemos – Vila Rural Paraíso................................. 66

Elém Leite Batista.................................................................................. 67

      A seringueira..................................................................................... 67

Érica Moreno Cândido.......................................................................... 68

      Meu lugarejo...................................................................................... 68

Gabriel de Souza Ribeiro...................................................................... 68

      A árvore............................................................................................... 68

Jéssica Rita de Cássia Souza............................................................ 69

      Meu lugar............................................................................................ 69

José Augusto Mateus Rezende......................................................... 70

      Lá onde eu moro.............................................................................. 70

Lucas Henrique Fegueredo Rico........................................................ 70

      Rima.................................................................................................... 70

 

CAPÍTULO VI

Colégio Estadual Jandaia do Sul – Jandaia do Sul – Pr...............                71

 

André Luis Vicente................................................................................ 71

      O que é o amor?............................................................................... 71

Caroline de Oliveira Amaral................................................................ 71

      Quando eu não mais existir........................................................... 71

Gabrielli Deosti....................................................................................... 72

      Sustentabilidade e vida................................................................... 72

Lucas Galvão Porfiro da Rocha.......................................................... 73

      Vampiros Bom Temps.................................................................... 73

Maria Gabrieli Rosa Jofri..................................................................... 75

      O essencial........................................................................................ 75

Natália Cardoso de Castro.................................................................. 76

      Somos todos da terra...................................................................... 76

Tatiana Cardoso de Moraes................................................................ 76

      Lembranças de um amanhã......................................................... 76

 

CAPÍTULO VII

COLÉGIO Estadual João Paulo i – Bom Sucesso – Pr.................. 79

 

Alessandra Bonifácio dos Santos..................................................... 79

      A lua..................................................................................................... 79

Amanda Caroline N. Gomes................................................................ 80

      Poema de um amigo....................................................................... 80

Andressa Amâncio Paglianini............................................................ 80

      Lembranças...................................................................................... 80

Andressa Rosa Carvalho..................................................................... 82

      Mãe...................................................................................................... 82

Caroline Campos Vais.......................................................................... 83

      Eu ainda não sei............................................................................... 83

Cassiano Antonio................................................................................... 83

      Cavaleiro............................................................................................ 83

Chistian Willer Tonin............................................................................. 84

      Amor.................................................................................................... 84

Daniara Aparecida de Souza Campos.............................................. 84

      Caminhos do amor.......................................................................... 84

Denise Gomes dos Santos.................................................................. 85

      Poesia por acaso............................................................................. 85

Divina Amância da Silva....................................................................... 86

      Vidas, apenas vidas......................................................................... 86

Gabriela R. Simili.................................................................................... 86

      E agora?............................................................................................. 86

Isabela Aparecida Raniero.................................................................. 87

      Mãe...................................................................................................... 87

Isadora Ramos Cardoso...................................................................... 88

      As borboletas eram azuis............................................................... 88

      As rosas falam por si....................................................................... 89

Jaqueline Sansivirinati......................................................................... 90

      Os olhos dizem................................................................................. 90

Jênifer Sthefany Ribeiro de Oliveira................................................. 91

      Mãe natureza..................................................................................... 91

Josieli Pelati Hazelski........................................................................... 92

      O amor e a dor.................................................................................. 92

Julia Maria Farias.................................................................................. 92

      Amor.................................................................................................... 92

Juliana Bertolin...................................................................................... 93

      Bilhete................................................................................................. 93

Katiane Aparecida Soaigher............................................................... 94

      Ladrão de minha razão................................................................... 94

Larissa Fernanda Lopes...................................................................... 95

      Sonhos............................................................................................... 95

Larissa Moraes Ramos........................................................................ 96

      O sonho.............................................................................................. 96

Letícia Cristina Gasparelo................................................................... 97

      O que eu quero................................................................................. 97

Letícia Paula dos Santos..................................................................... 97

      Meu pensamento.............................................................................. 97

Marcos Evandro da Silva Braga......................................................... 98

      Futebol................................................................................................ 98

Milena Faustino Ferreira dos Santos................................................ 99

      Desilusão........................................................................................... 99

Moema Priciliana Pereira.................................................................... 99

      Rosa atômica.................................................................................... 99

Neide Gonçalves de Oliveira............................................................... 100

      Retratos e pensamentos................................................................ 100

Nilmara Duran......................................................................................... 101

      As rosas falam por si....................................................................... 101

Otávio Augusto de Lima....................................................................... 102

Danilo Sanches Garcia......................................................................... 102

      Recordação....................................................................................... 102

Patrícia Isabel Benedetti...................................................................... 103

      Sonho.................................................................................................. 103

Pedro Gabriel Ramiro Simili................................................................ 103

      Lugar abençoado............................................................................. 103

Ricardo Fernandes de Jesus.............................................................. 104

      A vida tão sofrida............................................................................... 104

Rithielly Teixeira..................................................................................... 105

      Sonho.................................................................................................. 105

Rhuan Edson Caldini Costa................................................................. 105

      O que faz o homem?........................................................................ 105

Simone Lopes de Souza...................................................................... 106

      Aquela noite....................................................................................... 106

Thayla Daiany Guimarães Cripaldi..................................................... 106

      Pobre cultura..................................................................................... 106

Thayná Geyssi Caldini Costa............................................................... 107

      Onde está o amor?.......................................................................... 107

Thais Gabriela Marques....................................................................... 108

      Apaixonados... Separados.............................................................. 108

Thaís Karoline Gonçalves Lima.......................................................... 109

      Família................................................................................................ 109

Viviane Bertolin...................................................................................... 110

      Meu sonho......................................................................................... 110

 

CAPÍTULO VIII

Colégio Estadual de Marumbi – Marumbi – Pr............................... 111

 

Bruna de Souza...................................................................................... 111

      Desvende........................................................................................... 111

Camila Maria Cividini Moreira............................................................. 112

      Passarinho livre................................................................................ 112

Lorena Martins Bissoli......................................................................... 113

      O sonho.............................................................................................. 113

Silmara Alves da Silva.......................................................................... 113

      Amarga primavera............................................................................ 113

Silvia Alves da Silva............................................................................... 114

      Saudades........................................................................................... 114

 

CAPÍTULO IX

Colégio Mater Dei – Apucarana – Pr................................................. 117

 

Gabriela Maria Carvalho Faria............................................................ 117

      Poluindo e preservando.................................................................. 117

Gabriel de Oliveira Marques................................................................ 118

      Lamento............................................................................................. 118

Giovana Duarte Reis.............................................................................. 118

      O sentimento melhor e mais estranho........................................ 118

Giovana Karla Miranda Reis................................................................ 119

      Um amor para sempre.................................................................... 119

Khiara Gabrielly Mendes Fontanini.................................................... 120

      Lembrança......................................................................................... 120

Leandro Souza Nascimento................................................................ 121

      Contando segredo........................................................................... 121

Letícia Garboni Barato.......................................................................... 121

      Criança na escola............................................................................ 121

Elton Wagner Zabisch Junior............................................................. 122

      Muita palavra e pouca ação............................................................ 122

 

 

 

 

 

CAPÍTULO X

Colégio Platão de Apucarana – Apucarana – Pr............................ 125

 

Ana Carolina Kuchpil de Souza Alves............................................... 125

      Vida...................................................................................................... 125

Ana Luiza Matias.................................................................................... 126

      Fases da vida.................................................................................... 126

Giulia Lenharo......................................................................................... 127

      Um amor de coração....................................................................... 127

Gabriela Yumi Yamamoto Shiratori................................................... 127

      Uma paixão errada........................................................................... 127

Luana Yuri Himawari............................................................................. 128

Felipe Alexandre Correa Garrilha...................................................... 128

Gabriela Machado da Silva.................................................................. 128

Hellen ukari Kitagawa........................................................................... 128

      Classificado poético........................................................................ 128

Lucas Cayto Voltareli............................................................................ 128

      Eleições 2010................................................................................... 128

Lucas Henrique Silva Bressan........................................................... 129

Rafaela Genitori...................................................................................... 129

      Classificado poético........................................................................ 129

Gabriel Sorpile Kreb.............................................................................. 130

Victor Hugo da Cruz Silva.................................................................... 130

      Classificado poético........................................................................ 130

Luiza Fajardo Spricigo.......................................................................... 130

      A lua..................................................................................................... 130

Natália Rodrigues de Oliveira............................................................. 131

      Novos tempos................................................................................... 131

 

CAPÍTULO XI

Colégio Estadual Rosa Delúcia Calsavara....................................... 133

 

Caio Renan Barlati................................................................................. 133

      Noite triste de luar............................................................................ 133

Fabíola Pereira de Lima....................................................................... 133

      Que tal................................................................................................. 133

Jaqueline Emitero dos Reis................................................................ 134

      Que sentimentos são esses......................................................... 134

Lícia Maria Rosina................................................................................. 134

      Acabou................................................................................................ 134

      Pensando........................................................................................... 135

Luana Angélica dos Santos................................................................ 136

      Por você.............................................................................................. 136

      Nem sempre..................................................................................... 137

Patrícia Carolina Barlati....................................................................... 138

      Te amar.............................................................................................. 138

      A amizade........................................................................................... 138

      O tempo.............................................................................................. 139

      Quando chega o amor..................................................................... 140

Vinícius Francisco Crotti Fontana...................................................... 140

      O sonho perfeito............................................................................... 140

 

CAPÍLTULO XII

Colégio Estadual Rui Barbosa............................................................ 143

 

Beatriz P. M. de Oliveira....................................................................... 143

      O significado do amor..................................................................... 143

Carisa Cristina Navarro........................................................................ 144

      Nossa atitudes.................................................................................. 144

Giovana Ramos Alves........................................................................... 144

      Amor.................................................................................................... 144

      Odeio................................................................................................... 145

Laís Priscila Miranda............................................................................ 146

      Vida, um processo de eterno crescimento................................. 146

Lígia Cristina Degasperi....................................................................... 147

      Amigo.................................................................................................. 147

Luana Gonçalves doa Santos............................................................. 147

      ?Quién somos?................................................................................ 147

Mariany Augusta de Lima Souza....................................................... 148

      Ainda há tempo................................................................................. 148

Thayná Rafaela de Oliveira Boldrin................................................... 149

      Coisas da vida.................................................................................. 149

Valdelei Peretti Filho............................................................................. 149

      Mar rojo............................................................................................... 149

Willian Junior da Silva.......................................................................... 150

      Brasil................................................................................................... 150

 

CAPÍTULO XIII

Colégio Passionista São José............................................................ 153

 

Ademir Faria Pires................................................................................. 153

      Avanço da tecnologia x retrocesso dos valores......................... 153

Ana Carolina Bispo Pontara................................................................ 154

      Século XXI.......................................................................................... 154

Ana Letícia Craco Nanuncio................................................................ 155

Luiz Otávio Rosina................................................................................. 155

      Licença, Drummond........................................................................ 155

Caroline Teston Romagnolo................................................................ 156

      O hoje de hoje................................................................................... 156

Fernanda Rafaela de Carvalho........................................................... 157

Maria Heloisa Raurentino Alves......................................................... 157

      Nosso tempo..................................................................................... 157

Heloísa Maria Campaner Dias............................................................ 158

Wilson Samir Veroni Ismail................................................................. 158

     Poema de sete focos 2.0 turbo....................................................... 158

Isabela Alencar Castanho................................................................... 159

      Século XXI.......................................................................................... 159

Isadora Marcela de Campos............................................................... 160

      Transformações............................................................................... 160

Jefferson de Melo Rosa....................................................................... 160

Leonardo Luiz Gonçalves Emerenciano.......................................... 160

      Jogo feio... ......................................................................................... 160

Lucas Lopes Ricardo............................................................................ 161

      A evolução dos tempos................................................................... 161

 

CAPÍTULO XIV

Colégio São Marcos.............................................................................. 163

 

Alice Fernando Raimundo da Silva.................................................... 163

      Amores............................................................................................... 163

Fernando Augusto Bocchi Silveira.................................................... 163

      Culturas antigas............................................................................... 163

Eduarna Letícia da Silva Burcko........................................................ 164

      7 pecados.......................................................................................... 164

Camila Moraes Xavier.......................................................................... 165

      Obrigado por existir.......................................................................... 165

Gabriella Ribeiro Checchia.................................................................. 166

      Ele hipnotiza...................................................................................... 166

Isadora Cristina de Paula.................................................................... 167

      O livro da ilusão................................................................................ 167

Jaqueline Lopes Evangelista.............................................................. 167

      O amor................................................................................................ 167

Klisman Henrique Bueno Bayer......................................................... 168

      Minha vida.......................................................................................... 168

Luana Gonçalves dos Santos............................................................. 169

      Quem somos nós?.......................................................................... 169

Thiago Rafael de Lima.......................................................................... 169

      Álbum.................................................................................................. 169

Nathália Maioli Crema........................................................................... 170

Leonardo Galvão Garcia....................................................................... 170

      Sonhos!.............................................................................................. 170

 

CAPÍTULO XV

Colégio Estadual Unidade Polo........................................................... 171

 

Ranyris Agnes Soares da Silva.......................................................... 171

      Gente garimpeira.............................................................................. 171

Iago Ruan Pereira.................................................................................. 172

      Meu paraíso....................................................................................... 172

Adria Agatta da Silva Cambito............................................................ 173

      Nossa sala........................................................................................ 173

Matheus José B. de Oliveira............................................................... 173

      Jandaia do Sul.................................................................................. 173

Paulo César Sampaio........................................................................... 174

      Cidade alegria................................................................................... 174

Lorena Eduarda Brunelli...................................................................... 175

      Cidade poesia................................................................................... 175

Raísa Borelli Ferrareto......................................................................... 176

      Cidade encantadora........................................................................ 176

 

CAPÍTULO XVI

Escola Estadual Vicente Machado.................................................... 177

 

Arielle Thainá Tito Pessoa................................................................... 177

      São Pedro do Ivai.............................................................................. 177

Bruna Cristina Cardoso........................................................................ 177

      São Pedro do Ivai.............................................................................. 177

Deborah Souza Vettor.......................................................................... 178

      Uma Pequena Cidade..................................................................... 178

Eloah Fernanda Almeida da Costa..................................................... 179

      São Pedro do Ivai.............................................................................. 179

Geferson Rodrigo Tito Aguiar............................................................. 179

      São Pedro do Ivai, um diamante bruto......................................... 179

Laura Maria G. M. M. Navas................................................................. 180

      São Pedro do Ivai.............................................................................. 180

Lívia Maria P. Thomaz........................................................................... 181

      São Pedro do Ivai.............................................................................. 181

Mariana Taynara Martins..................................................................... 181

      Uma pequena cidade...................................................................... 181

 

 

 

 

CAPÍTULO XVII

Academia de Letras, Artes e Ciências – Centro Norte do Paraná            183

 

Álvaro Eduardo Monteiro de Castro.................................................. 183

      Para ti.................................................................................................. 183

      Amizade.............................................................................................. 184

Alzira Francisca de Freitas Piloro...................................................... 185

      Cartão de natal.................................................................................. 185

      Sorrisos & o sorriso......................................................................... 186

      Mulher................................................................................................. 187

Antonio Mandel Conceição.................................................................. 189

      Ainda por nascer............................................................................... 189

      Saudade............................................................................................. 190

      Caminho das horas......................................................................... 192

Artur Palú Filho....................................................................................... 193

      Quando canta a natureza................................................................ 193

Braz Miranda de Sá............................................................................... 194

      Cantiga cabocla................................................................................ 194

      Meditação........................................................................................... 195

      Voz das coisas.................................................................................. 195

Edson Tavares........................................................................................ 196

      O ser e o nada................................................................................... 196

Fahed Daher............................................................................................ 197

      Encanto de viver................................................................................ 197

Francisco Soares Dias Sobrinho....................................................... 198

      Ser ou não ser................................................................................... 198

      Um olhar............................................................................................. 199

      Monólogo............................................................................................ 200

Naici Vasconcelos de Souza.............................................................. 202

      Nossa senhora................................................................................. 202

      Espera................................................................................................ 203

      Meu coração é azul e amarelo....................................................... 203

Marta Prates........................................................................................... 205

      Mãe preta............................................................................................ 205

      Abri a porta......................................................................................... 205

Dr. Oscar Ivan Prux............................................................................... 206

      Quadrilhas à Mona Lisa.................................................................. 206

      Poema................................................................................................ 207

      Vai verso............................................................................................. 208

Walter Domingos................................................................................... 208

      Psicocotovelite.................................................................................. 208

      Minhas mãos..................................................................................... 209

      Nada mais a dizer............................................................................ 210

 

CAPÍTULO XVIII

Elos Clube de Mandaguari................................................................... 213

 

Alzira Francisca de Freitas Piloro...................................................... 213

      Tupi= a língua chã............................................................................ 213

Cidinha Frigeri......................................................................................... 214

      A oração.............................................................................................. 214

      Felicidade........................................................................................... 215

Lúcia Nice Orsi....................................................................................... 216

      Tecelã................................................................................................. 216

      Primavera inútil................................................................................. 216

Maria Aparecida Zanata Peres.......................................................... 217

      Se me deixarem... ............................................................................ 217

Walter Domingues................................................................................. 218

      Tentativa de explicar......................................................................... 218

 

CAPÍTULO XIX

FAFIJAN – (Faculdade de Jandaia do Sul)........................................ 221

 

Aline Janaína Quinhone da Silva........................................................ 221

      Inesperado dia.................................................................................. 221

      A solução............................................................................................ 221

Anderson Clayton Rodrigues Souza Santos................................... 222

      Sem sentido...................................................................................... 222

      A estrofe e não a vida....................................................................... 223

Diana Andrade dos Santos.................................................................. 224

      Intimidade.......................................................................................... 224

Carlos Rodolfo Rigo............................................................................... 224

      Deus.................................................................................................... 224

      Um mundo imaginário.................................................................... 225

Daniele Fantini........................................................................................ 226

      As grades no horizonte.................................................................... 226

      Coisa mais linda.............................................................................. 226

      Retrato jovem.................................................................................... 227

      Eu queria............................................................................................ 227

      Uma parte de mim (I)....................................................................... 228

      Uma parte de mim (II)...................................................................... 228

Evenly Osti............................................................................................... 229

      Na contra mão................................................................................... 229

      Vídeo game........................................................................................ 230

Eleandro Fortunato................................................................................ 231

      Acaso.................................................................................................. 231

      Tarde fria............................................................................................ 231

      Ausência e presença....................................................................... 232

      Lábios e olhares............................................................................... 232

      O tilintar das taças quebradas....................................................... 233

      A beleza.............................................................................................. 234

Gustavo Moraes de Lima..................................................................... 235

      Musa, musa minha.......................................................................... 235

      Busca incessante............................................................................. 235

Jaqueline Andrade de Almeida.......................................................... 236

      Memória.............................................................................................. 236

Jurema Rosa Martins men.................................................................. 236

     Incógnita.............................................................................................. 236

Nayci Gavazza......................................................................................... 237

      Lágrimas............................................................................................ 237

      Eu conheço........................................................................................ 238

      Vida...................................................................................................... 238

Neemias Dornelo................................................................................... 238

      A formosura dos teus olhos........................................................... 238

Paulo Eduardo Lopes da Silva............................................................ 239

      Felicidade........................................................................................... 239

      Canção de Emílio............................................................................. 239

      A magia do horizonte....................................................................... 240

      Descoberta........................................................................................ 241

Rafaela Carolina Pichelli...................................................................... 241

      Rimas vazias..................................................................................... 241

      Vida...................................................................................................... 242

Regina Célia Martins Peretti............................................................... 242

      Paródia: na rua do sabão para rua do Zé Melão........................ 242

      Paródia do emburrilho..................................................................... 243

Solange Aparecida de Oliveira........................................................... 244

      Faces.................................................................................................. 244

      Felicidade........................................................................................... 244

Sueli Aparecida Teixeira...................................................................... 245

      Natureza destruída........................................................................... 245

      Compreensão de desigualdade................................................... 245

Taciana Virgínia Ramalho Pereira..................................................... 246

      Auto-reflexão...................................................................................... 246

Welita Souza Lopes.............................................................................. 246

      Ponto final.......................................................................................... 246

Vilma Batista Messias.......................................................................... 247

      Sensato amor.................................................................................... 247

      Rico e pobre...................................................................................... 248

      Te amo, mãe..................................................................................... 248

      Silêncio dos leões............................................................................ 249

      Rosa.................................................................................................... 250

Weslei Coelho Barbosa........................................................................ 251

      Novo soneto de infidelidade........................................................... 251

      Lindo dia............................................................................................. 251

 

CAPÍTULO XX

Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ.................................... 253

 

Adiones Gomes da Silva...................................................................... 253

      Carvãozinho – Cidadão honorário de Jandaia do Sul.............. 253

      Walter Faria – O Vicentino e guarda-livros jandaiense............. 256

Andréia Regina Dias.............................................................................. 260

      Esse meu Paraná............................................................................ 260

Belzair Sales de Jesus......................................................................... 261

      Lamentos de atos insanos!........................................................... 261

      Lamentos da natureza..................................................................... 262

Creusa da Anunciação Sasso............................................................ 262

      A chuva................................................................................................ 262

      O olhar................................................................................................ 263

      A terra.................................................................................................. 264

      A estrada............................................................................................ 264

Elizabeth Maria Costa........................................................................... 265

      Planeta azul....................................................................................... 265

      Meio ambiente e a vida.................................................................... 265

      Paixão................................................................................................. 267

      Vida, viva, Vivian (1).......................................................................... 268

Elvira Berti Tagliari................................................................................ 269

      Estás triste? Triste por que?.......................................................... 269

Fábio Henrique Reis de Souza............................................................ 270

      Brasil, pátria amada......................................................................... 270

Flávio Leandro Vilas Boas................................................................... 270

      A imaginação e a educação........................................................... 270

Francismara Aparecida Faria............................................................. 271

      Novos tempos................................................................................... 271

      Sementes filosóficas....................................................................... 272

      Revolução.......................................................................................... 273

      Primaveril........................................................................................... 274

      Sublimação........................................................................................ 274

      Lamento............................................................................................. 275

Gisele Aparecida Bertoli...................................................................... 276

      Meus olhos, nos teus olhos........................................................... 276

      Mãe...................................................................................................... 277

Ivany Fulini Sversuti............................................................................... 277

      Sinestesia.......................................................................................... 277

      Flamboyant........................................................................................ 278

Janderson da Cunha............................................................................. 279

      Professores....................................................................................... 279

João da Silva Alves............................................................................... 280

      Saudades........................................................................................... 280

      Matemática do amor........................................................................ 281

      Eu, você e a chuva............................................................................ 281

José Marcos Pinto................................................................................ 282

      Transformação.................................................................................. 282

Laura Craco Azolini............................................................................... 283

      Minha história.................................................................................... 283

      Saudades e lembranças................................................................ 284

Lourenço Ildefonso da Silva................................................................ 286

      Um tributo aos meus netos – II..................................................... 286

      Um suporte poético à teologia da espiritualidade..................... 288

Mariana Rodrigues................................................................................ 290

      Amanhecer......................................................................................... 290

      Mãe natureza..................................................................................... 291

Omar Barbosa Guimarães.................................................................. 292

      Saudade............................................................................................. 292

      Amante................................................................................................ 292

Pedro Cezar Ricciardi........................................................................... 293

      Eu também sei falar!........................................................................ 293

Renato Tomazi........................................................................................ 305

      A igreja abandonada........................................................................ 305

Terezinha Guimarães de Morais........................................................ 307

      Acróstico – EDUCAÇÃO.................................................................. 307

Sueli Aparecida Ros Fajardo dos Santos........................................ 307

      Retalhos............................................................................................. 307

      Senha.................................................................................................. 308

      Tua voz................................................................................................ 308

      Badulaques....................................................................................... 309

      A bruxa está solta............................................................................. 310

 

Considerações finais............................................................................ 313

 

 

INTRODUÇÃO

 

A POESIA SEMEANDO CULTURA, título deste livro, organizado pelos membros da Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ – 10ª Coletânea, reúne uma série de textos em prosa e verso, escritos por alunos de diversas escolas de Jandaia do Sul e região, como também de pessoas da comunidade local e de outras comunidades, inclusive a Academia de Letras, Artes e Ciências Centro Norte do Paraná de Apucarana, o Elos Clube de Mandaguari e a própria Faculdade de Jandaia do Sul, através dos seus alunos do curso de letras/espanhol/inglês.

Uma obra desta natureza requer muito empenho por parte dos seus organizadores, principalmente do seu organizador geral e presidente desta entidade, o professor Lourenço Ildefonso da Silva, que não medindo esforços para que esta mesma entidade alcance os seus reais objetivos.

É através da poesia que o ser humano extrapola suas emoções, tudo na direção do belo e da literatura, sendo esta a chave que abre as portas para aqueles que se dispõem a inovar e, ao mesmo tempo, criar algo sublime em prol de uma sociedade mais justa e mais humana.

Fazem parte desta obra 237 co-autores com 306 títulos básicos, os nomes dos co-autores estão dispostos em ordem alfabética dentro de cada capítulo, antes de seus respectivos textos.

Os nomes dos diretores e dos professores responsáveis pela correção dos referidos textos de cada escola, estão no final de cada capítulo, que são em número de 20 (vinte): sendo 18 referentes às escolas, inclusive a Faculdade de Jandaia do Sul – Fafijan e 2 (dois) referentes, um à Academia de Letras, Artes e Ciências Centro Norte do Paraná de Apucarana e o outro relativo ao Elos Clube de Mandaguari. Os alunos das escolas e da própria Faculdade de Jandaia do Sul fazem parte do VI Concurso de Poesia nas Escolas “Cecília Meireles”, lançado pela Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ, em Agosto e Setembro de 2010. Também dentro de alguns capítulos constam os nomes de alguns professores (as) responsáveis pela correção de alguns textos.

 

Outras publicações da Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ são as seguintes:

 

01 – Assim Nascem os Poetas – 30 integrantes

02 – Ousadia Poética – 65 integrantes

03 – A Poesia Interagindo na Aprendizagem do Aluno – 160 integrantes

04 – A Poesia Interagindo com a Comunidade – 189 integrantes

05 – A Poesia e o Pensar Coletivo - 230 integrantes

06 – Poesias, Verdades e Sonhos - 221 integrantes

07 – Singelas Poesias Jandaienses - 261 integrantes

08 – A Poesia como Fonte de Sabedoria e Cultura - 333 integrantes

09 – A Poesia sem Fronteiras - 286 integrantes

 

Este livro foi fruto de um trabalho sério

Que obedecendo alguns critérios

Chegou ao ápice do esplendor.

Juntou-se ideais e criatividades

Que para o bem da verdade

Chegou-se à consumação da fé e do amor.

 

O mundo está carente de cultura

Faltando a fé das criaturas

Para ultimar uma educação ideal.

Isto só acontecerá de verdade

Quando o homem propuser a verdade

Em prol do seu irmão e do existencial.

 

A poesia surge da vontade e do amor

E da inspiração do nosso Salvador

Que morreu por nós na cruz.

Ele nos deu inteligência e vontade

Nos ensinou os caminhos da verdade

Seu nome sagrado e divino é Jesus.

 

Obs. Estas estrofes são de autoria do Pres. desta entidade – Prof. Lourenço Ildefonso da Silva.

O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons – Martin Luther King.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CAPÍTULO I

 

Colégio Estadual Alberto Santos Dumont – Apucarana – Pr

 

 Alunos deste colégio que participaram do VI Concurso de Poesia nas Escolas “Cecília Meirelles”, realizado pela Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ, em agosto e setembro de 2010.

 

 

Alef Deivid Costa Torquato – 3º Ano Ensino Médio A

 

É TARDE DEMAIS

 

Não te amo mais

Estarei mentindo dizendo que

Ainda te quero como sempre quis

 

Tenho certeza

Que nada foi em vão

Sinto dentro de mim

Que você não significa nada

 

Não poderia dizer jamais

Que alimento um grande amor

Sinto cada vez mais

Que já te esqueci

 

E jamais usarei a frase

Eu te amo!

Sinto, mas tenho que dizer a verdade

É tarde demais.

 

 

 

 

 

 

Alessandra Santos Souza – 3º Ano Ensino Médio A

 

3º Lugar

 

QUERER-TE

 

Querer-te é como querer o sol

É como nunca poder tocá-lo

É como querer o mar

Sem aguentar suas ondas

 

Querer-te é como brincar com o fogo

Sabendo que vou me queimar

É brincar com a água

Sabendo que vou me molhar

Pois você é inalcançável

Nem se quer olha pra mim

 

Querer-te é viver em um sonho

Amargo, louco e sem fim

Mesmo assim quero querer-te

E sempre com você sonhar

Vou querer-te a vida inteira

Pois um dia vai me amar.

 

E quando esse dia chegar

Vou correr a seu encontro

E contar-lhe o meu querer-te

Só para você notar

Que eu nasci para querer-te

E a vida inteira te amar.

 

 

 

 

 

 

 

 

Elisangela Aparecida Correa – 3º Ano Ensino Médio A

 

AMOR

 

Amor

É paixão em forma de loucura,

À primeira vista devastador

Hoje amizade

Amanhã, amor.

 

Olhar o presente

Com os olhos da alma,

E ver o futuro

Buscando respostas

No fundo do coração.

 

Amor

É namoro de jovem e de adulto,

É jogo, mas sem regras.

Amor pode ser ainda

O encontro de almas gêmeas

Mesmo algumas tão diferentes.

 

Sensação

Que só quem vive sabe,

Deve ser maravilhosa.

O nosso coração ouve, mas não escuta,

Enxerga mas não vê, não estudou

Mas, com certeza, sabe de tudo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Elizabete Tereza de Souza – 3º Ano Ensino Médio A

 

LONGE DE VOCÊ

 

Nunca poderia imaginar

Que um dia iria me apaixonar,

Um amor intenso e cheio

De emoções.

 

Mas inconsequentemente a tristeza

Veio à tona, levando você

Para longe e me deixando sozinha

No meio de mágoas e desilusões

 

Sofri tanto que quase nem

Tive forças para respirar

Pois quando você se foi metade

De mim estava junto, em outros braços

Tentei me reconfortar, mas só você

Poderia me salvar.

 

Encontrei-me em um labirinto sem

Saída, quando finalmente me deparei

Com um anjo e percebi que você

Não era tudo para mim, mas era

Um passado que nunca poderia apagar.

 

 

Flávia Suellen da Fonseca – 3º Ano Ensino Médio A

 

VIVO POR VOCÊ

 

Amor da minha vida, meu amor

Você me completa, você é tudo.

Mais que tudo,

Ao seu lado é uma imensa alegria.

 

Longe de você não conhecia o amor

Vivia na escuridão da vida.

Perto de ti descobri o que é amar,

E o sol novamente veio brilhar.

 

E as barreiras levantadas

Mesmo assim não conseguiram

Que de ti eu desanimasse,

E assim não conseguiram que nós desanimássemos.

 

O amor é belo

 E te amo e vou gritar para o mundo.

Que nesta vida

Eu vivo somente para te amar!

 

 

Franciele Antonieta da Silva – 3º Ano Ensino Médio A

 

AMOR

 

Amor é uma flor que brota a cada olhar

Mais bela a cada segundo

Mais doce a cada olhar

Amor, paixão que arde sem se ver

É um sentimento tão profundo que queima sem querer.

 

O amor faz a gente sorrir, às vezes chorar.

E ao mesmo tempo se apaixonar

É algo que alegra o coração

E às vezes, é uma emoção

Que chega sem razão

 

Chega como a mágica,

E demoramos para perceber,

Purifica como a chuva

Mas é difícil de esquecer

Às vezes traz alegria

Bem como traz a dor

 

Quando sempre aperta o peito

Deciframos que é o amor

Nos dá inspiração para

Criar uma canção

Às vezes é para emoção

Para decifrar as coisas do coração.

 

 

Hellen Cris Fernandes – 3º Ano Ensino médio A

 

O AMOR

 

O amor é um sentimento tão lindo

Tão meigo e profundo

Faz qualquer um enlouquecer

Às vezes mata e

Começa a doer

 

O amor desperta a alegria

Faz sorrir todo dia

Quando uma pessoa se apaixona

Pula, canta e dança

Como faz uma criança

 

O amor não tem remédio

Pega de jeito

E não larga mais

Mas, às vezes para curar um coração entristecido

O amor é um remédio

Mas bem vindo

 

Quando conheci meu primeiro amor

Meu coração começou a incendiar

De tanto amar.

Hoje não vivo mais sem minha paixão

Sou louca por ti

E não te tiro do meu coração.

 

 

 

 

Jéssica Jennifer da Silva – 3º Ano Ensino Médio A

 

AMIZADE

 

Nossa amizade não tem fim,

Espero um dia encontrar você

Em um lindo jardim

 

Nunca poderia achar

Que uma pessoa especial como você

Poderia se tornar minha amiga

Quero ter nossa amizade para toda a vida

 

Sempre sonhei

Em ter uma amizade forte

Foi tudo questão de sorte

 

Você eu levarei no meu coração

Para toda eternidade

Terei você ao meu lado sempre

 

Pois a nossa amizade

É muito especial

Pois não há outra igual.

 

 

Jéssika Cristine da Cunha – 3º Ano Ensino médio A

 

1º Lugar

VOCÊ

 

Seus olhos são como a noite

Repletos de segredos e conquista,

E a cada olhar faz o corpo estremecer.

Sua boca é como mel

Doce, suave, que faz enlouquecer.

 

Sua mão é como seda

Que desliza suave,

E a cada toque

Me faz te querer

Cada vez mais.

 

Você é como sol

Único, indispensável, que aquece

Seu sorriso é como olhar para as estrelas

E ver a beleza e o brilho refletido nelas.

Seu sorriso deixa em mim sopros de esperança

Que me faz alegrar.

 

A luz de seus olhos me faz sonhar

E em meus sonhos

Te quero como realidade

E como tudo isso não bastasse,

Você além de lindo,

Simplesmente me seduz.

 

 

Josimara Fernanda Borges – 3º Ano Ensino Médio A

 

MEU AMOR

 

Se foi o tempo em que eu dava voltas

Hoje eu tenho que ser direto.

Pois encontrei você

Que me enlouquece

E me fez aprender a ser correto.

 

A maciez da sua boca

Ainda reconforta meu ser

Ao seu lado não consigo ficar são,

Porque longe de você fico sem razão.

 

O nosso primeiro encontro

Eu não me esqueço jamais.

Pois quando eu te vi

Com aquele brilho em seu olhar

Meu coração disparou

De tanto te amar.

 

Só de pensar

No sabor do seu beijo

Eu crio forças

Para viver a cada amanhecer

Só pra te ver

Linda como um ser.

 

 

Larissa Cristina R. Carneiro – 3º Ano Ensino Médio A

 

AMIGO

 

Amigo é para se guardar

Dentro do nosso peito,

Amigo é nosso irmão,

Dividimos o que é bom,

Chamamos sempre a atenção,

Para nunca haver a traição.

 

Às vezes choramos por ele,

Brigamos por ele,

E também sofremos por ele.

 

Como é triste perder um amigo,

Dá um aperto no peito,

Um sofrimento por dentro,

Como se fosse nosso irmão.

 

É verdade, é razão, sonho e sentimento,

Amigo é para sempre, mesmo

Que o sempre não exista...

As verdadeiras amizades são

Como estrelas:

_Não a vemos todo o tempo

Mas sabemos que elas existem!

 

Obrigado por você ser meu amigo.

Larissa Rocieli Dearo Bocardi – 3º Ano Ensino Médio A

 

O AMOR

 

No começo tudo são flores

Mas o amor engana o nosso coração

Como uma rosa vermelha

Cheia de espinhos

 

Ah! O doce carinho

Ah! Os beijos eternos

Que saudades de você

O que você me fez sentir!

 

Como esquecer por tudo o que passamos

O amor que compartilhamos

Antes eternos namorados

Agora apenas bons amigos.

 

Sei que será difícil te esquecer

Mas ninguém é perfeito

Te levarei nos meus pensamentos

Sempre sua!

 

 

Pedro Fernando de Souza Nochi – 3º Ano Ensino médio A

 

SAUDADE

 

É amizade perdida

É ter a pessoa amada distante

É a presença do ausente

É uma dor gostosa, dor alegre

Que vai direto ao coração

 

Sentir saudade

É querer a pessoa bem perto

O bem-querer

É pensar em ir

E querer voltar

 

É buscar ver o que não alcança a vista

Sentir saudades é mergulhar no infinito

E penetrar na solidão

Buscando a companhia

Imaginando sorrisos

Colorindo sonhos

 

Saudades é troca de sentimentos

É trocar carinhos

Carinhos que são inacabáveis

Saudade é alegria que machuca o coração

Tristeza que alivia

É dor que só se cura com um forte abraço.

 

 

Tatiane Machado franco – 3º Ano Ensino Médio A

 

2º Lugar

 

AMOR

 

Um amor verdadeiro

É muito bom recordar

As pessoas se entregam por inteiro

Como é bom amar.

 

Amor, simples palavra

Para tamanha emoção

De sentimentos entrelaçados

Unidos pelo coração.

 

Sentimentos perturbados

Entre sonhos de amor

Perdidos sem o seu beijo

Entre desejos e dor.

 

Ter amado você

Foi o melhor que me aconteceu

Por isso lhe digo, meu amor,

O meu amor é todo seu.

 

 

Tatiane Pereira da Silva – 3º Ano Ensino Médio A

 

MEU AMOR

 

Meu amor,

Foi no teu olhar

Que me encontrei

Como um rio que corre,

Corre para o mar.

 

Seu sorriso foi a alegria que procurei

E caminhando há muito tempo,

Em você hoje eu achei,

E nada neste mundo

Pode apagar.

 

Nossos caminhos se cruzaram

Foi o grande Deus que ordenou

Você é o meu presente,

Presente de valor

Você me fez acreditar

Você me fez entender.

 

Quero viver todos os dias

Na presença do meu senhor

Estar sempre ao teu lado,

Dividindo o nosso amor

Pode o mundo se levantar contra o nosso amor

Deus nos escolheu, abençoou nossa união!

 

 

 

Thais Bernardes – 3º Ano Ensino Médio A

 

UM MUNDO MELHOR

 

Como viver em um mundo

Cheio de ódio e violência?

Quem vive fazendo o mal

Não tem paz na consciência.

 

Quem vive na justiça

Sem cobiçar o poder

Fica com o coração mais puro

Faz a paz acontecer.

 

Fazer a paz ou a guerra?

Você pode escolher

Mas pense com muito amor

Só depende de você.

 

Deixe sair a violência

E entrar a compreensão

Pois quem distribui o amor

Leva Deus no coração.

 

Professoras responsáveis:

Kátia Cilene Oribes Pelissari

Diretora:

Mara Regina Titericz

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CAPÍTULO II

 

Escola Estadual Carlos de Campos – Jandaia do Sul – Pr

 

Alunos desta escola que participaram do VI Concurso de Poesia nas Escolas “Cecília Meirelles”, realizado pela Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ, em agosto e setembro de 2010.

 

 

Aline Cristina Silveira – 7ª Série B

 

1ª Lugar

 

VIVER É...

 

Viver é lutar, cair,

Se machucar e levantar.

É renascer a cada amanhecer!

 

Viver é tentar, se arriscar, ousar,

Aprender com os erros,

Persistir e vencer!

 

Viver é muito mais que sonhar,

É realizar os sonhos!

 

Viver é agradecer constantemente a Deus

Pelo dom da vida!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Angélica Maria da Rocha – 7ª Série A

 

AH, COMO EU GOSTO...

 

Ah, como eu gosto de deitar sobre a rede

Na varanda da minha casa,

Nos dias ensolarados

E ficar por longas horas,

Observando os pássaros

Dançando sobre os galhos das árvores

E cantando lindas melodias!

 

Ah, como eu gosto de deitar sobre a rede

Na varanda da minha casa,

Nos dias ensolarados

E ficar por longas horas,

Lendo um bom livro

E viajando por meio das palavras!

 

Ah, como eu gosto de deitar sobre a rede

Na varanda da minha casa,

Nas noites enluaradas

E ficar por longas horas,

Vendo as estrelas brilharem no céu

E sentindo a brisa do vento

Afagar o meu rosto!

 

Ah, como eu gosto!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Elias Felipe de Moura – 6ª Série A

 

A VIDA NO CAMPO

 

Como é boa a vida no campo!

 

Adoro acordar de manhã

Com o cantar dos pássaros e dos galos!

 

Adoro ouvir os grilos cantarem

E os sapos coaxarem

Durante o silêncio da noite!

 

Adoro entrar na cachoeira

E me banhar naquelas águas cristalinas

Que caem sobre as pedras,

Entoando uma suave canção,

Que acalma o meu ser

E alegram o meu viver!

 

Ah, como é boa a vida no campo!

 

 

Fabíola Aragão de Souza – 6ª Série A

 

SEM VOCÊ...

 

Sem você, eu não vivo,

Apenas vegeto.

 

Sem você, eu vivo triste.

Os meus sonhos viram pesadelos,

Os meus dias são nublados

E no meu jardim não há flores

Nem pássaros cantando.

 

Sem você, o meu coração não se emociona,

Apenas bate por bater.

As estrelas do meu céu não brilham

E as noites são sempre frias.

 

Sem você, vou vivendo por aí

Simplesmente por viver!

 

 

 

Jennifer Milena da Silva – 6ª Série B

 

2º Lugar

 

O SENTIDO DA VIDA

 

Para que a nossa vida

Realmente tenha sentido neste mundo,

Precisamos ser sensíveis,

Tocar os corações das pessoas

E andar sempre de mãos dadas com Deus.

 

Precisamos ser o colo que acolhe,

A palavra que consola,

O silêncio que respeita,

A alegria que contagia

E o amor que transforma a vida das pessoas!

 

 

Jéssica Adriele P. da Costa Gimenes – 6ª Série B

 

3º Lugar

 

DEUS EM NOSSAS VIDAS!

 

Deus é amor, paz, esperança!

É a luz que ilumina as nossas vidas!

 

Independente das religiões,

Precisamos de Deus em nossas vidas,

Precisamos tê-lo em nossos corações

Para sermos felizes praticando o bem,

Pois o que levamos da vida,

É a vida que nós levamos!

 

 

Matheus Branco Bueno – 7ª Série A

 

AS UTILIDADES DAS ÁRVORES

 

Nós devemos preservar as árvores

Assim como zelamos pela nossa existência,

Porque preservá-las significa ter consciência

E compreender a vida.

 

Umas dão frutos para os seres vivos se alimentarem

E flores que enfeitam a paisagem

E perfumam o ar.

Outras, com suas flores e raízes,

Fornecem medicamentos e madeira para o homem.

 

As que nada produzem,

Assim mesmo são úteis,

Pois purificam o ar

E fertilizam o solo.

 

 

Regiane Luisa da Silva – 7ª Série B

 

SIMPLESMENTE MULHER!

 

Mulher criança,

Que vive no mundo da fantasia e da inocência.

 

Mulher moça,

Que desabrocha como um botão em flor.

 

Mulher adulta,

Que encanta o homem

E tem o dom de carregar a vida em seu ventre.

 

Mulher senhora,

Que ensina a todos com sua experiência e paciência.

 

Mulher criança, mulher moça,

Mulher adulta, mulher senhora,

Que a todos encanta

Por ser simplesmente mulher!

 

 

Thamiles Cristina Tavares de Souza – 7ª Série B

 

MULHER: SER SUBLIME E GUERREIRO!

 

Mulher: ser sublime,

Encantador e incrível,

Pois consegue resolver os seus problemas

De uma maneira especial

E na dosagem certa,

Porque além de agir com justiça e sensatez,

Ela é intuitiva e sensível!

 

Mulher: ser guerreiro,

Pois trabalha tanto no trabalho lá fora

Como dentro do seu lar.

É uma verdadeira vencedora

Na arte de trabalhar!

 

 

Thiago Aparecido do Nascimento – 6ª Série B

 

Ó, TRISTEZA MINHA!

 

Ó tristeza minha diga a ela

Que sem ela não consigo mais viver!

 

Ó, tristeza minha diga a ela

Para voltar logo para mim,

Pois não suporto mais sofrer tanto assim!

 

Ó, tristeza minha diga a ela

Que estou com saudades

E ansioso, esperando ela voltar,

Pois se isso não acontecer,

De tristeza eu vou morrer!

 

 

Professora responsável:

Maria Encarnacion Camacho dos Santos

Diretora:

Helena Maria Martins Maçal Fadul

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CAPÍTULO III

 

Centro Educacional de Educação Básica para Jovens e Adultos “Cecília Meirelles” - CEEBJA – Jandaia do Sul – Pr

 

Alunos deste centro educacional que participaram do VI Concurso de Poesia nas Escolas “Cecília Meirelles”, realizado pela Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ, em agosto e setembro de 2010.

 

 

Andrea Regina Nulof – Ensino Médio

 

ESSE MEU PARANÁ

 

Meu belo Paraná,

Sem dúvida, és luzeiro,

Porém, talvez tenha brilhado

Mais em tua mocidade,

Quando havia flores pela estrada

Ao invés de crianças pela calçada.

 

Quem dera fosses ainda o panorama das florestas

E que tuas festas fossem tão belas quanto as do passado!

Hoje tuas florestas correm riscos e, em tuas festas,

Jovens perdem a vida em troca de prazeres desregrados.

Será esta a glória por ti almejada?

 

Meu idolatrado Paraná!

És rico em belezas, e cheio de riquezas,

Mas muitos filhos teus padecem é na pobreza.

Meu Paraná evoluiu, cresceu, mas junto cresceu também

A desigualdade e a violência

Porém, com tua inteligência e avidez

A evolução social um dia irás alcançar.

 

Estrela dessa pátria,

És o celeiro do país.

Teu povo é forte, corajoso e altivo

E pela vitória não desiste de lutar.

Tudo o que queremos é contigo também brilhar

Meu belo Paraná!

 

 

Mirian Bueno Camargo dos Passos – Ensino Fundamental

 

PROFESSOR, SUBLIME MISSÃO

 

Professor, mestre, alguém que ensina,

Ensina muito mais do que se possa imaginar.

Ensina não apenas a ler, escrever, contar, pensar...

Ensina também a sonhar e até a amar.

 

Pense uma vez apenas, por alguns instantes,

Que seria do mundo sem essa peça tão importante,

Nosso querido professor?

Que sentimento poderia transmitir a mais bela poesia,

Se ninguém soubesse ler?

Que seriam das valorosas letras do nosso alfabeto,

Se ninguém soubesse combiná-las, com elas formar frases

E transformá-las em escritas?

Que valor teriam os muitos números, se não houvesse

Quem os soubesse calcular, contar, dividir, multiplicar?

 

Que seria da própria história do homem,

Sem este importante instrumento humano?

Importante sim, mas muitas vezes desvalorizado

Pelo não reconhecimento, pelo salário muitas vezes injusto,

Pelo reconhecimento de muitos que um dia já precisaram dele...

 

Os famosos computadores já tentam tomar o lugar

Desse importante personagem da educação.

Até conseguem ensinar!

Mas onde está o calor humano, tão essencial

E tão em falta em nossos dias?

Onde fica aquele carinho todo especial

Entre dois seres, professor e aluno?

Aquele vínculo criado no convívio,

Chamado amor?

 

O professor é alguém que não se contenta

Em andar à nossa frente, nem atrás de nós

Mas se satisfaz andando ao nosso lado,

Quer antes de tudo ser nosso amigo.

 

Professor, sublime missão!

Missão que ele transforma em prazer

Para transmitir aos outros o saber.

Missão desempenhada com dedicação,

Paciência, submissão, alegria e muito amor...

 

Uma flor, palavras bonitas,

Um presente, até mesmo esta poesia

Seria pouco, quase nada,

Para dizer ao nosso querido professor

Do seu real valor, de sua importância

E de tudo aquilo que representa...

Mas, se oferecido com amor,

Gratidão e reconhecimento,

Certamente será recebido com um belo sorriso,

O coração a cantar e a alma a lhe dizer

Que “vale a pena ser professor”.

 

Muitas vezes se preocupa, sorri,

Chora, sonha, reclama, espera,

Mas nunca deixa de desempenhar

Seu papel de “educador”.

Numa sala de aula, faz dos filhos alheios

Seus pequeninos, seus próprios filhos.

Faz de analfabetos grandes homens e grandes mulheres.

Quer numa simples escola primária ou numa grande universidade,

Sua missão e seus firmes propósitos são sempre os mesmos:

Ensinar com amor, viver para ser um instrumento do saber.

 

Professor, que um dia já foi criança, já brincou,

Já teve seus sonhos infantis...

Hoje, professor que muitas vezes se coloca

No lugar de seu aluno.

Faz de conta que é criança,

Brinca, sorri, conta histórias,

Algumas vezes até esquece que é adulto.

Mais do que ninguém ele sabe imitar o palhaço,

Ser um pouco pai e mãe,

Fazer-se cúmplice de um menino travesso.

Mas nunca se esquece de ser amigo,

Um amigo autêntico, sem máscaras, sem fingimento.

Um amigo leal e real...

 

Querido mestre, professor, amigo, companheiro...

Hoje é seu dia!

E nesse dia, quisera eu, apenas por uns poucos minutos,

Ser você para poder ensinar a todos a melhor coisa:

Respeitá-lo e amá-lo...

Quisera eu, seu nome eternizar

Não no frio cimento ou no mármore,

Mas sim, no coração de todos os que são

Ou já foram seus alunos,

Também os que virão a ser

Aluno como hoje eu sou,

Aluno que, amanhã talvez, será também um professor...

 

 

FLOR MULHER

 

Mulher: ser humano do sexo feminino.

É assim que o dicionário define a palavra mulher.

Mas será isso mesmo? Só isso?!

 

Sim, mas não só isso.

É mais, muito mais!

A mulher é o mais sublime presente

Que Deus deu ao mundo, depois de si mesmo...

E com ela veio também mais carinho,

Mais compreensão, mais vida, mais amor...

 

A mulher é a flor sem a qual

O mundo não estaria completo.

É a estrela que brilha mesmo na noite mais escura.

É o calor que aquece o mais frio inverno.

É a força que desafia a própria força.

É a esperança última a morrer...

 

É a mulher que mais sonha, mais dá carinho,

Mais ama, seja sua idade qual for...

Menina, moça, mulher...

É a mulher que nunca deixa de ser heroína, seja ela pobre, de classe média,

Vivendo no campo ou na cidade,

Analfabeta ou acadêmica,

Ela vai à luta, nunca desiste, guerreira eterna...

 

Mulher que passo a passo conquista seu espaço.

Mulher que muitas vezes não tem tempo

Para se arrumar, passear, sonhar...

Mas nunca deixa de ter a sensibilidade de mulher...

 

Mulher que, em favor dos filhos, aborta os próprios sonhos...

Mulher que sabe sorrir, mesmo na hora de chorar.

Mulher que se cala quando deveria falar.

Mulher que sempre encontra uma solução

Para os problemas do marido, dos filhos, do irmão

Ou mesmo de uma amiga,

Muitas vezes esquecendo suas próprias dúvidas,

Medos e anseios...

 

Mulher amiga, companheira, amante,

Amada ou desprezada, mas sempre mulher...

Que seria do mundo sem a mulher,

Ser insubstituível, necessário, imprescindível...

 

Mulher, o amor de uma forma toda simples,

Mas toda especial...

Mulher, ser humano sim,

Mas que nunca nos deixa esquecer

O quanto é divina.

Mulher mãe, mulher filha, mulher avó, mulher amiga...

Mulher flor, flor mulher...

 

 

Sebastião Claudemir da Silva

 

OBRIGADO MULHER

 

 

Obrigado, mulher, por dar sentido às nossas vidas,

Por seu amor, sua dedicação, seu incentivo.

Obrigado por nos abrir os olhos e nos fazer ver

Que vocês são nossa razão de viver,

Por nos dar a felicidade de ter vocês ao nosso lado,

Não só como nosso braço direito, mas como nossa metade,

Pois vocês nos completam.

Obrigado a vocês, mulheres trabalhadoras,

Que conquistaram e estão conquistando seu espaço

Em todas as profissões, sempre lutando por uma vida melhor

Por um futuro melhor, por um país melhor,

Enfrentando todas as dificuldades e barreiras

E derrubando qualquer preconceito.

Mulher amada, amiga, namorada, esposa, mulher mãe,

Obrigado por tanto amor dedicado.

Obrigado por sua paciência conosco

E nos desculpe por nossa falta de compreensão.

Mas fiquem sabendo que é um imenso prazer

Ter vocês assim, bem pertinho, do nosso ladinho,

Mesmo às vezes não dizendo isso a vocês,

Mas no fundo é isso que sentimos.

Se somos felizes, é porque vocês são a nossa felicidade.

Se temos sucesso, conquistas, sonhos, emoções,

É porque vocês são a nossa inspiração.

Obrigado, mulheres, muito obrigado, de coração!

E lembrem-se sempre: todos os dias é sempre o seu dia!

 

 

Professora responsável:

Francismara Aparecida Faria

Diretor:

Ruberley Rojo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CAPÍTULO IV

 

Escola Estadual Cesar Lattes – Cambira – Pr

 

Alunos desta escola que participaram do VI Concurso de Poesia nas Escolas “Cecília Meirelles”, realizado pela Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ, em agosto e setembro de 2010.

 

 

Ana Caroline Verri – 5ª Série B

 

3º Lugar

 

A CIDADE ONDE VIVO

 

A cidade onde vivo,

Nem sei como falar,

É uma cidade maravilhosa,

Que todos ouvem falar.

 

A cidade onde vivo,

Cambira, como disse, todos ouvem falar,

Cambira é o amor, paz

Cambira é o nosso lugar.

 

A cidade onde vivo

Quem vem passear encanta-se

E sempre quer voltar

Isso é um pouco da cidade onde vivo.

 

O povo de Cambira é muito tranquilo

Todos que moram aqui

Nunca pensam em se mudar

Cidade maravilhosa

Cambira é o meu lugar.

 

 

 

Andriele Mayara Pedro – 5ª Série B

 

MEU CAMBIRA

 

Meu Cambira,

Cambirão.

Oh... minha cidade do coração

 

Como é bom morar aqui

Porque todo o mundo

Gosta de mim.

 

 

Hemily Fernanda Feitosa da Cunha – 5ª Série B

 

2º Lugar

 

CAMBIRA

 

De Cambira vou falar

Se você visitar

Com certeza vai querer ficar

Nesta cidade vou morar

 

Você não precisa se preocupar

Porque nesta cidade vou sempre

Querer ficar

Cambira é nosso lugar

 

Cambira é uma cidade

Onde tem muitas pessoas

Cambira é muito alegre

Cambira é só harmonia

 

Cambira é só alegria

Quando você se muda

Com certeza vai querer voltar

Porque esta cidade é nosso lugar

 

Quando você chora

As lágrimas caem ao chão

Cambira sente saudade

Do nosso coração

 

 

Jenifer Lorrana Lazarini – 5ª Série B

 

CAMBIRA, ONDE VIVO

 

Aqui é meu lugar

Onde eu sempre vou morar

De noite eu olho para o céu e vejo o luar

Aí sim me dá vontade de voar.

 

Pelo meu Cambira eu sempre vou lutar

Lutar pela bondade e humildade

Olha que coisa bonita de se ver

 

Cambira inteiro lutando

Pelas Olimpíadas

O povo de Cambira é merecedor

Mesmo não ganhando

Estaremos juntos em 2012.

 

 

Larissa Gabriela da Silva – 5ª Série B

 

O MEU CAMBIRA

 

Em Cambira,

Tem crianças sorrindo

Tem gente boa

 

Cambira,

Aqui é muito bom

Se você vem pra passear

Você vai querer morar.

 

Thaila Rafaela Lopes – 5ª Série B

 

1º Lugar

 

CAMBIRA, MEU LUGAR

 

Cambira, lugar onde vivo

Fica aqui no Paraná

No sul do Brasil

Quem vive aqui nunca se esquecerá

 

Cambira, lugar lindo

Cheio de encantos

Aqui todo mundo é simpático

Ninguém fica te maltratando

 

Quem vem para Cambira

Nunca se esquece

Cidade bonita

Do sul ao leste

 

Eu vou para a escola

Sem minha mãe se preocupar

Pois se eu cair aqui ou ali

Sempre alguém vem me ajudar.

 

 

Professoras responsáveis:

Márcia Aparecida Locomann

Diretor:

João Vamberto Bonfin

 

 

 

 

 

 

 

 

CAPÍTULO V

 

Escola Estadual Humberto Alencar Castelo Branco – Distrito São José – Jandaia do Sul – Pr

 

Alunos desta escola que participaram do VI Concurso de Poesia nas Escolas “Cecília Meirelles”, realizado pela Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ, em agosto e setembro de 2010.

 

 

Alberto dos Santos – 6ª Série

 

2º Lugar

 

A HISTÓRIA DE SÃO JOSÉ

 

            Há mais ou menos setenta anos, meu bisavô, João da Costa chegou aqui, vindo de Portugal. Antigamente, aqui era só mata fechada. Ele e sua família fizeram uma cabana debaixo de uma árvore com capim. Depois de um tempo, fizeram uma casa de palmito coberta de capim e começaram a desbravar a mata para plantar cereais. Aqui havia muitos animais e aves.

            Depois de muito tempo, meu bisavô, junto com um engenheiro, dividiu o terreno em datas e chácaras para vendê-las e assim foram surgindo famílias e foi criada uma comunidade, a qual deram o nome de Treze, por estar a treze quilômetros de Jandaia do Sul. A comunidade foi crescendo e surgiu a primeira capela com o nome de: “Capela de São José”. O nome foi dado pela minha bisavó Maria, que era bastante religiosa e devota de São José.

            Mais tarde, por volta do ano de 1965, tornou-se distrito de São José, por causa do nome da capela e passou a pertencer à cidade de Jandaia do Sul, e foram sempre aumentando as moradias da comunidade. Também foi construída a primeira escola de 1ª à 4ª série. Após, construíram uma nova escola e uma igreja um pouco maior, que é a atual, e que foi por diversas vezes reformada. Hoje está sendo construído o novo posto de saúde.

            E assim se formou o Distrito de São José, que foi crescendo até hoje e tudo ficou melhor.

 

 

Daniela de Souza Meira – 7ª Série

 

1º Lugar

 

O LUGAR ONDE VIVEMOS – VILA RURAL PARAÍSO

 

            Nasci em 28 de maio de 1997 e não me lembro de nada, pois eu era um bebezinho com apenas dois meses, mas minha família me contou toda essa história, principalmente minha irmã que me contou coisas da sua infância aqui.

            Ela me disse que na Vila Rural Paraíso não havia água encanada e as coisas eram bem difíceis. No começo, tinham que buscar água na mina do sítio vizinho e lavar as roupas no rio. Quando chegou a encanar água na vila, a caixa d’água era lá no campinho, onde hoje vamos pra lá brincar, e quando a caixa enchia muito e derramava, a molecada ia pra lá tomar banho e brincar de “bolo de barro”, fazendo muita bagunça.

            A rua era feia e quando chovia inundava tudo. Não havia árvores, só as casinhas no meio do nada. Era muito difícil até pra pegar ônibus para ir a Jandaia ou ir à escola, pois tinha que pegar lá na placa da entrada da vila, porque não tinham os pontos para a circular e para o ônibus escolar passarem por dentro da Vila. O nosso salão comunitário, onde realizamos nossas festas, era menor. Depois, aumentaram. E não existia o nosso outro salão ao lado, que hoje foi transformado na nossa igreja.

            A Vila era bem despovoada, até que foram construindo outras casas, dando lugar para que várias outras famílias pudessem morar. E assim a Vila foi se expandindo e se colorindo com belas paisagens; agora até um orelhão nós temos.

            Enfim, acho que termino aqui contando como era o lugar onde vivo e onde muitos outros já viveram e puderam apreciar todo esse trabalho. É claro que agora está tudo mudado, mas sempre é bom resgatar nossas memórias.

 

 

Elém Leite Batista – 8ª Série

 

A SERINGUEIRA

 

            Lá na minha terra, há uma seringueira que guarda bons momentos de alegria. Foi lá que eu passei a minha infância e onde brinquei muito com meus amigos.

            Ela é enorme, no outono fica meio seca, mas na primavera ela floresce e esbanja charme e beleza.

            Um dia, tentaram cortar a seringueira, mas por ela ser tão querida, todos nós reunimos nossas forças para evitar esse incidente, então não foi cortada.

            Subíamos na seringueira para brincar de esconde-esconde e muitas outras brincadeiras.

Ela era usada também para os seringueiros fazerem o látex.

            Essa árvore era muito especial, causava sensação de alegria para quem chegava perto dela. Quando descobri que aquela árvore não era só especial para mim, tomei certas providências.

            Cuidava muito mais dela. Pedi para alguém pegar algumas mudas. Plantei, reguei e elas cresceram e hoje estou aqui para contar para vocês essas histórias das seringueiras...

 

 

Érica Moreno Cândido – 5ª Série

 

3º Lugar

 

MEU LUGAREJO

 

Meu lugarejo

Tão pequenino

Quando o vejo

Ele está quase sumindo.

 

Meu lugarejo

Todo acabado

Quando o vejo

Ele está abandonado.

 

Meu lugarejo

Sempre vai ser assim

E eu nunca achei

Ele ruim.

 

 

Gabriel de Souza Ribeiro – 8ª Série

 

A ÁRVORE

 

            Já contei a vários amigos, diversas vezes, mas só agora eu entendi.

            Faz pouco mais de seis anos que saí da cidade e vim para o meio rural; quando me mudei, senti a diferença no silêncio, que era quase absoluto; era, comparado à cidade, um santuário. Mas na verdade, não é sobre isso que quero falar, é sobre o caso que envolve um pouco de tudo: curiosidade, mistério e até acaba sendo inusitado.

            Quando me mudei, eu vi, ou melhor, eu conheci algo que não se vê na cidade: uma árvore muito alta e de um tronco tão grosso que, sozinho, não conseguia abraçar por inteiro. Ela era como um cartão postal: no verão, no inverno, em qualquer estação, ela nunca perdia aquela coisa, aquele algo a mais que encantava a quem a via. Ela ficava em frente à janela da cozinha da minha casa. Todos os dias, eu e todos de casa a víamos, e isso virou uma rotina, era inevitável.

            Num dia comum de chuva, estava à mesa fazendo um simples dever de casa, quando, do nada, um raio caiu sobre aquela árvore. Estava apenas chuviscando, e todos naquela hora se assustaram. A árvore ficou ferida e depois de um tempo secou, parecendo morta. E agora eu entendo, hoje eu compreendo, que aquela árvore, aquela simples peroba, foi como uma pessoa que de tanto que você conhece, acaba virando e sendo como se fosse da família. Depois daquilo, parecia que alguém querido havia falecido; mas eu sei e tenho certeza que dentro de cada um ela continua estando lá e abrilhantando aquela paisagem.

 

 

Jéssica Rita de Cássia Souza – 5ª Série

 

MEU LUGAR

 

Cidadezinha onde moro,

Quero viver eternamente, seja feliz ou não.

 

São José, cidadezinha pequena,

Mas somos todos felizes.

 

São José, São José, belo tu és.

Aqui nasci, cresci; aqui quero morrer, porque belo tu és.

 

São José, cidadezinha pequenina, tu és,

Pode não ser grande no tamanho,

Mas enorme no aconchego.

 

São José,

Minha paixão, você é.

José Augusto Mateus Rezende – 5ª Série

 

LÁ ONDE EU MORO

 

Vi uma pomba em um galho.

A pomba rola cantando

Despertava tanta saudade

Que mais parecia chorando

No templo das solidariedades.

 

 

Lucas Henrique Fegueredo Rico – 5ª Série

 

RIMA

 

O sol vai nascendo,

A lua vai sumindo

E o dia vai amanhecendo.

 

Significa que o Brasil

Vai surgindo no mundo

Em que vivemos.

 

 

Professora responsável:

Isabel Bedeti de Carvalho Germuzesque

Diretora:

Lucyene Aparecida Azoni de Carvalho Azolin

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CAPÍTULO VI

 

Colégio Estadual Jandaia do Sul – Jandaia do Sul – Pr

 

Alunos deste colégio que participaram do VI Concurso de Poesia nas Escolas “Cecília Meirelles”, realizado pela Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ, em agosto e setembro de 2010.

 

 

André Luis Vicente – 8ª Série

 

O QUE É O AMOR?

 

É um sentimento que

Mexe com a gente em qualquer momento.

É um sentimento de paixão

Que liga dois corações.

 

Quando estamos amando,

Esquecemos de tudo

É como se o mundo

Parasse e ficasse mudo.

 

O amor é como

Se fosse uma flor,

Feia quando fechada

Mas, linda quando se abre.

 

 

Caroline de Oliveira Amaral – 8ª Série

 

QUANDO EU NÃO MAIS EXISTIR

 

Quando eu não mais existir

Procura-me nas flores

Serei o perfume daquela que você toca.

Quando eu não mais existir

Procura-me nas noites frias,

E eu serei a brisa que beija teus lábios.

Quando eu não mais existir

Procura-me nas estrelas,

Eu estarei em uma delas

Para te dizer boa noite.

Quando eu não mais existir

Procura-me no lago,

Eu estarei na tua própria imagem,

Só para completar...

 

 

Gabrielle Deosti – 6ª Série A

 

3º Lugar

 

SUSTENTABILIDADE E VIDA

 

            Quando falamos em preservação do meio ambiente, consideramos apenas a preservação da natureza, aliás, imprescindível.

            Porém, não é apenas a preservação da natureza que garantirá a continuidade da vida, mas a promoção de tudo o que puder trazer a qualidade de vida a todos os seres, incluindo o ser humano.

Portanto, precisamos entender que não salvaremos a humanidade se, além de evitarmos as queimadas, as fumaças das chaminés das indústrias, a morte dos animais, a poluição dos rios e mares, também não cuidarmos de nós mesmos, da sociedade em que vivemos, garantindo, a todos, os recursos que sustentam a dignidade.

            Nesse momento, encontramos a sustentabilidade, que, com o trabalho individual e coletivo, garantirá a nossa existência neste planeta, por meio da busca de soluções que não prejudiquem nosso progresso, mas que também possa conduzi-lo com ética e bom senso.

            Cabe a cada um de nós, a toda a sociedade e aos governantes do mundo inteiro, por meio de pesquisas de tecnologias sustentáveis e ações concretas, realizarmos essa importante mudança de atitude, de comportamento, que nos tornará mais solidários, menos egoístas, para que possamos continuar a existir.

 

 

Lucas Galvão Porfiro da Rocha – 2ª Série

 

VAMPIROS BON TEMPS

 

            Dias de verão e noites de inverno, era esse o clima de Bon Temps, quando era dia, era quente, quando era noite, era frio.

            Bon Temps era uma cidade calma e pacata, até a chegada de Eric, um vampiro perseguido por William, mais conhecido como Bill.

            Essa perseguição começou por conta de uma garota, Sookie.

            Sookie estava sendo disputada, por dois vampiros, pois era uma garota especial, não era humana e sim uma telepata, mas não sabia o que realmente era.

            Ela havia herdado de seu bisavô este dom, mas não sabia que era procurada por vampiros.

            Ao chegar ao bar em que trabalhava, Sookie se depara com Eric, e ao mesmo tempo fica intrigada, pois não consegue ler os seus pensamentos. Sookie vai até à mesa e logo percebe que Eric é um vampiro e resolve querer saber mais sobre ele.

            A telepata se senta junto com o vampiro e pergunta a ele porque não consegue ler os seus pensamentos. Eric explica que isso não é possível, porque já está morto. E a garota fica apaixonada.

            Sookie que nunca se envolveu com homem algum, pois toda vez que tinha um encontro já sabia o que o pretendente realmente queria com ela e nunca conseguirá, fortalecer uma relação.

            A conversa acaba e Eric vai embora, quando Eric sai do bar Sookie tem uma sensação estranha e resolve ir atrás dele. Ao sair se depara com uma briga, era entre Eric e Bill. O vampiro Bill ficou irado ao saber que Eric conheceu Sookie.

            Bill não queria esta aproximação, pois sabia que Eric trabalhava para forças obscuras e perigosas. Ao ver Sookie chegar, Bill se sentiu estranho como nunca se sentiu, era como se voltasse a ser um humano e ficasse apaixonado. Foi isso que aconteceu. A briga acabou e Bill ficou extremamente ferido, Sookie foi ajudá-lo e se sentiu atraída.

            Bill precisava de sangue e Sookie deixou que ele a mordesse e Bill voltou ao normal, pois Sookie tinha um sangue poderoso, por conta do seu dom.

            Sookie e Bill se tornaram amigos. E Sookie não consegue ter algo mais com Bill, pois ainda se sentia atraída por Eric, mesmo sabendo que ele na verdade era um mau caráter.

            Os dois amigos bolam um plano contra Eric, para matá-lo, o que era quase impossível, pois Eric era 200 anos mais velho que Bill. Mesmo assim tentam o plano, que consistia em matar Pam, uma outra vampira que havia sido criada por Eric. Quando Pam morresse, Eric se sentiria mais fraco e eles teriam uma única chance.

            Bill telefonou para Pam dizendo que Eric estava morrendo e ela precisaria ir o mais rápido possível para o Molloter, o bar onde Sookie trabalhava.

            Ao chegar Pam é surpreendida por Bill, e é logo golpeada no coração, por uma estaca de madeira. Eric sente e vai correndo para lá e vê que Bill mata sua filha.

            Eric vai para cima de Bill e o vampiro Bill não tem chance alguma. Sokie fica desesperada e surgem em suas mãos novos poderes. Poderes raros que só poderiam ser utilizados por descendentes de fadas. O poder era forte, em um piscar de olhos, Sookie poderia matar Eric, e não pensa duas vezes.

            Sookie soltava raios de fogo pelas mãos e ataca Eric no coração. Bill ferido precisa se alimentar de Sookie. Com um sangue saboroso e diferente, Bill perde o controle e quase mata Sookie.

            Após recuperados, passam a morar juntos e o amor entre os dois se torna mais intenso a cada dia.

            Quando a história é contada as pessoas, e acham que Sookie está louca, pois ninguém viu nada. Sookie falava a verdade ou não passava de um sonho.

 

Obs. Inspirado na série de TV “True Blood”

 

 

Maria Gabrieli Rosa Jofre – 6ª Série B

 

O ESSENCIAL

 

            A evolução das tecnologias e o progresso trouxeram mais que conforto ao ser humano. Trouxeram também a destruição, com a ganância de se produzir mais, o desperdício de não se reaproveitar ou reciclar o que se usa e o consuma sem a necessidade.

            Com o tempo, o mundo se tornou mercado e tudo, inclusive a vida, tornou-se mercadoria de consumo e, portanto, descartável.

            Por causa do nosso egoísmo, poluímos rios, mares, nossas ruas, nossas cidades, nosso ar, destruímos florestas, matamos animais e, o pior, nem olhamos para os que caminham ao nosso lado, para as suas necessidades vitais, seus problemas, ignorando todo mal que praticamos a nós mesmos e a todo o planeta. Ignoramos, inclusive, que tudo isso resultará num retorno que poderá nos destruir completamente.

            Temos tempo, ainda, para reverter todo esse mal. Porém, se nós recusarmos a melhorar nossas práticas no Planeta Terra, não será o fim do mundo. Será o nosso fim.

Natália Cardoso de Castro – 5ª Série B

 

2ª Lugar

 

SOMOS TODOS DA TERRA

 

            A natureza e a vida estão interligadas. Para que possamos preservar a vida, precisamos preservar a natureza, porque é por meio dela que toda a vida se multiplica e se propaga.

            Não somos os únicos a fazer parte da natureza, portanto, o respeito com todas as outras formas de vida ou aquelas que as mantém, como a água, por exemplo, é essencial.

            Se um dia nossa irresponsabilidade, nossa ganância e nosso egoísmo nos destruir, mesmo debilitada, a natureza ressurgirá e nós seremos apenas pó.

            Tudo o que fizermos para preservar os recursos naturais, o ecossistema, o meio ambiente, é a nossa própria existência que estaremos garantindo.

            Por isso, cabe a nós, por meio de tecnologias sustentáveis e conscientização, a preservação da nossa casa, pois somos todos da Terra.

 

 

Tainara Cardoso de Moraes – 8ª Série

 

1º Lugar

 

LEMBRANÇAS DE UM AMANHÃ

 

Os pássaros cantando

Lembram-me o dia que amanheceu,

O dia é tão grande!

Mas de que adianta

Se você me esqueceu?

 

O dia e a noite tão distantes,

Como eu e você.

O nosso “pra sempre” durou pouco,

Mas prometo que jamais vou te esquecer.

 

E no meio de tudo, e entre

Você e eu existe algo,

Algo que não podemos esquecer.

É o amor!

O amor que já existiu entre você e eu.

 

 

Professores responsáveis:

Ivo Pescaroli

Sueli Aparecida Ros Fajardo dos Santos

Diretor:

Vladimir Matioli Arcarde

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CAPÍTULO VII

 

Colégio Estadual João Paulo I – Bom Sucesso – Pr

 

Alunos deste colégio que participaram do VI Concurso de Poesia nas Escolas “Cecília Meirelles”, realizado pela Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ, em agosto e setembro de 2010.

 

 

Alessandra Bonifácio dos Santos – 2º Ensino Médio A

 

A LUA

 

A lua é tão bela para se observar

Nossa contemplação a ela, todas as noites a olhar

No céu ela se exibe, como uma flor a perfumar

Ah! Meu Deus como me encanta esse luar!

 

As estrelas a ela reverenciam

Como uma moça mimosa a bailar

O sol por ela se apaixonaria

Se assim a pudesse encontrar.

 

Todas as noites me encanto observando-a

Como pode seu raio de luz ser tão brilhante

E assim em meus sonhos vou ao seu encontro

Com seu esplendor ela me envolve e me deixa cativante.

 

Nas noites nubladas me pergunto:

Onde está minha amada?

E assim adormeço

Esperando o próximo luar para ver minha adorada

 

Oh Lua! Oh Lua! Como és especial!

Até as pedras preciosas de ti tem inveja

Pois teu refletir sobre a terra é fenomenal

E graças a ele aqui festejas.

Amanda Caroline N. Gomes – 1º Ensino Médio

 

POEMA DE UM AMIGO

 

Quero ser teu amigo

Nem demais, nem de menos,

Nem tão longe, nem tão perto

Na medida mais precisa que eu puder.

 

Mas amar-te sem medida

E ficar na tua vida

Na maneira mais discreta

Que eu souber

 

Sem tirar tua liberdade

Sem jamais te sufocar

Sem falar quando for hora de acabar,

Sem calar, quando for hora de falar

 

Nem ausente, nem presente,

Simplesmente, calmamente, sentir paz...

 

É bom ser amigo, mas confesso

É tão fácil aprender, e por isso

Eu te suplico paciência.

 

Vou encher esse teu peito

De lembranças!

Dá-me tempo

De acertar nossas distâncias.

 

 

Andressa Amâncio Paglianini – 8ª Série B

 

LEMBRANÇAS

 

Lembranças...

De quando éramos crianças...

E acreditávamos na velha esperança...

Lembranças...

De sonhos inacabados,

Sonhos não realizados,

Querendo ser ilustrados...

 

Nuvens de lembranças nos rodeiam,

Lembranças de amores, de sonhos,

De desejos...

 

Lembranças da vida,

Lembranças sofridas...

Lembranças vividas,

Que nunca mais serão esquecidas...

 

Coisas passadas,

Que não precisam ser lembradas...

Lembranças da vida vivida,

Paixões da vida sofrida...

 

Só me resta lembranças,

De um dia que tudo foi lindo,

E o mundo era muito mais colorido...

 

Lembranças,

Não são sonhos de criança...

Para amar precisamos lembrar

Das lembranças passadas...

 

Lembranças é vida que pode

Ser sofrida, mas nunca esquecida...

Lembranças devem ser compreendidas...

 

 

 

 

 

 

 

 

Andressa Rosa Carvalho – 6ª Série B

 

2º Lugar

 

MÃE

 

Eu amo minha mãe

Não sei o que ela sente por mim

Só sei que vou amá-la

Intensamente até o fim

Oh, Mãe querida!

És a flor do meu jardim!

 

Mãe é amor,

É minha melhor amiga

É o anjo do meu céu

É a guardiã da minha vida!

 

Mãe é assim, é tudo

Ela quebra todas as barreiras

Ela é tudo em meu mundo

Ela é minha guerreira.

 

Tudo que aqui escrevo

Não é imitação

Eu só escrevo as coisas

Que vem do meu coração

 

Sabe por quê?

 

Porque mamãe me deu a vida

Por isso que lhe dou valor

Por isso eu lhe agradeço

Com todo o meu amor.

 

 

 

 

 

Caroline Campos Vais – 2º Ensino Médio B

 

EU AINDA NÃO SEI

 

Se for para me encontrar

Que seja pra vir sozinho

Que pegue uma flor

Que encontrar no caminho

 

E à noite ao dormir

Sonhe comigo ao luar

Dançando à meia noite

Eu e você a namorar

 

Eu preciso lhe dizer

Algo que ainda não sei

Na memória sua voz

Na boca o beijo que eu não lhe dei.

 

 

Cassiano Antonio – 3º Ensino Médio A

 

CAVALEIRO

 

Eu sou o cavaleiro de Fenícia

O orvalho dos vales de Daron

A crina como manto de linho

Tão fino! Tão fino! O cavalo de shalon

 

Dos altos montes de Daron

Me sinto no seguro do meu coração

Não me venha a luz até que queira

De maneira que vou na cavalgada da lua cheia

 

Bem quer cavaleiro das marchas

Do bem ou do mal prefiro os roseirais da Fenícia

Importa-me agora na vida que levo

Que meu cavalo me leve onde quer que queira.

 

Chistian Willer Tonin – 3º Ensino Médio B

 

AMOR

 

Você foi o melhor presente que Deus mandou para mim

Eu não sei o que você tem que me fez tão bem assim

Deve ser o seu carinho e também seu coração

Que invadiu o meu peito e me deu tanta paixão

 

Eu não sei o que vai ser de mim, se um dia te perder

Sem poder te tocar e muito menos poder te ver

Eu não tenho nem ideia do que irá acontecer

Acho até que meu coração vai parar de bater.

 

 

Daniara Aparecida de Souza Campos – 3º Ensino Médio A

 

2º Lugar

 

CAMINHOS DO AMOR

 

Ah! O amor que surge de uma amizade

Que transborda em nosso coração

E traz felicidade

O amor que não pensa com a razão

 

O amor que faz crescer e amadurecer

Que faz voltar a ser criança

Que faz renascer

E viver em meio de cores e sabores

 

Amor que traz lágrimas

Mas alegria sempre ao seu lado

Como companheira do dia a dia

Vem para iluminar nossa vida

 

Amor de amigo, irmão, pai e mãe

Há vários tipos de amores

Mas nenhum encanta mais

Que uma linda paixão.

 

 

Denise Gomes dos Santos – 3º Ensino Médio B

 

POESIA POR ACASO

 

Sem inspiração

Estou agora

Tento a imaginação instigar

Mas ela demora...

Não consigo em algo pensar

Com a flecha apontada para cima

Não encontro um bom assunto

Que se organize bem

Acredito que no fundo

Há mil assuntos diversos e juntos

 

Que coisa chata!

Não consigo nada imaginar

Isso quase me mata

É horrível

A palavra certa não encontrar

 

Mas... espere um pouco...

Mesmo não tendo um tema

Estas frases vou relendo

Nossa! Não é que eu fiz um poema!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Divina Amância da Silva – 3º Ensino Médio A

 

3º Lugar

 

VIDAS, APENAS VIDAS

 

Vidas que se foram

Vidas que não voltam mais

Sonhos inacabados

Que jamais serão realizados

 

Vidas, vividas

Vidas, sofridas

Vidas, interrompidas

Vidas que jamais serão concretizadas

 

Vidas passadas

Sonhos isolados

Vidas que não foram abençoadas

Vidas que foram atormentadas

 

Vida, simplesmente vida!

Que um dia não pode ser vivida

Vidas simplesmente vidas

Que não teve alegria

De um dia viver a vida.

 

 

Gabriela R. Simili – 2º Ensino Médio B

 

E AGORA?

 

Sem direção eu te procuro

Atormentado de desejo

Ao mesmo tempo em que tenho raiva

Desejo e imploro por um beijo

 

E feito louco não esqueço

Das promessas de amor

Eu, viver sem ti

De certo morrerei de dor

 

Meu coração desenganado

Que murcha feito velhas flores

Procura pelos jardins

A cura para essas dores

 

Assim me prendo em meus lençóis

Para nos meus sonhos te encontrar

Perdido no silêncio de teus passos

Confuso, sem caminho para voltar!

 

 

Isabela Aparecida Raniero – 6ª Série B

 

MÃE

 

Mãe!

Palavra querida que significa tanto

Mãe me cobre com o seu manto

Me ensina se eu não sei amar

Me consola para eu não chorar!

 

São só três palavras especiais:

Te amo mãe!

Ainda quer escutar mais?

Pois falando dessa pessoa;

Que dá um nó nas cordas vocais...

 

Porque é a pessoa que sofre

Mas está sempre lutando

E todos os dias me diz:

_Filha, te amo tanto!

 

Palavras que saem da sua boca

São sentimentos verdadeiros

Que me animam, me confortam

E se tornam meus companheiros

No coração não há mais lugar, não

Pois a mãe já o habita todinho

Com amor, alegria, admiração

Com seu gesto de carinho!

 

 

Isadora Ramos Cardoso – 8ª Série A

 

AS BORBOLETAS ERAM AZUIS

 

As borboletas são a doçura

São o amor, são a ternura

A beleza em um olhar

É o mundo com um leve tocar.

 

Uma vez em um lugar

Onde nunca imaginei estar

Borboletas me cobriam

Como um toque de mágica.

 

Em um lugar perfeito

Na floresta ventava

E lá eu estava sozinha

Esperando alguém me buscar...

 

Borboletas surgiram

Sem eu esperar

Com o poder que paira no ar

Vi as borboletas meu amor relembrar.

 

Elas eram azuis

Luz da vida que conduz

Nas trevas resplandece o luar

Lá no céu as borboletas vão reinar.

 

No céu da noite vão estar

Com as estrelas se juntar

Muitos rodopios vão dar

Oh! Borboletas, venham me salvar.

AS ROSAS FALAM POR SI

 

As rosas falam por si

E não falam por todos

Elas são caladas, serenas

Assim como as pedras de gelo.

 

Durante o inverno encantada

É como a geada calada

Ela é serena e sensata

Ela é abstrata e escassa.

 

As rosas não precisam falar

É só seu encanto mostrar

Para a humanidade fascinar

E as mulheres apaixonar.

 

O dourado desse dia

Me exalta de alegria

No véu das folhas se excede a melodia

As rosas são as flores da alegria.

 

No amanhecer de um olhar

Elas, com certeza, vão brilhar

Pra no mundo desabrochar

E a humanidade se calar.

 

Às vezes fico a imaginar

Como é lindo o luar

E as rosas a encantar

Por que será que elas não nascem no mar?

 

O fascínio das rosas

É motivo de versos e prosas

Em lindo e magnífico jardim

As rosas são o amor sem fim.

 

Nos olhos da humanidade

Elas vão brilhar de verdade

Tanta delicadeza em uma só flor

Sem as rosas não existe o amor.

 

Sonho em ter um jardim

Muito lindo de se olhar

Na minha alma sementes vou plantar

E dentro de mim muitas rosas desabrochar.

 

 

Jaqueline Sansivirinati – 3º Ensino Médio A

 

OS OLHOS DIZEM

 

Os olhos dizem

O que a alma realmente sente

O brilho do olhar mostra o sentimento

E como lidar com isso?

 

Cada gesto de um olhar

Provoca amor, ódio, desprezo

Quando a rejeição torna-se maior,

O ódio avança dentro do coração,

Dos olhos uma lágrima cai,

Isso é a mais pura e verdadeira rejeição.

 

Os olhos dizem o que realmente

A alma sente

Brevemente, num instante

Em um coração descontente

Em um coração ardente

Um amor floresce,

Dentro de cada amante

E os olhos irradiam

O brilho mais cintilante

 

Há quem diz por aí

Que os olhos são a alma do corpo

São, não são?

 

Jênifer Sthefany Ribeiro de Oliveira – 6ª Série C

 

MÃE NATUREZA

 

A mãe natureza pede socorro

Será que alguém pode ajudar?

Ela está pedindo:

_Parem de me matar!

 

Se pararmos com a poluição

Ajudaremos na preservação

Criando um mundo melhor

Antes que aconteça o pior.

 

A vegetação está se acabando

A água está secando

Esse é o mundo que queremos

Sem futuro, sem vida alguma?

Nesta terra, o que seremos?

Para nós, não há chance nenhuma.

 

Acorde! É hora de rever suas ações

É hora de pensar nas futuras gerações

Já pensou em um mundo cinzento,

Sem água, sem ar puro, sem vento?

Mas tem solução, é bom você saber

Ainda dá tempo de a poluição combater.

 

A mãe natureza vai te agradecer

Se você respeitar o meio ambiente

Qualidade de vida, ela vai te oferecer

Basta ser um cidadão consciente.

 

 

 

 

 

 

 

Josieli Pelati Hazelski – 6ª Série C

 

O AMOR E A DOR

 

Dor é sofrer sozinho, calado

Sem ter ninguém por perto

Tudo fica tão pesado

Uma vida de dor

É amar e não ser amado

 

Queria um amor verdadeiro

Não queria sentir dor

Que esse amor fosse por inteiro

E soubesse me dar valor

 

Queria sentir a emoção

De ter uma grande paixão

Levando-me a sonhar

Tendo em quem acreditar

 

Espero que exista um amor

Sem que haja sofrimentos

Sem desilusão, sem lamentos

Vivendo uma doce companhia

Em paz e cheia de alegria.

 

 

Julia Maria Farias – 6ª Série C

 

AMOR

 

O amor não tem fronteiras

Mas assim mesmo, existem barreiras

Porque amar não é só gostar

É ser capaz de doar-se por inteiro

Para com a pessoa amada ficar

 

O amor também tem dor

Quando amamos alguém

Mas esse alguém nos ignora

Finge que não somos ninguém

 

Sentir, chorar, amar...

Sinto amor,

Choro uma desilusão...

Amo intensamente

Perco até a razão

 

Amar é uma palavra linda

Amar não é caminhar sozinho

É caminhar lado a lado

É ficar assim: bem juntinho.

 

 

Juliana Bertolin – 2º Ensino Médio B

 

BILHETE

 

Com o vento lá de fora

Sinto-te no coração

Teu sopro me consome

No calor dessa paixão

 

Sozinho à noite eu te procuro

Junto às estrelas lá do céu

E peço à lua que entregue

Meu bilhete de papel

 

Amanheço então na rua

Com você a me olhar

Explodindo de alegria

Enfim, você veio me encontrar.

 

 

 

 

 

 

Katiane Aparecida Soaigher – 3º Ensino Médio A

 

LADRÃO DE MINHA RAZÃO

 

Fazer o que, se sempre fui assim?

Qualquer sentimento me toca

Um sofrimento sem fim...

 

Essa dor que vem no coração

Tem autor, consequência, ladrão...

Autor do amor

Consequência de pensar em você

De te amar e sofrer.

 

Ladrão da minha razão

Se for embora e roubar meu coração

Que não seja passageiro

Que seja forte paixão

 

Eu não quero mais sofrer

É difícil esquecer

Aquela noite em que te conheci

Foi uma noite inesquecível pra mim

Será que com você também foi assim?

 

Eu só queria saber

Porque mesmo te odiando

Eu ainda amo você

Espero que no dia em que isso tiver fim

Mesmo que não esteja comigo

Eu tenha como sorrir

Para fechar os olhos e conseguir dormir.

 

 

 

 

 

 

 

Larissa Fernanda Lopes – 8ª Série A

 

SONHOS

 

Sonhos são como a brisa do vento,

Que não é só por um momento

Como o sereno da noite cai

Os sonhos ficam e não voltam mais.

 

Num lugar distante

Brilha mais que um diamante

Mesmo loucura ou coisa do além

Mesmo acordado sonho também.

 

O sonho é tão grande

Vivemos um perigo constante

Sem pensar o que fazer

Sonhei com você.

 

Com o tempo nublado

Um sonho espantado

Asas que nos deixam voar

O quarto gira e tudo sai do lugar.

 

Meu coração está a mil

No fogo eu sinto frio

Noite sem luar

Sem você para amar.

 

Uma semente sem terra

Sonho sozinha, na guerra

Feito um bicho acuado

Corro toda espantada...

 

 

 

 

 

 

Larissa Moraes Ramos – 7ª Série A

 

O SONHO

 

Essa noite tive um sonho

Um sonho muito bom

Eu andava nas estrelas

Ao som de um acordeom.

 

Dançava feito uma bailarina

Era um sonho de menina

Cantava ao som do céu

E as estrelas pareciam de papel.

 

Escutava os sons do vento

Pensava coisas boas, a cada momento

Sonhar é uma ousadia

De se afogar a cada alegria.

 

Parecia que estava deitada na lua

Insinuando que o céu é uma luxúria

Queria voar ao longo da vida

E relembrar as coisas jamais esquecidas.

 

O sonho é uma poesia

Lembrando de tudo que a gente não vivia

Achamos que o sol à noite brilha

É a estrela cadente vindo na trilha.

 

Achei que o sonho não ia acabar

Que ainda faltou um lugar

O sonho que está no coração

Que não deixamos acabar.

 

 

 

 

 

 

Letícia Cristina Gasparelo – 2º Ensino Médio A

 

O QUE EU QUERO

 

Quero uma realidade inventada

Com gosto de vida passada

Tornar-me uma aliada

E quem sabe me sentir realizada.

 

Quero voltar a ser criança

Para não perder a esperança

Quero lutar contra a diferença

E vencer alguma doença.

 

Não quero mais chorar

Apenas quero sorrir e cantar.

Quero também amar

E jamais me calar.

 

Quero sair gritando

Que eu amo tanto

Simplesmente, irei me libertando

E pouco a pouca vou me achando.

 

 

Letícia Paula dos Santos – 3º Ensino Médio B

 

MEU PENSAMENTO

 

Como saber que existimos

Sem nos beliscar?

Sabemos que sentimos

Porque podemos pensar!

 

Como saber que pensamos

Se não há como explicar?

Sabemos porque falamos

O que na cabeça pomos a pensar.

 

Como saber que estou certa

Se nada eu posso provar?

Só tem maneira correta

E porque consigo acreditar!!!

 

Esta poesia explica

Um pouco o pensamento

Deus nos deu a sabedoria

Para pensar a todo o momento.

 

 

Marcos Evandro da Silva Braga -  6ª Série B

 

FUTEBOL

 

Lá em casa tem uma grama

Nela eu fiz um campinho

Todo dia jogo com meus amigos

É um jogo bem organizadinho.

 

Futebol é um esporte legal

É bom até demais

Se você jogar uma vez

Não vai parar nunca mais

 

Futebol não é droga

Mas, às vezes vicia

Comecei uma vez

E agora é todo dia

 

Futebol não é amor

Futebol é paixão

No futebol tem briga

E tem também confusão

 

Futebol é meu esporte favorito

Não tem classe social

Faça sol ou faça chuva

Se joga até no quintal.

Milena Faustino Ferreira dos Santos – 2º Ensino Médio A

 

DESILUSÃO

 

Ao cair de uma lágrima

Vi meu olhar frio

E olhando mais a fundo

Vi meu coração dilacerado

 

Tenho medo do hoje

E mais ainda do amanhã

Ontem foi um sonho

Que eu jamais esquecerei

 

A ilusão do amanhã

Me assombra noite e dia

O medo de ver mais lágrimas

Me arrepia.

 

Você é minha vida

Minha maior ilusão

A minha face querida

A minha verdadeira paixão.

 

 

Moema Priciliana Pereira – 2º Ensino Médio A

 

ROSA ATÔMICA

 

Dia 6 de agosto de 1945

Parecia um dia normal

Mas para toda Hiroshima

Esse dia se tornou fatal

 

Um luar rosa pálido

Um tremor sobrenatural

Pessoas gritando e morrendo

Num calor tão infernal.

A vegetação não foi poupada

Uma grande tristeza

Todas as árvores incineradas

Lá ia toda a flora japonesa.

 

Para além da zona da morte

Todos se tornaram fracos

Aquele, não era um dia de sorte

Pois não havia homens bravos.

 

Os que estavam no interior

Foram mortos ou feridos

Um dia de total terror,

Tiveram seus sonhos destruídos.

 

E os poucos que restaram

Hoje sofrem com sequelas

Pessoas mudas, telepáticas

Algumas sem braços e sem pernas.

 

 

Neide Gonçalves de Oliveira – 3º Ensino Médio B

 

RETRATOS E PENSAMENTOS

 

Quero simplesmente sem saber

O que os sábios devem entender

Às vezes entendo, às vezes não

E vejo a sabedoria escorrer pelo chão.

 

Sozinha num canto, pensando num fato

Somente não esqueço daquele retrato

Imagem, lembrança... ou seria um engano

Daquilo que reflete bem o meu cotidiano?

 

Devo registrar o que me interessa

Para que tudo fique guardado

Tendo o que recordar, talvez eu peça

Sente-se aqui ao meu lado

Será o pensamento que vem e retrata

Aquilo que no vento escapa?

Vento que vai e vem sem se sentir

Que entra sem nenhuma janela se abrir

 

Quem tem guardado na memória

Momentos deste mundo vividos

Não estão sozinhos nem esquecidos

Sempre terão instantes de glória.

 

 

Nilmara Duran – 8ª Série A

 

AS ROSAS FALAM POR SI

 

Em um jardim de diamante

Rosa cintilante

No inverno congelado

Intactas e encantadas.

 

Na primavera a resplandecer

As rosas vão aparecer

Para o seu fascínio ninguém esquecer

Ao encanto do amanhecer.

 

As rosas não precisam falar

Mas simplesmente reinar

E o seu amor expressar

E meus olhos hipnotizar.

 

As escolhas certas a realizar

As rosas podem solucionar

Na aurora do amanhecer

A suavidade nelas ascender.

 

Rosas farsantes vigaristas mascaradas

Faces desconcertantes e apaixonadas

Rosas, brilho sobrenatural

Solene, enfático e abstrato.

O róseo no vento do mar

O infinito ela pode perfumar

E ainda por si falar

Que o mundo sem elas pode se deflagrar.

 

No texto da vida, as rosas vão aparecer dizendo:

Ó minha querida, como tu podes esquecer

Que o mundo é tão belo

E que as rosas compõe um canto tão singelo.

 

Então as rosas por si podem falar

E com elas o mundo vai se expressar

Dizendo que o amor pode existir

E que as rosas em si nunca vão se ferir.

 

 

Otávio Augusto de Lima

Danilo Sanches Garcia – 3º Ensino Médio A

 

RECORDAÇÃO

 

Lembro-me de minha mocidade

Quando a felicidade acompanhava os ponteiros

A solidão e a tristeza eram mitos

Quando a alegria surgia com a luz do sol.

 

Recordo-me dos meus bons tempos enamorados

Onde a lua e as estrelas eram minhas companheiras

Aos sons tristes dos acordes consolavam-me a noite inteira

 

Ao meu momento de reflexão

Pude entender, mas nunca compreender

A felicidade e o amor são dons divinos

E somente você sabe onde estão, basta apenas recordar.

 

 

 

Patrícia Isabel Benedetti – 2º Ensino médio B

 

SONHO

 

Encontrei-te junto à lua

Em uma noite de calor

Escrevendo nas estrelas:

“É você o meu amor”!

 

Sua voz então cantava

E dizia me querer

Senti no peito uma saudade

Coração clamava por te ver!

 

E nessa loucura proibida

Entreguei-me em seu olhar

Joguei-me em seus abraços

Julguei-me então sonhar!

 

 

Pedro Gabriel Ramiro Simili – 6ª Série B

 

3º Lugar

 

LUGAR ABENÇOADO

 

Sou uma pessoa que gosta de sonhar

E acredita que o mundo vai melhorar

Terá valor quem tiver emoção e liberdade

Sem distinção de cor, raça, religião ou idade

Somos o futuro, devemos confiar

Em um Brasil mais forte capaz de lutar

 

De lutar contra a injustiça, desigualdade e opressão

Por uma vida diferente, respeitando a razão

De lutar por um lugar abençoado

Em que haja muita felicidade

De lutar por um futuro melhor tão sonhado

Onde juntos damos as mãos

Numa grande ciranda de amizade

 

O amanhã nos espera sem rumo e direção

Mas nos resta ainda a esperança

Presente no sorriso de uma criança

De ter orgulho desta imensa nação!

 

 

Ricardo Fernandes de Jesus – 8ª Série D

 

A VIDA TÃO SOFRIDA

 

Quem vê minha botina velha

Não vê o calo do meu pé

Quem vê meu chapéu velho

Não sabe a marca que ele é

Quem me vê chorando assim

Não sabe que é por mulher

 

Seu moço já fui peão

Naquele grande sertão

Eu fui um pioneiro

Sem vaidade, eu confesso

Do nosso grande progresso

Fui muito matreiro

 

Viola chegou ao mundo

Solteiro sem descrição

Veio para matar saudade

De grande e velho peão

A viola é verdadeira

Ela consola e judia

Traz de volta um grande amor

Que o tempo levou um dia.

 

 

 

 

 

Rithielly Teixeira – 2º Ensino médio C

 

SONHO

 

Sonho um dia abrir os meus olhos

Num lugar onde tudo é perfeito e tem luz

Onde palavras como sombra e escuridão

Serão memórias de um passado

Sem nenhum perdão.

 

Sonho um dia olhar para a fonte desta luz

Pois sei que não e ela que causa as sombras

Mas os obstáculos que já não mais haverá.

 

Sonho um dia que a terra será bela

O mal que um dia houve

Não mais existirá.

 

 

Rhuan Edson Caldini Costa – 3º Ensino Médio A

 

O QUE FAZ O HOMEM?

 

Ondas verdes

Que já não ressoam mais

Antes tão frondosas

Hoje mal nos satisfaz

 

O que era abundante

Como planos de um rapaz

Agora faz-nos preocupar

Com o que diz o cartaz...

 

O verde tão intenso

Que em amarelo se desfaz

É alvo da ganância

Do homem que se diz sagaz...

 

 

Simone Lopes de Souza – 3º Ensino Médio A

 

AQUELA NOITE

 

Naquela linda noite

A luz daquele luar

Foi o cenário perfeito

Para a gente se apaixonar

 

No momento exato

Em que sua mão na minha tocou

Senti um calafrio

Meu coração acelerou

 

Seu olhar no meu olhar

E o beijo aconteceu

Então senti naquele instante

Que o resto do mundo desapareceu

 

As horas que passei com você

Pareceram voar

Queria que fossem eternas

Para a gente sempre se amar.

 

 

Thayla Daiany Guimarães Cripaldi – 3º Ensino Médio A

 

POBRE CULTURA

 

Venere os deuses do antigo

Abra seus olhos, e veja...

O quanto o mundo hoje

Ficou colorido.

 

Letras que se deslancham

Sem nenhum sentido

Como queria que renascessem

Os belos deuses do antigo

 

Belos deuses renasçam, por favor!

O mundo já está estafado

De músicas que tentam...

Falar do amor.

 

 

Thayná Geyssi Caldini Costa – 1º Ensino Médio A

 

1º Lugar

 

ONDE ESTÁ O AMOR?

 

Vida...

Intervalo de tempo que passo na terra.

Estou de visita

Neste mundo louco,

De inveja, de ódio, de guerra

 

A vida vale ouro

Cada dia deve ser um recomeço

Mas nunca dou o devido valor

Hoje estou, mas, qualquer dia, me vou

           

Dias de choro, dias de riso

Sinto um vazio, angústia, medo.

Preciso de alguém em quem confiar,

Compartilhar um segredo

 

Caminho nas ruas deste mundo

Ao meu redor várias pessoas,

Frias, calculistas, cheias de rancor

Onde está o amor?

 

Pergunto-me se a vida,

Ainda faz algum sentido.

Ninguém mais se ama,

Ninguém mais se respeita

Isso não é vida!

 

Onde está o amor?

Onde está a verdadeira vida?

Um dia espero encontrar,

Mas, pode ser que seja tarde demais!

 

 

Thais Gabriela Marques – 3º Ensino Médio A

 

1º Lugar

 

APAIXONADOS... SEPARADOS

 

Foi como mágica

Que você apareceu,

Apareceu no momento certo

Quando tudo parecia acabado

Quando o sonho havia terminado;

 

Foi mágica, foi perfeito

Você chegou

Chegou e a tristeza acabou

Foi de repente que tudo mudou,

Você com seu jeito meigo

E eu com esse jeito atrapalhado

 

Tudo parecia perfeito

A gente se amava

E achava que esse amor era pra sempre

Mas tudo que é pra sempre

Sempre acaba; e acabou;

 

Você se foi e me deixou

Não esqueceu o que aconteceu

Nem me esqueceu,

Seu amor por mim não acabou

Mas se transformou em algo inexplicável;

 

Agora o amor

Virou amizade

A mais bela e verdadeira amizade.

 

Amor, um dia

Nos encontraremos

E poderemos nos amar

O amor mais puro e bonito

Que alguém possa imaginar.

 

 

Thaís Karoline Gonçalves Lima – 6ª Série B

 

FAMÍLIA

 

De todas as coisas da vida

Uma é essencial

É a minha família,

Pois ela é muito legal

 

A família é fundamental

Quando a gente precisa,

Ela nos dá moral

 

Família tira a nossa dor

Porque em todos os momentos

Ela nos dá muito amor

 

Família, te amo de paixão

Porque você está presente

Em todos os momentos vividos

Dentro do meu coração.

 

 

 

 

 

 

 

 

Viviane Bertolin – 6ª Série B

 

MEU SONHO

 

De olhos bem fechados

Imagino um sol feito de mel

Com chuvas de chocolate

Caindo lentamente lá do céu.

 

As ruas são de caramelo

Flores são de beijinho,

Árvores são de brigadeiro

Encontradas pelo caminho

 

Posso dizer que minha diversão

É nadar na coca-cola.

Balas, bombons e pirulitos

Me esperam do lado de fora

 

De repente abro meus olhos

Com minha mãe me chamando

Que pena! Descobri na verdade

Que eu estava era sonhando.

 

 

Professoras responsáveis:

Vânia Maria Glatz Tonin

Neide Aparecida Dias Nogueira

Diretor:

Enival Gonçalves da Silva

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CAPÍTULO VIII

 

Colégio Estadual de Marumbi – Marumbi – Pr

 

Alunos deste colégio que participaram do VI Concurso de Poesia nas Escolas “Cecília Meirelles”, realizado pela Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ, em agosto e setembro de 2010.

 

 

Bruna de Souza – 2ª Série A

 

2º Lugar

 

DESVENDE

 

Um caso sério

Olhares com mistério

Coração pela

Respiração apressa

 

Culpa do cupido

Ele espia escondido

Os olhos se apaixonam

Enfim... Se fecham.

 

Larápio!

Dolente...

Desbravador...

Insolente!

 

Dono de Os Lusíadas, Camões

Nele só encontrou contradições.

Dom Casmurro

Já o tivera com grandeza

Capitu por quê? Já que foste riqueza...

 

Tão claro enigma

Como olhos escuros que conheço

O perigo não imagina:

Sorrateiro cuidado!

Pode-se ferir

Relva-se...

Deus não “me” fez para compreender

E sim para sentir.

 

Descrição que formulei

Estenda a mim sua mão

Apresse-me: O amor.

 

 

Camila Maria Cividini Moreira – 2ª Série A

 

PASSARINHO LIVRE

 

De onde vem o passarinho?

Que vive livre para voar,

Neste céu azul tão lindo

Que foi se apaixonar.

 

Então fiquei feliz

Por ser um passarinho

Que vive cantando

Para todos escutar.

 

Estava muito chateado

Ferido e machucado

Para voar e cantar

Não podia mais assim ficar.

 

Mas um dia entristeci

E fiquei infeliz

Minhas mágoas tomaram

Conta do meu ser e morri.

 

 

 

 

Lorena Martins Bissoli – 2ª Série A

 

O SONHO

 

Esta noite sonhei com você

Com tantas aventuras e

Noites de amor

Mas alguém me acordou

E o sonho acabou.

Por muito tempo eu chorei e

Sem você eu fiquei.

 

Mesmo que você me esqueça

Ainda vou te amar

Trazendo você no coração

Para uma eterna ilusão.

 

A brisa da manhã é o meu entristecer

Mesmo assim não me faz esquecer.

O possível e o impossível vão acontecer,

Você voltando para o meu querer.

 

 

Silmara Alves da Silva – 2ª Série A

 

3º Lugar

 

AMARGA PRIMAVERA

 

Oh! Quão doce era aquela primavera

Em que seus olhos se encontravam com os meus

Debaixo de um ipê nosso amor pôs-se a crescer

 

As flores vieram em nossos pés repousar

As borboletas o nosso amor contemplar.

Em plena alvorada um dia te esperei

Mas tu não vieste, esperei, esperei...

 

Adormeci debaixo daquele ipê que testemunha o nosso amor

Quando despertei lágrimas cobriam o meu rosto

Descobri que me deixara.

 

Foste repousar longe de mim, naquele céu

Que tantas vezes contemplei

O que sobrou do nosso amor?

Apenas uma flor que fiz repousar nas raízes de um ipê.

Em plena tarde daquela amarga primavera.

 

 

Silvia Alves da Silva – 2ª Série A

 

1º Lugar

 

SAUDADES

 

Oh! Alvorada que repousa entre os montes

Traga-me de volta o amor que se foi

Diga-me onde estás, pois necessito de ti

Venha se acolher em meus braços.

 

É com anseio que te espero

Venha, brisa, traga a alegria que um dia se foi

Traga a felicidade que está por se acabar.

 

Amor que talvez nunca tenha sido verdadeiro

Mas que trouxe a esperança

Para aquele que nada tem.

 

Espero-te de volta, quero que retorne para mim

Necessito do teu brilho e guia para minha tristeza,

Para que quando encontrar-te, faça-me feliz.

 

Estou definhando, a cada dia foste e me deixaste

Alegro-me por não estar sozinha

Apenas a solidão me acompanha todos os dias.

 

Esperarei até o fim desta amarga vida,

Saiba que não irei sem ti

E repousará junto de mim.

 

 

Professora responsável:

Doralice Cividini Glória

Diretora:

Renata Mário

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CAPÍTULO IX

 

Colégio Mater Dei – Apucarana – Pr

 

Alunos deste colégio que participaram do VI Concurso de Poesia nas Escolas “Cecília Meirelles”, realizado pela Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ, em agosto e setembro de 2010.

 

 

Gabriela Maria Carvalho Faria – 5ª Série B

 

POLUINDO E PRESERVANDO

 

Hoje existe gente

Querendo acabar com a natureza.

Mas se cuidarmos do meio ambiente,

Tudo ficará uma beleza.

 

Tem poluição nos rios,

Mares e oceanos também.

Mas se acabarmos com tudo isso,

Ficará tudo bem.

 

Hoje existe gente

Querendo salvar a natureza.

Cuidando de florestas, rios e mares,

Olha só que beleza!

 

Então aqui deixo o meu recado:

Cuide bem da natureza,

Pois é isso que vocês fazem,

Disso tenho certeza.

 

 

 

 

 

 

Gabriel de Oliveira Marques – 8ª Série A

 

1º Lugar

 

LAMENTO

 

Pessoas morrendo, bombas estourando

Mais uma vez a desgraça chegando

Uma atitude sem inteligência nem amor

Causando em um clique, um completo rancor.

 

A violência vem cada vez mais acontecendo

Será que as pessoas não veem que é errado?

Basta só um pouco de sabedoria

Para imaginar no futuro um mundo acabado.

 

A vida dos afetados é muito prejudicada

Porque uma atitude boba faz perder uma pessoa amada

Vamos fazer com que a guerra vire paz

Para que essa atitude não se veja mais.

 

Na história antiga, guerra era sinônimo de poder

Quem pensa assim hoje, leva muitos a morrer.

Sentimento de angústia e muita dor,

Desejo que um dia finalize esse horror.

 

 

Giovana Duarte Reis – 6ª Série B

 

O SENTIMENTO MELHOR E MAIS ESTRANHO

 

O amor é um sentimento inexplicável

Um sentimento muito bom também

Uma coisa muito forte

Quem sente isso tem muita sorte.

 

Mas amor também rima com dor

E dor todo mundo sente

Mas a dor de quem se apaixona

É forte demais, mexe com a gente.

 

Os sentimentos de quem está apaixonado são simples:

A cada conversa, a pessoa pensa meia hora como foi

Quando vê a pessoa, o rosto cora

Fica gaguejando, não consegue nem dizer “oi”.

 

Quando está apaixonado

Sonha acordado com esta pessoa

E se a outra pessoa não corresponde o amor

Fica muito mal, muda até de cor.

 

Mas amor não é ruim

Tem gente que fica cinquenta anos com a mesma pessoa

Tem gente que não fica uma semana

Mas estar apaixonado não significa que você gosta da outra pessoa,

Significa que você ama.

 

 

Giovana Karla Miranda Reis – 6ª Série A

 

2º Lugar

 

UM AMOR PARA SEMPRE

 

A pessoa que eu amo é muito linda

Eu penso nela todos os dias

Dos meus amigos é a mais querida

Tem cheiro de rosas, violetas e orquídeas.

 

Do meu jardim é a mais linda flor

A mais delicada e bonita da cidade

Nela eu penso com muito amor

Ela me traz muita felicidade

 

Seus cabelos são castanhos e cacheados

E seus olhos escuros e puxados

Seu sorriso, pra mim, não tem igual

Ela é uma mulher sensacional

 

Ela está sempre comigo

O seu abraço é meu abrigo

Seu carinho minha proteção

Ela mora no meu coração

 

Esses versos que escrevo agora

São para a mamãe que tanto me adora

Ela está em minha mente

Por isso vivo sempre contente.

 

 

Khyara Gabrielly Mendes Fontanini – 8ª Série B

 

LEMBRANÇA

 

Sentia o calor de sua mão

E seu perfume ficou marcado

Suave era a sua respiração

Enquanto o filme era passado

 

Era quente como vulcão

E cheiroso como campo desabrochado

Teus olhos eram clarão

Enquanto os meus estavam fechados

 

Esse minuto nunca passou

Pois em mim nunca irá apagar

As lembranças de quando se amou

E ainda se quer amar!

 

 

 

 

 

 

Leandro Souza Nascimento – 8ª Série B

 

CONTANDO SEGREDO

 

Antes de te conhecer, meu mundo não tinha cor.

Vivia nesse preto e branco sem o seu amor

Agora que a conquistei, a minha vida mudou

Longe de você, nada eu sou.

 

Você fez de mim o seu prisioneiro, o seu refém

O meu amor é seu e de mais ninguém

Queria que soubesse o quanto me faz bem

E o seu amor, não consigo ficar sem.

 

Com você queria ser feliz

Um amor igual é o que eu sempre quis

E desse amor tantas vezes fui aprendiz

 

Todo dia eu penso em você

Cada vez mais a te querer:

Eu amo você!

 

 

Letícia Garboni Barato – 5ª Série A

 

CRIANÇA NA ESCOLA

 

Quando eu chego à escola,

Vejo os meninos jogando bola.

As meninas tomando coca-cola

E a menina nova estudando para prova.

 

As professoras tratam a gente com tanto amor

Que nos sentimos como uma flor.

Na hora do recreio

A hora do passeio.

 

No momento de passar a nota.

A criança...

Com aquela esperança

Se tira 100, pula, pula, até balança.

 

Todos lamentam

O terror.

A tarefa de casa.

Pois é fogo na brasa.

 

Na hora de ir embora,

Tem criança até que chora.

A despedida demora

E todos vão embora.

 

 

Elton Wagner Zabisch Junior – 7ª Série A

 

3º Lugar

 

MUITA PALAVRA E POUCA AÇÃO

 

As pessoas precisam de várias coisas

Comer, dormir, se limpar, trabalhar

Mas antes de qualquer coisa

O mais importante é o lar.

 

Vários políticos prometem isso

Que vão lutar, fazer, ajudar

Mas só de conseguirem o poder

Percebem que nada vai melhorar.

 

Eles nunca se contentam

Podem ser vereadores

Mas querem ser senadores

Deputados federais ou estaduais

O que importa é sempre ganhar mais.

 

 

 

 

Dizem que faltam verbas

Mas não pensam e gastam milhões em campanha

E quando é para ajudar o povo

Pensam duas vezes e ficam cheios de manha.

 

 

Professoras responsáveis:

Mariza Leciuk

Elizete Zanutto

Diretor:

Osvaldo Massaji Ohya

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CAPÍTULO X

 

Colégio Platão de Apucarana – Apucarana – Pr

 

Alunos deste colégio que participaram do VI Concurso de Poesia nas Escolas “Cecília Meirelles”, realizado pela Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ, em agosto e setembro de 2010.

 

 

Ana Carolina Kuchpil de Souza Alves – 7ª Série 2

 

1º Lugar

 

VIDA

 

A vida é uma corrida

Cheia de amores

Cada curva é uma subida

Pode nos trazer dores

 

Cada obstáculo da vida

Deve ser prestigiado

Na hora da despedida

Um amor é deixado

 

O tempo vai passando

As coisas vão mudando

A cada dia e a cada hora

A vida vou aproveitando

 

O amor é doce

Com ele vou sofrendo

Mesmo com as desavenças

Continuo querendo

 

 

 

 

Deus é meu amigo

Com ele a vida vou levar

Sempre que estiver comigo

Protegido vou estar.

 

 

Ana Luisa Matias – 6ª Série

 

FASES DA VIDA

 

A criança sorri

A criança chora

A criança corre

A criança dança

Mas sempre leva bronca.

 

O jovem vai à escola

O jovem vai à balada

O jovem briga

E leva uma vida descolada.

 

O adulto reclama

O adulto trabalha

O adulto é cavalheiro

Mas, às vezes, perde a honra.

 

O idoso tem dor

O idoso é triste

O idoso é careca

Mas a criança ainda existe.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Giulia Lenharo – 6ª Série

 

UM AMOR DE CORAÇÃO

 

Toda noite eu olhava pela janela

E lá estava ela, com a luz de sua vela.

Um homem de sorte vou ser

Se um dia ela me perceber.

 

No shopping a vejo, linda demais

Com tantas sacolas, cada vez mais!

Depois de tudo, um sorvete ela vai saborear

Sem ao menos me notar.

 

Na escola, tento com ela falar

Porém, ao olhar pra mim

Fica toda envergonhada.

Em seus olhos vejo paixão

Um amor de coração.

 

 

Gabriela Yumi Yamamoto Shiratori – 6ª Série

 

UMA PAIXÃO ERRADA

 

Só penso em você

E você só pensa nela.

Como amiga você me vê

Me conta tudo sobre ela.

 

Tentei conversar

E você mudou de assunto,

Me disse que poderia dar

Por ela, o mundo.

 

Então eu percebi,

Ele nunca vai me amar.

A partir disso resolvi

Nunca mais me apaixonar.

Luana Yuri Himawari

Felipe Alexandre Correia Guarilha

Gabriela Machado da Silva

Hellen Yukari Kitagawa – 5ª Série

 

CLASSIFICADO POÉTICO

 

Vende-se residência na Rua dos Sonhos.

Com três quartos para sonhar,

Uma cozinha bem grande para se alimentar

E uma sala de estar.

 

Também tem um banheiro bonitinho

E um jardim florido

Nessa casa cabe tudo:

Cabem sonhos,

Cabe alegria,

Cabe amor

E gente amiga.

 

 

Lucas Cayto Voltareli – 8ª Série 2

 

3º Lugar

 

ELEIÇÕES 2010

 

            Mais uma vez, como acontece a cada quatro anos, acabamos de ter em nosso país as eleições para Presidente de República, Governadores, Senadores e Deputados. Uma eleição marcada por muitas peculiaridades.

            Como de costume, a eleição foi polarizada entre o partido de situação e o de oposição, além da presença de um partido preocupado com desenvolvimento sustentável. Muitas polêmicas surgiram durante o período eleitoral do 1º turno: Legalização do aborto, vazamento do valor do imposto de renda da filha de um candidato e inúmeros escândalos de corrupção envolvendo a ex-secretária da candidata da situação. Durante o horário eleitoral, acusações para todo lado e aquela mesmice de mostrar os benefícios do governo atual.

            Os debates na TV não tiveram toda aquela estrondosa audiência, devido à falta de discussão de ideias e sempre a insistência dos candidatos em apresentar as mesmas ideias em todas as emissoras. As pesquisas mostravam a vitória do PT no 1º turno, o que não aconteceu, a diferença entre os principais partidos não foi tão grande e a votação expressiva da candidata do PV foi o que surpreendeu.

            Outro fato importante foi a presença de humoristas, jogadores de futebol e até a onda de salada de frutas do mundo funk. Campanhas de humor debochadas e até as com muito erotismo. O resultado foi a eleição expressiva de um desses candidatos, o que mostra que os brasileiros cansaram da velha figura política sempre envolvida em corrupção.

            A política brasileira está cada vez mais vergonhosa, agora vamos para o segundo turno e tomara que os brasileiros tomem sua decisão de voto de forma muito bem pensada, analisando a situação real de cada candidato, só dessa forma podemos mudar o futuro da nação.

 

 

Lucas Henrique Silva Bressan

Rafaela Genitori – 5ª Série

 

CLASSIFICADO POÉTICO

 

Troco um fusca branco

Por um cavalo negrão

Porque estou cansado

De andar no meu fuscão

Mas o fusca

Sempre ficará no meu coração

 

Troco meu fusca

Com uma condição:

Andar a pé

Não dá não

 

Queria ficar com o cavalo e o fusca

E todo dia ir jogar sinuca

Com o cavalo ou com o fusca

 

Tenho uns amigos legais

Mas no fusca

Não vão andar mais.

 

 

Gabriel Sorpile Kreb

Victor Hugo da Cruz Silva – 5ª Série

 

CLASSIFICADO POÉTICO

 

Vendo uma casa azul turquesa

De muita beleza

Onde há uma sala

Feita de goiabada

E muita marmelada

De sobremesa

 

 

Luiza Fajardo Spricigo – 6ª Série

 

A LUA

 

Lua cheia

Cheia de amor

Cheia de paixão

Talvez ódio

 

Esconde a beleza oculta

Do perfeito e do natural

É lua-de-mel?

Ou será de fel?

 

Não sei dizer

Não sei como descrever

Esse sentimento louco

Que tomou conta de mim

A lua me ensinou a amar.

 

 

Natália Rodrigues de Oliveira – 8ª Série 2

 

2º Lugar

 

NOVOS TEMPOS

 

Oh! Que bons tempos

Aqueles em que brincávamos

Cabelos soltos ao vento

Ecos de muitas risadas

 

Agora este tempo não volta jamais

Tornamo-nos adultos

E hoje somos pais

 

Vivemos numa brincadeira real

Na qual somos casados de verdade

Onde o filho é a boneca principal

Mas não temos mais cinco anos de idade

 

Tardes inteiras perdidas

Mamãe a nos chamar

Diversas frutas comidas

E nada de se cansar

 

Não posso voltar

Mas se pudesse o faria

Pra poder reviver

Aquela infância já vivida.

 

Professora responsável:

Luísa Coelho da Silva

Diretor:

Osvaldo Massaji Ohya

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CAPÍTULO XI

 

Colégio Est. Rosa Delúcia Calsavara - Cambira - PR

 

Alunos deste colégio que participaram do VI Concurso de Poesia nas Escolas “Cecília Meirelles”, realizado pela Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ, em agosto e setembro de 2010.

 

 

Caio Renan Barlati – 3º Ensino Médio A

 

NOITE TRISTE DE LUAR

 

Em uma linda noite de luar

Olho pela janela

E vejo estrelas a brilhar.

Ouço barulho do vento,

Que alivia meu pensamento,

Levando minha tristeza embora.

Vejo uma estrela cadente,

Que me chama a atenção,

Faço um pedido,

Do fundo do meu coração.

Traga meu amor de volta,

Antes que eu morra de paixão.

 

 

Fabíola Pereira de Lima – 3º Ensino Médio A

 

3º Lugar

 

QUE TAL

 

Que tal viver;

Que tal sentir;

Que tal sentir você em mim!

 

 

Que tal pensar;

Que tal amar;

Que tal saber;

Que tal amar você até o fim...

 

Que tal ter e desistir;

Que tal sobreviver sem ter;

Que tal viver eternamente pra você...

 

 

Jaqueline Emitero dos Reis – 3º Ensino Médio A

 

QUE SENTIMENTOS SÃO ESSES

 

 

Ser eu! Talvez

Amar! Sempre que puder

Sofrer! Jamais

Que sentimentos são esses?

Que não posso controlar.

 

Mudar! Nunca

Mas quem sabe;

Chorar! Apenas por amor

Um sorriso! O mais sincero possível;

São sentimentos que me fazem te amar;

E principalmente a minha vida.

 

 

Lícia Maria Rosina – 3º Ensino Médio A

 

1º Lugar

 

ACABOU

 

Ele tinha cinco sorrisos;

Sorria feliz, triste, abatido,

Quando me via,

E um “sorrir” escondido.

Naquele dia ele sorriu triste,

Disse que me amava,

E que nunca iria me esquecer,

Deu-me um beijo demorado e saiu sem mais dizer.

 

Passei longos anos a esmo,

Esperando que voltasse,

E que me desse o “sorriso feliz”,

Mas quando o vi!

 

Ah! Quando o vi...

 

Quando vi aquele rosto sujo,

Suado, ferido e ensanguentado,

Quando cheirei suas roupas e senti,

O perfume da pólvora impregnado,

 

E quando olhei suas mãos,

Calejadas de tanto atirar.

Percebi a fúria da guerra,

Que ao menos um inocente ele quis poupar!

 

Não havia mais tempo!

Não iríamos mais ser os “felizes para sempre”.

Não havia mais por que sorrir.

Acabou!

 

A noite surgiu,

E junto com ela uma imensa escuridão,

Parei de sonhar, pois o único sonho que tinha,

Foi trancado dentro de um caixão!

 

PENSANDO

 

Abro a janela e me pergunto:

Onde estou?

Como vim parar aqui?

Será que por aqui alguém já passou?

 

Quem sou eu?

Uma mera mortal à procura

De respostas para perguntas que não tem lógica?

 

Mas o que é lógica?

Nascer, crescer,

Reproduzir e morrer?

E seus filhos fazerem o mesmo?

 

Talvez lógica fosse sermos os únicos

Seres vivos a pensar?

Ou seria pensar,

Que existe vida em outro lugar?

 

O universo não é lógico!

Ou é?

O que dizer?

Sim ou não?

 

Qual resposta seria mais lógica?

Ser ou não ser?

Falar ou calar?

Ficar ou partir?

 

Perguntas sem respostas.

Ou respostas sem perguntas?

Parei de pensar! Cansa!

Fecho a janela e apenas continuo vivendo...

 

 

Luana Angélica dos Santos – 2º Ensino Médio B

 

POR VOCÊ

 

De repente uma lágrima

Em minha face rola

Uma inundação de sentimentos

Em um peito explode,

A saudade já não quer me deixar.

Não seu como

Ainda penso em você

Tenho todos os motivos

Para te odiar... odiar demais

Mas parece que meu coração

Não se lembra...

Ou não quer se lembrar

Então, em lágrimas me encontro

Escrevendo para você,

Que talvez...

Nunca irá ler.

Não sei onde estás,

Nem com quem,

Mas sempre estarei com você

Em meu pensamento...

E em meu coração.

 

NEM SEMPRE

 

Nem sempre...

O sorriso

É alegria.

Nem sempre...

A lágrima

É tristeza.

Nem sempre...

A solidão

É estar sozinho.

Nem sempre...

O que queremos

É o que precisamos.

Nem sempre...

 

 

 

 

 

 

 

Patrícia Carolina Barlati – 1º Ensino Médio A

 

TE AMAR

 

Nunca me imaginei,

Amando alguém assim.

Nunca pensei que te amar,

Fosse tão bom pra mim.

 

Mas descobri

Que estava errada, e sei

Que quando eu cair

Você estará ali para me levantar

 

Que todas as lágrimas

Que eu derrubar,

Você enxugará, pois

No fundo você me ama.

 

Mesmo que esse amor

Não seja grande o bastante

Não me causa tristeza ou dor,

E sim uma alegria constante.

 

A AMIZADE

 

2º Lugar

 

Muitos dizem que

Amizade é bobagem

Ou então, que ela é

Uma tremenda sacanagem.

 

Mas com você vivi momentos

De tristezas e alegrias,

Lágrimas e sorrisos,

Solidão e companhias.

 

Com você aprendi o significado

Da palavra amizade,

Que não é o que muitos dizem,

Mas sim, um simples carinho de verdade.

 

Ao teu lado enfrentei barreiras,

Derrubei altos muros,

E descobri que

Não preciso ter medo do escuro.

 

Você, minha amiga

É como uma companheira

Que está comigo,

Nos meus dias de sofrimento.

Amiga, pra mim você é

Uma irmã e uma grande companheira.

 

O TEMPO

 

O tempo passou,

Mas deixou comigo a saudade,

Deixou-me lembranças de amor

E não de felicidade.

 

Eu queria estar contigo,

Te dar amor e carinho.

Mas pensando bem, é melhor

Eu ficar aqui no meu cantinho.

 

Relembrando aqueles dias,

Em que você dizia que me amava,

E depois ia embora e eu,

Bem, eu apenas chorava.

 

Um dia você se foi

E nunca mais voltou,

Eu perdi o rumo da vida

E meu coração despedaçou.

 

 

Mas quando quiser voltar,

Eu estarei te esperando

Para vivermos uma vida

Que um dia, nós começamos.

 

QUANDO CHEGA O AMOR

 

Como pode o amor

Chegar assim de vagarinho,

Vai mudando sua mente

Despertando seu carinho.

 

Você não sabe ao certo

O que é certo ou errado,

O coração que antes falava

De repente fica calado.

 

A sua alma canta

Como se estivesse te avisando

Que isso tudo acontece

Porque o amor está chegando.

 

E quando ele chega,

Vem trazendo a alegria,

Às vezes até parece

Que você está vivendo uma grande fantasia.

 

 

Vinícius Francisco Crotti Fontana – 3º Ensino Médio A

 

O SONHO PERFEITO

 

Esse sonho passava

Passava sem pensar

Passava em montanhas

E em alto mar

 

 

 

De repente estava ali

Uma menina linda

Pele branca

Cabelos pretos

E um olhar perfeito

 

Sempre que a via

Meus lábios tremiam

Minhas mãos suavam

E eu ficava cheio de alegria!

 

 

Professora responsável:

Regina Maria Fernandes Stuani

Diretora:

Rosana Meire Casadei Resende

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CAPÍTULO XII

 

Colégio Estadual Rui Barbosa – Jandaia do Sul - PR

 

Alunos deste colégio que participaram do VI Concurso de Poesia nas Escolas “Cecília Meirelles”, realizado pela Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ, em agosto e setembro de 2010.

 

 

Beatriz P. M. de Oliveira – 8ª Série B

 

1º Lugar

 

O SIGNIFICADO DO AMOR

 

O amor é algo especial;

Que nasce no coração,

É um sentimento sem igual

Que nos tira a razão...

 

Quando encontramos um amor

A vida passa rapidamente

O amor verdadeiro não traz dor,

Apenas a realidade presente

 

Precisamos deste sentimento

Pra bem longe solidão

O amor não sai do pensamento

Muito menos do coração

 

O caminho é ser feliz

Feliz do nosso jeito

Tudo que sempre quis

Encontrei um amor perfeito.

 

 

 

 

Carisa Cristina Navarro – 7ª Série C

 

NOSSAS ATITUDES

 

            Agir respeitando a tudo e a todos é fruto da evolução, fruto da compreensão, fruto do reconhecimento da importância de tudo e de todos, aprendendo a respeitar as diferenças e os diferentes, ciente de que tudo faz parte de um padrão de crescimento, desenvolvimento, evolução. Saber respeitar e compreender mostra a sensibilidade daquele que sabe a importância de cada atitude, de cada passo, e sabe que a sua atitude também influenciará toda a evolução.

            Nossas atitudes podem determinar os nossos sucessos e nossos fracassos, por isso que temos que pensar sempre no que falar, agir, ser, enfim pensar em tudo, para que sempre possamos estar em busca do melhor, para garantir nosso futuro, que pode ser correspondido pelos nossos atos diários.

            Para cada fase de nossa vida existem vária barreiras, mas com determinação ultrapassaremos cada uma delas.

 

 

Giovana Ramos Alves – 6ª Série B

 

AMOR

 

O amor é uma pequena explicação do que é viver;

Um pequeno lembrete de como é respirar.

 

Não consigo viver sem você,

Mas se acaso tiver que viver

Será como respirar sem pulmões,

E viver sem vida.

 

 

 

ODEIO

 

Odeio seu jeito de chorar,

Odeio seu jeito de sorrir,

Odeio seu jeito de falar,

Odeio seu jeito de mentir.

 

Odeio quando me olha,

Quando me olha e não me vê

Odeio tanto que até acho

Que amo você

 

Odeio tanto sua roupa,

Que chego a desenhá-la,

Odeio tanto seu cheiro,

Que com ele vou sonhar.

 

Odeio tanto te olhar

E não poder falar o que sinto

Te odeio, porque te amo

E assim eu vivo

 

Te amando e odiando

Até quando estou te olhando

Vendo você chorar, sorrir

Falar e mentir

 

Mas saiba,

Assim vou te amar e odiar

Por toda a minha vida.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Laís Priscila Miranda – 7ª Série D

 

2º Lugar

 

VIDA, UM PROCESSO DE ETERNO CRESCIMENTO

 

            A partir da nossa concepção, as mudanças em nosso ser vão acontecendo, de forma surpreendente, tanto em nosso físico como em nosso comportamento. Elas farão parte do nosso crescimento exterior, até certa idade, e interior, para o resto de nossas vidas. Viver é só reinventar, como disse a poetisa Cecília Meireles. E todas as fases, que fazem parte dessas mudanças, são importantes e maravilhosas, porém, uma das mais significativas e marcantes é, sem dúvidas, a da adolescência.

            A adolescência é uma extraordinária fase da vida em que as descobertas e as transformações marcarão a nossa identidade, a nossa personalidade de uma forma definitiva.

            É nessa fase que mais precisamos de informações corretas sobre o que está acontecendo com o nosso corpo e com a nossa mente. É o momento que mais precisamos das pessoas que fazem parte da nossa vida, como a família. Precisamos do diálogo, da paciência e do respeito de todos. É nessa fase, também, que precisamos aprender o valor da liberdade e as responsabilidades inerentes a ela, para que possamos nos tornar adultos equilibrados e felizes, prontos para enfrentar as adversidades e contribuir para um mundo melhor.

 

 

 

 

 

 

 

 

Lígia Cristina Degasperi – 1º Ano CELEM

 

1º Lugar

 

AMIGO

 

Un buen amigo...

Un buen amigo es aquél que hace ver la verdad.

Es aquél que te ayuda cuando estás enfermo.

Es aquél que te defiende cuando hablan mal de ti.

Un buen amigo es aquél que llega cuando todos se han ido.

Es aquél que Dios selecciona para ser hermano.

Es aquél que ofrece la mano.

Un buen amigo es aquél que conoce nos ajos cuando estás triste amargurado.

Es aquél que te escucha con el corazón.

Es aquella persona maravillosa y especial que estás a su alrededor.

Un  buen amigo es un ser formidable que calienta su vida con su amistad.

 

 

Luana Gonçalves dos Santos – 1º Ano CELEM

 

2º Lugar

 

?QUIÉN SOMOS?

 

Somos sola almas

Qué amam

Qué desean

Qué lloran

Qué rien

Qué apasionan

Y qué sienten rúbia...

Pero, La verdad es, ?quién somos?, cuando...

Sentimos miedo,

Quedamos delante de una humillación

Quedamos delante de una injusticiá

Necesitamosn perdonar...

!Ah´´´´í, que est´s! Quién somos?

 

 

Mariany Augusta de Lima Souza – 5ª Série C

 

AINDA HÁ TEMPO

 

            Houve um tempo em que desbravar florestas, derrubar árvores, matando animais selvagens, era sinal de progresso. Ver fumaça saindo das fábricas, automóveis circulando pelas ruas significava riqueza. Foram décadas e décadas com esse pensamento fazendo parte do senso comum.

            Pensar em meio ambiente, ecologia, desenvolvimento sustentável era loucura. Ninguém poderia imaginar que nós mesmos chegaríamos tão longe quanto ao progresso, a tecnologia. E ninguém imaginou o estrago que faríamos também.

            Por ganância e egoísmo, estamos transformando nosso lar em um lugar impróprio para a vida, especialmente a vida humana, tão frágil e com um poder de destruição imenso. Porém, ainda há tempo e temos de mudar tudo isso.

            A elaboração de tecnologias para o desenvolvimento sustentável, governos dispostos a investir na preservação da vida e uma sociedade mais humana, solidária e conscientizada, com toda certeza, salvarão a nossa existência na Terra.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Thayná Rafaela de Oliveira Boldrin – 8ª Série C

 

3º Lugar

 

COISAS DA VIDA

 

No livro da vida,

Vou vivendo e aprendendo

Na página que foi lida

Não vejo sofrimento.

 

Percebo que vale a pena viver

A cada frase que sai

Descubro o que é vencer

No ritmo que o amor vai.

 

O amor é uma semente,

Que brota no coração

Quando toma conta da gente

Não tem mais solução.

 

Sou aprendiz na vida

Não sei tanto sobre ela

Prefiro viver a certeza

E não ficar à espera.

 

 

Valdelei Peretti Filho – CELEM Aprimoramento

 

MAR ROJO

 

Armas, en el poder,

!Es sinónimo de mudos, ciegos,  sordos!

Con Tropicalismo o revueltas,

La certeza es exilio o El Fusilamiento.

!Derechas ya, “Good-bye” cárcel!!!

Collor en la Unión,

Senãl de Sextillas en Suiza.

“Caras Pintadas”, senador en 2005.

Marcos Valério compañeros,

Llegada del “Período Pizzozóico”.

 

Representan nuestros intereses: “sientan, relajan y gozan,”

Promoviendo el “Congresso de la Pizza”

En la ideología de “liberté, fraternité, igualité”.

En Hiroshima y Nagasaki,

Khafka Rojo alastrase,

Dizimando trabajadores, corazones.

!Perdón! !Perdón...!

mi reelección,

su extinción.

 

 

Willian Junior da Silva – 2ª Série B

 

3º Lugar

 

BRASIL

 

Brasil dos filhos teus,

Que sofrem com problemas seus.

Grande produção de alimentos,

Mas que deixa muitos famintos.

A fome gera tristeza,

Deito a cabeça sobre a mesa,

Penso na produção de alimento,

E eu nesse sofrimento.

Brasil dos grandes campos,

Que plantam para outros,

E deixam os filhos teus,

Na fome e na miséria.

A bandeira sobre a mesa,

No lugar de uma toalha,

Serve também como lenço,

Para enxugar minhas lágrimas.

 

 

Lágrimas que caem de tristeza,

Porque não tenho alimento na mesa,

Então me lembro das grandes produções,

Que vão para as populações de outros países.

 

 

Professores responsáveis:

Willian Aparecido da Cruz

Silvana Delli Colli Morales

Lucilene Maria de Oliveira Boldrin

Sueli Aparecida Ros Fajardo dos Santos

Anadélia Hauser Marconi

José Marciano Ferreira

Luzia Aparecida Borges Ravaneli

Sandra Proenci Silva

Diretor:

Sebastião Sérgio Fabrício

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CAPÍTULO XIII

 

Colégio Passionista São José – Jandaia do Sul - PR

 

Alunos deste colégio que participaram do VI Concurso de Poesia nas Escolas “Cecília Meirelles”, realizado pela Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ, em agosto e setembro de 2010.

 

 

Ademir Faria Pires – 1º Ano Ensino Médio

 

1º Lugar

 

AVANÇO DA TECNOLOGIA X RETROCESSO DOS VALORES

 

Vivemos na era da informação

Tudo está a um clique,

Basta apertar um botão.

 

A tecnologia avança,

Numa velocidade assombrosa,

O ser humano nunca se cansa

De realizar descobertas

E sensacionais inovações

Que facilitam a nossa vida

E dão acesso às comunicações.

 

Porém, não podemos nos esquecer

De valorizar nosso semelhante

E não ficar apenas no virtual.

Necessitamos de amizades reais,

De amores reais,

De família real.

 

A tecnologia é imprescindível,

Mas o toque, o abraço, o carinho,

Não podem ser substituídos

Por sites de relacionamento

Ou chats de bate-papo.

 

Neste mundo globalizado,

Nunca podemos deixar de lado

O contato entre as pessoas.

Um gesto de solidariedade,

Uma mão estendida, um colo de mãe,

Uma palavra amiga,

Fazem toda a diferença.

 

Nesta época em que

A violência domina

Os meios de comunicação

E é banalizada

Por toda a nação.

 

Saibamos dar a devida importância

Aos valores humanos,

Sobrepondo-os aos avanços

E aos recursos tecnológicos,

Que devem apenas nos auxiliar

E não nossas vidas dominar.

 

 

Ana Carolina Bispo Pontara – 5ª série B

 

SÉCULO XXI

 

Tem tudo a ver...

Samba com carnaval,

Futebol com televisão,

Flores com a primavera e

Calor com o verão.

 

Mas, nada tem a ver...

Matança e poluição,

Queimada e desmatamento,

Dor e sofrimento,

Sangue e destruição

 

Em todo lugar existe a natureza,

Mas nem todos os lugares

Estão com sua beleza.

Ela está destruída

Feia e sem vida.

 

Fazemos parte

Do meio ambiente

Se o destruirmos

Também seremos destruídos.

 

Não desmatar, não poluir,

Um pouco dessa dor

Teremos que sentir.

 

Se quisermos sobreviver

O meio ambiente,

Teremos que proteger!

 

 

Ana Letícia Craco Nanuncio

Luiz Otávio Rosina – 8ª série A

 

LICENÇA, DRUMMOND

 

Quando nasci, um cara me disse:

_Criança, te cuida!

Esse mundo está cheio de perigos

A fim de acabar com sua raça.

 

As câmeras espiam as pessoas

Tentando captar algo

Para ser notícia num site

Dez segundos depois.

 

O metrô passa lotado,

Cheio de câmeras, porém cheio de inseguranças

As pessoas não se importam umas com as outras

Você não conhece quem está ao seu lado

E eles só se importam com sua aparência, não com o que você é.

 

O homem atrás dos óculos escuros

Deve ser empresário

Porém, você não pode nele acreditar

Não tem cara de muitos amigos

Finge ser casado com a mulher atrás da maquiagem.

 

Mundo, mundo maldito mundo,

Se eu tivesse chance de mudá-lo,

Te transformaria num lugar melhor

Porém, não consigo, sozinho não.

E as pessoas só pensam em si mesmas.

 

Meu Deus, eu não devia te dizer,

O mundo está perdido,

Não há nada o que fazer,

Mas continuarei tentando...

 

 

Caroline Teston Romagnolo – 8ª Série A

 

O HOJE DE HOJE

 

            Espero cada minuto se passar, na ânsia de meus doces e cruéis devaneios se idealizarem, sendo que talvez, não seja assim tão difícil, se é fato que pequenos sonhadores conquistaram vitórias tão grandiosas.

Assim como Thomas Edson lutou pela lâmpada, assim como a formiga luta por seu formigueiro, assim como luto, justamente no ato de não lutar. Mas, quanto tempo perdemos esperando o tempo que uma criança nasce, em meio às injustiças, que o relógio cumpre sua volta, que alguém inventa algo novo... como num ciclo onde quanto mais se cria, mais se quer criar! Talvez essa ganância humana de sempre buscar mais, esteja refletido na tecnologia, atualmente.

            Incrível como se estabeleceu tão grande contradição, buscando através da dificuldade as facilidades da vida contemporânea. Talvez, isso tudo sirva para tentar suprir a solidão que por muitas vezes passamos, estando acompanhados de pares de amigos virtuais, e ao mesmo tempo, sozinhos em casa... Quando não uma prisão, onde nos isolamos com medo do semelhante! Mas, que semelhante? Aquele que discriminamos por não poder ter as mesmas modernidades que temos.

            Como já foi dito pelo compositor “você que tem ideias tão modernas, é o mesmo homem que vivia nas cavernas”.

 

 

Fernanda Rafaela de Carvalho

Maria Heloisa Laurentino Alves – 8ª série A

 

NOSSO TEMPO

 

2º Lugar

 

Crianças mal nascem e já caem nas tentações

De um mundo de pouco valor.

Crianças usadas, influenciadas e torturadas pela tecnologia.

 

Os olhos que não conseguem enxergar e diferenciar

Mau de ruim, já sabem tudo sobre malícias.

Talvez se não fôssemos tão liberais com as crianças

Não haveria tantos desejos.

 

Na cabeça pequena e influenciada

Por tanta coisa no mundo atual.

Crianças que nascem anjos inocentes

Viram coisas maliciosas.

Já não sei o que pensar.

Sempre por trás da tecnologia

Ofuscando seu ser

Ficando isolado, no mundo virtual

Com raros verdadeiros amigos

Calado, mudo, abandonado.

 

Meu Deus! Estamos regredindo,

Não era para acontecer isso.

Ajuda-nos.

 

Num mundo cheio de maravilhas

Na qual há coisas e lugares para aproveitar

Ficamos dependentes

Sem solução e força de vontade

Num vazio profundo.

 

Nessas ilusões de um mundo fantasioso

Ficamos iludidos, envolvidos

E levando a vida como se não houvesse amanhã.

 

E se parar para pensar, na verdade não há.

 

 

Heloísa Maria Campaner Dias

Wilson Samir Veroni Ismail – 8ª série A

 

POEMA DE SETE FOCOS 2.0 TURBO

 

Quando nasci um anjo sedentário,

Desses que ficam no computador tuitou:

“Antes as árvores do que eu”

Coisa fácil de se fazer.

Essa espécie anda ameaçada

Acaba a cada dia mais

Sem precisar mentir.

 

“Não sou tão mau como ele, penso na natureza”

Foi o que o anjo dedicado tuitou.

Às vezes penso na vida sem dor.

Mas o que sinto eu “tuíto”:

Planto árvores e reciclo

Desmatamento é amargura.

 

Minha natureza é a cidade.

Já a minha é a vontade de viver.

Você vai se dar mal na vida e eu

Ao contrário de você, vou preservar.

 

 

Isabela Alencar Castanho – 6ª série B

 

SÉCULO XXI

 

Hoje, todos nós

Temos uma coisa em comum.

Nascemos no século vinte e um

E vivemos no século vinte e um.

 

Precisamos pensar no futuro

E saber o que faremos.

Se hoje somos crianças,

Amanhã adultos seremos.

 

A natureza depende de nós

Preservá-la é preciso.

Escute o que lhe digo

E tenha bastante respeito.

 

Cuide bem do que é seu

Para que as próximas gerações

Possam ver no futuro

A nossa contribuição.

 

 

 

 

 

 

Isadora Marcela de Campos - 6ª série B

 

TRANSFORMAÇÕES

 

3º Lugar

 

O mundo está mudado

O planeta transformado.

A ciência avançou

A tecnologia se transformou

Olha o mundo que gerou

Os avanços vão surgindo

As ideias vão sumindo

Olha a angústia que está vindo.

Nada mais é colorido

Ninguém mais pensa no amor

E sim no rancor.

E o meu coração, como está em vão.

O que você pode fazer para ajudar?

É só parar de inventar.

Se a tecnologia não avançar

Não sei por que desmatar

Não vai haver poluição

Para gerar destruição

E o planeta vai agradecer

Pelo apoio e conscientização.

 

 

Jefferson de Melo Rosa

Leonardo Luiz Gonçalves Emerenciano – 8ª Série A

 

JOGO FEIO...

 

As crianças de hoje em dia

Não querem mais telefone

Querem tecnologia, querem o iphone

 

A mídia espreita os homens,

Que querem apenas bens materiais

Não se preocupam com o planeta,

Aumenta a ambição cada vez mais.

 

O carro está andando,

A fumaça sobe, o homem destrói

Tenho a impressão de estar ouvindo vozes.

Paro na estrada e fico pensando:

Será que é o planeta que está chorando?

 

 

Lucas Lopes Ricardo - 8ª série A

 

A EVOLUÇÃO DOS TEMPOS

 

Nada é como antes

Tudo mudou, tudo passa

A memória se esqueceu.

 

As horas contradizem os minutos

Só se vê tristeza junto de falhas

Um mundo sem expressão

Realmente, os tempos evoluem.

 

Somos únicos, insubstituíveis, distintos

Respondemos por atos

Livres e conscientes.

 

Pelo pensamento nos identificamos

Como pessoa humana

Seres socializados, forma de nos

Recebermos, darmo-nos a conhecer.

 

Mera hipocrisia

O imprevisível é formidável

Assim, segue-se a vida

Uma verdadeira ilusão.

 

 

 

Miséria, fome, pobreza,

Guerras, terrorismos, disputas,

Exploração, injustiças, desigualdades...

 

Onde está a essência

E a razão do “homem”?

É, talvez escondida nesta

civilização frenética.

 

Caráter, sensibilidade,

Princípios da vida humana,

Verdades fundamentais e

Perspectivas...

Acredito que inexistentes.

 

É esta incessante vontade de escrever

Que me fortalece, me derroga

Século XXI... Nostalgia? Utopia, talvez?

Não, finalizo com realismo, serve?

 

 

Professora responsável:

Taciana Virginia Ramalho Pereira

Renata Mantelo

Diretora:

Ir. Rosana Bertachi

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CAPÍTULO XIV

 

Colégio São Marcos – Jandaia do Sul - PR

 

Alunos deste colégio que participaram do VI Concurso de Poesia nas Escolas “Cecília Meirelles”, realizado pela Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ, em agosto e setembro de 2010.

 

 

Alice Fernanda Raimundo da Silva – 8ª Série A

 

AMORES

 

Amor, um sentimento

Será apenas de momento?

Amor com felicidade

Será uma verdade?

 

Com o amor vem a paixão

Será uma ilusão?

Amor, um sentimento tão normal,

Amor que nos deixa mal.

 

Sem o amor não há vida

Existe outra saída?

Amores vêm e vão

Amores de verão.

 

 

Fernando Augusto Bocchi Silveira – 6ª Série B

 

CULTURAS ANTIGAS

 

Retumbante muralha da China

Grandeza será sempre sua sina

Guerreiro de Xiam triunfante

Seu legado é relevante

Em Roma, gladiadores lutam por sua liberdade

Para restaurar sua dignidade

Pão e circo oferenda do imperador

Político para amenizar dor.

No Egito, a crença da vida após a morte

Buscamos na pirâmide guardar a sua sorte

Perturbas no faraó o sono eterno

Era o medo da maldição do inferno.

Fatos históricos aqui citados

Pela história abordada

Renovo nossa fé nisto

O único Salvador, Jesus Cristo.

 

 

Eduarda Letícia da Silva Burcko – 6ª Série B

 

2º Lugar

 

7 PECADOS

 

Todas as pessoas têm pecados

Existem sete pecados: ira, gula,

Luxúria, inveja, avareza,

Preguiça e vaidade.

 

A ira pode acabar com vidas

E machucar pessoas queridas.

A gula um dos pecados mais perigosos

É cometido pelos gulosos.

 

Luxúria, um pecado perigoso

E também muito espantoso.

Inveja, um pecado que pode destruir

E ninguém pode nos impedir.

 

Avareza nunca se sabe quem tem

Pode ser tão perigoso que prejudica alguém.

Preguiça todos nós temos um pouco

Mas não nos leva ao topo.

 

Tanta vaidade pode destruir

Uma amizade.

“Lembre-se: Cuidado com os pecados.

Um dia eles podem dominar você”.

 

 

Camila Moraes Xavier – 3º Ano Ensino Médio A

 

1º Lugar

 

OBRIGADO POR EXISTIR

 

Como posso ser capaz de amar

Incondicionalmente uma pessoa

A qual só tive a imensa honra

De olhar nos seus olhos uma única vez?

 

Amá-la todos os segundos

Da minha vida e até mesmo perder o ar

Só de imaginar a inconsiderável hipótese

De nunca mais ouvir sua voz.

 

Mesmo sabendo que as demais pessoas

Ao meu redor me julgam, devido a minha dedicação

Não me deixo cair; pois sua voz

Acalma meu coração de tal forma,

Que nem mesmo o mais sábio dos filósofos

Saberia explicar!

 

Eu adoro ver você sorrindo

E o seu sorriso faz de tudo eu me esquecer

Mesmo que pra você eu seja apenas mais uma gota

Nesse oceano de adoradores,

E que você nunca chegue ao menos

A se importar com a minha existência

Pode ter certeza de uma única coisa:

Dedicarei cada respirar meu a você.

 

 

Pois mesmo não sabendo

Você é meu amigo e confidente

A quem eu sei que posso recorrer

Quando em momentos de exaustão

Nada mais me faz sentido.

 

Se um dia eu te encontrar

Peço-te encarecidamente que não repare

Em meu coração acelerado ou minhas mãos trêmulas

Pois esses são sinais da imensa

Veneração que eu tenho por você

 

E tudo que sinto por você

Será totalmente recompensado

Quando minhas singelas palavras:

Eu te amo, forem retribuídas.

Mesmo que seja por um: muito obrigado, seu.

 

 

Gabriella Ribeiro Checchia – 8ª Série A

 

ELE HIPNOTIZA

 

Um rosto lindo que hipnotiza quem olhar

E um sorriso que qualquer um queria ganhar

Seus olhos dizem tudo mesmo sem ele falar

E ele é tão lindo que eu nem sei como te explicar

 

Ele tem tudo que você possa imaginar

Inteligente, extrovertido ele te faz sonhar

Não fala muito, mas domina a mesa em que sentar

Ele é o rei da beleza em qualquer lugar

 

Ele dança e nunca se cansa

Ele chega, ele pode, ele faz, ele manda

É discreto, mas todo mundo sempre o vê

Porque é muita beleza pra se esconder!

 

 

Isadora Cristina de Paula – 6ª Série B

 

O LIVRO DA ILUSÃO

 

Tenho um livro que é muito bom

Quando começo a ler, caio na paixão

Com este livro conheci meu alemão

Com ele tenho um futuro nas mãos.

 

Fico logo com a ilusão do meu alemão

Como é bom aquele livrão

Com ele vou tê-lo no meu coração

Repleto de emoção.

 

Li este livro milhões de vezes

Mas não consigo tirar meu alemão

Da minha imaginação

Fico na escuridão sem ele no meu coração.

 

Como queria que este sonho

Um dia se realizasse

Tenho a esperança de tê-lo

E lhe dar um imenso

E grande abraço.

 

 

Jaqueline Lopes Evangelista – 6ª Série B

 

3º Lugar

 

O AMOR

 

...É como a flor que murcha na escuridão

Também é como o sol que nasce e se põe sem deixar rastro

O amor... é como a noite que é escura e dá medo no começo

Mas depois se acostuma e contempla suas estrelas.

 

O amor... é lindo como um sonho encantado, como a lua brilhando,

Como o céu em um crepúsculo.

O amor... é como o vidro, é lindo, é transparente,

Mas quando quebra vira caco e pode machucar.

 

O amor... é como um caminho sem fim que quando nós entramos

E sempre saímos sozinhos.

O amor... é como um inimigo, primeiro conhecemos,

Talvez gostamos, e depois que acaba odiamos.

 

O amor... também pode ser o sorriso de uma criança feliz,

É como choro de bebê com fome.

O amor... é encontrado, todos precisamos dele para vivermos

Bem e feliz.

 

 

Klisman Henrique Bueno Bayer – 5ª Série C

 

MINHA VIDA

 

Quando nasci,

Era pequeno demais

Quando fiz três anos

 

Cresci mais

Quando fiz sete anos

Me acharam um mocinho

 

Mas não era

E por isso digo:

Antes era sonho

 

Hoje sou realidade

E há onze anos

Trago felicidade.

Luana Gonçalves dos Santos – 6ª Série B

 

QUEM SOMOS NÓS?

 

Nós apenas somos almas:

Que amam

Que desejam

Que choram

Que riem

Que se apaixonam

Que sentem raiva...

Mas na verdade mesmo, quem somos nós

Quando sentimos medo?

Ficamos perante a humilhação,

Ficamos perante a injustiça,

Ficamos perante desafios e

Precisamos perdoar.

Aí que está! Quem somos nós?

 

 

Thiago Rafael de Lima – 5ª Série C

 

ÁLBUM

 

Tem time da série A

Tem time da série B

Tem figura repetida

Tem figura cromada

 

Tem até mascote

Que vem dois repetidos

Para lá na escola

Trocar com os amigos

 

É isso que forma

Os times cariocas

Também os paulistas

Só não tem o mundo inteiro

Tudo isso tem no álbum do brasileiro.

Nathália Maioli Crema

Leonardo Galvão Garcia – 6ª Série B

 

SONHOS!

 

Os sonhos que se realizam

Levam as pessoas ao paraíso

Sonhos possuem seus tipos

E pessoas seus estilos

 

Não se tem idade para sonhar

Pode ser novo até idoso

Mas cada um

Tem seu jeito de pensar

 

Cada um tem seu jeito de sonhar

Basta imaginar

Se fé você tiver

Seu sonho irá se realizar

 

Seus sonhos podem virar pesadelos

Se você estiver com muito medo

Você deve confiar em seus objetivos

Para não ter seus sonhos destruídos.

 

 

Professoras responsáveis:

Elaine Tavares

Fabiana Marcela da Silva Leite

Diretor:

Marcos Antonio Camini

 

 

 

 

 

 

 

 

CAPÍTULO XV

 

Colégio Est. Unidade Pólo – Jandaia do Sul - PR

 

Alunos deste colégio que participaram do VI Concurso de Poesia nas Escolas “Cecília Meirelles”, realizado pela Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ, em agosto e setembro de 2010.

 

 

Ranyris Agnes Soares da Silva – 6ª Série B

 

2º Lugar

 

GENTE GARIMPEIRA

 

Sentados numa rede

Debaixo de uma oliveira

Matando a nossa sede

De gente garimpeira

 

Aqui o tempo tudo leva

Leva nossa vida

Leva nossa morte

Leva nossa ira

Leva nossa sorte

 

Vejo andorinhas a voar

Vejo o tempo passar

Procurando a famosa sorte.

 

Mas tudo que eu queria

Era ser alguém na vida

Ao invés de garimpeira.

Gostaria de ser uma senhorita

Uma moça bem de vida

Com sapatos de couro e

Luvas de pelica.

 

Iago Ruan Pereira – 5ª Série A

 

1º Lugar

 

MEU PARAÍSO

 

Fazer poema do lugar onde vivo

Tem que ser com gosto, alegria, magia

Para no final ler o poema

E ver nele pura poesia.

 

Bem perto da minha casa tem uma cachoeira

Suas águas mais parecem poeira

Caindo encantadas do céu

Cobrindo a relva com seu véu.

 

A noite é toda magia

O sapo coaxa, a coruja pia

O céu entre estrelas cadentes

Traz paz e sossego para gente.

 

O amanhecer na roça, nossa!

O sol nascendo rindo, lindo!

A passarada voa, desperta

Anunciando vida, labuta certa!

 

Esse lugar que parece pintado no quadro

É o lugar onde vivo e sou feliz

É Jandaia do Sul – Paraná

A melhor cidade do meu país.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Adria Agatta da Silva Cambito – 5ª Série A

 

NOSSA SALA

 

Nossa sala é uma delícia

Todos brincam sem malícia

Mas quando chega a professora de português

A bagunça acaba de vez

 

Quando chega a de história

Eu saio lá pra fora

Quando chega a de matemática

Esqueci a tarefa em casa

 

Quando chega a de ciência

Ela tem muita paciência

Quando chega a Tereza

Todo mundo fica com a mente acesa

 

Quando chega o diretor

A poesia acabou.

 

 

Matheus José B. de Oliveira – 5ª Série A

 

JANDAIA DO SUL

 

Jandaia do Sul é o lugar onde vivo

Um lugar que todo mundo aprecia

Aqui as pessoas são solidárias

É conhecida como cidade simpatia

 

Jandaia é o meu lar

Aqui eu vou morar

Com muito trabalho e alegria

Nesta cidade simpatia

 

 

 

Em minha rua tem um buraco

Todos reclamam ao senhor prefeito

Já que foi eleito

Tem que fazer bem feito

 

O seu ar é puro

Suas mulheres são lindas

Seus homens são gentis

Suas crianças são felizes.

 

 

Paulo César Sampaio – 5ª Série A

 

CIDADE ALEGRIA

 

Jandaia do Sul é o lugar onde vivo

Um lugar que todo mundo aprecia

Aqui as pessoas são solidárias

É conhecida como cidade simpatia

 

A andorinha sempre vivinha

E cantando fazia a alegria

Dos pioneiros que aqui chegaram

E nossa cidade começaram

 

Sua beleza se assemelhava

Com as cores da natureza

E seu encanto e vivacidade

Tornou-se nome da nossa cidade

 

E desde então quem aqui chega

Para neste lugar morar

Encontra amigos, paz e dinheiro

E faz de Jandaia o seu lar.

 

 

 

 

 

Lorena Eduarda Brunelli – 5ª Série A

 

3º Lugar

 

CIDADE POESIA

 

Essa nossa sociedade

Vem crescendo a cada dia!

Se firmando na amizade

No talento... na poesia...

 

Vem trabalhando as pessoas

Que de arte, tem pra dar

Pessoas que na simplicidade

A tudo conseguem rimar

Fazendo da “cultura”

Embora algumas delas

Nem conheçam “fortuna”

 

A tudo vemos “colorido”!

Em tudo vemos “sentido”

Só não gostamos de sair do escuro

E como estrelas brilhamos

 

Alimentando a fantasia

Que Jandaia venha a ser

Nossa cidade simpatia

Dando asas ao romantismo!

Jandaia seja também

“Cidade poesia”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Raísa Borelli Ferrareto – 5ª Série A

 

CIDADE ENCANTADORA

 

Jandaia do Sul

Minha cidade atual

Beleza esplendorosa

Encanto sem igual

 

Nas festanças da cidade

Na praça do café

Há felicidade, amor e união

E principalmente muita fé

 

Na Avenida Getúlio Vargas

Os sorrisos contagiam

O belo lugar

Que todos imaginam

 

Jandaia do Sul

Pode ser um pequena cidade

Mas quem viveu aqui

Irá sentir grande saudade

 

Na Rua Castelo Branco

A vizinhança é um amor

Todos querem a felicidade

Não importa como for

 

 

Professora responsável:

Clélia Aparecida da Silva Ceciliano

Diretor:

Alessandro Cristiano Garbelim

 

 

 

 

 

CAPÍTULO XVI

 

Esc. Est. Vicente Machado – São Pedro do Ivaí - PR

 

Alunos desta escola que participaram do VI Concurso de Poesia nas Escolas “Cecília Meirelles”, realizado pela Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ, em agosto e setembro de 2010.

 

 

Arielle Thainá Tito Pessoa – 8ª Série A

 

1º Lugar

 

SÃO PEDRO DO IVAÍ

 

Pelas ruas que andei

E cidades que passei

SÃO PEDRO DO IVAÍ é uma cidade

Que jamais esquecerei

 

O Rio Ivaí tem águas cintilantes

Brilham mais que o sol,

Mais que o diamante, nem as estrelas

Do céu tem tanto brilho.

 

Procurei todas as palavras para falar

Dessa cidade, mas confesso:

SÃO PEDRO DO IVAÍ é tudo aquilo

Que as palavras não podem dizer.

 

 

Bruna Cristina Cardoso – 7ª Série A

 

SÃO PEDRO DO IVAÍ

 

São Pedro do Ivaí

Eu não nasci aqui

Mas tenho São Pedro no meu peito

É um lugar perfeito

 

Terra de pessoas trabalhadoras

Terra de gente boa

Terra de cor vermelha

Terra boa de colheita

 

São Pedro do Ivaí

Lugar que não para de produzir

Com pessoas a sorrir

Sempre a conseguir

 

Bonita terra

Com nome de santo

Protege tanto com amor

E em troca só louvor

 

Na educação

Com emoção

Que faz da cidade

Um lugar sem corrupção.

 

 

Deborah Souza Vettor – 7ª Série C

 

3º Lugar

 

UMA PEQUENA CIDADE

 

Nasci numa pequena cidade,

Onde não há tanta violência

E nem tanta destruição, e sim

Muita paz e união

 

Onde todos são bem vindos

Sem discriminação,

Onde as pessoas comemoram

Sem medo, violência ou outro mal

 

Pessoas humildes e simples

Sem nem mesmo um lugar para morar

Mas mesmo assim,

Tem seu sorriso a esbanjar.

 

Lugar de paz,

Que um outro lugar jamais tem

Eu amo minha pequena cidade,

Não a troco por nada neste mundo.

 

 

Eloah Fernanda Almeida da Costa – 7ª Série A

 

SÃO PEDRO DO IVAÍ

 

Moro num lugar lindo

Onde todos vivem felizes

Aqui não há discriminação

Esse é um lugar de união.

 

Cidade acolhedora,

Povo batalhador

Agradeço todos os dias

Por esse lindo presente do Criador.

 

 

Geferson Rodrigo Tito Aguiar – 7ª Série C

 

SÃO PEDRO DO IVAÍ, UM DIAMANTE BRUTO

 

Sempre vivi em um lugar que toca meu coração

São Pedro sempre foi minha grande paixão

Cidade acolhedora que nos traz satisfação

E de uma grande urbanização

 

São Pedro sempre foi minha grande inspiração

Levo comigo um pedaço do seu chão

Uma cidade acolhedora, de grande emoção

Banhado pelos seus rios, de imensa cristalização

Um diamante bruto,

Difícil de lapidar

São Pedro sempre foi uma cidade

Muito boa de morar.

 

 

Laura Maria G. M. M. Navas – 7ª Série A

 

2º Lugar

 

SÃO PEDRO DO IVAÍ

 

São Pedro do Ivaí

Num passado não distante

Era uma imensa área verde

Num cantinho do horizonte

 

Em busca de terras férteis e produtivas

Foram chegando de toda parte, comitivas

Por um pedaço de chão

Aqui no nosso sertão

 

Assim foi formando

Uma nova comunidade

Com trabalhadores corajosos

Foi nascendo nossa cidade

 

Com desbravadores

Sedentos pela riqueza

Foi abrindo-se espaço

Transformando a natureza

 

Com os anos se passando

O progresso aqui chegou

Hoje somos filhos de pioneiros

Salve nossos altaneiros.

 

 

 

Lívia Maria P. Thomaz – 5ª Série A

 

SÃO PEDRO DO IVAÍ

 

São Pedro do Ivaí

É uma terra hospitaleira

De pessoas educadas e bondosas

Porém, muito guerreiras.

 

Aqui várias pessoas

De diferentes raças e culturas

Todas lutando por ideal

Procurando ser a melhor das criaturas.

 

 

Mariana Taynara Martins – 7ª Série C

 

UMA PEQUENA CIDADE

 

São Pedro do Ivaí

Sinônimo de felicidade e harmonia

São Pedro do Ivaí

Minha cidade, minha alegria.

 

Como eu sempre digo

Lugar bom de viver é aqui

Maravilhosa e encantadora

São Pedro do Ivaí

 

Jovens, adultos e crianças

Todos contentes por residirem ali

Porque realmente não existe

Lugar melhor que aqui

 

É a cidade que eu vivo

E é aqui que irei ficar

Porque creio eu

Que lugar melhor que aqui, não há.

 

Responsáveis pela correção dos textos:

Isabel Roberto Dias

Concessio Firmino de Andrade

Diretor:

Célio Brugnolo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CAPÍTULO XVII

 

Academia de Letras, Artes e Ciências – Centro Norte do Paraná – Apucarana – PR

 

Membros desta entidade que participaram do VI Concurso de Poesia nas Escolas “Cecília Meirelles”, realizado pela Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ, em agosto e setembro de 2010.

 

 

Álvaro Eduardo Monteiro de Castro

 

PARA TI

 

Passe uma borracha e apague tudo

Que na tua vida você não gostou.

Pode neste gesto incluir pessoas,

Datas, acontecimentos, o que você quiser.

 

A partir disto,

Escolha tudo o que gostou.

Ainda se quiser, apague, corrija,

Modifique, fique com o que escolheu.

 

Para ti somente sorrisos, satisfação em ver-te feliz.

Para ti o universo de presente,

Um gesto amigo,

Meus ouvidos apostos, pra ti escutar.

 

Para ti minhas mãos estendidas, meu tempo disponível,

Meu abraço amigo, minha compreensão.

Para ti uma vida longa, uma estrada curta,

Entre o desejo e a realização.

 

 

 

 

 

AMIZADE

 

Final de tarde!

Daquelas gostosas pra se observar.

Parar no tempo, sentar,

E as belezas da vida contemplar.

Sentado sobre uma árvore caída,

Alguém acompanha tranquilo

Suas poucas ovelhas a pastar,

Quando dele se aproxima um menino a perguntar:

Poderia me dizer o que é amizade

Que tanto escuto falar?

Meio que surpreso, reviu suas experiências passadas,

Pondo-se a falar:

A amizade é um tesouro que todos procuram

Pelo seu imenso valor.

Poucos encontram e quando isso ocorre,

Consideram-se as pessoas mais ricas no mundo.

Este tesouro que lhe digo,

Não é prata, nem ouro.

Na vida, quem tiver um amigo

Saberá que nunca estará sozinho.

Ser amigo é querer vê-lo sempre sorrindo, feliz.

Desejar-lhe conquistas, vitórias, caminhos seguros a percorrer.

É sofrer quando ele sofre, é sorrir quando ele sorri,

É viver a vida sempre lhe desejando o bem.

 

A tarde caía, o sol se punha e a noite

Ia chegando de mansinho.

 

A amizade não é uma mercadoria que se compra,

Não somos amigos porque desejamos.

A amizade nasce de maneira natural,

Sem que se perceba ela se estabelece.

Vem depois de muitos encontros,

De muitas palavras trocadas e experiências vivenciadas.

Supera qualquer outro sentimento,

Até mesmo o amor.

Ela é superior ao amor, pois quando se ama,

Achamos que somos donos de alguém, não o dividimos com ninguém.

Ao contrário, quando somos amigos de alguém,

Nosso amigo é livre e não nos pertence.

A única coisa que se deseja,

É que com ele vá tudo bem.

Se de nós precisar, estaremos presentes,

Mesmo que fisicamente ausentes,

Ser amigo é como se fossemos um anjo da guarda.

Guardamos, cuidamos como se fôssemos seu protetor.

E assim, vamos vivendo tranquilos,

Cada um a sua vida, fazendo a sua parte,

Sabendo que somos ricos porque temos

Ao menos um amigo.

 

 

Alzira Francisca de Freitas Pirolo

 

CARTÃO DE NATAL

 

Vivos, claros, lindos símbolos:

A árvore da alegria:

De Belém o meigo sino

O presépio de São Francisco

De Gruber a “Noite Feliz”!

 

Ora fitas, estrelas, velas

Ora Magos, ora bolas

Bom Noel, o saco cheio

Todos adoram vê-los.

 

E tem a missa do galo...

 

Ornamento, brilho, flores

Multicores

O verde e o vermelho

Do bico-de-papagaio

Nada se compara ou iguala

Ao raio

De esplendor, aroma, encanto

Que emana do alado Ser.

 

Angelu de língua-mater

Do grego aggelos

(ânguelos – Pela Igreja introduzido).

Ângio, ângeo do arcaico português

 

Deus o fez

“Mensageiro” do Livro sacro:

anjo de bondade

sem face, só luz

 

anjo da paz

sem igual!

FELIZ NATAL!

 

SORRISOS & O SORRISO

 

Sorrir...

Uma arte, um engenho ou um dote natural?

 

Sorriso ligeiro, brejeiro

Sorriso aberto no ar

Sorriso amarelo, tristonho

Sorriso branco dental

 

Expressão que transparece

As mil maneiras de ser...

 

A boca entre parênteses

Com pose dizendo “giz”

O sorriso amostra grátis

Serve-se dos olhos, nariz

Que desdenha e quer comprar...

 

 

Há o sorrir que diz “sim”, assim,

De muita gente inocente

E os que queimam como fel, cruel...

É o sorriso de jacaré, não é?

 

Quanto vale um sorriso?

O peso de uma paixão?

O prazer da glória ou fama

A alegria da vida sentida

Um prêmio, um bofetão?

 

Sorriso maior, divino

Um arco-íris de encanto

É você que de repente

Apenas me olha e sorri!...

 

MULHER

 

Disse o senhor um dia:

“É bom que o homem não esteja só”

Assim foi criada a primeira –

Eva – a mulher companheira!

 

Mas, corrompe-se o gênero humano

E nascem formosas filhas

Multiplicam-se na terra

E sobrevivem na Arca Noé

Sal mulher e as mulheres de seus filhos.

Depois vem Sara, Rebeca, Débora, a serviçal;

Raquel, que se extingue a dar a luz;

Maria – a bendita entre as mulheres

A escolhida – Mãe de Jesus!

 

E a mulher de Cananéia?

-Vela e suplica pela saúde da filha,

Cheia de dor, fé e esperança,

Mulher aflita – guardiã Mãe de família!

 

 

Mulher presente no Universo

No infinito, nas constelações

Nas águas, nos furacões, nos versos

Na natureza, que também é feminina

Rosa, perpétua, hortênsia...

Mulher – inspiração e potência!

(ou simples bem-me-quer).

 

Mulher do labor, comprometida,

Altiva ou submissa, fatal,

Religiosa, mestra mal compreendida,

Mãe-solteira, sofrida pelo que é desigual.

Injustiçada, com medo da vida

Mulher chorona, mas forte, vaidosa quando quer

E linda- simplesmente por ser mulher!

 

Da costela às constituições

Galga espaços lentamente

Ora mártir de seus ideais,

Ora vitoriosa no seu afã...

Ao assegurar seus direitos

Leva o mundo a um novo milênio

Mulher maravilha – cidadã!

 

Mulher de vários matizes

Às vezes só, no zelo aos que são seus

No seu dia¹ – uma história que ainda recusam ouvidos...

Deve haver um anjo ao seu lado a orientar os seus pisos

Mulher – imagem de Deus!

 

¹ Dia internacional da mulher – 8 de março

 

 

 

 

 

 

Antonio Mandel Conceição

 

AINDA POR NASCER

 

Prefiro você sem nome

Sem rosto, sem corpo

Sem nenhuma forma

 

Prefiro você na minha imaginação

Onde construo a cada dia um detalhe

E quando a completo

Mudo o traço dos lábios

O canto da boca

A linha dos seios

E lhe dou novamente o sopro da vida

 

Desfazendo e refazendo

Viro-a do avesso

E com as mãos espalmadas

Concedo-lhe nova existência

 

Porque quando teima

Em sair dos meus sonhos

Torna-se um vaso que quebra

E desaparece da minha paixão

Como se o amor fosse

Uma página a ser explicada

Um rio a ser contido

Um desejo que pode sumir

 

E a cada nova solidão

Também eu morro e renasço

Como as fontes próprias da alma

Que secam nesses confrontos

Entre o céu e o inferno

De todos os dias

E brotam quase silenciosas

Durante um espaço perdido da noite

Quando nos tornamos mares, lagos, inundações

Objetos escusos de desejos inconfessáveis

 

No extremo momento de uma tarde vadia

Traço a fogo com a pena manchada de sêmen

De novo o que desfiz na noite anterior

E estabeleço a natureza selvagem do seu sexo irreverente

 

Assim, brincando com o poder de criar

Desço até as extremidades de suas pernas

Deslizando entre espaços e curvas

Com as mãos cheias de profundas marcas

Acumuladas durante anos por amores e ódio

 

Prefiro você eternamente assim

Como um desenho rabiscado

No muro de minha inconsciência

Quase localizada entre a vida e a morte

De um cérebro em infinita gestação

Que pulsa tal qual estrelas

Buscando no espaço

Um centímetro de eternidade

Uma dose de esperança,

Um resto de vela que tremula

Um beijo talvez

Uma música

Ou quem sabe a própria negação da morte.

 

SAUDADE

 

A olhos vistos

Pessoas foram desaparecendo

Como se fossem gravetos em uma fogueira,

E de repente minhas orações

Ficaram cheias de mortos

 

A solidão é algo que se constrói com o tempo

É feita de pequenos vazios

Que juntos formam o abismo

Onde os pensamentos incomodam

Nos momentos de silêncio

 

Todo artifício é passageiro

E quando as luzes diminuem

Não há olhos que suportem

O escuro destino das mãos

Procurando por cartas

Que não serão jogadas

 

Os copos estão vazios

As mesas em abandono

As ruas desertas

E os ombros vestidos de roupas escuras

 

Há certo medo nas palavras

Uma proximidade do desconhecido

 

Na memória um desfile

De doenças incuráveis

De grotescas deformidades

Demonstrações de uma natureza

Que eu não consigo entender

 

Então a saudade chega

Sem intenção de fazer amizade

Simplesmente para machucar

 

Rude e direta

Como um soco no estômago

Determina suas condições

 

Frágil coração que não aprendeu a morrer

Bate como se fosse eterno

Embora conheça o seu destino

 

O sol está prestes a se pôr

Já pressinto a noite que se avizinha

E minhas orações estão repletas de mortos.

CAMINHO DAS HORAS

 

As horas caminham tristes

Pelos ponteiros do relógio

Procurando no tic-tac

Incessante da máquina

A paz que falta no silêncio absoluto

 

As horas caminham lentas

Infiltram-se pelos poros

Mudam a constituição da pele,

Fazem envelhecer

 

O coração,

Como um cachorro sem dono

Acompanha o desenrolar do tempo

E espera

 

As virtudes tornam-se crimes

 

De tão misturados o amor e o ódio

Tingem-se de cores passionais

E entregam-se a uma metáfora indistinta

 

Amargo, doce, amargo, doce, amargo

Credos, episódios, sentenças

Detrás da cortina, o pudor

Na mente a falta de vergonha

E escondidos desejos obscuros

As horas, exímias torturadoras,

Esquecem a piedade,

Caminham lentas e regulares

Marcando um compasso impessoal

Asfixiando todas as ilusões

 

E nos fazem caminhar também tristes

Por ruas desertas e bares perdidos

Acompanhados pelos miseráveis da noite

Sentindo o cheiro de um prazer sem dono

Que sobem dos becos imundos

 

Abraçados a uma pureza

Que não nos permite ser hipócritas

Colorimos de mágoas

A madrugada vazia

Cantando um hino

À liberdade de sonhar

Com invencíveis sentimentos de amores eternos.

 

 

Artur Palú Filho

 

QUANDO CANTA A NATUREZA

(A CANÇÃO DA NATUREZA)

 

Quando canta a natureza,

Até o rio olha pro céu.

Correm os bichos, gritam as aves

No maior dos escarcéus.

 

Foi o Deus que fez tudinho,

Cada coisa em seu lugá.

Lá nos galhos fez os ninhos

Pr’elas terem onde morá.

 

Esta coisa mais bonita,

Que dá gosto até de ver!

Cada bicho em sua toca

Pr’eles terem onde vivê.

 

O caboclo, que coitado!

Pita quieto e só espia;

Pega cedo lá na roça

Pra pará co’a Ave Maria.

 

 

 

 

Risca a viola, rasga a terra

Canta as mágoas, que tristeza!

É feliz que nem só ele,

Quando canta a natureza.

 

 

Braz Miranda de Sá

 

CANTIGA CABOCLA

 

E quando chega a madrugada,

Lá no alto da floresta,

A passarada alegremente faz a festa.

 

E o caboclo da casinha pequenina,

Lá no alto da colina,

Sai pr’a roça trabalhar.

E a família, cantando alegremente,

Co’a enxada, segue em frente,

Vai com ele capinar.

 

E à tardinha quando volta

Do trabalho tão cansado,

Pega a viola e vai cantar todo animado.

 

Relembra as mágoas e a saudade de tão distante

De outros tempos tão errantes,

Na vida de um rapaz.

E, na cantiga, o roceiro apaixonado

Canta versos, animado,

A nostalgia o satisfaz.

 

E quando chega a madrugada,

Lá no alto da floresta,

A passarada alegremente faz a festa.

 

 

 

 

MEDITAÇÃO

 

Terra girando no espaço!

Astros todos no infinito!

Céu aberto, sol muito além,

Iluminando o mundo!

Árvores, flores num sorriso...

Brisa mansa refrescando o rosto!

Calado, fico imaginando...

Quanta coisa bonita!

Na admiração, medito...

No questionamento, reflito...

Quem criou esse paraíso?

Concluo, nos sentidos meus:

Quem fez tudo isso,

Só pode ser Deus!

 

VOZ DAS COISAS

 

Que te diz

O sol ardente ao surgir na serra,

As aves no gorjear sonoro,

As formigas perfurando a terra,

E as florinhas cujo encanto adoro?

 

Que te diz

A borboleta esvoaçando ao léu

P’ra sugar da rosa delicioso mel?

E a doce brisa baloiçando a rama

E a tênue relva em esmaiada chama?

 

Que te diz

O riacho a murmurar de leve?

E o poeta a suspirar em breve?

E o céu; todo esse céu em festa?

O mar, os campos, montes e florestas?

 

 

 

Que te diz

O colibri que agora pousa?

Tudo canta a Deus na voz das coisas!

 

 

Edson Tavares

 

O SER E O NADA

 

Cruza o céu intenso,

Imponente companheiro!

Mergulha nesse mar de rebeldia,

Dilacerando sonhos!

 

Renasça com o vigor do sol,

De tuas Asas, de tuas Cores!

Nova estrela a brilhar,

Essência de eternidade.

 

Soberbo sereno.

Inato temor.

Carrasco do não,

Impiedoso majesto.

 

Que te reverenciem,

Do rosto ao chão,

Todas as nações,

Num súbito suplicar.

Ignora seus clamores,

Que soe o aço de teu saber!

 

Sê o que és, o sim e o não,

Nada mais que o absoluto,

O próprio Ser e o Nada.

 

 

 

 

 

Fahed Daher

 

ENCANTO DE VIVER

 

Quando tiveres entrado

Pelos túneis das idades,

Com certeza mais saudades

Te ligarão ao passado.

 

Se, no entanto teu pesar

Te roubar a luz do amanhã,

Tua vida será vão

Sem o encanto de sonhar.

 

Se teu ânimo persiste

Saudades serão cativas

Pois manterás sempre vivas

As lutas nas quais insistes.

 

Cultivarás, por certo, algum objetivo

Por todo tempo, esposa, filhos, netos, mais

Trabalhos, estudos e os sonhos bem reais

E lutarás com fé, de um ideal cativo.

 

Não! Não penses que a idade simbolize o velho,

Nem aceites a tese da terceira idade;

Terceira juventude, esta é na verdade

A imagem que acharás olhando-te ao espelho.

 

Se aquela que encontraste estiver contigo

Beija-lhe a boca, assim, com todo teu ardor.

Toma-lhe a mão e vão passear por onde for

No frenesi de amar, erótico e amigo.

 

Pois ela estando aqui, tratá-la com ternura,

Tomando seu afeto com modéstia linda,

Fazendo cada dia uma existência infinda

De paz, entendimento e da maior ventura.

 

Se acaso ela se foi hás de guardar saudade.

Em nome do que foi comum em suas vidas

Hás de viver lutando sem deixar perdidas

As marcas que ficaram através da idade.

 

As lágrimas, por certo, banharão teu rosto.

Teus netos não verão o pranto do teu sonho.

Abraçarás feliz, no teu chorar risonho

Os frutos que criaste no ideal proposto.

 

Se ela se foi... Por certo há de chamar-te um dia,

Mais tempo ou menos tempo, não importa a espera,

E atenderás, e de mãos dadas, noutra esfera

Hão de seguir a luz de encanto e de alegria.

 

 

Francisco Soares Dias Sobrinho

 

SER OU NÃO SER

 

“O homem perfeito

É o homem imperfeito”

Contradição?

_ Não.

Julgando-se perfeito.

O homem fica satisfeito.

Julgando-se imperfeito

Ele fica insatisfeito

E dá um jeito

Da história ser sujeito.

O perfeito

Nada cria

Pois não tem a primazia

Da imaginação.

O imperfeito

Quer se fazer

Para a humanidade trazer

Sua contribuição.

O perfeito

Se satisfaz

E por isso nada faz

Para o mundo melhorar.

O imperfeito

Aspira ser perfeito

E por isso ele luta

Com vontade resoluta

Para o mundo prosperar.

O perfeito

É comodista

É alienado

É resignado

Não tem dado

Por julgar tudo acabado.

O imperfeito

É idealista

É altruísta

E não um acomodado.

O perfeito

Repete

Não investe

Quer apenas figurar.

O imperfeito

Tem ação

Usa a Razão

Aos seus atos dá significação

Para se dignificar.

Ser ou não ser

_Eis a grande indagação

Que cabe a você responder

E fazer sua opção.

 

UM OLHAR

 

Veja o velhinho

Que ali vai

Vagarosamente,

Sozinho

Tristemente,

Seguindo o seu caminho.

Vergado para o chão,

Esfarrapado

Pelo peso dos anos

E maltratado pelos desenganos.

Com a bengala na mão

Anda devagarinho

Para não tropeçar

Nas ilusões passadas

Que ficaram gravadas

E que detesta recordar.

Demos-lhe

Compreensão,

Carinho.

Coitadinho,

Ele também é nosso irmão!

 

MONÓLOGO

 

_Senta aqui. Assim

Bem pertinho de mim.

Barba branca, qual algodão

Transmite profunda lição.

Rosto enrugado

Reflete uma fase do passado.

Voz trêmula e macia traduz

Uma mensagem enraizada na luz.

Vejo-o diariamente

Sorriso aberto, alegremente.

Quero ouvi-lo atentamente

E senti-lo interiormente.

O peso dos anos é importante

Pois retrata uma luta incessante.

A propósito, disse-lhe logo

Que seria um monólogo.

Nada lhe queria falar

Mas apenas escutar.

_E fala-me francamente – enfatizei

Para me ensinar o que não sei

Quero aprender, absorver

As normas de bem viver.

_Puxando, então, a recordação

Falou-me com emoção.

Reviveu seu sonho de criança

Que ainda cultua com esperança.

Falou-me, com gestos largos, do destino

Que lhe marcou os sonhos de menino

Ora docemente.

Ora amargamente.

Seu semblante transparecia

Momentos de tristeza e de alegria.

Seu coração mais forte batia

Pela saudade que sentia.

Reflexos da vida, do mundo

E de um viver profundo

Porém, o relógio nada entendia

E caminhava em demasia.

_Vil metal: Exclamei! Interrompeu

E o monólogo se arrefeceu.

Desculpou-se cortesmente – partiu

E o relógio nada pressentiu.

_Intruso! Disse-lhe. Ninguém lhe clamou

E o monólogo acabou.

Fiquei a fitá-lo até desaparecer

Com a alma impregnada de saber...

Barba branca, rosto enrugado

Bengala na mão, coração abençoado...

_Senta aqui. Diga você também

E ouça a voz da experiência

A embalar igualmente tua existência.

 

 

 

 

 

 

 

 

Naici Vasconcelos de Souza

 

NOSSA SENHORA

 

Eu te permito entrar

Na minha casa

No meu quarto

E ficar a noite inteira

Ao meu lado

Zelando pelo meu sono

E abençoando meu dia de trabalho

 

Eu te permito entrar

No meu carro e me acompanhar no meu dia a dia

Orientando-me quando a seguir

E quando parar peço guiar meus passos

Meus gestos e ações...

Fazer-me repensar decisões e com sua luz iluminar minhas dúvidas e incertezas

Permito-te que me receite um remédio e amenizar minha dor

Sem ter a bula

Sem ter a contra indicação

Agradeço as tantas vezes que te chamei e a senhora me atendeu

Passando-me as santas mãos pelos cabelos e como mãe que é me colocando

Em seu colo e me fazendo uma cantiga de ninar

Consolando-me a princípio e depois tomando água benta e me fortalecendo

Num sonho de reforço espiritual acordei e te agradeci e me agradeci por ter

Permitido que a senhora entrasse em minha vida.

 

 

 

 

 

 

ESPERA

 

Coragem me falta

Para o meu amor declarar

Espero há tantos anos

E quando te vejo não consigo uma palavra pronunciar

 

Quero falar de sua boca

E a vontade de te beijar

Encostar sua cabeça em meu peito

E te fazer sonhar

 

Delicadamente suas mãos

No meu rosto passar

Para sentir sua suavidade

Como a brisa e o luar

 

Quero ser seu ideal

Ser tudo aquilo que espera

Fazer você feliz e ser feliz

Oh! Quem me dera.

 

Mas tenho paciência

E saberei esperar

O dia em que com certeza virá

Para a minha vida transformar

Até lá, só me resta esperar...

 

MEU CORAÇÃO É AZUL E AMARELO

 

Meu coração é colorido como as cores

Da bandeira de Arapongas

Quando em seu mastro balança

Meu coração palpita reforçando esperança

 

Esperança como dos pioneiros

Que estas terras desbravaram

Unidos e em alto e firme som

Cantando com o pássaro Araponga

Cores que reanimam minha alma

No azul a imensidão do céu

No amarelo a força do sol

No branco paz e a rede do véu

 

Cidade dos passarinhos

És orgulho do sertão

És orgulho do nosso povo ordeiro

És orgulho do nosso cidadão

 

Pássaro com som estridente

Os filhos desta terra a reanimar

Vamos em frente jovens atuantes

Como os pioneiros, nunca desanimar

 

Como um pássaro a voar

Grande na sua imaginação

Sobrevoe esta cidade

Liberte o gênio que tem no coração,

Liberte sua criação

 

Nas asas da Araponga

Pegue carona e de perto veja

O pôr do sol irradiante

E liberte esse gênio criador

 

Bandeira de Arapongas

Bandeira do meu coração

Pássaro araponga

Pássaro que inspirou a mais bela canção...

Cidade dos passarinhos,

ÉS ORGULHO DO SERTÃO.

 

 

 

 

 

 

 

Marta Prates

 

MÃE PRETA

 

Mãe preta...

Que amamentava

Os filhos dos seus senhores

Com seu leite branco

Que os acalentavam

Com doces canções

Que cansada e cheia de dor

Dormia em seu cativeiro

Onde se perdia em pensamentos dolorosos

Sabendo que de branco

Só tinha o leite que matava a fome

Daqueles que seriam

Senhores de seus filhos

Mãe preta...

Pedia liberdade a seus filhos

E que descobrissem o valor do negro

Mãe preta...

Sabia que aquele que amamentava

Só lhe daria...

Um cativeiro...

Uma corrente...

E um chicote para morrer

Mãe preta.

 

ABRI A PORTA

 

Abri a porta

E recomecei

Pouco me importa

Os outros...

As dores...

As promessas...

Os sonhos perdidos

Contei até dez

E procurei o que estava sumido

Abri a porta

Me senti meio viva

E meio morta

Mas não desistia

E abri a porta

Descobri que existia

Que o meu eu

Era profundo

Precisava ser feliz

Conscientizar do meu mundo

Que estava ali

Diante do meu nariz

Novamente abri a porta

E me vi feliz.

 

 

Dr. Oscar Ivan Prux

 

QUADRILHAS A MONA LISA

 

De nada me adianta

Ter tudo comigo,

Se meu coração,

Está preso é contigo!

 

De todas que tenho.

Não quero um momento,

Pois é todo teu,

O meu sentimento!

 

Sei que ao pensares,

Não contas comigo,

Que pra você eu não passo,

De um simples amigo!

 

Sei que tê-la não posso,

Nunca vou te tocar,

Mas eu recebo carinhos,

No seu sorriso e no olhar!

Seu mundo é completo,

Não tenho lugar,

E tudo que posso,

É contigo sonhar!

 

Eu não chorarei,

Nem direi palavra,

Espero para sempre,

Não lhe dizer nada!

 

Mas, se um dia receberes,

De mim uma flor,

Te peço não ligues,

São coisas do amor!

 

POEMA

 

Certo dia me pediste,

Que te fizesse um poema,

Deixando apenas que a visse,

Para que servisse de tema!

 

Começo um pouco sem jeito,

Confesso não ter nem esquema,

Mas tento tornar perfeito,

Aquele que é seu poema!

 

Espero que leias contente,

Prometo que pra você eu não minto.

Não me disseste o que sentes,

Mas vou te dizer o que sinto!

 

“Se teus olhos fossem meus

Haveriam de ser assim:

Fechados para todos,

Abertos só para mim!”

 

 

 

VAI VERSO

 

Vai verso. Vai ligeiro!

Vai revelar sorrateiro,

O que não consigo expressar.

 

Vai! Me revela por dentro,

Retira de meu pensamento,

O que hesito em falar.

 

Mas traga ao menos um momento,

Que mesmo fugaz como vento,

Seja contigo, de todo gostoso passar.

 

 

Walter Domingos

 

PSICOCOTOVELITE

 

Minha profissão é viver.

Meu vício é amar...

Sou um romântico assumido.

Não aprendi a ser assim.

Nasci deste jeito,

Não fui condicionado a isso.

Está em mim ser sincero,

Expressar com transparência,

Tudo que sinto.

Sou tímido e reconheço.

Porém, não sou falso...

Sou corajoso diante da vida

E otimista, apesar de tudo e tantos.

Não sou um acomodado

Que espera acontecer.

Vou à luta, dispostamente,

Vencendo ou sendo vencido,

Com plena normalidade.

Pois a vitória e a derrota

São partes integrantes

Da mesma arte de viver bem,

Que não é um jogo,

Como muitos imaginam.

Luto por um mundo melhor

Participo pela certeza

De esta tarefa fazer parte

De minha profissão.

Não tenho nenhuma ambição de poder,

Para influenciar alguém,

Satisfazer vaidades,

Impor minhas ideias.

Mas foi nesta lida constante,

Na busca de cumprir meu dever

E construir minha parte no mundo,

Que encontrei esses maus, perversos,

Ciumentos, invejosos, frustrados...

Doentes, contaminados por um mal

Terrível, incurável, a “inveja”,

Que é o complexo de enfermidade,

Que denominei PSICOCOTOVELITE

 

MINHAS MÃOS

 

Começo por contemplá-las.

Ainda não havia feito isso.

Olho-as por instantes com admiração.

Sem nenhuma característica narcisista.

Penso no que já fizeram e que ainda farão...

Por tanto tempo manejaram ferramentas,

Para lavrar a terra, plantar, cultivar, colher...

Para cortar madeira, serrar, pregar...

Medir defuntos e fazer esquifes,

Que foram a última morada de muitos.

Estas mesmas mãos já acariciaram.

Mostraram-se solidárias com os aflitos,

Apertaram outras com carinho...

Foram elas que pegaram livros,

Que se tornaram meus mestres,

Desenvolvendo minha inteligência.

Depois tomaram giz e apagador,

Colocando-me diante de alunos a ensinar.

Deram-me condições de pegar uma caneta,

Para transferir ao papel,

Versos, estrofe, prosa, livros, cartas...

Traduzindo sentimentos em ideias e ideais,

Mensagens... textos contendo

Conhecimento, emoções e reflexões...

Tudo, todas as ações foram possíveis,

Menos os atos que caracterizam a violência.

Graças ao trabalho de minhas mãos,

Conjugadas com a inteligência,

A coragem, a determinação, o AMOR,

Os sonhos, os ideais... posso contribuir

Para a construção de um mundo

Melhor, mais humano, mais justo...

 

NADA MAIS A DIZER

 

Digo-te apenas que és a mais bela

Que um dia na minha vida encontrei

Sua imagem inconfundível e singela

É uma realidade que sempre sonhei.

 

Revitalizou-me todos os sentidos

Despertou-me até sonhos não sonhados.

Ao lado de tantos outros já esquecidos,

Fez com que muitos fossem realizados.

 

Vê-la é uma indescritível fascinação

Que me transporta para outros mundos.

Conhecê-la é uma sublime emoção

Com sentimentos ternos e profundos.

 

Contemplá-la faz-me perder a razão

Estar a seu lado sem poder tocá-la,

É uma violência imposta ao meu coração

Principalmente se impedir-me de beijá-la.

 

Comunicar-lhe estes meus encantamentos

Sem lhe fazer de meu AMOR a confissão,

É privar-me de viver os melhores sentimentos,

É impedir em nós o deleite da realização.

 

Mas isso não é tudo o que quero lhe falar...

“Passar por aqui sem totalmente lhe pertencer,

É caminhar pela vida sem ter a quem amar...

É, portanto, nada mais precisar dizer”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CAPÍTULO XVIII

 

Elos Clube de Mandaguari – Mandaguari - PR

 

Membros desta entidade que participaram do VI Concurso de Poesia nas Escolas “Cecília Meirelles”, realizado pela Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ, em agosto e setembro de 2010.

 

 

Alzira Francisca de Freitas Pirolo

 

TUPI = A LÍNGUA CHÃ

 

Surgiu o primeiro – jepé

Com o segundo – mocõi

E assim a dois ou três, pardos, nus,

Dezoito ou vinte chegaram.

 

“Ali não se pôde (...) haver fala

nem entendimento de proveito”

 

Com a benção de Tupã

Anchieta a engenhou

E a comunicação se fez

Com o que de pronto encontrou

 

_Que nome tem essa fonte onde o branco foi beber?

Poti, Moema, Bartira, Caramuru,

Curumim, Cacique, saci, curió, tatu?

 

_Onde está essa pedra bruta

Que vive nos quatros cantos,

mas poucos ousam explorar?

 

_Nas ocas, nas pororocas,

Nas arapucas e em Jaci,

Na cuia de tapioca, canjica,

Nos lábios de Iracema,

Nos conselhos do pagé,

No envergar do tacape,

Na sombra do jequitibá

E no Vale do Ivaí

Onde está Mandaguari.

 

_O que é esse eco louco que faz os ouvidos moucos?

 

_Tal qual um grito de guerra

Sufocado em peito aberto

Ressoando a cem e a mil

É o sinal rubro do acorde,

O alerta à língua prima

Que mescla a voz do Brasil!

 

 

Cidinha Frigeri – Diretora Internacional de Cultura do Elos Internacional

 

A ORAÇÃO

 

A prece ou a oração

É uma experiência que sai

De Deus em nosso interior.

 

A cura que almejamos,

As conquistas que desejamos,

Não necessitam de milagres...

Basta entendermos o processo.

 

O grande universo não tem,

Nem permite segredos...

Tudo o que fazemos, pensamos,

É registrado no Cosmos e dará

Seus frutos no devido tempo.

 

 

 

 

Não há engano!

Esse é o grande poder

E a enorme responsabilidade

Do pensamento humano.

 

FELICIDADE

 

Quero extrair de dentro,

Do fundo do coração,

Um grande e profundo amor,

Que seja a medida certa

Das carências do mundo.

 

Quero abraçar toda criança,

Com carinha de esperança

E sorriso iluminado.

 

Quero beijar as flores

Que se perfumam de amores

Enfeitando a natureza.

 

Quero sorrir ao mundo

E agradecer ao meu Deus,

Sob o céu azul profundo,

Pelo muito que me tem dado,

Permitindo crescer assim,

Um coração divinizado.

 

Quero entregar a todos

Os que pensam na bondade,

No altruísmo e desejo de amor,

A sutil felicidade!

 

 

 

 

 

 

Lúcia Nice Orsi – Presidente do Elos Clube de Mandaguari

 

TECELÃ

 

Teço meus versos com as linhas

Que o tempo joga em minhas mãos,

Com os fatos que a vida joga em meu cotidiano.

E enlaço nos laços

Sentimentos ocultos – ou explícitos.

Emoções contidas – ou vazadas.

 

Teço meus versos na tela dos sonhos,

Crio em meus versos

Um mundo mais novo,

Um verso em reverso.

Teço meus versos em tecido de dor,

Em tecido de amor.

Tecidos meus versos,

Tecida está a vida.

 

PRIMAVERA INÚTIL

 

O campo se cobriu de flores

E as árvores brilham em verde festa.

Os pássaros cantam alegres e ruidosas melodias,

As crianças sorriem e correm, brincam.

O céu está mais azul.

A primavera se faz presente

Mas é-me inútil.

Não sinto o doce aroma da brisa

Nem danço a música dos pássaros.

Estou sem você

E os minutos parecem anos de ausência e dor,

Os segundos são séculos de saudades incontidas.

E as noites, essas são viagens de desejos reprimidos,

Barcos de gemidos sufocados.

A alma chora embrulhada na dor.

Primavera inútil esta:

Não floresci, não renasci.

Continuo morrendo

Por você.

 

 

Maria Aparecida Zanata Peres – Colaboradora

 

SE ME DEIXAREM...

 

De me perguntarem a quem desejo louvar,

Certamente a minha escolha cairia

Sobre quem a vida, a história e o poeta se encarregaram de falar.

 

É a este ser que para a humanidade

É condição especial de crescimento

A quem dirijo a atenção

E por quê?

É simples:

Falo de um ser

Cuja vida é condutora de viagens e sonhos,

Mas tem os pés plantados no chão.

Ser que oscila entre a força e o cansaço

Que é a busca e o encontro de emoções e motivos.

Que é o silêncio e a rebeldia entre as imposições e as escolhas.

Que é a decisão e a dúvida frente aos caminhos e o caos.

É o passado e o futuro na convergência presente

A criação e a criatura – fonte e leito de águas regeneradoras.

 

Falo de quem

Tendo sido esmagada, faz-se grande;

E faz-se de tímida para não amedrontar;

Se oculta para realçar.

 

 

 

Falo daquela que é limite e ruptura

E, na fé ou na descrença, é gente, tão gente, gente que entre os pólos se equilibra;

Entre o bem e o mal se faz altiva e entre o ser e o ter se estabelece.

 

Se me deixarem falar...

 

Louvarei o misto de pranto e cantos, de ponte e separação,

De lutas e de conquistas.

 

Se me deixarem falar...

Lembrarei quem caminha,

Acerta e erra e não para.

 

Se me deixarem cantar

Serei a voz que propaga a vida,

Que conta a história

E, como poeta, louvarei a você – MULHER.

 

 

Walter Domingues – Escritor, sócio fundador do Elos Clube de Mandaguari e da Academia de Letras, Artes e Ciência Centro – Norte do Paraná

 

TENTATIVA DE EXPLICAR

 

Grande parte da tentativa de explicar

Fundamenta-se na necessidade de justificar

Ato que limita a capacidade de pensar

E remete à esperança do outro perdoar.

 

Frágil ser que necessita se educar

Em seu físico de bípede só para caminhar

Deixa sem saber a capacidade de raciocinar

Perde o sentido de viver também para amar.

 

 

Foge da capacidade de se relacionar

E adota a banal expressão de se entregar

Cantando como o poeta “deixa a vida me levar”

Que é o começo do fim para se banalizar.

 

Decide por livre arbítrio, não viver e sim, vegetar.

Vê, ouve, age, comporta apenas em copiar

Isso lhe parece mais fácil que seus atos encarar

Pensa que pode fazer tudo sem se responsabilizar.

 

Perde na vida as oportunidades de se realizar

Sem saber que pode com coragem tudo enfrentar

Escolher estratégias para os problemas solucionar

Ao invés de perder tempo na tentativa de se explicar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CAPÍTULO XIX

 

FAFIJAN – Fac. de Jandaia do Sul

Jandaia do Sul - PR

 

Alunos desta instituição que participaram do VI Concurso de Poesia nas Escolas “Cecília Meirelles”, realizado pela Sociedade dos Poetas Jandaienses – SPJ, em agosto e setembro de 2010.

 

 

Aline Janaína Quinhone da Silva – 6º Período Letras/Inglês

 

INESPERADO DIA

 

Repentinamente encontrei a amiga felicidade

Nossa emoção transformou-se em amizade

A alegria contagiava o nosso viver

E desejávamos uma outra em bem querer

 

E da maneira que chegou

Foi embora sem demonstrar razão

Meu carinho por você não mudou

Mas, será que a saudade toca seu coração?

 

A SOLUÇÃO

 

Viver na solidão

É estar na escuridão

Viver na amargura

É a dor da tortura

Viver na tristeza

É o resultado da frieza

Viver no medo

É estar em segredo

Viver na esperança

É apagar essas más lembranças.

Anderson Clayton Rodrigues Souza Santos – Pós Graduação em Literatura, Leitura e Produção Textual - Fafijan

 

SEM SENTIDO

 

3º Lugar

 

Onde está a beleza

Por que vejo artes sem vida?

Onde estão as palavras que deslumbraram,

Os versos que nos prendem,

Onde está a poesia que nos surpreende?

 

Será que não compreende

A alma de um poeta?

Que se deslumbra em noites clássicas

Para fazer acontecer sua mágica.

 

Para onde foram

As rimas que nos empolgam

Por que me sufoca?

Poemas que nada se enfoca.

 

Cadê o sentimento?

O que fez pensar

Que algumas rimas

Seguidas de palavra vazia

Poderia se tornar plena poesia?

 

Onde está o orgulho

A vida de poeta?

Vejo horrorizado

A arte que não é arte

Apenas emaranhados

Que à força foram criados.

 

Por que sinto tristeza na leitura,

Das “poesias” que estão expostas?

Estas tão vagas

Pobre ser

Que um dia acreditou que para ser poeta

Basta escrever.

 

À ESTROFE E NÃO À VIDA

 

Em uma estrofe vazia

Um homem dizia

Que não mais sentia

Nem prazer, nem alegria.

 

Em uma estrofe vazia

Então afirmaria

Que não mais sorria

Pois ainda nesta estrofe

Sua biografia.

 

Como esta estrofe vazia

Uma forma de existir

E não querendo persistir

Apenas ficaria num vazio

Pois ainda tem como elemento

Seus versos que um dia foram vistos

Citados e declamados.

 

Nesta estrofe

Uma vida vazia

Mas cheia de conteúdo

Quando quem viveu

Soube aproveitar

Soube perceber

E aprender muito

Mas além de tudo pode conhecer

Que há muitas formas de se viver.

 

 

 

Diana Andrade dos Santos – Pós Graduação em Literatura, Leitura e Produção Textual - Fafijan

 

INTIMIDADE

 

Uma parte de mim é o agora;

Outra parte é o depois.

 

Uma parte de mim sofre e chora;

Outra parte congela e disfarça.

 

Uma parte de mim ama;

Outra parte ignora.

 

Uma parte de mim é verão;

Outra parte é sombra e mistério.

 

Uma parte de mim reflete;

Outra parte age.

 

Uma parte de mim sonha;

Outra parte viaja.

 

Uma parte de mim colabora;

E a outra parte não vai embora.

 

 

Carlos Rodolfo Rigo – 2º Período Letras/Inglês - Fafijan

 

DEUS

 

Ser perfeito, soberano, todo poderoso.

Ser que ama todos os seus filhos incondicionalmente.

Não importa se é negro, branco, pardo, deficiente físico,

Deficiente mental.

Não importa

 

 

Um ser que ama...

Mas abomina o pecado.

 

Alguns seres ultimamente estão cometendo

Muitos pecados desmedidos.

 

Estão matando, roubando, adulterando, se prostituindo...

Quem será perdoado?

O pecado...

O pecador...

Mas Deus é correto e justo!

 

UM MUNDO IMAGINÁRIO

 

Lugar onde todos queriam morar

Onde tudo que é real se transforma no

Imaginário, onde as pessoas podem viver do

Jeito que quiserem.

 

Neste mundo não existe preconceito, violência,

Guerras, discriminação em geral.

As pessoas são amigas umas das outras, aqui

Ninguém é melhor do que ninguém e todos têm

Os mesmos direitos.

 

O amor é contraditório

Mas, reúne as diferenças.

Negros, brancos, índios, japoneses...

Todos emanados numa única emoção, ditoso coração

És dono do amor!

 

 

 

 

 

 

 

Daniele Fantini – Pós-graduação em Literatura, Leitura e Produção de Textual - Fafijan

 

AS GRADES NO HORIZONTE

 

2º Lugar

 

Grades e ferrolhos

Cardos e abrolhos

Em lugar sombrio

O amor brotou não frio.

 

Ao longe tenho o horizonte

Vejo céus, monte

Ele traz consigo esperança

Assim como o sorriso da criança

 

Apesar de tão distante

Tem sido a cada instante

Amor proibido?

Talvez, apenas escondido

 

Se não houvesse próximo dia

Minha luta acabaria

Mas é a luz do coração

Que ajuda o dominar da emoção

 

Por dias de vitória

Derruba as grades com glória

A esperança agora não mais fria

Real paz hoje aqui, você, minha alegria!

 

COISA MAIS LINDA

 

Coisa mais linda na vida é o amor;

Onde existe frio, produz calor;

Se há tristeza, traz alegria,

Se turbulências, a calmaria.

 

Coisa mais linda é ver o marido;

Em seus olhos, a esposa nele refletido;

Prova maior desse sentimento;

Que um pelo outro tem, sublime encantamento.

 

Coisa mais linda é afagar uma criança;

Filhos, sobrinhos, em todas há esperança;

Esperança de vida, de paz;

Que só o Amor Paternal ensina e traz.

 

Coisa mais linda é a sabedoria ante a vida;

Faz a mesma ser suave, colorida;

A fé, o amor, completa a harmonia;

Ingredientes especiais para eternal alegria.

 

RETRATO JOVEM

 

Ó jovem, cheia de formosura;

Repleta de energia;

Traz no rosto a alegria;

E no coração a fidelidade.

No amor, busca cumplicidade;

Sendo este cativante;

Necessitando de muita dedicação;

A palavra deve ser carinhosa;

E o gesto, com delicadeza;

É o amor, a vida, a luz, a esperança.

 

EU QUERIA

 

Queria ter poder de transformar situações em bênçãos;

Dirimir sofrimentos em alívio;

Tristeza em alegrias;

Desalento em vitória.

 

Queria ter o poder de dar vida nova ao enfermo;

Emprego ao desempregado;

Amor ao desprezado;

Paz ao desesperado.

Não tenho o poder, mas tenho a Fé;

A Fé ao Criador e Poderoso;

Que tudo transforma;

Que tudo pode e que está ao seu lado

Te dando o poder para ser vencedor!

 

UMA PARTE DE MIM (I)

 

Uma parte de mim

É coração;

Outra parte de mim

É decepção.

 

Uma parte de mim

É sorriso;

Outra parte de mim

É teatro, tristeza.

 

Uma parte de mim

É conquista;

Outra parte de mim

É fracasso.

 

Uma parte de mim

É amor;

Outra parte de mim

É solidão.

 

Porque falar de mim

Se uma parte

Parte que parte de mim

Não sou eu de verdade!

 

UMA PARTE DE MIM  (II)

 

Sou quem eu sou,

Parte coração;

Mas ao mesmo tempo

Decepção.

No rosto brota

Sorrisos

Enquanto a alma

Chora, grita enferma, implora.

 

Canto o mundo,

Falo da conquista,

Mas olhando bem

No fundo essa conquista é fracasso.

 

Um cálido sentimento

Está pulsando nas veias: o amor.

Mas dentro das mesmas veias

Sangue gélido, frio, solidão.

 

Para que falar de mim

Se nem consigo ser quem sou

Sou eu?

Não, sou eu de verdade.

 

 

Evenly Osti – 2º Período Letras/Inglês - Fafijan

 

NA CONTRA MÃO

 

2º Lugar

 

Uma bela manhã ensolarada

É fácil passar despercebida

Na carreira da vida

Com o tempo escasso dividido entre

Trabalho, filhos e amigos

 

No trabalho a cada dia é exigido

Maior qualificação

Melhores resultados

Ou senão, adeus, meu amigão

 

 

Os filhos requerem total atenção

Não que isso implique em gratidão

É mãe pra lá, mãe pra cá

E o homem na contra mão

Sem dar explicação

Só quer mais atenção

E nem sequer saber da educação

 

O pouco de tempo restante

Seria para os amigos que coitados

Mal conseguem um oi desabafar

Porque você está sempre a trabalhar

 

Enfim, tudo é passageiro

Mas o amor é verdadeiro

Muito intenso

Por estas maravilhas que a vida nos proporciona

Se não fosse esta carreira

Que graça teria?

 

VÍDEO GAME

 

Deixando o jogo de lado

Que os dois amigos brincavam

Correram depressa ao vídeo game

Que no quarto ficava

 

Um dizia: Eu sou primeiro!

_”Não, é minha vez”. O outro retrucava

Como se não bastasse

Queriam no mesmo lugar se sentar

 

Com tudo isso

O coitado do vídeo game

Já tinha um dos seus fios

Todo desconectado

 

 

 

Tanto lutaram por ele

Que o controle caiu ao chão

Ao invés de dois

Agora era só um

 

No final de tanta confusão

Que só rendeu tapas e beliscão

Ambos fizeram as pazes

E voltaram ao jogo de botão.

 

 

Eleandro Fortunato – 2º Período Letras/Espanhol - Fafijan

 

ACASO

 

Se gostares, conquistais

Se conquistares, quereis

Se quiseres, lutais

Se lutares, vencereis

Se venceres, abraçais

Se abraçares, beijais

Se beijares, entregais

Se entregares, voltais

Se voltares, ficais

Se ficares, pousais

Se pousares, voais

Se voares, regressais

Se regressares, amais...

Se amares, ora amais... 

 

TARDE FRIA

 

Fria estava a tarde

Sentada ao sol meu amor estava

Aquecia seu corpo

Pensamentos perdidos, confusos

Tão bela estava

Seus cabelos cobriam sua face morena

O sol penetrava por entre eles

Fazendo seus olhos negros brilharem

Mas, tristeza havia em seu coração

Nem um beijo apaziguava

Apenas o tempo

Relativo ou absoluto

Estou presente

Neste teu momento de ausência.

 

AUSÊNCIA E PRESENÇA

 

O quão longe estás

Deste que vos ama?

Não de corpo ausente

Mas de coração presente.

 

Por que te ocultas de desculpas,

Teus olhos azuis perderam o brilho

Do sonho do amor acordaste

Sonhando ainda estou

 

Com amor deixaste de olhar-me

Ao vê-la, meu amor, renova-se

A paixão de teus lábios desapareceu

Os meus ainda dizem que te amo

 

Sei, é difícil dizer...

Fazer palavras duras, suaves...

Lábios sim, olhos não mentem jamais

E os teus não brilham mais quando me veem

 

LÁBIOS E OLHARES

 

Estivesse a rosa sem perfume

Perder-se-ia a razão das pétalas.

Se dos olhos estás distante,

Do coração não se ausenta jamais.

 

 

Por mais teimar negar-me amor,

Ainda choro quando te vejo partir.

Ao chão as pétalas caírem,

Seu perfume adoçaria os ares que respiro.

 

Por mais que a tarde leve a rosa,

Na roseira fica a desabrochar outra.

Em por lábios negar-me amor,

Por teus olhos resplandecem paixão.

 

Entre ventos e tardes,

Que da rosa roubam a beleza;

E de teus lábios e olhares,

Que me confundem os sentimentos;

 

Da roseira ficou a esperar

Uma rosa da manhã desabrochar.

De ti, entre um beijo e um olhar,

Do teu coração espero fiel amor.

 

O TILINTAR DAS TAÇAS QUEBRADAS

 

O tilintar das taças quebradas,

Canção de dor e ardor.

Duas almas entrecortadas,

Com emoção sem frescor.

 

Os lençóis arrumados,

Janelas fechadas.

Todos em pé, admirados,

Frustração, comoção variadas.

 

Olhos em brasa,

Lágrimas que não refrescam.

Tempestade que passa,

Amargas palavras que secam.

 

 

 

Tudo consumado.

Dizem que não há perdão.

Só resta o quarto perfumado,

Esperando, quem sabe, a reconciliação.

 

A BELEZA

 

Dá-me tua mão, bela morena

Para caminhar às estrelas

Dá-me teu coração, morena bela

Para nele eu habitar

 

Deixa-me embalar teu sono

E adentrar em teus sonhos

Deixa-me desnudar teu corpo

E envolver de amor tua alma

 

Quero-te livre pensante

Amando a verdade

Quero-te em meus braços

Beijando meus lábios

 

Morena bela

De olhos castanhos amendoados

Bela morena

De cabelos negros coruscantes

 

Amo-te simples e pura

Quero-te sempre e agora

Amo-te somente e pra sempre

Quero-te nua e oculta

 

Vem morena bela

Fica bela morena

Vem para meus braços

Fica em meu colo

 

 

 

Recebe meu coração

Puro e simples

Dá-me teu coração

Sensível e profundo.

 

 

Gustavo Moraes de Lima – 2º Período Letras/Inglês - Fafijan

 

MUSA, MUSA MINHA

 

3º Lugar

 

Aquela que eu adoro não foi feita nem de lírios, rosas, purpurinas...

Muito menos de espinhos

Não tem as formas lânguidas, singelas, divinas.

Da antiga musa, a cintura estreita apenas o combate do tempo insatisfeito

a mim mesmo pergunto e não atino com o nome

que dê a essa visão do tempo eleito.

Que ora mostra, ora recorda, ora esconde o meu fado,

É como miragem do Olimpo que entrevejo a memória, meu desatino

O ideal nasceu no escuro da solidão, nuvem nebulosa em torpe sonho

Impalpável musa do desejo.

 

BUSCA INCESSANTE

 

Tua frieza aumenta o meu desejo

Fecho os meus olhos para te esquecer

Mas quanto mais procuro não te ver

Tanto mais cerrados os olhos, mais te vejo

Esperançoso, atrás de ti rastejo

Humildemente, sem te convencer

Sei que jamais hei de te possuir

Sei que outro, ditoso como um rei,

Enlaçará teu virgem corpo em rosas

Meu coração, no entanto, não se cansa.

Amam metade, os que amam com esperança

Amar de verdade, os que sem esperança têm amor.

 

 

Jaqueline Andrade de Almeida – 4º Período de Letras/Espanhol - Fafijan

 

MEMÓRIA

 

O que seria simples

Torna-se difícil

Será que estou na hora

Será que estou no tempo

Ou isso é um mero esquecimento?

 

Mas nem todos esquecem

Tão facilmente

Isso é um imprevisto

Que acontece com toda gente

Que se vê diante às horas

Infeliz e descontente

Desanimado

Sem entusiasmo

Passamos por dificuldades

Que nem mesmo a gente entende.

 

Jurema Rosa Martins Men – 4º Período de Letra/Espanhol - Fafijan

 

INCÓGNITA

 

O que acontece comigo?

Sinto dor, sinto alegria

Amor e apatia

Tenho medo e coragem

Às vezes só faço bobagem.

 

 

Não consigo me entender

Sinto falta de um querer

Hoje chorei e sorri

Amei e parti

 

Andei e parei

Penso tudo e em nada

Minha vida está parada

Vivo numa encruzilhada

Tenho uma longa caminhada

 

Minha mente está confusa

O corpo uma dor acusa

Dói a alma e o coração

Quero arrancar a dor com as mãos

 

O que tenho, não sei

Afinal, como diz o filósofo

Só sei que nada sei

 

 

Nayci Gavazza – 2º Período de Letras/Inglês - Fafijan

 

LÁGRIMAS

 

Lagos de lágrimas frias

Que me gelam o coração

Que botam na minha alma

E dançam na palma da mão

 

Lágrimas de amargura,

Lágrimas de dor,

Lágrimas de tristeza pura

Que balam com ardor

Lágrimas que dançam

Rodopiam e caem

De repente assim, como

Gente

EU CONHEÇO

 

Eu conheço pessoas pobres que, apesar de tudo, distribuem sorrisos

Eu conheço pessoas ricas, que dividem seu pão.

Eu conheço pessoas sábias, que levam o ontem a toda vida.

Eu conheço pessoas bondosas, que a todos tem o que dar.

Eu conheço pessoas injustiçadas que souberam perdoar.

Eu conheço essas pessoas, seu segredo é o amor.

 

VIDA

 

Minha vida é um país... cheio de estados

Abandonados, cidades ateadas, bairros desconhecidos.

Ruas sem saídas e encruzilhadas onde me perco a te procurar

 

Sei que se esconde de mim por isso decidi

Deixar-te livre, pode até parecer covardia,

Mas foi pena a forma que encontrei,

De voltar à minha casa com sabedoria.

 

 

Neemias Dornelo – Pós-graduação em Literatura, Leitura e Produção Textual - Fafijan

 

A FORMOSURA DOS TEUS OLHOS

 

A formosura dos teus olhos

É a luz do horizonte

Com braços dados

No caminho da alegria

 

Caminhamos na fidelidade

E na cumplicidade edificamos o nosso amor

 

Cativante e longânime

E nesta construção o que não falta é dedicação

 

Carinhosa, cativa e formosa

Aspiro na sua delicadeza

A esperança que é a minha

Maior felicidade

 

 

Paulo Eduardo Lopes da Silva – Pós-graduação em Literatura, Leitura e Produção Textual - Fafijan

 

FELICIDADE

 

Brasileiro de casa ao sair cedo

Em pouco novidava sua rotina

Persignava-se em cruz elevando os dedos

Transpunha o portão para inaugurar sua sina

 

Ganhava a rua e ia questionando

Exercitava-se em profunda contemplação

Sorria do belo da vida, amando

Sabia de sua pequenez ante a criação

 

O céu, o sol, as nuvens, árvores, o reluzente

A estética da beleza natural

Terapia fascinante à mente

 

E espontâneo ria gutural

Não todos compreendiam o segredo de sua alegria

Tampouco que amar tem seus graus.

 

CANÇÃO DE EMÍLIO

 

Minha terra tem o palmeiras

Pra domingo jogar;

O povo que aqui sorri

Não sorri como lá.

 

Nosso céu tem mais azul

Nossas matas têm mais verde,

Nossa gente tem mais alegria,

Para a todos hospedar.

 

Um país grande, imenso

O agreste, as serranas, o pantanal

O Amazonas, Brasília e São Paulo

Causa da saudade sempre os penso,

E sei que não há igual!

 

Minha terra tem amores

Que não os tenho cá;

Por mais que mude todas as noites

O prazer é lá estar;

Tem mulher, carnaval, praia e sol

E a cada quadriênio, o melhor do futebol.

 

“Não permita Deus que eu morra”

Antes de pra lá regressar;

Onde novamente serei feliz

Como não sou por cá;

Quero inda ver a Bahia, o meu Rio Grande,

O tri-angu-legal, o Rio e o meu Paraná.

 

À MAGIA DO HORIZONTE

 

Com todos os meus sentidos

O mais nobre é que pode tê-lo

Nenhum outro o afirma conhecido...

Um ponto, uma divisa, uma linha é sê-lo.

 

Sua estética e estática

Rico, belo, formidável

Permeado de natureza calma e enfática

Só longe pode com ele ser amigável.

 

Sol, nuvens, pessoas e casas

Florestas, animais e morros

Pássaros, carros, aviões e asas

 

Chuvas, edifícios, lavouras

Ecos de paz, alegria e socorro

Magia, ternura, dura e doura.

 

DESCOBERTA

 

Quis alguém descobrir toda a formosura

E reunir toda a sua energia

E nesse gesto se viu com muita alegria

Viu-se um ser de fidelidade

E também de rara cumplicidade

Estava feliz, estava cativante

Se enternecia com tamanha dedicação...

Uma pessoa branda, carinhosa

Tinha a delicadeza como qualidade

E a esperança como sinônimo

Para a felicidade.

 

 

Rafaela Carolina Pichelli – 4º Período de Letras/Espanhol-

Fafijan

 

RIMAS VAZIAS

 

Amor sem Paixão

Amizade sem Carinho

Raiva sem Ódio

Lamento sem Dor

Risada sem Riso

Felicidade sem Alegria

Choro sem Lágrima

Chuva sem Água

Eu sem Você

 

 

 

VIDA

 

Já sorri

Já chorei

Já briguei

Já brinquei

Já fui amada

Já fui querida

Já fui rejeitada

Já fui esquecida

 

De alegrias e tristezas

Vou vivendo

Sempre aprendendo

Em todo momento

O real sentido

Da vida!

 

 

Regina Célia Martins Peretti – 2º Período de Letras/Espanhol - Fafijan

 

PARÓDIA: NA RUA DO SABÃO PARA RUA DO ZÉ MELÃO

 

Cai cai rojão

Na rua do Zé melão

O que custou comprar aquela caixinha de rojão

Quem soltou foi filho da varredeira.

Um que trabalhava na catação de reciclável e tosse muito.

Comprou a caixa de rojões, arrumou algumas varinhas.

Depois fincou-as no chão e colocou os rojões.

Eis que riscou o fósforo e acendeu um a um.

Levou tempo para estourar.

Buum, Buum, Buum...

A molecada da rua do Zé Melão

Gritava com emoção.

Cai cai rojão!

De repente, ouve-se uma grande explosão.

E foi zunindo.

Bem distante.

Rapidamente.

Como se rompesse os tímpanos do seu Mané.

Cai cai rojão!

A molecada correu.

Com medo das bombas que estouravam.

Cai cai rojão!

Um senhor advertiu que rojões são proibidos no meio de aglomerações.

Eles foram subindo... e estourando.

Muito longe.

Não caiu na Rua do Zé melão.

Estourou muito longe, perto das estrelas do sertão.

 

PARÓDIA DO EMBURRILHO

 

Um burro

Tem que ter concentração,

É um bicho empacador

Não cabe no caldeirão.

 

Se esticam suas orelhas

Parece um coelhão

Marchando no quartel

É um grande bobão.

 

E se você imaginar

Que parece bom

Falar assim deste burrão

Pode prestar atenção.

Ele é melhor que o cão.

 

 

 

 

 

Solange Aparecida de Oliveira – Pós-graduação em Literatura, Leitura e Produção Textual - Fafijan

 

FACES

 

Sou em parte amor

Movida pela emoção

E em parte o rancor

Movida pela razão

De um lado sou medo

Movida pela insegurança

De outro lado a coragem

Que brota da esperança

Sou de um lado a tristeza

Fruto da decepção

Mas se surge a batalha

Jamais digo que não

No fundo sou menina

Inocência de criança

Mas também sou mulher

Que batalha e que alcança.

 

FELICIDADE

 

Encanta-me a formosura

E me encho de energia

Quando vejo a dedicação

E ao mesmo tempo a alegria

Traz consigo a fidelidade

Sem dispensar a delicadeza

Pois nisto há cumplicidade

E a esperança que é riqueza

Com sorriso cativante

Tu és sempre carinhosa

Ao teu lado, só sorriso,

É felicidade constante.

 

 

 

Sueli Aparecida Teixeira – 2º Período de Letras/ Inglês - Fafijan

 

NATUREZA DESTRUÍDA

 

1º Lugar

 

Deus fez com muita beleza

Mas o homem não deu valor

É a pobre da natureza.

Acabada sua cor

Árvores caem sem parar

Pássaros não podem mais voar

A liberdade se findou

Pois o homem as desmatou!...

Quanta beleza e perfeição

Cores e harmonias que alegram o coração

Pássaros cantam suaves melodias

Onde alegram a noite e o raiar do dia

O galo canta ao amanhecer.

Para avisar que o sol está para nascer

Um silêncio enorme paira por lá.

O sítio não troco por nada, pois é

O melhor lugar para se viver.

 

COMPREENSÃO DA DESIGUALDADE

 

A vida é difícil de entender

Tantas pessoas a nascer, e

Muitas mais a morrer,

Pessoas ricas e poderosas,

Outras pedindo esmolas

Corações despedaçados

Outras nunca apaixonadas

A vida é difícil de entender:

Pessoas precisando de amizades

Algumas sofrendo de saudades

 

 

Outras necessitam de caridade

Como podemos entender,

Se a vida não é capaz de nos surpreender.

 

 

Taciana Virgínia Ramalho Pereira – Pós-graduação em Literatura, Leitura e Formação Textual - Fafijan

 

AUTO-REFLEXÃO

 

Um quarto de mim é razão

Mas três quartos é emoção

 

Uma parte de mim é coragem e determinação

Outra parte é medo e confusão

 

Metade de mim é sonho, desejos, utopia

A outra metade busca realizar os ideais com alegria

 

Um pouco de mim quer renovar e surpreender

Outro pouco tem medo do novo e quer correr

 

Um ponto meu é ser destaque, espírito de liderança

Outro ponto é ser moleca, espírito de criança

 

Uma parte de mim quer que aconteça

Outra parte faz acontecer.

 

 

Welita Souza Lopes – 2º Período de Letras/Inglês - Fafijan

 

PONTO FINAL

 

Uma pulga

Tem que ter atenção

É um bicho pequeno

Que não se vê no chão

 

Ela se estica e roda

Parece um peão

Deitado no chão

É um pequeno botão

 

E se você julga

A pulga parece mal

Falar assim deste animal

Pode por a pulga

Como ponto final.

 

 

Vilma Batista Messias – 2º Período de Letras/Inglês - Fafijan

 

SENSATO AMOR

 

1º Lugar

 

chora minha alma em lágrima

dói no meu peito a dor

essa febre que queima e não passa

tresloucado e sensato amor

 

no deserto o barulho não passa

na folia domina a solidão

na tristeza a alegria acalma

e no dia brilha a escuridão

 

então corro e o tempo para

na pressa da lentidão

num instante esqueço a lembrança

que adoece meu coração

 

volta pra mim e não pensa

nos enganos e erros meus

e acaba de vez com essa angústia

de ver outra nos braços teus

 

RICO E POBRE

 

Na miséria vive o rico

Mais infeliz que o pobre

Vê no belo o que é feio

Na ilusão se descobre

 

Busca do corpo a alegria

Enquanto na alma fere a dor

Mendiga cobrando uma mixaria

O que lhe é dado de graça, o Amor.

 

Injustiçado o pobre acredita

E espera um amanhã melhor

Na batalha do seu dia a dia

Reza pra não ficar pior

 

E lutando ele sofre

E sofrendo ainda sorri

Então dorme e se esquece

Que sua alma padece

 

TE AMO, MÃE

 

Traz no olhar a beleza dos anjos

Doce ternura no jeito de falar

Quando me embala a um doce sonho

Mãe, pra sempre vou te amar

 

Quando criança ensinou-me a vida

Falar, rezar e também sonhar

Esse poema é pra ti mãe querida

Quis meu amor por ti expressar

 

Cantava então canções, bem baixinho

A ninar-me nos braços teus

Nem o oceano é maior que o carinho

Que o amor que sinto no peito meu

 

Hoje só tenho a agradecer

Pela tua vida que me acolheu

Rezo e suplico desde o amanhecer

Proteja minha mãe querida, ó Deus.

 

SILÊNCIO DOS LEÕES

 

Os leões parados

Em meio à selva

Rugindo em silêncio

Sobre o frio da relva

 

Na quieta alcateia

O silêncio é assim:

Escuta a plateia

Escapa o guaxinim

 

Guaxinim caminha

Estrada afora

E os leões observando

Comendo amora

 

Quem anima a alcateia

É a falante joaninha

E os leões escutando

O guaxinim que caminha

 

O sabiá

Vai embora voando

E as asas batendo

Saiu arrasando

 

Com pés descalços

O tatu vem

Olhando o espaço

Com ar de desdém

 

Um olhar pra cá

O outro pra lá

São leões se olhando

Na noite escura

 

Aqui...

Tão perto

A sombra

Da noite

Escurece...

 

Chuva chega no jardim.

Molha as roupas de Joaquim

 

ROSA

 

Entre a lua e o sol existe uma rosa

Com o mais doce e sublime olhar

Que só de ver faz-me arrepiar

Sua delicada lágrima dolorosa

 

Traz nas pétalas gotas de orvalho

Ensanguentado perfume de jasmim

Jamais antes vi algo lindo assim

A firmar-se sobre um liso galho

 

Por que choras ó bela flor?

Espera, o jardineiro já vem

A borrifar-nos o seu amor

 

Meu pranto é de tanta dor

De tristeza meu coração se definha

Pois se esqueceram do Criador

 

 

 

 

 

 

 

Weslei Coelho Barbosa – 2º Período Letras/Espanhol - Fafijan

 

NOVO SONETO DE INFIDELIDADE

 

De certa forma no amor não sou atento

Antes, sem zelo, sem encanto.

Trago a face do descontentamento

O desencanto do meu pensamento

 

O amor jamais vivê-lo em cada momento

Em meu louvor hei de espalhar o meu encanto

E rir sem derramar nenhuma lágrima

Para minha alegria, para seu pranto.

 

Assim quanto mais cedo me procure

Quem sabe mais rápido rompemos

A solidão não é o fim de quem ama

 

Amar é fogo que queima e apaga

No primeiro desencanto termina

Sem a menor preocupação

 

LINDO DIA

 

Lindo dia amanhecer

Logo anoitecer

As belezas se transformaram

 

A calma e a paz

Agora ficaram para trás

Isto tudo nos faz

Refletir e pensar

 

O que fazer para mudar

Para tudo se acalmar?

Bastaria olhar o céu e rezar.

 

 

Professora responsável:

Claudinette Gabarron Meggiato

Diretor:

Maria Gertrudes Gonçalves de Souza Guimarães

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CAPÍTULO XX

 

SOCIEDADE DOS POETAS JANDAIENSES – SPJ

“A SERVIÇO DA EDUCAÇÃO, DA CULTURA E DAS ARTES”

 

Membros desta entidade, Diretores, Colaboradores e outras pessoas da comunidade que fazem parte deste livro

 

 

Adiones Gomes da Silva – Vice-Presidente da SPJ.

 

CARVÃOZINHO – CIDADÃO HONORÁRIO DE JANDAIA DO SUL

 

Já dizia um dos filósofos contemporâneos, o Bruno Boszczovski, preto é branco às avessas e vice-versa, ou ainda, o branco é preto por dentro e, preto é branco, idem. É sabido que no Brasil, segundo o IBGE, existem cinco cores ou raças: Branca (descendentes de europeus, norte americanos e países baixos); Preta ou Negra (descendentes de africanos); Parda (cruzamento da branca com a negra, também chamados morenos); Amarela (descendentes asiáticos como o chinês, o coreano e o japonês, etc.) e a Indígena (os índios brasileiros).

Dito isso, iremos ao que interessa! Fica aqui uma singela homenagem ao “Carvãozinho”, o verdadeiro e autêntico confrade vicentino, o senhor Antonio Rodrigues da Silva, que quase ninguém o conhece pelo nome, o nosso Cidadão Honorário, título este lhe outorgado pela Câmara de Vereadores de Jandaia do Sul, em 1996, pelos relevantes serviços prestados ao Asilo São Vicente de Paulo, desde 1968. Portanto, hoje com 38 anos, carregando, dando banho, dando remédios, brincando, dançando, com os idosos, inclusive interagindo com a comunidade local e circunvizinha. No seu talonário de cheques, também consta a alcunha “Carvãozinho”, por exigência própria. O Carvãozinho é mineiro de Curvelo, no centro de Minas e ao norte de Belo Horizonte, cerca de 140 km e gentílico curvelense, nascido em 06/09/1931, filho de Guilherme Ferreira da Silva e de Jorgina Vieira Rodrigues, casou em Assaí - Pr com a dona Maria Mendes, em 1961 e veio para Jandaia do Sul em 1962, vindo a trabalhar nos cafezais da Chácara dos Mikza, Estrada Velha para Cambira, km 1, até 1968, quando foi convidado pelo presidente do asilo, na época, o senhor João Lopes de Oliveira, que era bancário. Em 1963, nasceu a sua única filha natural com a Maria, a Renilda da Silva, hoje com 43 anos e solteira. O seu filho adotivo, mas como natural fosse e por isso foi registrado no seu nome, o Givanildo Rodrigues da Silva, nascido em 26/02/1977. Da união deste filho com a sua nora Gisele Ravanelli da Silva, 22 anos, nasceu Isabela Rodrigues da Silva, em 15/03/2001, com cinco aninhos.

Não aprofundei muito na pesquisa sobre o nosso homenageado, a não ser alguma coisa que já discorri no Boletim Informativo Jandaiense, de minha autoria. Vale lembrar, e o confrade Orozimbo de Freitas é testemunha ocular, que certa feita uma pessoa anônima de Londrina veio passear aqui em Jandaia, veio ao Asilo e entregou como doação uma quantia alta, cerca de R$ 1.000,00 (um mil reais). E o que fez o nosso Cidadão Honorário? Entregou-o ao presidente, me parece que era o confrade Nélio da Silva, o qual fez constar em Ata. Mais uma vez, este nobre ser, fez jus ao título. O Orozimbo, quando ouviu esse relato na época, fortaleceu-lhe ainda mais o espírito vicentino, com certeza, pois o anônimo é seu amigo. Posso contar outra. O meu segundo pai, ex-chefe e colega de serviço, o senhor Antonio Jorge de Azambuja e Souza, não era de doar dinheiro ou ajudar qualquer entidade beneficente, mas nas décadas de 70 e 80, testemunhei por muitas vezes o Carvãozinho subir a escadaria do prédio do Mauro Hattori, o Mauro do Foto Brasil, à Rua dos Patriotas, 454 – salas 1 e 2, com seus carnês mensais de contribuição para um papo com o “Véio”. No outro dia, o Zamba trazia na sua Variant e da sua Chácara Jaraguá, hoje do Donizetti, o “Irmão”, Bairro Marumbizinho, município de Cambira, um saco de feijão, ou um saco de arroz, e sacos de mandioca e frutas e os entregava no Asilo. Que ímã! Que beleza! O coitadinho do Ponga era no carnê mesmo, CR$5,00/10,00 (cinco/dez cruzeiros), era pouco, mas como amor, pois a “pingaiada” não deixava doar mais. Só sei dizer que o “Véio” tinha cascavéis nos bolsos, mas para o pedido do Carvãozinho era “pá-puf”.                                                                                                    Carvãozinho, meu irmão, já diziam os nossos confrades, consocias e pessoas do meio, tempos atrás: o Nelson Mecânico carrega o padre (Duílio); o Ponga carrega o Carvãozinho! Continuo te carregando no meu “pé-de-bode”, com muito prazer e honra, porque na realidade o automóvel não é meu e sim Dele, o nosso Deus, que só o emprestou. Tenho uma das maiores recompensas, quando dizes ao bateres a porta: vai com Deus e São Vicente de Paulo te acompanhe e que esteja sempre sorrindo pra você. Te retruco na mesma medida, é claro, e você é testemunha. Amigo e irmão, venha cá e fique aí mesmo, conte sempre comigo, compartilhando dos mesmos ideais, discernindo o que é certo e errado. Obrigado dos seus elogios à minha pessoa, apesar de achar que não os mereço. Quero conviver contigo pelo menos por mais uns 50 anos (pois só tens 75), se Deus quiser, para terminar de aprender a ser humilde, calmo e benevolente. Ah, sim, te ver sempre de indumentária branca, sandálias de couro, sua sacolinha de bilhetes, etc..

A consocia Maria te deixa ir aos bailinhos em Jandaia, principalmente os do Pelé, Celso Germano de Oliveira, na AMPAC, porque sabe que vais também para beber umas duas ou três cervejinhas com os amigos, jogar conversa fora e pedir e ganhar sempre, em nome do asilo, um ou mais garrotes, porcos, patos, galinhas, jumentos, carneiros, para os tradicionais leilões e bingos. Não é e nunca foi pecado, mas tem que ser à vista, como sempre diz o confrade Hermínio Vinholi! E perguntar não ofende: o senhor Antonio em alguma oportunidade já foi proclamado vicentino, apesar da prática ser maior que todos nós juntos?

Para finalizar, segue em anexo e de presente um disquete com dados da População Brasileira, em nível de município, estimativa de 1º/07/2006-IBGE, e dados históricos e slides de Curvelo-MG, bem como está gravada esta biografia.

Companheiro, se ao final desta estiveres com um nó na garganta ou chorando, tenha calma e sorria, sorria, sorria..., pois as tuas lágrimas com certeza estarão lavando os pés dos nossos assistidos com muito amor e carinho.

Feliz Natal 2006 à você e família e, nossa gratidão e abraços da família vicentina.

Louvado seja o Nosso Senhor Jesus Cristo... Para sempre seja louvado.

 

WALTER FARIA – O VICENTINO E GUARDA-LIVROS JANDAIENSE

 

Estou começando a digitar esta singela homenagem a um dos homens mais honestos e corretos de nossa Cidade Simpatia, Jandaia do Sul - Pr, exatamente às 05:13 horas, de um domingo, 17/12/2006, último dia dos festejos na Praça do Café, do aniversário desta linda cidade norte paranaense com 20.641 habitantes e 191 km2 (7.892 alq. paul. ou 19.100 ha), daí a sua densidade demográfica ser 108 hab/km2. É sabido que o Walter nasceu no município de Pouso Alegre-MG, no dia 23/05/1922, filho de Benedito Faria e Júlia Pagalharine Faria. Para uma melhor localização aproximada, Pouso Alegre fica ao sul de Minas, a mais ou menos 320 km de Belo Horizonte, 80 km da divisa com o Estado de São Paulo e uns 60 com o do Rio de Janeiro. Possui 125.209 hab.e uma grande área territorial, ou seja, o triplo de Jandaia e semelhante à de Apucarana, 544 km2 (11.240 alq. min. ou 22.480 alq. Paulistas, ou 54.400 ha), e densidade demográfica 230 hab/km2. O Walter é pouso-alegrense. Dito isto, sabe-se também que veio moço para Santos-SP e trabalhou de enfermeiro prático num hospital. Já tinha o dom de cuidar de doentes e necessitados, por conseguinte. Na época da 2ª Grande Guerra namorava e só não foi para a Itália, porque casou-se com Tereza do Carmo Moraes em 19/12/1944, mas logo, um mês depois, acabou a guerra. Mas, mesmo assim, ressente-se até hoje de não ter ido ajudar a FEB. Estaria hoje vivo, estaria morto? Mas com toda a certeza, seria o mesmo herói.

Melhor para Jandaia, que ganhou um filho adotivo e dos mais ilustres! Nesse ínterim, o sogro do Walter, sr. Domiciano Alves de Moraes, comprou umas terras na região de Jussiara, distrito judiciário de Kaloré - PR, a uma distância de 50 km da propriedade até Jandaia, na década de 40/50, e chamou intimando o genro para vir para o Paraná. Segundo o próprio depoimento do homenageado, ele, o Walter, não veio de Santos para as terras do sogro e, sim, para a cidade de Jandaia, em 1949. Morou na antiga Rua Guarujá, atual Sen.Souza Naves, 630-Fundos e na casada frente, o sogro; depois à Rua Sarcedas, atual Dr. Clementino S. Puppi, 605, depois à Rua dos Patriotas, 340; depois à Rua Plácido Caldas, 588 e atualmente, à Rua dos Patriotas, 985. Aqui trabalhou e montou o Escritório Jandaiense, de contabilidade, e naquele tempo esse pessoal era denominado Guarda-Livro.

O 1º escritório foi à Rua Sen.Souza Naves, 495, defronte ao Cine Guarujá; o 2º, á Rua dos Patriotas, 399, hoje é o confrade Toninho Sapateiro; o 3º,  de volta Rua Sen. Souza Naves,614, atual Esc. Rabassi - Processamento de Dados. Foi neste último que em, 1981, vendeu o “Esc.Jandaiense” para o sr. Domingos da Silveira, que trocou o nome para DALSIL. Parece-me que o confrade Áureo Segantini e o seu sobrinho Claudemir trabalharam para o Walter e sei da história (e não estória) de um Relógio de Paredes com Corda: o Walter dava cordas, todas às 2ª Feiras, às 10 horas em ponto; se não fosse assim o relógio pararia e ficaria sem dar as horas até a outra semana. Uma manhã o Walter foi ao Banco ou a Receita Estadual, sei lá, passou das 10 horas e o Áureo mexeu no Relógio e quando nosso amigo chegou foi um fuzuê danado. Mas...

Já na época do primeiro presidente do Asilo, o saudoso confrade Dante Ferronato em 1961/62, o Walter Faria ingressou à Família Vicentina e de 1963 a 1964 foi presidente, assim como em 1989 a 2000, portanto 14 anos só na presidência e 44 ou 45 de vicentino. È um exemplo vivo, de dedicação e amor aos necessitados, graças a Deus.

Fui atrás da história e fiquei sabendo que o Walter tinha e tem muitos amigos, entre eles os saudosos Dalmon Reis, cartorário; Osni Junqueira, eletricista; Joaquim José de Almeida Filho, o quinzinho da farmácia, O Azambuja, o Tonico – Antonio do Cinema , o Guiné Garcia, professor, entre outros. E mais o Darcy Junqueira e o Moacir Junqueira, o Tigrão, aposentados; o Damásio Gomes de Brito; farmacêutico aposentado; o Isauro e Orlando Azolini, todos os vicentinos e tantos mais. Sei de uma vaquinha preta  que vocês iam a pé na chácara do Orlando, na Estrada Velha para Cambira, só para tomar leite quente, retirado na hora. Sei que todos os anos, no aniversário do Darci Junqueira, cedinho o Walter vai à sua casa dar os parabéns e se o Darci não estiver, deixa com alguém a mesma lembrancinha e, por ser final de ano, a Folhinha do Sagrado Coração de Jesus.

Sei que uma vez, confrade Walter, você estacionou o seu Passat bordô, ano 1978, em um lugar não costumeiro e quando foi sair não o achou. Foi à Delegacia, deu queixa de roubo, a polícia fez ligações para as cidades vizinhas, fizeram cerco, nada.

O “tomóvel” estava quietinho, quietinho onde você o deixou.

Sei também, que você ainda faz contabilidade e imposto de renda para várias pessoas e amigos, ou pelo menos os orienta. Se falta um centavo de real, fica sem comer, sem dormir, até descobrir onde está o erro.

Sei e todos que ainda não sabem, irão saber: O Walter Faria, apesar de seu grande amor pela Tereza, que ainda estão juntos apesar da breve separação em 08/06/1989 e a qual o espera junto de Deus, que não tiveram filhos naturais, mas criaram duas filhas adotivas.

A 1ª, a Terezinha Moraes Faria, registrada em seus nomes, casou-se e reside no Rio de Janeiro, com o marido e a neta desse confrade, a Aleciane que também já lhe deu um bisneto, o João Pedro, com 6 anos. A 2ª, criou por pouco tempo uma sobrinha, a Salete Faria, filha da sua falecida irmã Maria, a qual casou com Augusto Bacarin. Parabéns por mais estes dois grandes gestos de humanidade, confrade.

No I ENCICON, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Jandaia do Sul, dia 24/08/2005, o Walter Faria foi homenageado pelo Departamento de Ciências Contábeis, pela organização, pelo modelo de atuação “politicamente correto” e trabalho responsável, se destacando ao longo do tempo, não somente no desenvolvimento da Ciência Contábil, mas também para o desenvolvimento do município de Jandaia do Sul e região.

Parabéns, confrade Faria, porque você é o campeão de angariar amizades e trazer novos vicentinos para uma renovação permanente dos nossos vicentinos locais, apesar de que, uma vez vicentino, sempre vicentino. Não há meio, ou quase ou ex- vicentino. Ou é ou não é, vicentino. Sei e tenho consciência que não é fácil escrever mesmo sendo uma mini biografia da vida do Walter Faria, mas às 07:30 horas, deste domingo, 17, a estou terminando, com as graças de Deus e com a luz do Espírito Santo, esperando que ele tão somente me inclua nas suas orações, pois o considero meu 4º Pai, depois do Manoel, natural; Azambuja – no trabalho profissional, Ágide – no Mov.Casais e Cursilho e Walter- na família vicentina e respeito mútuo.Segue, em anexo, um disquete sobre Pouso Alegre-MG e explore-o e imprima sobre a sua história, povos, economia, costumes, folclore, inclusive as congadas, etc. Gravei, também, a População Brasileira-2006, estimada pelo IBGE  e esta simples homenagem fica em disquete. Espero que goste, uai. Uai é uai, uai.

E para finalizar, ai se o Brasil tivesse pelo menos 50% de habitantes dos moldes do Walter Faria, seriamos hoje o país mais desenvolvido do mundo e olhe que estou falando do relógio demográfico POPCLOK, população esta estimada neste momento em 187.778.980, para o nosso grandioso Brasil. Segue um comprovante impresso online dessa população.

Obrigado confrade, por nos aturar, os polêmicos, mas deveras honestos.Louvado seja NSJC

 

 

Andréia Regina Dias

 

ESSE MEU PARANÁ

 

Meu belo Paraná, sem dúvida, és luzeiro, porém talvez,

tenhas brilhado mais em tua mocidade,

quando havia flores pela estrada, ao invés de crianças  pela calçada.

Quem dera fosse ainda o panorama das florestas e que suas festas fossem tão belas quanto as do passado!

Hoje tuas florestas correm riscos e, em tuas festas, jovens perdem a vida em prazeres desregrados.

Será esta a glória por ti almejada?

Meu idolatrado Paraná, és rico em beleza e cheio de riquezas, mas muitos filhos teus padecem na pobreza.

Meu Paraná evoluiu, cresceu, mas cresceu junto à desigualdade e à violência, porém, com tua inteligência e avidez, a evolução social irás alcançar.

 

 

Estrela dessa pátria, és o celeiro deste país. Teu povo é forte, é corajoso e pela vitória não desiste de lutar, tudo o que queremos é contigo também brilhar, meu belo Paraná!

 

 

Belzair Sales de Jesus

 

LAMENTOS DE ATOS INSANOS!

 

Não viste perto de ti

Um rio sendo poluído?

Por que ficaste calado,

Não ouviste o gemido?

 

Por que ficaste calado,

Diante deste homicídio?

Vidas sendo destruídas,

E tu dizes, não é comigo!

 

Quando chegar o futuro,

A Deus pedirás perdão!

Pedindo um pouco de chuva,

Pra molhar o nosso chão.

 

Alguém vai te perguntar:

Por acaso não sabias

Que estavas poluindo

A água que tu bebias?

 

Vamos tomar providência

E cuidar de nosso chão,

Usando a força da alma

E também do coração.

 

 

 

 

 

LAMENTOS DA NATUREZA

 

Saindo da grande cidade

Encontra-se um grande rio.

Todo sujo e mal cheiroso,

Que o povo poluiu.

 

A natureza tão triste,

Tenta sua água limpar.

Mas é uma luta inútil,

Se o homem não ajudar.

 

Toneladas de esgoto,

Vivem no rio a jogar.

Pobre rio agonizante,

Chora e polui o ar.

 

Eu vejo tudo e lamento,

Pelos homens em geral.

A natureza tão triste,

Da terra tenta cuidar.

 

Quando o homem aprender

A respeitar seus semelhantes

A amar a natureza

Não deixá-la agonizante.

 

Só assim será feliz!!!

 

 

Creusa da Anunciação Sasso

 

A CHUVA

 

Está chovendo de mansinho,

E a terra recebe com carinho,

Os verdes se alegram

A cidade está em alerta,

 

Porque a chuva desperta

A lavoura adormecida.

 

Porque sem a chuva não há vida,

Tudo fica carente,

Porque somente com o sol e a chuva

Tudo se transforma,

E renova a vida na terra.

 

E as plantas crescem

E até adormecem esperando florescer

Depois os frutos virão

E daí alimentos terão os viventes

Que aqui habitam,

Este lindo planeta.

 

O OLHAR

 

Parado à beira da estrada,

Olhando para a mata

Contemplo as formas das folhas

E observo como é sábia a natureza

E quem as criou.

O colorido das folhas me encanta,

Porque o verde gera a esperança

Harmonia e energia.

 

Olho para cima e vejo

Nuvens brancas trazendo paz,

Um céu azul que emana mansidão e

Esplendor, agradecendo ao Criador.

Logo à frente observo as montanhas

E vejo a união, as pedras, o poder,

A força do amor.

 

 

 

 

 

A TERRA

 

Como a terra é mãe natureza,

Mãe que tudo nela semeamos,

Colhemos e desfrutamos do seu amor por nós.

Toda semente que nela é colocada,

Responde-nos com as flores, com os frutos

E com a água que dela brota

E corre para os rios

Assim formando cachoeiras, lagos e lagoas.

 

Dá os peixes que nos sustenta,

Dá forças e gera rendas também,

Se cuidarmos com carinho e amor.

Por isso quem desfruta de um pedacinho de terra

Cuide muito bem, pois ela lhe devolverá

Bem suave e de mansinho

O que nela você depositou.

 

A ESTRADA

 

Passando por uma estrada curva e bem estreita,

Vejo o quanto é arriscado passar por ali.

O penhasco é muito alto,

Os desfiladeiros, as montanhas, as pontes estreitas,

Aqueles córregos lá embaixo cheios de árvores à sua volta,

As flores e passarinhos, as névoas que cobrem as rochas e arvoredos.

 

Observo como a serra é maravilhosa

Dádiva de um criador a nós.

Tudo é muito lindo, precioso e glamoroso,

Deixado para a humanidade e, alguém

Sem coração destrói por ambição,

Nem pensa nos que ainda virão

E ao chegarem não terão nada para se alegrarem

E sim entristecerão.

 

Elizabeth Maria Costa

 

PLANETA AZUL

 

Planeta azul, planeta água

Onde está seu esplendor?

Já não existe mais esperança

A água daqui se esgotou

Pelos caminhos, seres andantes

Imploram o pão do amanhã

Na terra seca, imensas crateras

De cascatas e rios

Que por ali passaram

A luz do sol reflete seus seixos

Terras ricas em ouro

Que a cobiça despertou

O homem com suas máquinas

O seu leito desviou

Formando dunas de areia

Suas águas envenenou

Matou peixes e animais

E a água em lodo sujo tornou.

Planeta água, onde está seu esplendor?

Esplendor não existe mais,

Porque o homem com sua ganância

Destruiu e o matou.

 

MEIO AMBIENTE E A VIDA

 

Escolhe, pois, a vida.

 

A vida é uma jóia rara

A mais brilhante estrela

Criação inteligente

Que a Deus se assemelhou

Seres de mentes brilhantes

Homens de vidas inconstantes

Quiseram a Deus se igualar

Com sua ambição pelo ouro

Construiu grandes tesouros

Desmatou e poluiu.

No laboratório criou vidas

Criou células embrionárias

Para a vida salvar.

Inventou remédio para a cura

Mas a vida desrespeitou

Aprovou o aborto livre

Esquecendo que a vida

É um grande dom de Deus

Construiu a bomba atômica

Que o terror veio ao mundo trazer

Em Hiroshima e Nagasaki

Fez milhões de vidas perecer

Criou o homem bomba

Ser fanático e, mortal

Tira vidas inocentes

Apenas por um ideal

Enquanto balas perdidas

Tiram vidas inocentes

Por ações de homens inconseqüentes

Nos palácios há riqueza

Tomam vinho e comem caviar

Enquanto nossos irmãos no Quênia

Morrem de fome e de pobreza

Sem ter pão e casa pra morar

Falta amor no coração;

Dos mandamentos o homem se esqueceu!

Não matar e não roubar

Saibamos a vida respeitar

“Escolhe, pois, a vida”

E a vida, vamos salvar

Com muita paz, fraternidade e amor

Um novo mundo vamos criar.

 

 

 

 

 

PAIXÃO

 

A paixão é uma faísca

Que incendeia o coração

Mas aos poucos vai se apagando

E machuca a razão

 

A paixão é um sentimento

Que transforma o vento

Percorre montanhas e trilhas

Abre caminhos profundos e incertos

Às vezes traz paz e felicidade

Mas se desfaz com o tempo

 

Como nuvens que se transformam

Através da imaginação

Sonhos em castelos e flores

Mas vão embora com o vento

Destruindo sentimentos

E ferindo o coração

 

Paixão são crisântemos na primavera

Que abrem seus cachos floridos

Grande inimigo do tempo

Suas pétalas vão morrendo

E com elas os sentimentos

 

A paixão é um cristal

Belo que impressiona muita gente

Mas se quebra como o vidro

Se estilhaça em sofrimento

 

A paixão são nuvens falsas

Que dissolvem como fumaça

E pelo o ar vai se espalhando

Aos poucos vai sumindo

Como o amor de dois destinos

 

 

A paixão é sol ardente

Que depois que queima a gente

Se apaga com água fria

E deixa a vida vazia

 

VIDA, VIVA, VIVIAN (1)

 

Vida, viva, Vivian

Ideal adolescente

Viver é sua alegria

Ilha cheia de fantasia

Ama a vida, viva, Vivian

Linda rosa a florir

 

Coração independente

Ama todos sem distinção

Ri e chora ao mesmo tempo

Ódio não possui no coração

 

Lindo é o teu corpinho

Imagem de jovem virtual

Amo o belo sem maldade

Antítese de tristeza

Alegria e sorriso

Viva, vida, Vivian

Antítese da dor

 

Coragem e timidez

O rostinho é de criança

É sol no dia chuvoso

Tem na vida, brilho e esperança

Ausência e presença sempre

 

Riso, sorriso, e paz

O teu eu é forte e gentil

Teu ego sempre carinho e amigo

Hoje vive a vida, Vivian

Antítese da tristeza

Tua vida, viva Vivian             Obs. (1) A Vivian é filha da autora

 

Elvira Berti Tagliari

 

ESTÁS TRISTE? TRISTE POR QUÊ?

 

Não te sintas pequeno e inútil

Porque a maior montanha do mundo

Foi feita por pequenos grãos de areia.

 

Estás triste?  Triste por quê?

Contempla o céu,

Veja como é belo o sol nascer.

 

Estás triste? Triste por quê?

Contempla a natureza,

Veja quanta beleza ela tem a oferecer.

 

Estás triste ou simplesmente preocupado?

Para um pouco, medita e vê

Quanta coisa boa tem ao teu lado.

 

Estás triste?

A razão dessa tristeza, por quê?

Por favor, manda embora –

E sorri, por alegria.

Viva a vida feliz, sorri sempre.

Sorri.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fábio Henrique Reis de Souza – 4ª Série B – Escola Municipal John Kennedy –

Jandaia do Sul - 2010

 

BRASIL, PÁTRIA AMADA

(Acróstico)

 

            Brasil

        TeRra

     LindA de

            Superação, de

            Iguladade e

            Liberdade.

 

            Paz

        E Amor

            Tem que ser para a vida toda

            Riquezas

           LIndas de uma terra

         MAravilhosa.

 

         TrAbalhando, todos podemos

            Melhorar nosso país

          PAra sempre nosso

     AmaDo e querido

          PAís.

 

 

Flávio Leandro Vilas Boas

 

A IMAGINAÇÃO E A EDUCAÇÃO

 

A imaginação é o motor que o move o ser humano, a vida, a educação e é o combustível da evolução do ser humano. As escolas estão impedindo este motor funcionar, acabando com esse combustível.

A imaginação é o motor que move o ser humano e a vida, porque o ser humano sonha, o ser humano imagina e vai para a vida em busca de seus ideais, assim também são os alunos, que vão para a escola em busca do saber, do aprender, para na vida realizar os seus sonhos.

A educação é o combustível da evolução do ser humano, é com ela que enxergamos a vida de outra maneira, mais críticos, avaliando muito bem os fatos, tendo consciência que de dois em dois anos, usamos uma arma poderosíssima, que é o nosso voto, pois com ele podemos mudar tudo.

As escolas estão impedindo este motor funcionar, acabando com o combustível, pois elas somente querem  preparar os alunos para o ENEM, para o vestibular, nunca os prepara para a vida e para o sucesso. Jim Rohn, filósofo de negócios nos diz que: “Tudo que você precisa para ter sucesso está ao seu alcance”. Mark Hughes, fundador da Herbalife diz: “Seu sucesso é limitado apenas pela sua própria imaginação e depende de trabalho árduo”. Theodore Roosevelt, 26º presidente dos Estados Unidos nos fala: “Com autodisciplina quase tudo é possível”.

Então, os alunos não podem deixar as escolas parar o seu motor chamado “imaginação”, pois é com ela que nasce o espírito empreendedor.

 

 

Francismara Aparecida Faria – 1ª Secretária da SPJ

 

NOVOS TEMPOS

 

Houve um tempo em que fui tua

E os desejos me tocavam,

E seu amor me aliviava.

Tempestades me assolavam

E, junto com o medo, a dor também partia.

 

E meu corpo se dobrava aos raios

De teus encantos, que me fulminavam

E eu ardia à luz de tuas palavras

E me incendiava com o fogo dos teus braços.

Houve um tempo em que provei da alegria

De ser tua, de estar nua

Na alma, na pele, na emoção.

Houve um tempo em que me deste os teus encantos

E sonhei que me abrigavas em teu coração.

 

Hoje, é tudo novo nesse meu existir

 Novo é o tempo, novas são as palavras

O amor é sempre novo e pode ser ouvido

Por toda a imensidão

Pois o vento do silêncio não cala o coração...

 

SEMENTES FILOSÓFICAS

 

Confundo minha mente

Com tanta loucura iminente

Relapsas crenças, desejos superficiais

O mundo sendo governado

Por seres (quase) irracionais.

 

Ao interrogar meu entendimento

Busquei respostas que não encontrei

Para dirimir minhas dúvidas

Que me atormentam

Desde como gente me entendo.

 

Quero aprender com a lógica

Prefiro ser amiga da didática

Quero estabelecer um vínculo

Entre os meus silogismos e a sua dialética.

 

Venha, com sua erudição,

Engravidar minhas ideias

E me esclarecer uma questão:

Quem produz o conhecimento

É autor ou senhor da razão?

 

 

 

REVOLUÇÃO

 

Por falta de espaço

já não cabia mais em mim,

a vida me parecia apertada.

Então, em um canto qualquer

acomodei minha dança,

meus sonhos,

minha esperança.

 

Quando já não procurava mais

pude enfim ver nos olhos teus

a chuva que caía sobre os meus,

os desejos que a mim oferecia...

 

E assim, em tua vida

eu fui paixão,

fui alegria,

fui afeto,

fui tesão...

 

Senti teu gosto em minha boca,

senti tua mão

na minha mão...

 

Vesti-me de teu corpo,

jeito bom de se despir...

Atrevi-me a ser tua,

jeito bom de se viver...

 

Porém, nada do que fui

me veste agora.

Vejo teu olhar triste

quando sei que vai embora.

 

Sou toda gota

que escorre por teu rosto

e só sossega

quando morre em tua boca.

Sou encontro e despedida.

E, mesmo que eu me perca

nunca mais terei uma vida seca

porque por mim passou o teu amor...

 

PRIMAVERIL

 

Suavemente

o dia se tinge

de belas nuances

de suaves cores

o amor experimenta

novos e doces sabores

há vida que transborda

nas árvores, nos pássaros, nas flores

e nas asas das borboletas

pintadas de todas as cores...

 

SUBLIMAÇÃO

 

"E, ao despedir-se da tristeza,

cortou os pulsos, mas, ao invés de

sangue, jorraram rosas – O Amor havia

transformado sua natureza."

(Franklin Maciel)

 

Assim se desfez da dor,

Da amargura, da agonia,

da existência que tanto a afligia.

 

Um corte profundo

do tamanho do mundo

agora lhe preenchia.

A alma, absorta e leve

nem se contorceu

nem se atreveu a reclamar,

de tão breve aquele instante.

 

 

Parecia levitar

após o ato sublime,

nem se lembrava mais

da tristeza e da dor

que habitavam seu interior.

 

Adeus aos pais, adeus ao amor...

Sonhos interrompidos,

talvez nunca se realizariam!?

Deveria ter se libertado antes,

não ter se deixado dominar

pelo desejo dos amantes

de se aglutinar a outro ser

como amálgama

e nunca mais se desprender.

Amor de verdade pode nunca acontecer.

 

Por ora, sentia-se feliz

ao perceber na pele a maciez

das pétalas de rosas que brotavam de seus cortes,

pétalas aveludadas e reais,

anunciando com ternura sua morte

e exalando ao longe um doce aroma

envolvendo-a por inteiro,

interrompendo de vez o pesadelo

de uma alma que agora só quer paz...

 

LAMENTO

 

"A poesia tem comunicação secreta 

com o sofrimento dos homens."

Pablo Neruda

 

Faltam-me os versos

faltam-me os sonhos.

 

Há tempos morro de amor,

de falta de amor...

 

 

Morro ao escrever

Morro porque sei

que viver sem amor

não é viver.

 

Escrevo porque sofro

e sofrer é estar distante de ti.

Arrasto minhas horas

pensando na ausência tua.

 

Morro absurdamente

de forma desmedida

descompassada, desiludida.

 

Mas que importa para ti esse lamento?

Se sou eu que me derreto,

me atormento, me desterro

e morro a cada dia, sem amor e sem alento?

 

 

Gisele Aparecida Bertoli – 2ª Tesoureira da SPJ

 

MEUS OLHOS, NOS TEUS OLHOS

 

Ainda sinto teu perfume em minha pele

Teus lábios tocando os meus

Aquecendo meu corpo, como o sol derrete a neve

Meus olhos estão fitos nos seus.

 

Nosso amor, benção de Deus sob a luz do luar

Enfeitiçou-me, tocou-me profundamente no coração

Uma estrela cadente corta o céu a nos abençoar

Lágrimas brotam de nosso olhar, de tamanha emoção.

 

Em seus braços você me acolhe

Sinto-me amada e do mundo protegida

Um sentimento que ninguém escolhe

Você é o amor da minha vida!

 

Tão infinito quanto o oceano

E tão puro como uma criança a brincar

Nesses versos venho, portanto,

Esse sentimento a você declarar.

 

MÃE

 

Benção de Deus

Rainha do lar

Zela pelo bem dos filhos teus

Sinônimo do verbo amar.

 

Carinhosa e bondosa

É o colo perfeito

Que afaga e consola

E pra tudo sempre tem um jeito.

 

Neste dia em tua homenagem

Escreve-se com emoção

Através destes versos, uma mensagem

Mãe, a melodia perfeita, a mais bela canção!

 

 

Ivany Fulini Sversuti

 

SINESTESIA

 

Ouvindo a cor da minha música

Sou atraída vendo o som!

Busco o belo na tristeza

Romantismo na pobreza...

Sem que haja uma razão.

 

Vivencio fora do corpo

Tal sensação deslumbrante

Percepção sinestética...

Às vezes em outro mundo...

Bem fora da nossa métrica!

 

Sentimos tudo diferente!

Por isso, somos felizes!

Sensações fora do corpo...

E não nos olhos da mente,

Embora deixem cicatrizes.

 

Rodopiamos felizes

Buscando em nossas raízes

Motivos, por ser assim...

Privilégio maravilhoso!

O mundo canta pra mim!

 

FLAMBOYANT

 

Ah! Meu pé de flamboyant

Que plantei na juventude

Em homenagem ao Roberto

Hoje, tem a plenitude, com seus

Galhos tão abertos! Revelando...

Para o mundo, os meus momentos incertos!

 

Suas sombras trazem lembranças

Das canções que eu mais gostava...

E do garoto que eu amava!

E se foi, com o momento...

Hoje, ficou só um lamento...

Lembrando que “aqui” me amava!

Restam agora, suas flores!

Porque foram os amores...

Ficando grande solidão...

Com a tão linda canção, que

Perdura em minha vida, e tem tanta

Importância, quanto tem meu coração!

 

 

 

 

 

 

Janderson da Cunha

 

PROFESSORES

 

Professor.

Queria eu que nós, cá das carteiras.

Honrássemos o valor de seu labor,

Com respeito e amor.

 

Que nunca mais haja dias,

Em que esse, DIAS, seja inquilino do Iguaçu.

Dias em que macacos a cavalo,

Castigavam as mãos dos formadores de cidadãos.

 

Ai de ti, trinta de Agosto, dia de desgosto.

Dia em que quartos de milha e mangas largas

Pisavam a carne humana como se fosse grama.

 

Cartazes, faixas, gritos, idéias e direitos.

Essas eram as armas da legião.

Massacradas por um lapso de Napoleão

 

Curitiba tem essa ferida.

Ferida cicatrizada, sarada.

Mas que sempre será lembrada,

Como dia de luta e luto da educação.

Herança do dia em que os mestres paranaenses,

Fizeram-se exemplos para a nação.

 

Sócrates, Aristóteles, Platão.

Somos todos trabalhadores,

Somos também educadores

Somos todos irmãos,

A glória dessa profissão

Está, em por um tempo, preparar o futuro da nação.

 

OBs.: Este poema faz parte do livro “ O perfume da

pedra”, pág.55, edição 2010, do mesmo autor.

 

João da Silva Alves

 

SAUDADES

 

Mergulhado na penumbra da solidão

Recordo dos dias que passei a seu lado

Ah! Como foram dias lindos!

Ah! Como foram momentos felizes!

De alegrias exaltadas que vivi em meu coração.

Hoje vivo de recordações

Mil recordações hoje tenho para viver

E isso é o que resta de você.

Vida vazia...

Que outro alguém não preenche o seu lugar

O vazio que me encontro nele.

E não tem o meu coração

Nem mesmo o meu sorriso

Não sei por que viver

Se não tenho você.

Ah! Como era lindo quando juntos víamos o nascer do Sol

O chegar do luar que

Restaurava-o nos Horizontes

Com brilhos de amor que

Retribuíam do seu olhar.

O ano era como um mês

O mês uma semana

A semana como um dia.

Só um minuto transformava-se em um ano

Quando eu não te via.

Não compreendo por não viver o amor

Amo a pessoa errada?

Creio negativo...

Senão amar-te-ia

Pela volta de seu sorriso

Seu calor e amor vivo a esperá-lo.

Que no seu coração estejam abertas as portas.

 

 

MATEMÁTICA DO AMOR

 

Eu tenho um amor

Um milhão de saudades

Enumeradas séries de palavras de ardor

Um mil e tantas lembranças de prazeres

Muitos motivos para compor

Amor no meu peito de felicidades

Paixões com pavor

Lágrimas confiantes.

De emoção e desejos para expor

Esperanças de regressos de corpos presentes.

Tanto a amo como o beija-flor à flor

Quero te ver antes dos três meses

Após serei outro jovem talvez, de mal humor.

Perdoe-me, se estamos somente

Se não sabemos de um amor.

E minha memória de lembrantes.

Para sempre te querer mesmo, por favor.

Não te esqueço nem por segundos seqüentes.

Muito menos na minha vida de calor.

Orgulho por amarmos até eternamente.

De um amor

Duas felicidades

Sorriso de calor

União de amizades

De paz e amor

A cada dia mais saudades

Das palavras do autor.

 

EU, VOCÊ E A CHUVA

 

Era tarde e chovia

Que o céu se nublava

As saudades eu sentia

De quanto te abraçava.

 

 

 

Vi os pingos caindo

A flor a molhar

Sonhos apagados

Por tanto te esperar.

 

Pensava em você

No vento e no trovão

Querendo te ver

Respeitando meu coração.

 

Sonhava com você

Na chuva a se molhar

Brincar com você

E novamente te abraçar.

 

Em mim nascia uma poesia

Como novos botões na flor

Era lindo o que sentia

Porque tudo falava de amor.

Vi as nuvens passando

E o céu a limpar

Eu nos pingos te procurando

Que vontade de chorar.

 

Sua imagem se apagando

Com a chuva que se ia

Terminei escrevendo

Só pra você essa poesia.

 

 

José Marcos Pinto

 

TRANSFORMAÇÃO

 

Tudo nesta vida certamente vai passar,

Nada resiste ao sequencial poente,

Desde a ameba mais indiferente

Ao mais complexo conjunto celular.

 

Por mais que o homem queira se eternizar,

Desde o mendigo mais faminto e miserento,

Ao milionário mais mesquinho e avarento,

Quem vem do pó ao pó tem que voltar.

 

Não restam dúvidas que todos são iguais

Ser bactéria ou seres racionais

É apenas um estado momentâneo.

 

“Nada se perde nem se cria, se transforma”.

Ao reagir o elemento muda a forma

E o conhecido, até então, fica estranho.

 

 

Laura Craco Azolini

 

MINHA HISTÓRIA

 

Não tive jardim de infância

Nem tão pouco uma babá,

Fui à escola descalça

A lição não podia errar.

 

Os cadernos eram sem pautas,

Borracha não podia usar,

O papel ruim e escuro

O erro não podia apagar.

 

Tudo por causa da guerra,

Que os homens fizeram acolá,

Aqui a gente sofria

E não podia reclamar.

 

Papai que era estrangeiro,

Não podia se expressar,

Falar da Pátria distante

Sempre tinha alguém a espiar.

 

 

Sofremos e vencemos em paz

Agora posso dizer

As dificuldades passaram

Deus nos ajudou a vencer.

 

Viemos para o Paraná

Distante do nosso rincão

Enfrentar dificuldades

Pra desbravar o sertão.

 

Agora estamos cansados

Carcomido pelo tempo

Posso dizer orgulhosa

O que estava preso aqui dentro.

 

Aqui dentro deste peito

Ainda há uma criança a sonhar

Não esquecendo o passado

Que a saudade nos faz lembrar.

 

Lembrar dos tempos de outrora

Sofrido mas sempre contente

Não como hoje em dia

Que a vida é tão diferente.

 

Diferente porque éramos crianças

Dos tempos que longe vai,

As brincadeiras da infância,

Com saudades, ficaram para trás.

 

 

SAUDADES E LEMBRANÇAS

 

Num porta-jóias, num baú, num cofrezinho

Guardam moedas, selos, fotos e alianças

Cartas antigas, bibelôs e bilhetinhos

Que revisitam quando querem ser crianças.

 

 

No coração guardam saudades e lembranças

Tempos felizes e, quando querem sonhar

Fecham os olhos, sorriem, entram na dança

De um velho tempo que não pode mais voltar.

 

Quando estão tristes, basta só, que um dos netinhos

Pequeninos venham com eles brincar

Trocando doces travessuras por carinho

Que eles voltam a sorrir e a sonhar.

 

Há tanta história na vida desses avós

Que se a gente pudesse ouvir e contar

Perceberíamos que nós, sim estamos sós

Quando não temos nem tempo para escutar.

 

Quanto mistério há em cada coração

De cada avô, de cada avó e nós nem sabemos

Tanta aventura, tanto amor, tanta paixão

Vivemos tanto... e, diante deles, o que temos?

 

São tão sozinhos, mas guardam tantas lembranças

E o que querem de nós, senão o respeito?

Ah! Meus avôs, que quando a dor nos faz crianças

Que bom seria apertá-los contra o peito.

 

Avôs queridos, sempre fostes nosso exemplo

São professores, educadores e nós aprendizes

Será que nós alcançaremos tanto tempo

Para fazer nossos netinhos também felizes.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Lourenço Ildefonso da Silva – Presidente da SPJ

 

UM TRIBUTO AOS MEUS NETOS – II

 

RENATA

Se apegue na sua competência

E acima de tudo na sua decência

Para vencer os obstáculos da vida.

Uma luz brilhará no seu caminho

Isto pelo seu enorme carinho

Por isso será sempre protegida.

 

JÉSSICA

Encare tudo com coragem

Preserve sempre a sua imagem

No desenrolar das dificuldades.

Use como meta o amor

Assim você atingirá o esplendor

O discernimento e a verdade.

 

THIAGO

Aspire por boas metas

Seja humilde e atleta

Com o objetivo de vencer.

Use a humildade como alento

Esteja sempre atento

Aos dotes do crescer.

 

ALISSON

Seja apto e organizado

Almeje grandes significados

Seja um protetor da natureza.

Prime pela solidariedade

Use com garra a verdade

Se alicerce na virtude e na grandeza.

 

 

 

 

AMANDA

Você será uma pessoa feliz

Isto porque Deus sempre quis

Almeje o amor e a plenitude.

Seja amante da cultura

Respeite os ideais das criaturas

Alimente a importância das virtudes.

 

FELIPE

A peraltice é o seu esplendor

Você será um atleta vencedor

Em todas as etapas da vida.

Seja amante das crianças

Opte pela paz e pela esperança

E pela sua família querida.

 

VINÍCIUS

Um presente do Criador

E um exemplo de amor

No lar da sua família querida.

Uma vida em ascensão

Uma vida com emoção

Uma criança protegida.

 

VITÓRIA

Uma flor em botão

Uma vida e um coração

No espaço da natureza.

Uma obra cristalina

Uma linda menina

Um lírio e uma grandeza.

 

MURILO

Um presente dado pela Providência

Um ser repleto de decência

Um lírio desabrochando.

Um ser muito vigoroso

De um coração terno e vigoroso

Que muitas vezes acorda chorando.

 

JOÃO VITOR

Deus nos deu um presente

E mesmo uma grande semente

João Vitor, uma criança iluminada.

Que essa criança cresça na bondade

E também no amor e na verdade

Tornando-se sempre aclamada.

 

01 – Renata Máximo Oribes da Silva – Nascimento: 04/02/1987

02 – Jéssica Oribes da Silva Pelissari – Nascimento: 07/05/1990

03 – Thiago Alexandre de Araújo Oribes da Silva – Nascimento: 02/07/1992

04 – Alisson Oribes Pelissari – Nascimento: 02/01/1994

05 – Amanda de Araújo Oribes da Silva – Nascimento: 25/09/2000

06 – Felipe Augusto Oribes Pereira – Nascimento: 09/04/2002

07 – Vitória Oribes Rabassi – Nascimento: 01/06/2007

08 – Vinícius Oribes Rabassi – Nascimento: 01/06/2007

09 – Murilo Henrique Oribes Pereira – Nascimento: 13/09/2007

10 – João Vitor Oribes Rabassi – Nascimento: 19/05/2010

 

UM SUPORTE POÉTICO À TEOLOGIA DA ESPIRITUALIDADE

 

A espiritualidade propõe a oração e a ação

Isto depende exclusivamente de cada cristão

Discernir o que é obvio e necessário.

As exigências da espiritualidade

Estão relacionadas à fraternidade

E do que são registrados nos nossos diários.

 

 

 

As nossas relações com os seres humanos

Não devem sofrer de desabonos

Dentro do campo lógico do existencial.

A consciência é parte integrante

A qual faz com que sejamos importantes

E usemos o amor como essencial.

 

Ser misericordioso, ser verdade

Faz com que sejamos bondade

E sigamos a meta do perdão.

Para assumirmos a nossa responsabilidade

Devemos usar sobre tudo a verdade

E as forças do nosso coração.

 

Enalteça sempre o Espírito Santo

Ele é o nosso verdadeiro encanto

Dentro de todos os espaços cristãos.

Ele é também o embasador da vida

Protege todas as pessoas queridas

E todos aqueles que são verdadeiros irmãos.

 

O pensar coletivo é algo ideal

Porque atinge o fundamental

Da conversão cristã do irmão.

Chegaremos ao ápice da felicidade

Se propusermos com ênfase a bondade

Em prol daquele que vive na imensidão.

 

Deus não discrimina nenhum semelhante

Ele age de forma solidária e vibrante

Em prol do homem, o grande pecador.

O orar e o agir cristão

Doutrinam-nos para o perdão

E para o verdadeiro amor.

 

Deus ilumina a humanidade

E a direciona para a verdade

Dotando o homem para o amor e o servir.

 

Ser solidário e ser santo

É propor amizades e encantos

Para alguém que prima pelo porvir.

 

Os grandes gestos de Jesus

Que morreu por nós na cruz

Nos deixou exemplos de divindade.

Ele nos propôs a benevolência

E também a grande decência

Na direção da justiça e da santidade.

 

 

Mariana Rodrigues

 

AMANHECER

 

Como é lindo o amanhecer

No meu querido rincão

Ouvindo o canto da passarada

Me comove o coração.

 

Ouvindo o canto da passarada

Na mais perfeita harmonia

É muito bom despertar

Com essa linda sinfonia.

 

Na minha choupana amada

Vivo feliz e sorridente

Apreciar nas colinas a mata verde

Que o Criador nos deu de presente.

 

Já ouço o carro de boi

No alto do chapadão

Cantarolando pelas estradas

Para alegrar meu rincão.

 

 

 

 

O amanhecer no meu rincão

É uma obra divina

O sol já vem despontando

Para iluminar esses rios de águas cristalinas.

 

MÃE NATUREZA

 

Como é bela a mãe natureza

Que o Criador nos deu de presente

A rica Floresta Amazônica

É o baluarte deste planeta.

 

Na nossa Floresta Amazônica

A flora é muita rica e também variada

Predomina uma fauna gigantesca

Na qual está incluído o Uirapuru

O talismã da natureza.

 

As espécies de aves; são maravilhas

Neste reino em que vivemos

O bico de um pássaro chamado Tucano

Nos dá a impressão que foi pintado a pincel

Essa beleza inigualável; sem dúvida

É produto da mãe natureza.

Oceanos, mares, rios, cachoeiras...

Com certeza são obras divinas

A água potável; que maravilha

Líquido precioso e também delicioso

Que mata nossa sede todos os dias.

 

Falar dos minérios em nosso planeta

Que riqueza incalculável!

Ouro, diamante, pedras preciosas...

Resumindo: os metais em geral

É uma herança deixada

Pela Providência Divina

Que jamais poderá se acabar.

 

 

O Criador lançou as sementes

Nasceram árvores, flores e frutos

Mas o homem está destruindo

O que é de mais sagrado neste mundo

Portanto, precisamos ter consciência

Porque a Mãe Natureza não tem escudo.

 

 

Omar Barbosa Guimarães - Arquiteto

 

SAUDADE

 

Ah, a saudade...

Palavra ingrata

Que fere o íntimo

E amarga o momento.

A mão que acaricia

O corpo que tremula

O rosto que sua

O sorriso que se apaga.

Ah, essa saudade

Que nos agride

E nos faz fantoches

De momentos que não temos certeza

Foram bons ou não.

Os minutos congelados

As tardes longas e tórridas

Perfeitas formas imperfeitas

De agirmos movidos pela

SAUDADE!...

 

AMANTE

 

Mas que maravilha

Teu despertar de mulher

Teu sorriso e jeito de musa.

Arrebatado pela volúpia

Puxo-te até mim

Através de sua boca

Ardente, pecaminosa e sensual.

Imaculada beleza

Física, moral e natural.

Suor que arde pelo corpo

Arfante e trêmulo de desejo.

Amante e namorado de cabeceira

Tu és orgulho de colecionador

Com teu sorriso destruidor

E olhar anil, alegre e gelado

Que diz mais que mil bocas

E colore mais que as asas

De uma linda borboleta.

 

 

Pedro Cezar Ricciardi – Bacharel em Ciências Econômicas, Pós Graduado em Fundamentos da Educação e Pós Graduado em Psicopedagogia Institucional

 

EU TAMBÉM SEI FALAR!

 

Escrevo esta história ilustrando os fatos daqui pra lá

Mas você pode tranquilamente ler de lá pra cá

Vou falar do tempo presente para do passado poder contar

Entoando o passado para o presente contemplar

E com expectativas promissoras o futuro poder almejar

Não é uma autobiografia, mas são vivências que posso relatar

 

Quando eu tinha quatro anos de idade com a minha família

Viemos todos para Jandaia do Sul morar

Nos idos anos da década de 60

O primeiro trecho de asfalto nesta cidade

Fui eu o primeiro a inaugurar

 

Ali na avenida Dr. Getúlio Vargas

No quarteirão entre o que é hoje compreendido

A lanchonete modelo até o Banco do Brasil

Que no passado era a Prefeitura até os armazéns de construção civil

Uma corrida de bicicleta tico-tico, no meio de uns quarenta meninos

O colega Ademir Calixto conquistou por segundo a chegar

Eu corri mais que todos e cheguei em primeiro lugar

 

Muito antes da lama negra no chão fixar

Sem este asfalto ainda na avenida chegar

Era comum, aqui do alto da avenida se avistar

A boiada que vinha do vale do ivaí,  para o destino encontrar

Por onde os cavaleiros as nelores branquinhas podiam tocar

Conduzidas para os frigoríficos de Apucarana, Arapongas, Londrina ou Maringá, que no estalar do chicote tinham que chegar

 

Numa sina já prescrita a boiada já entregue para o abate já se fazia fechar

Das mãos hábeis dos homens, cada rês, suas partes divididas e comercializadas pelo transporte se faziam chegar

As salsichas, mortadelas, os demais embutidos e a carne de charquear

Assim, a população das cidades do norte do Paraná podia da carne transformada poder se alimentar

 

As charretes e carroças que todo dia passavam a desfilar

Eram o meio mais comum de transporte popular

Quando chovia, muito barro se podia amassar

Mas quando era seca, muita poeira se podia respirar

 

O comércio pujante fazia as portas escancarar, mas por volta do meio dia se fechava para todo mundo ir almoçar

Atendendo todo o Vale do Ivaí, nosso povo de tudo podia comprar

De roupas a calçados, nos armazéns a fartura se podia encontrar

Dos portugueses atacadistas, as variedades de mercadorias para toda a região se podia esparramar

Dos libaneses até tapetes persas legítimos se podia apreciar

E os mascates de roupas, com suas malas grandes que nos sítios iam visitar

Por vezes era comum, o freguês no momento desprovido de dinheiro, mercadorias podia trocar

 

O trabalho em abundância para todos se podia avistar

Já o dinheiro quando apurado, era fácil de guardar

Nos bancos que se tinha, eram tantos que gerentes por vezes pareciam se trombar

 

As casas de tecidos não podemos negar

Tinha a Pernambucanas, A Riachuelo, a Loja dos Retalhos e a Loja Buri, que ali na esquina da avenida sempre esteve o freguês a esperar 

 

E o tempo foi passando e muitas coisas vieram a mudar

Me lembro muito bem que em 1968 a beleza de  Wilza Rainato  no Brasil veio a reinar

Eleita miss Paraná e depois no cenário nacional pôde brilhar

A mulher mais linda nesta época

Era então de Jandaia do Sul, norte do Paraná

 

Corre o tempo e bem antes do vendaval

Aquela chuva de granizo que veio do céu a nos maltratar

Nosso povo valente com muito sacrifício

Tudo conseguiu recuperar

 

Não esqueço também do posto de telefone que veio se instalar

Aqui no alto da avenida, bem na esquina com suas três cabinas

No comando da Dona Matilde, da Vera e da Elza os cabos operar

Quando se pedia uma ligação para São Paulo, mais ou menos três dias ia demorar

Quando se conseguia a ligação, o Eurico saia correndo para o interessado chamar

 

No esporte não podemos deixar de registrar, os idos tempos se pode marcar

O amarelinho do Vale na primeira divisão fez se destacar

Com seus famosos jogadores, entre outros, Kosilek, fazendo gols

Toda a torcida, com gritos e aplausos sempre fizeram vibrar

No estádio Hermínio Vinholi, certa vez de tanta alegria

Entre preocupações, espanto e gritaria uma arquibancada de madeira com mais de 200 torcedores se fez tombar

 

Um professor de educação física, seu nome é preciso destacar

Osmar Panício, que também foi Diretor do Country Club,

sempre dedicado ao esporte, no anonimato pode se consagrar

Orgulhosamente o nome de Jandaia no ranque nacional ele sem nenhum apoio conseguiu levar

É merecida a homenagem do seu nome, mesmo sem nenhuma foto a estampar

No Ginásio Municipal de Esportes, seu nome sempre deverá estar

 

Nos tempos verdejantes e áureos do café

Onde o nosso povo pode plantar

Pode colher, e a família criar

Contando com vinte e duas maquinas para os grãos beneficiar

A pujança de nossa cidade foi propagada nos quatro cantos para que empresas aqui viessem a se instalar

 

Jandaia do Sul foi colocada como um grande portal

Com muita devoção e fé no santo padroeiro da cidade, São João Batista

Da pequenina igreja de madeira, pela fé e vontade popular puderam criar

Assim a Igreja Matriz fizeram edificar

Com um grande sino, que no alto da torre o som por toda cidade pudesse ecoar

Gravado no seu bronze os nomes dos seus patrocinadores para a eternidade ficar

E quem não acredita, que suba na torre da Igreja e vá verificar

 

O barracão de madeira, ao lado da igreja a festança ia começar

Ainda nem se falava em piso, era mesmo no chão

Nos dias de festas e no dia do padroeiro

Se ouvia os gritos do leiloeiro

Das prendas que eram pelas famílias ofertadas

Muito frango, leitoas e bolos para ser arrematados

 

 

Logo em frente se podia ouvir a música ao vivo fora do salão

Lá no coreto estava o maestro Seu Borim com o violino na mão

Com os seus músicos afinados, sanfona, trombone, clarinete e violão

Tocavam músicas da época como a saudade do matão

 

O marco maior dos áureos tempos do café se pode configurar

O nome de Jandaia do Sul, na famosa enciclopédia Barsa lá está a destacar

Com a foto do antigo IBC de Jandaia para todos poderem apreciar

 

Em plena ditadura militar, a ousadia do nosso povo se pode avistar

através da construção da mais moderna praça  popular

Sua fonte luminosa, com suas águas coloridas a bailar

Pelas mãos hábeis do Horizontino que sempre soube trabalhar

Muita gente, nos finais de semana na nossa praça vinham  namorar

Quantos casamentos foram oriundos de lá e que pudemos apreciar

O romantismo, o encantamento da beleza deste espaço ficou em nós para sempre a marcar

 

Desde então a Praça do Café, com o busto em bronze do governador Paulo Pimentel, que na época veio inaugurar

Mas que nos tempos de outrora tinha apenas um parque infantil

Onde  nós ainda criança pelos cuidados do seu Benedito da Rosa íamos  brincar

 

Muita gente em nossa cidade o nome de algumas praças públicas  não é sabedor

Mas por merecimento, a justa homenagem se fez a rigor

É a praça Juvenal Dias de Souza, que pelo seu ato de bravura

No episódio quando o fogo veio a consumir a estrutura

Toda em madeira do antigo Colégio Estadual

Foi este homem, que perdeu a vida, o seu Juvenal

 

Sem esquecer que ainda pequeno, muitos sapatos e botas

Na porta do antigo Dingo Bar, nós estávamos sempre a engraxar

Apurando um dinheirinho, que nas matinês do nosso cinema,

Para ver os filmes do Mazzaropi nós podíamos entrar

 

E os sorvetes de groselha, que nossos pais só nos dias de domingo iam comprar

E quando na segunda feira na escola Rui Barbosa, nossos colegas a encontrar, eles passavam a comentar

Apontando para mim com o dedo, rindo e dizendo, que eu tinha chupado sorvete de groselha

Hoje percebo que tinham razão, pois na nossa cara eles podiam avistar

No redor da nossa boca o corante vermelho a se espalhar

 

Muitas vezes neste grupão, tendo como uniforme o guarda-pó branco

nós sem querer íamos  sujar

Nos jogos de pião e bolinhas de vidro, nossa principal brincadeira

que no chão sempre estávamos a jogar

Quando tínhamos o nosso castigo, as professoras nos mandavam

atrás das portas em pé ficar

Mas era bem melhor, do que se isolar no quartinho escuro da secretaria

até a sineta tocar para nos soltar

 

Nos livros, na literatura e na poesia

Na música com seus hinos, na escola e no viver

Foi para o nosso povo exemplo no saber

O mestre João Welter Junior já conduzia

Desde a década de 50, o Colégio Estadual e depois a Faculdade de Filosofia

Por onde passaram milhares de alunos conduzidos pela sua maestria

 

 

 

A fanfarra do Colégio Estadual que se fez brotar

Com seu uniforme verde e branco o orgulho no peito era salutar

Nas alvoradas que tocávamos toda a cidade podia acordar

Ouvindo nossas batidas nos surdos, repiques e tambores a zoar

Pelo som das cornetas em si e fá

Da tuba do cantineiro Mané

Concursos sempre estávamos a participar

 

Para as comemorações do dia da Pátria, semanas antes sempre estávamos a ensaiar

Milhares de alunos, no dia 7 de setembro,

fazíamos com nosso encantado som, todos marchar

Desde o primário até o secundário, com cadência e ordem,

respeito à nossa Pátria, perfilados com garbo, todos tinham o prazer em desfilar

 

Buscando o saudosismo desta terra que sempre tivemos a pisar

Desde pequenos e passando pela idade de rapaz a se formar

Nos rios de nosso município, Keller, Marumbizinho e Cambará,

Nós podíamos ir pescar

Apreciando neste tempo a diversidade da Fauna e da Flora,

que hoje veio a acabar, pelo desvairado progresso

que dado pelo desmatamento se pode hoje as consequências muito bem observar

 

As viagens que ora por outra nossos pais tinham que empreitar

Se não era pela jardineira, que carregava engradados de galinhas em cima do teto para as aves arejar

Era pelo trem que vinha de Maringá até Curitiba chegar

Parando de estação em estação, naquele seu  balanço da composição a poeira que subia dos trilhos pelas frestas do assoalho nos vagões era quase que obrigação ter que respirar

Mas como era bom e divertido nestas viagens, pois ligava

a nossa gloriosa Capital às cidades do norte do Paraná

 

O Instituto São José, o colégio das freiras que veio se instalar

A pedido do padre da época, numa pequena sala de madeira

Atrás do salão de teatro que existia no lugar

Eu e mais dez crianças no jardim da infância fomos nos matricular

Aí começou nossas atividades para aprender e estudar

modelando com as mãos massas de cores, em mesas e cadeiras verdes ficávamos por horas a sentar

De tijolo em tijolo o novo Colégio São José nossas famílias contribuíram para com sua grandeza de ensinamentos aqui se fixar

Nosso prêmio, na época foi uma excursão para o horto florestal na cidade de Maringá, onde fomos de ônibus passear

 

Eu nunca poderia  esquecer do seu Antonio Português

O vendedor de frangos, que todo sábado eu era freguês

Meu pai me dava “umzão”, dinheiro da época que nem sei se era o cruzeiro ou tinha outra nominação;

Só sei que o seu Antonio e eu entrávamos  no galinheiro e entre centenas de frangos carijós, índios e galinhas gordas eu escolhia meu frangão que no domingo nós comeríamos com macarrão

 

Hoje não temos mais a fartura do frango caipira

Temos os de granja que o sabor pouco nos inspira

Mas se é o que temos para comer

Ficamos contente por ainda estes mesmos a gente ter

 

Não passando despercebido a banca do Juventino sempre lá na esquina da avenida Getúlio Vargas a ficar

Mais de cinquenta anos atrás, no ponto de ônibus do Vavá se fez

pela primeira vez instalar

Tempos depois, a mudança podemos presenciar, e há muito na esquina do Fifa Tintas esta a trabalhar

Foi nos idos tempos de criança, que as figurinhas de álbuns e gibis nesta banca, nós íamos comprar

 

Muita gente precisa saber que há 55 anos uma grande devoção

na nossa cidade se faz permanecer

É o terço a Santos Reis, que todo dia 6 de janeiro na casa da família Assunção,

lá na Vila Rica vem acontecer

Passando de pai para filhos, do saudoso seu Albino,

 carroceiro que perdura a devoção nesta reza a todos enaltecer

Esta tradição que tem o firme propósito dos filhos Ilza, Archimedes e Joãzinho nunca deixar perecer

Pedindo na fé e na devoção, proteção às famílias jandaienses, para que todos com saúde, paz, amor, harmonia e prosperidade possam sempre ter

 

Se é o passado aqui querer registrar para a história poder contar

Falo das famílias Zeferino, Maranho e Peres que no km 03 e 06

às beiras do rio Marumbizinho vieram entrar

Do também esquecido Marcolino, que a família Raimundo podia se relacionar, estes que no ano de 1938 vieram para cá fincar o pé e desbravar

 

Foram estes os primeiros em Jandaia do Sul na mata fechada a chegar

A perda que sentimos é que pelo vento da verdadeira história

ninguém pode acompanhar

Onde para se empreitar busca de mantimentos na cidade de Apucarana

um grande picadão de carroça se tinha que enfrentar

Na mata virgem nos anos de 1942, 1943, 1944 até 1945 até a 2ª guerra mundial acabar

Havia a falta do sal, açúcar ou querosene para poder a alimentação fabricar e não tinha o combustível para o  candeeiro poder iluminar

 

Tantas coisas poderia ainda retratar

Mas é de bom tamanho para outros também deixar

Cada jandaiense tem sua própria história de vida a contar

Nesta cidade querida, onde tantos prefeitos nós vimos passar

 

Cada um fez sua marca por todos os cantos a deixar

Nas glebas do nosso município, e em todos os bairros podemos notar

Dando suas contribuições para o crescimento do município acelerar

Tivemos por primeiro o Lino Marqueti, o Zito, o Valera. João Pagliarine, Hermínio Vinholi, Perseu, Neco, Biral, Moacir e o José Borba, que atualmente com habilidade e competência na Prefeitura está

 

Agora, deste momento por diante vamos todos contribuir e aguardar

Que o desenvolvimento possa com otimismo e vontade chegar

Resgatando valores, desde a nossa Praça do Café até a rodoviária para o bem estar

Que volte a ser um espaço saudável para a nossa gente poder usar

Com lanchonetes descentes, e as salas de cultura, que seja o cartão de visita de Jandaia para nosso povo se orgulhar

É por ali que devemos com vontade começar

 

Quantos trabalhos de artistas jandaienses nós poderíamos apreciar

Em salas e oficinas de artes culturais, onde, por exemplo, podemos citar

O seu Cláudio Raimundo, no alto dos seus 85 anos,

suas esculturas em madeira poderia ali apresentar

E tantos outros, que ainda estão no anonimato

e que uma grande lista poderíamos formar

 

Um passo inicial já se pode notar, com a construção do anfiteatro Municipal,

ali mesmo onde no passado muitos circos para nossa alegria se faziam instalar

Hoje com a retirada dos quiosques de lanches para outro lugar

Sentimos que Jandaia do Sul, para melhor vai mudar

 

Agora é a vez do sistema de trânsito que urgentemente se precisa reformular

Onde no comércio local, todos possam seus veículos estacionar para comprar

Produzindo maior segurança aos visitantes de outras cidades, de outros estados e também  ao povo deste  rincão do Vale do Ivaí, que o nosso município tem que receber bem e agradar

 

Finalizando não posso deixar, de um colega estimado falar

É o professor Lourenço Ildefonso da Silva

Que na sua vida de magistério, educador sempre será

Com seus companheiros da Sociedade dos Poetas Jandaienses

Vem com luta aguerrida a nossa cultura preservar

 

Nossa cidade simpatia, que em seu hino vem a pregoar

“Jandaia do Sul, no altar da pátria deve estar”

Ainda gostaria de ver, através de Lei, a Câmara Municipal aprovar,

e  a Prefeitura  concretizar

Para o nosso grande potencial estudantil, o espaço botânico e o mini-zoológico, onde nossas crianças pudessem ir visitar e estudar

 

Se não tivermos ousadia, e vontade de projetos a edificar

Futuramente nossas crianças só conhecerão a fauna e a flora pela televisão e na internet a olhar

 

Jandaienses!

 

Não podemos perder o registro do passado

Ainda gostaria de visitar o Museu Histórico de Jandaia

Para as futuras gerações nossa trajetória poder mostrar

Neste momento presente, é tempo de despertar

Para que possamos com orgulho um belo futuro às gerações vindouras deixar!

 

 

Renato Tomazi

 

A IGREJA ABANDONADA

 

Lá na beira da estrada

Pertinho da encruzilhada

Lá no alto do espigão

Tem uma igreja abandonada

Que vive ali desprezada

Cercada de colonião

É lembrança do passado

Era ali que o povoado

Fazia sua oração.

 

Tinha festa e quermesse

Tinha missa, tinha prece

Tinha grande devoção

Se levantar a bandeira

Se acendia a fogueira

Nas festas de São João

Mas o tempo bom se passou

Hoje tudo se acabou

Só ficou recordação.

 

Naquela igreja largada

Quase toda destelhada

Lá dentro mora um cristão

Que vive ali sem guarida

Me contou a sua vida

Que doeu meu coração

Ele dormia num canto jogado

Lá na parede encostado

No lugar do São Cristão.

 

Trabalhei pro fazendeiro

Fui peão, fui retireiro

Já tive muitos patrão

Ajudei abrir fazenda

Hoje de mim ninguém se lembra

Nem se quer me dá estrada

Com uma vergonha danada

Pra alguém que me dê o pão.

 

A minha esposa querida

Me deixou aqui nesta vida

Se tornou uma perdida

E vive de mão em mão

Dos meus cinco filhos queridos

Dois se tornaram bandidos

Assaltante e ladrão

Eu vivo nesta igreja jogado

Só saio daqui carregado

O dia que estiver deitado

Dentro do meu caixão.

 

Obs.: Da SPJ: digitação quase fiel do original: 1º. Deixamos “patrão” no terceiro verso da quarta estrofe para rimar com “pão”, do oitavo verso da mesma estrofe.

2º. Deixamos “Assaltante e ladrão”no sétimo verso da quinta estrofe, pois achamos que são qualificações de cada um dos dois filhos bandidos e também por rimar com “caixão” no onésimo verso dessa mesma estrofe.

 

 

Terezinha Guimarães de Morais

 

ACRÓSTICO – EDUCAÇÃO

 

Educação, para a sociedade é a melhor solução

Devemos sempre atualizar

Uma nova escola, uma nova emoção

Capacidade temos e, para isso devemos trabalhar

Amanhã depende de nós, tudo pode mudar

Crianças felizes e todas nas escolas

Amadas e aprendendo amar e não nas ruas pedindo esmolas

O amor de Cristo, tudo pode superar e transformar.

 

 

Sueli Aparecida Ros Fajardo dos Santos

 

RETALHOS

 

A ti, os versos mais puros,

Brotos da minha emoção,

Juntaram-se um a um

Em tua caminhada.

 

Das minhas carnes,

Teu pulsar e teus suspiros

Se fartaram em gozo

E lágrimas.

 

Ruínas de mim

Construíram tua morada

E eu agora, desabrigada,

Recolho-me assim, em mim...

 

 

SENHA

 

Não cisme com meu olhar

Que lhe queima a alma,

Que lhe ferve o sangue,

Te atiça, te assanha.

 

Recolha a minha verdade,

Metade do que for inteiro,

Inteiro do que for partido,

Ajuste tua superfície às minhas entranhas.

 

Já é hora das horas em liberdade,

Do suor insano, contemplando gozo,

Já é hora dos gemidos soltos,

Venha!

 

Ajuste teu tempo com minha memória,

Com a nossa história, saliência notória,

E seja único a desvendar meus segredos,

A arriscar sequências, a descobrir minha senha.

 

TUA VOZ

 

Ah, essa voz que se faz presente e agora,

Com calma, na alma, tece alegrias e esperança,

Dilata o coração num suspiro longo de fé

Para quem a vida proverá belas lembranças!

 

A angústia se dissipa nos teus belos versos

Que insinuam novos dias, flores a encantar

A estrada, muitas vezes íngreme, débil e escarpada,

Com tua renascente canção a abrigar meus passos.

 

Já não me sinto tão solitária neste triste desafio

De viver a eterna e entediante busca por respostas,

Quase me bastam tuas vindas rarefeitas e tímidas,

Para que haja serenidade nesta alma tão exposta.

 

BADULAQUES

 

Quando, enfim,

Da minha existência me for,

Que fiquem espalhados

Todos os meus pertences,

Apegos desapegos,

Soltos, não camuflados,

Provas da minha vivência.

 

Serão apenas

Meus badulaques,

Disformes, angulosos,

Desajustados,

A preencher vazios,

A explodir lembranças.

 

Espero que

Estando espalhados,

Alguém os recolha

Em algum canto

Abandonado,

Esquecido,

Perdido no coração.

 

Na pior das hipóteses,

Que continuem assim

Espalhando...

Espraiando...

Espalhando...

 

Restos do meu ser

Inacabado,

Pedaços de mim.

 

 

 

 

 

A BRUXA ESTÁ SOLTA

 

Lembro-me bem de algumas traquinagens da infância. Eu e meu irmão tínhamos uma imaginação de fazer inveja a qualquer Mark Twain. Isso muito preocupava nossa mãe, que vivia nos vigiando. Éramos piratas e subíamos no mais alto ponto do mastro do navio, que

Nada mais era do que o final da copa de uma bela mangueira, que havia no nosso quintal, aliás, nosso parque de diversões.

 

Certa vez, o mastro quebrou e lá fui eu para o chão. Cinco pontos bem no meio do queixo foi tudo, além de um medo danado de altura, que cultuo até hoje. Anjos também nos vigiavam o tempo todo é o que chego a pensar assim hoje, quando me lembro da queda.

 

Quando não queríamos almoçar, escorregávamos pelos vãos dos olhos da sentinela Antônia e íamos parar na casa dos vizinhos, aos quais chamávamos de avós. Ela, quando descobria nossa fuga, ficava aterrorizada. Havia, na casa desses mesmos vizinhos, um cachorro muito mau chamado Pelé, que deu conta de um gato muito estimado, da vizinha do outro lado, quando minha mãe o tocou, pois estava sujando a calçada que ela tinha acabado de limpar, e ele foi dar de cara com o cachorro. Pensou no possível castigo dos céus, pelo descuido de enviar o gato à bocarra do Pelé. Corria nos buscar e nos prometia sempre uma surra com varinha de macieira.

 

O que fez, certa vez, nossa mãe quase enfartar, foi, sem dúvida, nossa briga com os “irmãos selvagens”, vizinhos da casa que fazia fundos com o nosso quintal. Eram sanguinários e saíram atrás de nós com uma faquinha de cozinha. Eu havia acabado de me deliciar com um suco de morango pura-tinta, daqueles de rodoviária, mas que nos chamavam atenção pelas formas das embalagens. Havia, também, escorrido suco e parado na minha blusa branca. Quando minha mãe me viu, pensou logo numa tragédia. Os olhos delas viam sangue, onde, em mim, era apenas suco de morango pura-tinta, desespero total... Foi então que ela teve a idéia...

 

- De agora em diante vocês vão brincar apenas aqui na calçada que rodeia a casa, não vão mais brincar com aqueles meninos que só gostam de briga e não vão mais para a casa dos vizinhos, porque eu soube que há uma bruxa nas vizinhanças, esperando o momento certo, num descuido, para levar embora as crianças que ela encontrar.

Nossa!!! Uma bruxa por ali...!!! Como seria uma bruxa? Teria a tal verruga? Seria desdentada e descabelada? Voaria com uma vassoura e um gato preto de carona? Ah, mas quanto ao gato preto, o Pelé dá jeito...

 

- Mãe, bruxas não existem. – Ah não? Pois abusem, para ver.

 

O fato é que, para corroborar, mesmo sem querer, para a tal história de dona Antônia, nossa mãe, o locutor de uma emissora de rádio, que ouvíamos, por acaso, finaliza, após ter noticiado a morte de uma criança e outros fatos fatídicos, que, já naquela época, davam ibope: A bruxa está solta! Foi o bastante... pelo menos, para o sossego da nossa pobre mãe, durante umas duas semanas, creio. Depois, por conveniência nossa (minha e do meu irmão) que já estávamos morrendo de saudades dos “irmãos selvagens”, dos nossos avós vizinhos e do nosso quintal mágico, achamos que a dita bruxa tinha ido procurar crianças em outros lugares. Afinal, ficar em uma cidade pequena, por muito tempo, não era bom negócio. Poderia ser pega e seria o fim dela...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Esperamos que com esta obra estejamos contribuindo para o desenvolvimento cultural do nosso país. O Brasil dentro do cenário mundial está deixando muito a desejar com respeito a sua educação, perdendo até para muitos países considerados 3º mundo, isto é lastimável, pois o potencial de um país se mede através da cultura do seu povo.

Que cada co-autor deste livro continue semeando cultura e esperanças nos corações de todos aqueles que tentam criar algo novo em prol do próprio homem e da humanidade.

Que os poderosos tentem não só multiplicar as suas riquezas, mas sim a cultura de todos os povos, algo tão saudável para cada país e, principalmente para cada criança que é o futuro de cada país. Que este homem poderoso veja no outro homem a imagem e semelhança de Deus.

Que cada leitor desta mesma obra entenda que para se chegar até aqui, foi preciso muito sacrifício por parte dos seus organizadores e co-autores.

 

 

FAZENDO AS MALAS

 

Se você tem coisas boas para encher as malas do seu espírito, vai perceber que quanto mais cheia, mais leve ela fica. Lena Gino

 

FIQUE SABENDO QUE...

 

Jamais uma nação será forte

Nunca um povo será feliz...

Se a ignorância for sua sorte

E se o analfabetismo for seu juiz.

 

“Antonio Fernando”